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Um Amor para Proteger

Capítulo 1 Apresentação

Sou Rodrigo Monteiro, resido no bairro Morumbi, zona oeste de São Paulo, sou um homem reservado, tenho 35 anos, solteiro, nunca tive namorada ou coisa parecida. Sou formado em Engenheiro Civil. Sempre tive uma paixão por construção, desde de criança vivia construindo casas, prédio. Minha única diversão era essa. Minha mãe comprava brinquedos de blocos de construção. Fui crescendo e não tinha muito contato com as pessoas, era muito na minha. Tive poucos amigos. E somente um eu carrego comigo. Rafael Nunes, meu advogado e trabalha comigo na minha Empresa. Sabe tudo de mim.

Cresci e sempre procurei não ter muito contacto com as pessoas, somente negócios. Sai de casa ainda cedo. Quando me formei já trabalhava com construção! Comecei o meu negócio, com dois funcionários. Tenho uma grande Empresa de construção e serviços. Hoje já não trabalho tanto na construção, somente acompanhando as obras.

Sou Júlia Martins, resido no Bairro Santo André na Grande ABC Paulista. Tenho 23 anos me formei em Enfermagem, tem poucos dias. Sou solteira, nunca tive namorados, tão pouco já beijei alguém. Trabalho em uma lanchonete para ajudar nas despesas de casa. Moramos só eu e minha mãe, Lourdes Martins que não está bem de saúde.

O meu pai deixou-nos quando eu tinha 7 anos. Ele disse que não queria aquela vida para ele, se casou cedo, queria crescer na vida. Ganhar muito dinheiro!

Trabalhava na construção civil como pedreiro. Sempre sonhou alto, mas nunca conseguiu atingir o seu sonho. Deixou-nos sem nada, sem casa e sem dinheiro para nos manter. Foi tentar ganhar a vida fora de São Paulo.

Nos primeiros 3 meses ele manteve contado com a minha mãe. Disse estar bem, ia mandar um dinheiro para ajudar nas despesas. Mas não voltava mais para morar conosco. Trabalhava com entrega, dirigindo caminhão.

Três anos se passaram e um certo dia minha mãe recebeu uma ligação. Estavam procurando a família de Manoel Martins. Minha mãe se apresentou, disse que era a esposa dele, porque eles nunca se separaram. A pessoa se apresentou com advogado da empresa que ele trabalhava. Disse que ela tinha que comparecer até a empresa para assinar uns documentos. Ela foi informada que meu pai tinha falecido, numa tentativa de roubo quando estava trabalhando.

Eu já estava com 10 anos, tudo mudou para nós. Mamãe teve que ir até à empresa que ficava em Minas gerais. Não poderia levar-me, porque o dinheiro que ela conseguiu era pouco. Ela foi e tudo foi resolvido. Ele foi enterrado por lá mesmo. Ela voltou com os papéis da pensão. O advogado resolveu tudo para minha mãe. Ele disse que o meu pai era um ótimo funcionário. E merecia tudo! A minha mãe recebeu um bom dinheiro que deu para comprar uma casa pequena que tinha na mesma rua que morávamos. Daí em diante foi somente nós duas. A pensão era somente de um salário. Não dava muito para as despesas. A minha mãe fazia faxina e lavava roupa para fora, para ajudar nas despesas.

Cresci! Com 16 anos já trabalhava para pagar os meus estudos. A minha mãe era muito querida pelos vizinhos e ajudavam-nos também.

Hoje estou com 23 anos e continuo a trabalhar, formei-me agora em Enfermagem, sempre foi meu sonho a área da saúde. Consegui realizar o meu sonho. Teve a formatura e só pude ir para a missa e a colação de grau. Não sou muito de festa. Sou muito tímida, tenho poucas amizades, alguns conhecidos da rua, porque sempre morei aqui. Tenho uma amiga Lívia, somos da mesma idade. Ela é totalmente diferente de mim, já tem namorado e até transam. Ela implica muito comigo, porque não saio de casa. As vezes vou ao cinema com eles. Mas só para me distrair mesmo. Prefiro estudar e dá atenção a minha mãe.

Pais de Júlia

Amiga de Júlia

pais de Rodrigo

Rodrigo

Hoje a minha mãe ligou-me, novamente com essa história de casamento. Tenho mais duas irmãs, a minha mãe pensa que todo o mundo nasceu para casar. As minhas irmãs são mais novas e já são casadas. Cada uma tem uma filha. Mas ela insiste que me case com a filha da amiga dela. Catarina é uma mulher que só pensa em dinheiro, festas e status. Não tenho um pingo de interesse nela.

Alô! Mãe não posso ir jantar hoje com você. Tenho uma reunião. Assim que estiver um tempo, passo na sua casa!

Meu filho, você abandonou-nos. Quase não anda aqui em casa. O seu pai não está bem de saúde.

Certo! Depois vou aí! Tchau!

É! meu amigo, a sua mãe não vai desistir de casar-te com essa patricinha.

Se ela fosse a última mulher do mundo, ainda não iria se casar com ela!

Rodrigo, tem uma obra em Santo André que precisa ser supervisionada. O seu engenheiro viajou ontem, para ver uma construção daquele riquinho em Goiânia.

Tá certo! Quando tiver um tempo eu passo por lá. Mas tem algum problema?

Estou achando o faturamento dela muito alto!

Veja com o setor administrativo, peça para o Yago conferir as notas.

Beleza!

Julia

Oi! mãe! Bom dia! Hoje vou trabalhar o dia todo, amanhã tenho que folgar para ir à universidade pegar o meu Diploma e alguns documentos.

Tudo bem filha! Hoje vou fazer uma faxina aqui perto. Vou aproveitar e trazer logo a roupa daquele morador da rua debaixo.

Mãe, não se esforce muito. Daqui uns dias eu vou conseguir uma vaga de enfermeira no hospital, aí vou ganhar o suficiente para a senhora não fazer mais faxina.

Julia vai para o seu trabalho. O dia passa rápido e sem aborrecimentos. Graças a Deus! Hoje foi tranquilo. Tem dias que aqui é muito agitado e sem falar naqueles homens abusados. Vamos Lívia, tenho que chegar logo em casa, a minha mãe não está bem!

Na manha seguinte

Julia saiu cedo de casa, tem que dar tempo fazer tudo que programou e ainda voltar para o trabalho.

Mãe, estou a sair! Beijos!

Filha, é muito cedo. Toma o seu café primeiro. Não saia sem comer nada!

Já estou atrasada! Vou comer uma banana!

Capítulo 2 A promessa

Rodrigo acorda cedo. Tinha que ir na obra ver a situação da construção. Ainda bem que não é muito longe. Só esse trânsito que é terrível. Saiu com o seu motorista e parte para Santo André.

Senhor tem um engarrafamento mais a frente.

Pois pegue outra rua. Não vamos passar o dia aqui!

O seu motorista faz a volta. Sai procurando uma rua menos movimentada que dê acesso ao seu destino. Entra numa rua com pouco movimento. Mas dá de cara com um acidente de moto, fazendo seu carro parar.

Senhor, um acidente! Hoje o dia não tá bom!

Neste mesmo instante ele olha pela janela do carro e vê uma senhora se apoiando no muro passando mal.

Me espere aqui! Sai do carro e vai até o outro lado da rua. Chegando a tempo de segurar a senhora nos braços.

Senhora por favor acorde! Reaja.. Ele sacode um pouco a mulher.

Lourdes abri o olho e ver aquele lindo rapaz lhe prestando socorro.

Por favor! Você pode cuidar da minha filha. Proteja ela, consiga um emprego para ela. Ela vai ficar bem!

Ei! Tá tudo bem, vou leva-la ao hospital. Qual o seu nome?

Me chamo  Lourdes.

Humberto chame uma ambulância urgente !

Rodrigo tenta deixar ela acordada o máximo possível.

Prometa que vai cuidar dela!

Prometo! Qual o nome dela e onde você mora?

Ela tosse... Eu moro nesta casa mais a frente. Minha filha se chama Júlia Martins. Ela foi na faculdade receber o seu diploma.

Lourdes fecha os olhos desmaiando.

A ambulância chega bem na hora. Examinam ela e a levam para o hospital.

Você é parente dela?

Sim sou! Vai junto na ambulância?

Não! Vou atrás no meu carro.

Eles saem para o hospital de urgência. Chegando lá, já a levam direto para UTI.

Rodrigo chama Humberto e pede para ele voltar e procurar alguém na casa ao lado.

Consiga as informações sobre essa senhora.

Certo senhor! Aqui tem a bolsa dela. Deve ter algo aí dentro.

Muito bem! Eles procuram. Acham uma caderneta parecido uma agenda de telefone. Descobre o número da filha e de outra pessoa.

Ligue neste número. Deve ser a filha dela. Vou ligar para Rafael.

Humberto tenta localizar a Júlia, mas o número está fora de área.

Rodrigo fala com Rafael, conta o que aconteceu.

Chego aí daqui a pouco!

Humberto avisa o seu patrão que não conseguiu localizar a moça.

Minutos vão passando e nada de conseguirem falar com a Júlia o outro número chama e ninguém atende.

Rafael chega ao hospital. Encontra um amigo muito preocupado. Ele até estranha a sua atitude. Rodrigo não é má pessoa, só que ele não liga para ninguém, não demonstra afeto e nem nada para pessoa alguma, principalmente estranho!

Oi cara você está bem! Quer ir embora? Eu cuido agora.

Não!  Essa senhora está sozinha. Não conseguimos localizar a sua filha. Pedi para Humberto ir até a sua casa. Vê se consegue descobrir mais informações.

O médico sai a procura da família de Lourdes Martins.

Sou eu doutor! Como ela está?

Sinto muito meu rapaz, mas ela não resistiu. Tentamos de todas as formas traze-la de volta .

Rodrigo senta no banco com as mãos na cabeça. Minha nossa! O que eu faço agora?

Calma amigo!

O médico sai um pouco, deixando os dois a sós.

Rodrigo não estou entendendo seu envolvimento com essa mulher. Você nem a conhecia. Agora está aí preocupado!

Rafael ela pediu-me para cuidar da filha dela. Pelo que demonstra deveria ser só elas duas.

Humberto ligando...

Senhor, descobrir onde é a faculdade que a moça está! Estou já caminho de lá.

Certo, faça isso! Traga essa moça, nem que seja amarrada.

Você vai esperar ela chegar?

Claro! Como vou deixar uma pessoa nesta situação. Nem sei como é a filha dela

O médico retorna. Pede para ele comparecer a administração do hospital para acertar os procedimentos.

Deixa que eu resolvo!

Desculpa doutor, sou Rafael advogado do senhor Rodrigo Monteiro.

Humberto chega a faculdade, vai direto para sala da direção.

Bom dia! Gostaria de falar com a senhorita Júlia Martins.

Uma mulher bem simpática, vai até ele e avisa que ela deve esta no auditório. Era lá a entrega do certificado.

Obrigado senhora! Ele sai e a encontra .

Bom dia! É senhorita Júlia Martins?Preciso urgente falar com você!

E quem é você? Não o conheço!

Você já está liberada daqui?

Sim! Mas tenho que retornar para o meu trabalho. Não tenho tempo para conversar com estranho!

Me desculpe! Mas você vai ter que ir comigo.

Não pegue em mim, vou gritar!

Por favor! Não me entenda mal. Mas você precisa me acompanhar até o hospital.

Hospital? Que hospital! E porque que tenho que ir com você.

Não queria contar assim para você, mas será o jeito. A sua mãe passou mal. Encontramos ela desmaiada na calçada.

Julia passa mal e é segurada por Humberto.

Ah, meu pai! Outra não! Moça por favor!

Julia melhora e começa a chorar. Moço o senhor tá de brincadeira comigo! Não conhecemos você.

Humberto recebe ligação do seu patrão.

Você achou a moça?

Sim, senhor! Só que ela está relutante em ir ao hospital, está sem confiança.

Passe o celular para ela. Bom dia Júlia! Sou Rodrigo Monteiro, estou aqui no hospital onde sua mãe se encontra. Você por favor pode acompanhar o meu motorista até aqui. Preciso muito de você aqui.

Julia atende o celular chorando! Tá certo, estou indo.

Eles chegam até o hospital.

Julia entra quase correndo até a UTI do hospital. Humberto sai feito louco atrás dela.

Calma Júlia!

Onde está a minha mãe!

Rodrigo escura vozes no corredor e vai olhar. Deve ser ela.

Ele se aproxima dela. Você é Julia Martins?

Sim! Quem é você?

Nos falamos agora pouco ao celular.

Onde está a minha mãe, preciso ver-la. O que aconteceu?

Julia esse é o doutor que está acompanhando a sua mãe.

Bom dia doutor! O senhor pode me informar o que está acontecendo com a minha mãe?

Júlia, sua mãe chegou aqui no hospital com uma parada cardíaca. Chegou desacordada... Ele respira! Sua mãe não resistiu, fizemos de tudo para trazer ela de volta.

NÃO!!! A minha mãe! Ela era tudo que eu tinha. Julia, desmaia e mais uma vez Rodrigo está por perto para segurar.

Vamos coloque ela aqui nesta cama. Vou examiná-la. Rodrigo olha para Rafael.

Você pode ir para Empresa. Cancele todos os meus compromissos de hoje e amanhã!

Está falando sério? Você não vai voltar para o trabalho hoje?

Você ouviu muito bem o que eu lhe disse! Agora vá!

Rafael sai do hospital e sem acreditar no Rodrigo que está lá dentro. Será que ele se apaixonou pela senhora? Ou foi pela filha! Hum 😏

Minutos depois Júlia acorda. Em prantos de choro.

Calma moça, estou aqui com você.

Eu não conheço você, nunca vimos! Como você apareceu assim do nada.

Realmente, foi do nada mesmo. Mas depois eu conto a história para você. Preciso que você esteja bem. Tem que providenciar o sepultamento da sua mãe.

Eu não sei fazer isso.

Eu também não, nunca passei por isso.

Humberto! Rafael já foi embora?

Sim, senhor! Passou por mim resmungando, não entendi nada do ele disse.

Tudo bem! Vá providenciar o sepultamento da dona Lourdes.

Certo senhor!

E agora, o que tenho que fazer?

Quer ir para casa, tomar um banho?

Acho que sim. Primeiro tenho que ligar para o meu trabalho, acho que essas horas já devem ter dado as minhas contas.

Alô! Senhor Antônio, não poderei ir trabalhar hoje. A minha mãe faleceu.

Tudo bem, pois venha amanhã!

Obrigada!

Esse cara é louco! Como você tem que ir amanhã, ele não sabe das leis?

Não se preocupe, vou ficar bem!

A partir de agora eu sou responsável por você!

Sabe quantos anos eu tenho? Já sou de maior idade, para ter uma pessoa no meu pé.

Acontece que a sua mãe, fez eu prometer que cuidaria de você.

A minha mãe pediu isso para você?

Sim. A encontrei quase desmaiando, foi uma das coisas que ela me pediu antes de..... Desculpa!

Tenho que ir para a minha casa!

Vamos eu te levo. Só esperar o Humberto voltar.

Eles saem do hospital e vão até a casa dela.  

Te pego daqui, mais tarde para te levar para a sala de velório.

Não precisa eu vou de ônibus.

Eu pego você! Não saia de casa sozinha.

Rafael chega na Empresa e vai até o setor de finanças. Yago você preparou o relatório da construção de santo André?

Sim, senhor Rafael!

Peça para entregar-me na minha sala.

Ele sai e quando vai chegando na sua sala, encontra a mãe de Rodrigo e a sua prometida.

Oi tia Dalva! Como está a senhora, como está o tio Josué? Rodrigo comentou que ele não está bem de saúde.

Oi! Catarina, tudo bem!

Olá ! Rafael, estou bem! Só não estou melhor, porque o ingrato do meu filho some de vez em quando.

Onde ele está? O seu assistente disse que ele ainda não chegou. Rodrigo não é de se atrasar.

Tia ele está a resolver umas questões na construção em santo André. Não sei que horas ele vai estar por aqui e nem se vem hoje!

Então tá! Estava a passar aqui perto e encontrei Catarina, aí resolvemos passar por aqui. Depois ligo para ele. Tchau! meu filho.

Tchau tia!

A senhora acha mesmo que nasci ontem! Kkk passando por aqui. O meu amigo que se cuide. Essas duas aí, conseguem tudo.

Capítulo 3

Rodrigo volta a casa de Júlia.

Bate na porta e a encontra do mesmo jeito que a deixou, ou pior ainda!

Ela deitou no sofá e chorou muito.

Não sei lidar muito com isso. Mas deu-me pena do estado dela.

Julia você não parece nada bem. Tem alguém que possa chamar para ajudar você?

Não tenho mais ninguém no mundo. Tudo acabou para mim. 😭continua a chorar.

Não fique assim! Estou aqui, não sei bem como cuidar de você, mas prometo que nada vai faltar!

Você não pode trazer a minha mãe de volta.

Ele chega mais próximo dela, senta ao seu lado.

Sei que aí dentro deve está doente muito. Mas vai doer também em mim, se o que eu prometi a uma pessoa no seu momento de morte, não cumprir! Nunca prometo nada a ninguém.

Não conheço você e tão pouco a sua mãe! Mas Deus me colocou naquela rua e na hora certa, era porque algo eu tinha que fazer!

Estava a ir constatar o andamento de uma construção aqui perto, a rua que dava acesso à construção estava interditada. Então o meu motorista saiu a procurar o melhor caminho para chegar até lá. Foi quando paramos nesta rua. Acontecera uma batida de duas motos mais a frente. Ele parou o carro. Aí olhei para o lado de fora e avistei a sua mãe, ela estava se segurando no muro com dificuldade. Notei que ela não estava bem. Olhei novamente e não tinha ninguém para ajuda-la!

Sai do carro e fui ao seu encontro, já quase caindo só chão. Segurei-a nos meus braços. Ela abriu os olhos, me agradeceu. Eu perguntei se ela estava bem.

Ela olhou-me novamente e pediu-me para cuidar de você. Que estava na faculdade para receber o seu diploma! Pediu-me também para arrumar um emprego para você, que iria ficar bem!

Então! Não tente fazer diferente. Porque irei cumprir com o que prometi para a sua mãe!

Ela só parou de perguntar se eu prometia, quando eu confirmei que sim.

Tudo bem! Vou tomar banho. Volto logo!

Rodrigo ficou na sala e olhou a casa delas. Era pequena, mas bem ajeitada. Tudo no seu lugar! Uns porta retrato, umas decorações nas paredes com fotos de flores. Um álbum de fotografia delas duas. Julia pequena, mas sempre só elas, não tinha fotos com outras pessoas.

Julia chega na sala, vestida de um vestido preto, cabelos amarados num coque, um óculos escuro e sem maquiagem.

Me perdoem! Mas ela estava linda, simples mais linda.

Podemos ir, quando estiver pronta!

Penso que não vou estar pronta por muito tempo! Mas eu tenho que fazer isso. Já avisei todos os vizinhos do velório.

Certo! Vamos. Saímos os dois. Humberto nos aguardava no carro.

Chegamos no velório. Muitas pessoas vieram para cumprimentar e prestar as homenagens à senhora Lourdes. Pelo que eu vi, elas são muito queridas.

Rafael chegou e ficamos uma distância dela. Chegou um rapaz bem-vestido, foi até ela, abraçou-a. Senti algo naquele momento.

Rafael me olhou torto.

E agora amigo. O que vai fazer? Já conversou com ela sobre a sua promessa.

Já! Falei agora pouco. Quando cheguei na casa dela ela estava desanimada. Chorara bastante. Aí fui conversar com ela. Contei tudo que aconteceu!

Se aproxima a hora do enterro.

Ela não quis o crematório, prefere mesmo que enterre a mãe. Se despede de algumas pessoas e vem até a mim.

Chegou a hora. Você vai acompanhar-me até o cemitério?

Sim. Vamos!

A sua amiga chega bem na hora da saída. Se abraçam e choram um pouco. Ela apresenta-me a sua amiga Lívia.

Voltamos para casa. A amiga dela veio junto, fazendo com que eu me sente na frente com Humberto. Lógico que eu queria ir atrás com ela! Não sei porquê! Mas sinto na obrigação de protege-la.

Boa noite para vocês! Julia você vai ficar bem, nesta casa hoje?

Se quiser ir para um hotel ou algo parecido, posso levar você!

Não se preocupe. Hoje eu dormirei com a Lívia. Ela vai ficar comigo. Amanhã eu volto para o trabalho.

Não precisa ir, sabe que tem direito de mais dias.

Eu acho melhor ir trabalhar. Assim ocupo-me pouco.

Tudo bem! Nos falamos depois. Até mais. Esse é o meu número, ele pega o celular dela e anota o seu número. Depois faz uma ligação para registrar o número dela.

Tchau!

Boa noite! Senhor Rodrigo!

Ele sai sem ânimo. Poxa! Ela chamou-me de senhor.

O que falou, senhor?

Ah! Humberto, penso que ela me chamou senhor, por sua causa! Vive a me chamar senhor. Sou tão velho, assim?

Não, senhor!

Pois, não me chame mais de senhor!

Chamarei de quê?

Não sei! Só não pode ser, senhor!

Pode ser de patrão ou chefe?

Tanto faz! Menos senhor.

Tudo bem! Podemos ir.

Sim. Vamos para casa.

Rodrigo chega em casa, vai tomar o seu banho, tentando relaxar pelo dia cansativo que teve. Vai para seu escritório, coloca uma dose de whisky e toma de uma vez.

Ufa! Precisava disso!

Seu celular toca.

Alô!

Olá! Já tá em casa? Rafael pergunta.

Sim, cheguei a pouco tempo.

Esqueci de falar-te que a sua mãe e a sua prometida, andou na Empresa pela manhã.

O que a minha mãe queria?

Nada! Só disse que estava a passar por perto.

Tu acreditou?

Conheço bem a tia. Kkkk

Tudo bem! Depois falo com ela. Obrigado!

Você, está bem? Quer companhia, para uma dose?

Tanto faz!

Já jantou? Vou levar pizza.

Certo!

Amiga, que homem é esse? Julia do céu, de onde saiu aquilo ali?

Não sei! O conheci hoje! Faço a mínima ideia de quem é!

Sabe o sobrenome dele?

Para de ser metida. Já vai bisbilhotar a vida do homem?

Diga! Quero procurar ele na internet.

Não sei, não lembro. Rodrigo Monteiro, deve ser isso. Vou tomar o meu banho. Já Venho!

Lívia vai no seu celular, procurar pelo nome. Encontra vários Rodrigo Monteiro, menos o perfil dele. Nossa esse homem não é de Deus! Nada dele ‘internet’. AFF!

Julia volta e vai fazer um lanche.

Vai tomar banho agora? Vou preparar sanduíche para nós.

As duas fazem os seus lanches, conversam um pouco. Julia estava muito cansada e logo dorme.

Rafael chega a casa de Rodrigo, come sua pizza e conversam um pouco. Toma mais uma dose de whisky.

Porque você está a beber? Não é de beber!

Deu vontade de tomar uma dose!

Conhecendo você como conheço, penso que tem algo a mais!

Não sei! Isso tudo mexeu comigo. Nunca passei por isso, de vê uma pessoa morrendo. E ainda nos meus braços!

Entendo perfeitamente você. Pensei que você estava a gostar da garota!

Tá! louco! Ela é uma menina indefesa!

Não, meu amigo! Ela é uma mulher e muito bonita!

O celular dele toca novamente.

A minha mãe!

Ela tá! botando para lhe pegar! Kkkk

Olá mãe! Boa noite!

O meu filho, boa noite! Passei na empresa hoje, e não estava. Rafael disse que tinha ido ver uma construção.

Sim, mãe! Tive que ir até lá. O que a senhora queria?

Nada, só passei por lá. Encontrara com Catarina no caminho e resolvemos passar lá.

Hum! Entendo!

Quando vem aqui em casa?

Qualquer horário mãe. Vou descansar agora, estou exausto!

Boa noite! meu filho!

Observou o que lhe falei. Ela quer que diga o dia, para ela combinar com a Catarina.

Eu já disse a minha mãe, que não me caso, principalmente com aquela mulher.

Você vai dormir aqui? Porque eu já estou indo dormir. Obrigado pela pizza!

Acho que vou ficar por aqui. Qualquer coisa é só me chamar!

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