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Em Busca do Primeiro Milhão

Introdução explicativa

"Em Busca do Primeiro Milhão" é uma comédia de erros e acertos, repleta de personagens excêntricos e situações hilárias. A trama segue um grupo de jovens japoneses em sua jornada para alcançar o tão sonhado primeiro milhão, cada um com suas ideias malucas, inventos improváveis e aventuras inesperadas. De Hiroshi, o programador que acidentalmente cria uma rede social de comidas, a Yuki, a vendedora de sorvetes que cria sabores exóticos sem querer, os personagens se veem em situações cômicas e inusitadas enquanto tentam alcançar a riqueza.

Dividido em 20 contos, o livro mistura falhas, risadas e aprendizados, mostrando que, no final, muitas vezes é o erro que leva ao sucesso. A narrativa é descontraída, cheia de surpresas, e tem o tom leve e divertido que promete entreter qualquer um que esteja em busca de boas risadas enquanto embarca nessa jornada cheia de personagens únicos, ideias bizarras e momentos que parecem mais saídos de um sonho impossível.

Em cada capítulo, o leitor vai encontrar uma nova história, com um novo protagonista e uma nova tentativa de alcançar o sucesso, com muita irreverência, criatividade e, claro, muito humor. Este é o tipo de livro que prova que, no caminho para a fortuna, o importante não é apenas o destino, mas a diversão que encontramos ao longo do percurso.

Se você está em busca de uma leitura leve e engraçada, "Em Busca do Primeiro Milhão" é a escolha certa para se divertir enquanto aprende (ou não) com os erros dos outros!

Ao longo da jornada, cada personagem traz consigo uma peculiaridade única que mistura sonhos grandiosos e uma dose de ingenuidade. Enquanto Hiroshi tenta revolucionar o mercado com seu aplicativo falho, Yuki cria um império de sorvetes excêntricos sem saber muito sobre o que está fazendo, mas sua criatividade acaba conquistando a atenção do público. Takashi, o investidor de peixes raros, transforma um erro de cálculo em uma lucrativa indústria de caracóis, provando que o fracasso pode ser a melhor receita para o sucesso.

O leitor vai se divertir com a história de Megumi, a barista que acidentalmente cria uma cafeteria de luxo, e de Saki, a programadora que decide criar um aplicativo de encontros, mas termina conectando animais de estimação. Enquanto Ayumi, a personal trainer, tenta ensinar exercícios improváveis, como fazer flexões enquanto come sorvete, os personagens continuam a cometer erros cômicos, mas todos, de algum modo, encontram seu caminho rumo ao sucesso — ou pelo menos, uma versão dele.

Cada conto traz algo inesperado, seja uma invenção sem querer ou uma ideia absurda que, por acaso, conquista o mundo. O livro mistura a crítica sutil ao mundo dos negócios e das redes sociais, mas sempre com uma abordagem leve e engraçada, permitindo que os leitores se identifiquem com os momentos de falha, mas também de esperança.

A cada novo capítulo, os leitores são apresentados a novos personagens que, apesar das gafes, vão conquistando o impossível — tornando claro que o sucesso pode vir de onde menos se espera, desde que se mantenha a mente aberta e o coração disposto a aprender com os erros. E no final, ao reunir todos esses personagens aparentemente desastrados, o livro oferece uma mensagem cômica e inspiradora: no jogo da vida, a busca pelo primeiro milhão não é sobre ser perfeito, mas sobre estar disposto a rir de si mesmo e continuar tentando, mesmo quando tudo parece dar errado.

Com capítulos recheados de situações inusitadas, falhas empreendedoras hilárias e uma boa dose de perseverança, **"Em Busca do Primeiro Milhão"** é o livro perfeito para quem acredita que, no fundo, todo grande sucesso começa com um grande erro.

Cada capítulo do livro "Em Busca do Primeiro Milhão" traz lições valiosas — e, ao mesmo tempo, hilárias — sobre como os erros, as falhas e as experiências inesperadas podem ser a chave para o sucesso. Aqui está o que o leitor pode aprender com cada tópico:

O Início do Sonho – "Errar é parte do processo."

Lição: Não tenha medo de falhar ao iniciar um novo projeto. O erro inicial pode ser o ponto de partida para algo grande, e cada falha é uma oportunidade de aprendizado.

A Loja de Sorvete de Milhões – "Inovação vem de onde menos se espera."

Lição: Às vezes, o sucesso está em ser ousado e criar algo único, mesmo que inicialmente pareça uma ideia estranha. A originalidade é muitas vezes o caminho para o sucesso inesperado.

O Investidor de Peixes – "A verdadeira riqueza vem da adaptação."

Lição: Às vezes, os planos mais bem preparados falham. No entanto, a habilidade de se adaptar rapidamente às circunstâncias pode transformar um erro em um sucesso.

Café para Ricos e Famosos – "O fracasso pode se tornar uma oportunidade viral."

Lição: Às vezes, quando as coisas não saem como planejado, você acaba descobrindo algo que se torna muito mais popular do que sua ideia original.

O Youtuber de Tecnologia – "Nem tudo vai sair como esperado."

Lição: O caminho para o sucesso pode ser repleto de falhas. O importante é não desistir e aprender com os erros. Um pequeno desastre pode gerar grandes oportunidades.

O Restaurante de Sushi Inovador – "Às vezes, os erros criam tendências."

Lição: O erro pode ser a chave para criar algo novo e inesperado que atrai atenção e se torna um sucesso. A criatividade nasce das falhas.

O Aplicativo de Encontros – "Tome riscos, mesmo que pareçam loucos."

Lição: Se você não sair da sua zona de conforto, nunca descobrirá o que pode realmente funcionar. Às vezes, as ideias mais malucas são as que realmente conectam as pessoas.

A Fábrica de Brinquedos Rejeitados – "A imperfeição pode ser a perfeição."

Lição: Nem tudo precisa ser perfeito para ser valioso. Os erros podem dar origem a algo muito mais significativo, como um produto ou conceito único.

O Mentor Misterioso – "Aprender com os outros é essencial."

Lição: Buscar conselhos pode ser útil, mas nem sempre os outros terão as respostas certas. É preciso confiar no seu próprio instinto e aprender com seus próprios erros.

O Famoso "App de Exercícios" – "Diversão é a chave para o sucesso."

Lição: O sucesso não precisa ser sério o tempo todo. Às vezes, misturar diversão com negócios pode ser exatamente o que você precisa para se destacar.

O Empreendedor de Cabeça Fria – "Nunca subestime o valor das pequenas coisas."

Lição: Grandes negócios podem surgir das ideias mais simples. Às vezes, um erro aparentemente bobo pode abrir portas para um negócio próspero.

O Concurso de Startups "Malucas"– "O inesperado pode ser o maior trunfo."

Lição: O mais importante não é a ideia em si, mas a disposição para inovar e experimentar sem medo de ser julgado. O sucesso pode vir de algo totalmente inesperado.

A Viagem para o Dinheiro – "A jornada é tão importante quanto o destino."

Lição: O caminho para o sucesso pode ser confuso e cheio de erros. Mas é a experiência e o aprendizado ao longo da jornada que trazem o verdadeiro crescimento.

O Curso de Milionário – "Ensinar também é aprender."

Lição: Ao tentar ensinar algo a outros, você pode aprender ainda mais sobre si mesmo e sobre o que realmente importa no caminho para o sucesso.

O Empreendimento de Moda - "Aprender com as falhas do passado."

Lição: Muitas vezes, o que você vê como falha pode se transformar em uma vantagem competitiva. Olhe para os erros passados e veja como eles podem ser usados para aprimorar seu futuro.

O Evento de Networking Não Planejado – "As conexões acontecem quando menos esperamos." -Lição: Às vezes, o networking mais eficaz acontece em situações inesperadas. Não subestime o valor das conexões informais.

O Final Surpreendente – "Junte as peças do quebra-cabeça."

Lição: No final, todos os erros e acertos se juntam para criar algo maior. O sucesso não é feito de uma única decisão certa, mas sim de uma série de aprendizados, falhas e vitórias.

Com cada capítulo, o leitor aprende que o sucesso raramente vem de um caminho linear e perfeito. A verdadeira chave para alcançar seus objetivos é estar disposto a aprender com os erros, a adaptar-se às mudanças e, o mais importante, a se divertir durante o processo. "Em Busca do Primeiro Milhão" ensina que a jornada para a riqueza não precisa ser séria o tempo todo — ela pode ser repleta de risos, descobertas e, claro, muitos erros que acabam sendo as maiores lições de todas.

A Lenda do Investidor Invertido – "Fazer ao contrário pode ser a solução."

Lição: Às vezes, as melhores soluções estão em fazer as coisas de maneira totalmente contrária ao que a maioria considera certo. O caminho para o sucesso não é sempre linear, e uma abordagem inversa pode ser justamente o que você precisa para sair na frente.

A Loja de Tecnologia que Ninguém Queria – "O mercado pode ser imprevisível."

Lição: Às vezes, um produto que parece sem futuro pode conquistar o público. O mercado é imprevisível, e não há como garantir que o que parece ser um erro será um fracasso. Incertezas podem se transformar em oportunidades quando você tem flexibilidade para pivotar rapidamente.

O Primeiro Milhão (De Uma Forma Muito Inusitada) – "A chave está em manter a resiliência e a perseverança."

Lição: Ao final da jornada, os personagens descobrem que o primeiro milhão não é apenas sobre dinheiro — é sobre as lições que aprendemos ao longo do caminho, a forma como enfrentamos os obstáculos e como não desistimos, mesmo quando as coisas parecem estar dando errado. O sucesso vem de nunca perder a esperança, mesmo diante dos maiores desafios.

Visão Geral das Lições:

Ao longo de todos os contos, o leitor aprende que o caminho para o sucesso é frequentemente mais complicado e imprevisível do que os conselhos tradicionais sugerem. Cada erro, falha e mal-entendido ajuda os personagens a se aproximarem da sua verdadeira meta: a descoberta de que o primeiro milhão não está apenas no dinheiro, mas em como lidamos com as adversidades, aproveitamos as oportunidades e, principalmente, nos divertimos com o processo.

O livro ensina que ser perfeito não é a chave para o sucesso, mas sim ser persistente, criativo e, acima de tudo, capaz de rir dos próprios erros. Cada personagem, com seus erros e acertos, vai mostrando que o sucesso não é uma linha reta, mas uma jornada cheia de altos e baixos — e que o aprendizado vem de todos os momentos, bons ou ruins.

Esses personagens, com suas falhas e sucessos, vão fazer os leitores refletirem sobre a importância de não desanimar diante de dificuldades e como é possível encontrar humor até nas situações mais complicadas. A verdadeira moral do livro é que, no fundo, o "primeiro milhão" pode ser mais uma questão de atitude do que de dinheiro — é sobre como você encara a vida, aprende com seus erros e se mantém firme na busca, independentemente de quantos tropeços aconteçam pelo caminho.

No final, o leitor verá que, embora os personagens tenham chegado a um sucesso "inusitado", o real tesouro foi o processo — uma jornada divertida, cheia de risos, surpresas e, claro, muitas lições valiosas.

O gênero do livro "Em Busca do Primeiro Milhão" seria comédia com elementos de ficção inspiracional.

É uma mistura de comédia cômica e de erros, onde os personagens passam por situações engraçadas e absurdas enquanto tentam alcançar seus objetivos, com uma leve crítica ao mundo dos negócios e ao conceito de sucesso. Ao mesmo tempo, o livro carrega um tom de autodescoberta e inspiração, pois, apesar das falhas e erros, os personagens continuam em busca de seus sonhos, mostrando que o sucesso pode ser encontrado em jornadas inusitadas.

Portanto, a obra é cômica, divertida, mas também oferece lições sobre perseverança, adaptação e como rir de si mesmo durante a busca pelo sucesso.

O Início do Sonho e o triunfo do pum

Hiroshi sempre foi o tipo de pessoa que acreditava que um código perfeito poderia mudar o mundo. Com seus óculos de aro grosso e sua camiseta do "Futuro Programador", ele estava decidido a criar algo revolucionário, algo que faria as pessoas pararem de pensar em redes sociais inúteis e passassem a focar em questões realmente importantes, como... bem, sei lá, como melhorar a saúde mental ou compartilhar dicas de economia sustentável.

"Eu vou criar um app que vai transformar vidas", dizia ele para si mesmo enquanto tomava um gole de café, o qual, pela décima vez naquela semana, era mais café do que leite. Hiroshi acreditava que o universo estava conspirando para que ele criasse algo épico. Afinal, todos os grandes inventores começaram assim, certo? Em uma garoa de café, sonhos e um bom fluxo de código.

Ele passou dias e noites no computador, teclando freneticamente, sem parar para respirar — ou dormir. O que poderia dar errado? Só porque ele tinha acabado de aprender a programar na semana anterior, não significava que ele não estava pronto. Aliás, quem não quer um aplicativo que vai transformar a sociedade? Ele já havia feito toda a pesquisa: "Aplicativos de sucesso: Como fazer algo útil para a humanidade", "Como salvar o planeta com um app" e "Apps que fizeram a diferença — Ou não".

Quando finalmente terminou seu projeto, ele estava animado. "Esse vai ser o próximo grande sucesso! O mundo vai agradecer", pensou, com um sorriso meio insano no rosto. O aplicativo estava pronto para ser lançado: LifeChanger. O nome já dizia tudo. Ele esperava que a galera compartilhasse dicas sobre saúde mental, sustentabilidade, talvez até como economizar água. Uma revolução social em suas mãos.

Na verdade, Hiroshi se surpreendeu com a rapidez com que as pessoas começaram a se cadastrar. Porém, algo estava... errado. Não era bem como ele imaginava.

O app, ao invés de ser uma plataforma cheia de postagens significativas e motivacionais, virou um espaço onde as pessoas postavam fotos de suas refeições. E quando digo "fotos de refeições", não estou falando de pratos bonitos, artísticos ou saudáveis, não! Eram simples pedaços de pizza, saladas murchas e hambúrgueres em embalagens de fast-food com hashtags como #MinhaVidaÉIsso #ComiIssoHoje #NãoSouFitMasTôTentando.

Hiroshi não entendeu. Ele ficou confuso por alguns dias, tentando achar um bug no sistema que explicasse aquela avalanche de pratos de arroz e feijão, mas não havia nenhum. Tudo parecia perfeito... tecnicamente falando. Foi então que ele olhou os dados e percebeu que o app estava se tornando viral. Mas o que ele não conseguia entender era por que as pessoas estavam tão interessadas em compartilhar comida. "Mas... isso não é o que eu planejei!", gritou, enquanto olhava seu feed repleto de fotos de sushi e yakisoba.

“Não! Eu queria uma plataforma para discutir mudanças globais, não o melhor jeito de fritar um ovo!” Hiroshi quase entrou em pânico. "Como posso reverter isso? Como arrumo isso?!" Mas, ao mesmo tempo, ele não podia negar: a coisa estava ficando grande.

"Ei, Hiroshi, você viu isso? O aplicativo está bombando!" disse seu amigo Kenji, um entusiasta de fitness que, em sua opinião, achava que qualquer comida que tivesse menos de 300 calorias e fosse postada com uma legenda motivacional era um conteúdo relevante.

"Eu sei, mas... não era isso que eu queria. Eu queria mudar o mundo, não alimentar o ego de pessoas postando fotos de pizza!", Hiroshi respondeu, com um tom de frustração.

Mas o pior estava por vir.

Enquanto Hiroshi tentava desesperadamente tentar inserir hashtags que encorajassem a galera a discutir temas como "reciclagem" e "autoajuda", o app começou a gerar algo totalmente inesperado. As fotos de comida estavam sendo compartilhadas em massa... mas agora, elas estavam sendo comentadas com as coisas mais aleatórias que ele jamais poderia imaginar.

"Wow, esse hambúrguer parece o meu ex-namorado, mas sem o queijo", dizia um comentário sobre um sanduíche de carne.

"Me lembrou meu cachorro quando tenta roubar comida na mesa", dizia outro sobre uma salada que, segundo Hiroshi, nem deveria estar ali.

O caos estava se instalando, mas Hiroshi se viu impotente para controlar aquilo. O app estava, de algum jeito, viralizando. Ele observou com um misto de choque e, ao mesmo tempo, uma leve sensação de orgulho, como se, de alguma maneira, ele tivesse criado algo revolucionário — só que a revolução não tinha nada a ver com salvar o mundo.

"Eu criei uma rede social para compartilhamento de comida... Eu realmente criei uma rede social de comida", Hiroshi sussurrou, ao perceber que seu aplicativo estava, na verdade, sendo considerado a nova sensação da internet. O caos estava apenas começando.

Após alguns dias de euforia, Hiroshi começou a perceber que, por mais absurdo que fosse, o LifeChanger estava realmente decolando. Fotos de comida inundavam o aplicativo como se fosse um festival de gastronomia digital, e ele não podia negar: o aplicativo estava viralizando. Começou a ser mencionado em blogs, memes foram criados, e até programas de TV começaram a falar sobre ele.

"Eu sou um gênio!", Hiroshi pensou, com uma mistura de alívio e uma ponta de orgulho. Finalmente, algo que ele criou estava chamando a atenção mundial. O app estava se tornando um fenômeno global.

Mas logo ele percebeu que o sucesso não vinha sozinho — e nem com um cheque grande na conta.

Hiroshi, com seus olhos brilhando de excitação, fez algo que pensou ser uma jogada de mestre: ele decidiu monetizar o app. Ele imaginava que, com a popularidade crescente, o dinheiro logo começaria a cair como chuva. Anúncios de restaurantes, influenciadores postando pratos de comida, e quem sabe até uma linha de produtos com o logo do LifeChanger?

“Se as pessoas estão gastando horas postando suas marmitas, por que não ganhar dinheiro com isso?”, ele pensou, com um sorriso maquiavélico.

Então, Hiroshi passou a incluir banners de anúncios, inseriu um botão de "assinar premium" para ver receitas exclusivas e ainda pensou em criar uma loja dentro do aplicativo para vender utensílios de cozinha e receitas especiais de chefs desconhecidos. Ele achava que estava criando uma máquina de fazer dinheiro.

Porém, nada disso funcionou como ele imaginava.

Primeiro, os anúncios eram mais ignorados do que uma olhada sem graça para uma pizza que já esfriou. Os usuários simplesmente não estavam interessados nas publicidades — afinal, se o app era sobre comida, as pessoas só queriam saber de mais comida, não de mais "promoções de lojas". E, claro, cada vez que ele colocava um banner de anúncio, surgiam reclamações de "spam" e "poluição visual" nos comentários.

Segundo, a versão premium? Ah, bem... ninguém queria pagar por receitas exclusivas de alguém que mal sabia cozinhar, e a única coisa exclusiva que as pessoas realmente queriam eram as fotos de comida de graça. Hiroshi tentou criar uma versão "VIP", onde o usuário teria acesso a "pratos secretos", mas as pessoas estavam tão felizes com a simplicidade do app que não viam necessidade de pagar para ver mais o quê? Fotos de comida, só que mais caras?

Terceiro, a loja de utensílios de cozinha. Quando ele lançou a funcionalidade, imaginando que as pessoas estariam desesperadas para comprar utensílios da marca "LifeChanger", foi um desastre total. Ele viu seus primeiros números de vendas e quase desmaiou ao perceber que, ao invés de utensílios de cozinha, os usuários estavam comprando... adesivos de comida. Sim, adesivos. De comida.

Hiroshi tentou vender os utensílios com nomes sofisticados, como "Espátula do Futuro" ou "Panela Espacial". No entanto, as pessoas estavam comprando, sem querer, apenas adesivos de "taco de rua" e "ramen com estampa de emoji". Ele não conseguia entender: como aquelas fotos de comida se tornaram a estrela do aplicativo, mas nenhum usuário estava interessado nas opções de monetização que ele oferecia?

"Mas o que está acontecendo?!", Hiroshi gritou, enquanto olhava seu gráfico de receita que descia mais rápido do que sua confiança. Ele estava começando a perceber que a única coisa que estava se espalhando mais rápido do que seu sucesso era o fracasso financeiro.

Ele se sentou, de cabeça baixa, olhando para o computador e se perguntando onde foi que ele errou. Ele criou um aplicativo, sim, mas o que as pessoas queriam não era o que ele tinha planejado. Era só... comida.

E assim, Hiroshi encontrou a triste realidade: ele tinha feito sucesso, mas não sabia como lucrar com ele. O LifeChanger estava, na verdade, sendo apenas mais uma plataforma de "fofoca de comida" — uma nova rede social de preguiçosos culinários, onde o único resultado tangível era o aumento da barriga de quem passava horas rolando pelo feed de alimentos.

"Talvez o mundo não precise de um app que transforme vidas... talvez ele só precise de um lugar para mostrar o que come", Hiroshi pensou, enquanto se afundava em seu sofá com um prato de macarrão instantâneo, mais uma vez se perguntando se o mundo estava pronto para o que ele queria oferecer — ou se ele mesmo estava pronto para aceitar o que ele realmente havia criado.

Mas, como toda boa história de fracasso, Hiroshi não desistiria. O sonho ainda estava vivo, pelo menos em sua mente. Mas a monetização? Ah, essa era uma história que ele precisava entender... e rapidamente.

Hiroshi estava sentado em sua pequena mesa de trabalho, rodeado por papéis amassados e xícaras de café vazias, quando algo aconteceu. Sua cabeça estava cheia de ideias, todas tão boas quanto um pedaço de bolo de chocolate em uma dieta — absolutamente ineficazes. Ele olhava para o gráfico de receitas do app, que mais parecia uma linha de montanha-russa no fim de um parque de diversões.

Foi então que, de repente, uma centelha brilhou em sua mente, como se fosse a luz de um farol no meio de uma tempestade de erros de código. Ele teve uma ideia brilhante. Não uma ideia qualquer, mas a ideia.

"Que tal se... eu transformasse a comida em um produto? Em vez de simplesmente mostrar as fotos de comida, as pessoas poderiam comprar a comida direto do app!", Hiroshi disse para si mesmo, com os olhos brilhando como o sol refletido na tela do seu computador.

Ele saltou da cadeira, derrubando o café da mesa e batendo o joelho na quina do móvel (como um bom programador que ainda não sabia como organizar o espaço de trabalho, aliás). Mas a dor não o impediu. Ele estava inspirado!

"Sim! Vamos vender comida!", ele exclamou, enquanto tentava evitar que o café se espalhasse mais e suas ideias caíssem pela janela junto com a bagunça. Ele se lembrou de algo que tinha visto em algum lugar: uma aplicação onde você poderia enviar comidas para amigos. Claro, ele não estava pensando em entregas gourmet, mas em algo mais simples, mais... engraçado.

Ele olhou para o feed do LifeChanger e teve uma revelação. As pessoas estavam postando tudo o que comiam, mas será que estavam compartilhando isso com outras pessoas? Não! Mas, e se ele permitisse que os usuários comprassem as comidas que viam no feed? Ele já tinha os dados de localização dos usuários. Já tinha as fotos. O que faltava? A conexão entre a fome e o desejo de comer!

"Sim, sim, sim! Eu vou criar um sistema de troca de refeições virtuais!" Hiroshi gritou, com tanta empolgação que quase acordou seu vizinho debaixo, que já estava acostumado com os altos e baixos do sono de Hiroshi (principalmente quando ele estava tendo suas epifanias).

A ideia era simples, mas estranha: as pessoas poderiam comprar "refeições digitais", que seriam basicamente cupons para comprar a comida que viam postada no feed, como uma espécie de "presentinho culinário". Quem postasse uma comida poderia ganhar um cupom para escolher outro prato de um restaurante perto de sua casa, ou até mesmo de um "comerciante local". Era como um match de comida, mas de forma online!

"Eu vou me chamar de... LifeGrub!" ele disse, já começando a escrever os códigos para adicionar o novo sistema. "Vamos ver o que acontece quando misturamos fome com tecnologia, pessoal!"

Ele imaginava como seria. As pessoas poderiam, agora, comer o que viam, literalmente! E, claro, Hiroshi finalmente teria uma fonte de receita real para o aplicativo, onde, ao invés de apenas ver fotos de uma pizza, o usuário poderia clicar e enviar a pizza para a casa do amigo, pagando uma taxa bem pequenininha.

"Eu posso até criar camisetas LifeGrub, como uma linha de moda gourmet. E quem sabe... uma assinatura premium com descontos especiais de restaurante!", Hiroshi riu sozinho, já se sentindo o Rei da Internet Culinária.

Ele estava tão empolgado que esqueceu de tomar o remédio para dor de cabeça que sempre tomava depois de tanto tempo sem dormir. Mas, ao mesmo tempo, ele não se importava. Ele estava pronto. Sua ideia estava pronta para ser a revolução. Agora ele só precisaria de parceiros.

Ele procurou nos contatos de seu celular e mandou mensagem para todos os restaurantes que conhecia, todos os pequenos comerciantes e até para aquele sushi-bar que ele sempre gostava, mas que nunca tinha coragem de entrar. Ele estava mais determinado do que nunca.

"Vai ser a maior venda de comida virtual da história", Hiroshi pensou, já se vendo celebrando com uma pizza gigante, que ele compraria com os primeiros lucros da sua brilhante ideia.

Porém, antes de ser engolido por sua própria visão do futuro, Hiroshi parou. Ele tinha uma última dúvida: o que as pessoas realmente fariam quando tivessem essa opção? Será que iam comprar comida de seus amigos só porque viram uma foto? Ou, talvez, o mais importante: ele conseguiria convencer os restaurantes a entrarem nessa doideira?

"Ah, é só testar. Se não der certo, pelo menos vou ter feito alguém rir... e quem sabe essa pessoa vai me pagar um lanche!", Hiroshi pensou, antes de apertar o botão que iria transformar seu app em algo... talvez menos útil, mas mais saboroso.

Hiroshi não acreditava que estava finalmente ali. Ele, um simples programador, havia conseguido investidores para o LifeGrub, sua ideia revolucionária de permitir que as pessoas comprassem as comidas que viam no feed, tudo através de um aplicativo. A sua ideia havia sido aceita por três investidores de uma grande startup de tecnologia. Eles acreditaram nele, acreditaram na revolução culinária digital. Ele, agora, estava prestes a se tornar o rei do universo da comida virtual.

Mas antes da grande reunião, Hiroshi cometeu um pequeno erro — talvez um erro estratégico. Ele estava tão nervoso e animado, que decidiu ir até o restaurante mais próximo e, como um homem com fome de sucesso, pediu a maior pizza que o dinheiro poderia comprar. Claro, ele estava morrendo de vontade de comer, mas... ele talvez tenha se empolgado um pouco mais com a pizza do que com a sua barriga.

A reunião aconteceu em uma sala sofisticada, com grandes janelas, luz suave e uma mesa de vidro que refletia a atmosfera de prosperidade. Ele se sentou, claramente ansioso, com seus investidores observando-o com um sorriso no rosto. A apresentação foi um sucesso até aquele ponto, as estatísticas estavam boas, o mercado estava a seu favor e até a sua visão inovadora estava sendo elogiada. Mas Hiroshi sentia algo dentro de si — e não era apenas o orgulho de estar ali.

Era uma sensação estranha, uma pressão no estômago, como se ele tivesse comido um relógio de parede ao invés de uma pizza.

"Agora, senhores, com o LifeGrub, vamos revolucionar a indústria da alimentação!", Hiroshi exclamou, já começando a ver o futuro brilhante à sua frente. Ele estava tão empolgado que o estômago deu um grande rosnado — algo que ninguém notou, mas ele sentiu que não seria bom ignorar.

Ele respirou fundo e tentou disfarçar. Mas logo, aquela sensação se transformou em algo mais imprevisível. Era como se o universo tivesse decidido que Hiroshi não poderia sair de uma reunião de sucesso sem um último teste de caráter. Foi então que o inevitável aconteceu.

No momento mais tenso da apresentação — quando ele estava falando sobre a expansão internacional do app e como a pizza digital seria uma inovação global — um som estrondoso ecoou pela sala. Não era um simples pum, era um som épico, como se uma trombeta tivesse sido tocada dentro de seu estômago. E, claro, estava justo no momento mais sério.

O tempo parecia parar. Hiroshi congelou. Os investidores olharam um para o outro, e o silêncio se instalou por um segundo que pareceu uma eternidade.

Então, algo milagroso aconteceu. Em vez de rir de Hiroshi, como ele temia, os investidores começaram a rir, mas não uma risadinha tímida, e sim uma gargalhada coletiva. Eles riam tanto que começaram a bater nas mesas e a se balançar para frente e para trás, sem conseguir controlar as risadas. Hiroshi ficou lá, com o rosto completamente vermelho, sentindo-se uma mistura de vergonha e alívio.

Mas o mais incrível aconteceu quando um dos investidores, o senhor Takahashi, que estava bem mais velho e com um terno elegante, enxugou as lágrimas dos olhos de tanto rir e disse, com uma voz séria, mas ainda com um sorriso nos lábios:

“Se você consegue fazer algo tão impactante quanto isso com um simples pum, Hiroshi, então você realmente tem potencial para mudar o mundo. Eu sempre gostei de pessoas que sabem rir de si mesmas. Agora, me fale mais sobre os próximos passos dessa ideia."

E com isso, Hiroshi percebeu que, em vez de estragar a reunião, o pum quebrou o gelo de maneira inesquecível. O resto da reunião foi um sucesso absoluto. Os investidores estavam tão divertidos e encantados com a forma como Hiroshi lidou com o incidente, que mal hesitaram ao fechar o contrato.

Hiroshi voltou para casa naquele dia com o coração leve. O LifeGrub estava oficialmente pronto para o lançamento. Ele conseguiu não só os investidores, mas também o respeito e o apoio deles, tudo por conta de uma pizza grande, um pum inesperado e um toque de sorte.

E, claro, ele jurou nunca mais comer uma pizza tão pesada antes de uma reunião importante.

O Sonho Congelado de Yuki e o arroto tridimensional

Yuki sempre teve um sonho simples: abrir sua própria loja de sorvetes e tornar-se a rainha do verão. Como vendedora de sorvetes há anos em uma pequena barraca no parque da cidade, ela sabia o que as pessoas gostavam. E também sabia o que elas não gostavam. Sorvete de morango era um clássico, mas ela estava cansada de ser apenas uma vendedora de clássicos. Ela queria ser diferente. Queria inovar. E, para isso, ela sabia que precisaria de algo grande.

E foi aí que ela tomou a decisão de dar o próximo passo. “Eu vou abrir uma franquia! Mas não será qualquer franquia, será uma loja de sorvete tão incrível que ninguém jamais vai esquecer.”

Yuki, com seu espírito sonhador e talvez um pouco impulsivo, pegou todo o dinheiro que economizara durante os últimos três anos de trabalho e, com um sorriso no rosto, fez uma compra grandiosa: uma máquina de sorvete de última geração. Era grande, brilhante e cheia de botões. Parecia mais um robô futurista do que algo que se usaria para fazer sorvete.

Ela imaginava o sucesso: sorvete cremoso, colorido, com sabores inovadores que fariam todos os outros vendedores de sorvete se arrependerem de não terem pensado nas ideias dela antes.

Quando a máquina chegou, Yuki estava empolgadíssima. Ela tirou a caixa com cuidado, quase reverenciando o que achava ser o início de sua jornada milionária. A máquina parecia até mesmo brilhar sob a luz da loja nova, com sua estrutura de aço inox e painel digital piscando com destaques coloridos.

Mas, quando ela começou a olhar os botões e manual, as coisas começaram a dar errado.

“Como é que liga isso aqui?” Yuki pensou, olhando o manual que parecia mais um manual de navegação para Marte. A máquina tinha tantos botões e funções que ela se sentiu como se estivesse tentando pilotar um avião em vez de fazer sorvete. Ela apertava um botão e uma luz vermelha piscava. Apertava outro e começava a sair um sinal sonoro estranho, como se a máquina estivesse tentando falar com ela, mas Yuki não fazia ideia do que estava acontecendo.

“Ok, talvez eu tenha me empolgado um pouco...”, Yuki disse para si mesma, tentando manter a calma, enquanto o painel da máquina piscava como um semáforo quebrado.

Ela olhou ao redor, desesperada por ajuda, mas sua loja ainda estava vazia. Nenhum cliente para perguntar, nenhum mestre sorveteiro para guiar seus passos. Ela sabia que precisava fazer acontecer, então se a máquina não sabia como fazer sorvete, ela teria que improvisar.

“Por que não testar um sabor novo e inesperado?” pensou Yuki, buscando inspiração nos ingredientes espalhados por toda a loja. Ela olhou para o molho de wasabi que sempre usava como tempero para os pratos de sushi, e então olhou para o mel ao lado. Um sorriso travesso apareceu em seu rosto. "É isso!"

Ela jogou um pouco de wasabi na máquina, misturando com o mel e um toque de manteiga de amendoim. Yuki não sabia exatamente o que estava fazendo, mas estava se divertindo. Ela colocou o recipiente para armazenar o sorvete e, com um clique, a máquina fez um barulho estranho. De repente, o sorvete começou a sair, com um tom de verde vibrante e uma textura surpreendentemente cremosa. A sensação de orgulho tomou conta dela.

“Ok, vamos testar. Se der errado, pelo menos vai ser divertido ver a reação das pessoas”, Yuki pensou, colocando uma colher do sorvete esverdeado em um copinho.

Quando o primeiro cliente entrou na loja, Yuki estava nervosa, mas determinada. Ele parecia hesitante, olhando para o sorvete como se fosse alienígena. Yuki não pensou duas vezes. Ela se aproximou e disse com um sorriso:

“Você já experimentou o nosso novo sabor? Ele é uma mistura de wasabi, mel e manteiga de amendoim. Pode parecer estranho, mas garanto que vai surpreender!”

O cliente olhou desconfiado, mas Yuki, com a confiança de uma vendedora experiente, não desistiu. “Vai por mim. Você vai amar ou vai dar uma boa história para contar!”

O cliente deu uma colherada hesitante, e então seus olhos se arregalaram. Ele olhou para Yuki e, antes que ela pudesse se desesperar, ele sorriu. Ele riu e disse: “Eu não sei o que é isso, mas é... interessante! Eu vou levar um pote!”

Yuki ficou boquiaberta, mas não teve tempo de questionar. Ela sabia que acabara de criar algo que ninguém jamais imaginaria, mas que alguém, em algum lugar, iria amar.

Nos dias seguintes, algo inesperado aconteceu. O sabor de wasabi, mel e manteiga de amendoim virou uma espécie de fenômeno local. As pessoas começaram a chegar na loja dizendo: “Ouvi dizer que o sorvete maluco está aqui!” Outros clientes, mais corajosos, vinham pedir o “sabor surpresa”. Yuki estava vendendo potes e mais potes daquele sorvete estranho, mas as pessoas simplesmente amavam. As críticas eram hilárias, mas elas sempre vinham acompanhadas de elogios.

“Eu nunca imaginei que uma combinação dessas funcionaria, mas é viciante!”

“Isso aqui é uma explosão de sabores. Eu nem sei o que pensar, mas meu cérebro adora!”

Com o sucesso do sorvete maluco, Yuki percebeu que poderia criar ainda mais sabores inusitados. Mas, ao mesmo tempo, sabia que tinha que se concentrar na expansão de sua franquia.

O problema é que, a cada novo sabor, ela sentia uma pressão interna para criar algo ainda mais inusitado. E então, começou a misturar ingredientes como ketchup com sorvete de chocolate, ou até sorvete de pepino com pimenta, tudo com a promessa de algo novo e único.

A loja de Yuki virou um sucesso, mas a caminhada até o topo ainda estava cheia de surpresas e desafios. Ela havia começado com um simples sonho, mas com seus sabores esquisitos, ela agora era a vendedora de sorvetes que o mundo nunca esqueceria.

Yuki estava no meio do seu turno, servindo clientes empolgados que se amontoavam na frente de sua loja, ansiosos para experimentar os sabores mais malucos e inusitados que ela pudesse inventar. Ela estava feliz, sentindo que finalmente sua loja estava começando a se destacar na cidade.

O sorvete de wasabi e mel foi um sucesso tão grande que agora os clientes estavam pedindo tudo o que ela criava, desde sorvete de pizza até sorvete de bacon. A loja estava uma verdadeira festa de sabores!

Mas em meio a todo esse frenesi, algo aconteceu que ela não esperava. Enquanto servia um cliente e falava sobre seu mais novo sabor, o sorvete de abacaxi com molho de soja, Yuki não conseguiu segurar... um arroto gigantesco!

Ela olhou para baixo, completamente constrangida. O som foi alto o suficiente para que todos na loja parassem de conversar, e os olhos de todos se voltaram para ela. Foi como se o mundo tivesse parado por um segundo. O arroto parecia ecoar nas paredes da loja como um grito de vitória — mas, na verdade, foi tudo menos isso.

A clientela ficou em completo silêncio. Yuki, com a cara vermelha como um tomate, não sabia onde enfiar a cabeça. Ela tentou rir, mas estava tão sem graça que parecia mais uma sardinha tentando nadar em um rio de vergonha.

“Ah… desculpem…”, ela murmurou, olhando para o chão. “Eu... ah, parece que… a pizza de ontem me pegou de jeito. Eu... hum… desculpem! Vou continuar, prometo!”

Os clientes a olharam atônitos, alguns com a boca aberta, outros tentando controlar o riso. O mais estranho de tudo é que, em vez de ficar completamente humilhada, Yuki deu um passo para trás e fez uma cara engraçada.

“Ok, ok! Acho que isso significa que meu corpo não está muito feliz com meu sorvete de bacon, mas... sabe, eu sou humana!” ela disse, rindo nervosamente. Então, com uma piscadela, ela pegou uma colher e deslizou para o cliente que estava esperando, como se nada tivesse acontecido. “Aqui está o seu sorvete de abacaxi com molho de soja! Não se preocupe, é uma explosão de sabores e não de ruídos!”

E então, algo inusitado aconteceu. O cliente, que parecia ser um pouco mais velho, olhou para ela e soltou uma gargalhada tão alta e sincera que todos na loja, em um piscar de olhos, começaram a rir também. Ele até levantou a mão, como se tivesse feito um grande brinde.

“Sabe de uma coisa, Yuki? Eu nunca vi uma vendedora tão autêntica! Não tem nada mais verdadeiro que um arroto no meio do trabalho!” ele disse, ainda rindo. “Isso aqui é o verdadeiro espírito do Japão: fazer o que você ama e não ter medo de ser você mesma!”

O riso se espalhou como fogo em palha seca. Yuki, agora aliviada, se uniu à risada geral, sentindo que a vergonha tinha se transformado em algo muito mais leve.

“Acho que eu deveria ter feito isso mais cedo!”, Yuki brincou, com a mão sobre a barriga. “Ouvi dizer que o melhor remédio para o stress é dar um arroto bem alto de vez em quando!”

Os outros clientes, não querendo ficar atrás, começaram a brincar também. Um deles fez um arroto baixo e disfarçado e disse, com uma cara séria: “Aqui, Yuki! Agora somos uma grande família! Todos temos o mesmo ‘talento’!” E, antes que Yuki pudesse responder, outro cliente fez um “arroto sonoro” seguido de um aplauso teatral.

Em questão de minutos, a loja de sorvetes não estava mais apenas cheia de clientes; agora era uma verdadeira festa de arrotos e risadas. Yuki, ainda sem acreditar no que estava acontecendo, se jogou de cabeça na brincadeira. Ela dançou, fez caretas e até improvisou um pequeno show de stand-up, dizendo que todo sucesso de sua loja agora poderia ser atribuído ao “sorvete especial de gás natural”.

A cada risada, Yuki sentia o peso da vergonha desaparecer. E foi então que um dos clientes mais antigos, um senhor idoso com óculos grandes e um sorriso de avô, se aproximou dela e, entre uma gargalhada e outra, disse:

“Yuki, você deveria colocar isso no menu: o 'sorvete de surpresa com aroma natural'! Acho que vai vender muito mais do que qualquer sabor exótico!”

Todos os clientes aplaudiram e começaram a gritar: “Sorvete de surpresa com aroma natural!”

E assim, o arroto de Yuki se transformou no maior marketing viral da cidade. Sua loja foi mencionada em blogs, sites e redes sociais. Em uma semana, a “Loja de Sorvetes de Milhões” virou o local mais procurado na região. E o melhor de tudo, ela nunca mais teve vergonha de ser ela mesma. Afinal, se o mundo estava rindo com ela, então o caminho do sucesso estava pavimentado com risadas.

Naquela noite, enquanto fechava a loja e olhava para os potes vazios, Yuki deu uma última gargalhada. “Afinal, o sucesso vem de onde você menos espera, mesmo que seja de um arroto!”

E com isso, a loja de Yuki continuou a fazer história, uma colher de sorvete e um arroto por vez.

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