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SOBREVIVENDO AO CAOS

1

Coner 25 anos

Me chamo coner Thompson sou esposa do joel Thompso, meu marido é o dono de uma empresa de porte médio de engajamento de redes sociais.

Estamos em casa neste momento após um novo surto de epidemias da covid 19 a qual a uns anos atrás paralisou o mundo inteiro, está de volta...

Acredito que nunca tenha realmente passado está epidemia, mais esse maldito governo só pensa no próprio rabo e liberou as pessoas para circularem nas ruas novamente, e agora depois de quase 4 anos de liberdade está merda retorna para nossas vidas.

bom pelo menos todos de nossa casa estão devidamente vacinados, mais parece que está epidemia é mais forte do que as outras, pelo menos é o que os jornais falam para quem está disposto a ouvir...

Hoje necessito ir a faculdade de enfermagem, está prova é importante para a minha formação, 5 anos de dedicação precisam valer de alguma coisa, não que joel deixe faltar qualquer coisa que eu necessite, mais sempre fui uma mulher independente e não curto muito depender de homem para nada.

Estamos a quase 6 anos juntos entre trancos e barrancos, mais não vou desistir de outro casamento, então espero que nosso relacionamento melhore com a minha formação a qual poderei me dedicar por um tempo ao nosso relacionamento antes de ingressar no mercado de trabalho.

Eu e joel nos conhecemos através de redes sociais e contra todas as lógicas de quem diz que relacionamento de rede social não dura, o nosso está indo bem até o momento

Ele hoje não ira trabalhar e ficara em casa com sua família, que consiste na avó, o meus cunhados e o bebê da casa...

Não é meu filho se é isso que querem saber, por mais que meu sonho seja ser mãe algum dia, Deus não acha que é o momento certo, essa lindeza da dinda é o filho de meu cunhado erick.

Vou até a cama após me arrumar com uma calça dins branca o meu uniforme e o bendito jaleco de enfermagem a qual tenho orgulho em usar....

faço um carinho no meu marido que não se encontra muito bem devido a uma gripe forte a qual não só ele estar, mais a casa inteira graças a avó dele que veio passando seu resfriado para todos... bom todos não, que no momento não apresento nenhum sinal de gripe, creio por eu estar com minhas vacinas em dia, devido a profissão a qual escolhi...

Preciso sempre estar imune a qualquer tipo de doenças por conta dos diversos pacientes a qual lido no meu estágio.

Joel 》 já está indo amor?

coner 》 já sim querido, hoje é a prova final, estou tão nervosa Joel...

Joel 》 calma amor, você estudou pra caralho para está prova, vai tirar de letra....

coner》 Deus te ouça, mais agora preciso mesmo ir amor se não perco a hora..não esqueça de tomar o remédio.... até mais tarde amor...

Beijo seus lábios que estão pálidos devido a sua tosse seca e saio antes que eu perca meu horário, meu carro está quebrado então irei com o Dele que já esta abastecido na garagem....

no caminho vejo que muitos dos comércios estão fechados e apenas mercados e farmácias se encontram aberto no momento....

chego na faculdade e tem um guarda que fiscaliza quem entra e quem sai, respeitando a regra de um metro de distância de uma pessoa a outra...

Assim que finalizo a prova já passa de 13 horas da tarde, retorno para casa e retiro as roupas na porta para não levar nenhuma peça contaminada para dentro de casa, já tem uma toalha me aguardando e sigo pro banheiro da área de serviços...

após finalizar minha higiene coloco uma muda de roupas provavelmente separadas pela avó de joel e vou ir vendo como cada um estar considerando que todos estão com o resfriado.

vou no quarto da vó e a vejo deitada com o bebê que quando me vê me chama com as mãozinhas, sei que não devia mais o pego e o aconchego em meu colo enquanto observo a vó marta piorando.... a mesma se recusa a ir no hospital, o senhora mais teimosa que uma mula essa criatura... após ver que a avó dorme profundamente já que ambos ficam no mesmo quarto, vou até a cozinha preparar algo para meu marido que pelo visto não comeu nada...

subo as escadas e depósito a bandeja no criado mudo o vendo me olhar cançado.

Coner》 Precisa comer joel, se não sua imunidade vai cair mais do que já está.

Joel 》 não consigo, estou muito enjoado e já vomitei demais ....

Desisto de oferecer mais deixo do seu lado para caso ele mude de ideia, me deito me agarrando ao seu peito e adormeço sentindo o calor de seu corpo....

acordo era começo de noite, verifico o relógio da cabeceira da cama e consta ser 18 h da noite...

passo a mão ao lado da cama e está vazia, passo os olhos varrendo meu quarto e constato a luz do banheiro acessa..

vou andando com sono verificar se ele está tendo mais um de seus vômitos por conta dos enjoos a qual o mesmo comentou mais sedo...

o vejo em pé em frente ao vaso sanitário e seu corpo balança sutilmente o que acho estranho tal atitude dele, afinal o que ele fazia parado no meio do banheiro daquela forma?

o chamo e vejo que de alguma forma ele desperta e se vira lentamente para mim...

o que eu vejo me assusta de uma tal forma que grito aterrorizada, seu lindo rosto está coberto de sangue, a qual expeli por suas cavidades..

Ando rápido até ele tentando ajudar de alguma forma, mais ele do nada tem um surto e voa para cima de mim..

Grito assustada mandando ele para, mais o mesmo parece não me ouvir e tenta me morder a todo custo...

Ele é mais forte que eu, então uso meus pés para afasta-lo de qualquer forma, coloco toda minha força o jogando com tudo no blindex do nosso banheiro que se estilhaça fazendo um barulho estridente...

vidros se espalham pelo chão e quando pensei que ele havia parado, ele se levanta em meio aos cacos, que perfuram seu corpo e vem novamente para cima de mim, minha reação foi agarra um dos cacos enormes com força e me levantar antes dele me alcançar o trancando no banheiro...

Seguro a porta com força como se minha vida dependesse disso com medo dele abrir e atentar contra mim de novo...

ao ver que ele não conseguia abrir a porta por si só, me afasto lentamente tentando não fazer barulho e desço as escadas vendo meu cunhado saindo junto a avó de dentro do quarto, o problema é que ambos tem sangue saindo de seus olhos, boca , ouvido e nariz igual ao Joel... mais a diferença é que marta está com um grande buraco na barriga fazendo seus órgãos triturados sair de seu abdômen...

Eles vem ao meu encontro e corro para a cozinha tentando alcançar as facas, não penso apenas faço, me tranco pra fora de casa usando a porta da cozinha que é de ferro e vidro quebrando o vidro sem pensar duas vezes..

eles soltam grunhido e tentam me alcançar com suas mãos e perfuro seus crânios com a faca as vendo perdendo suas vidas....

Quando penso que já acabou aquele pesadelo, vejo joel rolar escada a baixo e se levantar vindo junto a meu outro cunhado rafael e com toda a dor do meu coração os mato antes que eles me matem....

sento no chão em total choque pelo que acabou de acontecer, não consigo chorar, é como se estivesse um nó travado em minha garganta, olho minhas mãos cheias de sangue e minhas roupas banhadas pelo sangue de quem amava e começo a ter uma crise de pânico..

o que aconteceu aqui?

começo a ouvir muita gritaria por todas as partes me fazendo levantar se tremendo toda.

Entre novamente na casa com medo de ser atacada por qualquer outra pessoa, passando entre os corpos da família de meu esposo..

Estou no automático, a alto preservação tomando cada célula do meu ser, passo pelo corredor do quarto de marta e escuto um pequeno grunhido, ao olhar para cama vejo a pior cena da minha vida, o meu príncipe devorado e com apenas a cabecinha se mexendo indicando que era mais um infectado.

acabo com o seu sofrimento e me permito desabar de vez...

estou perdida.....

2

CONTINUAÇÃO...

O cheiro de sangue está impregnado em minhas narinas, parecia que o tempo paralisou diante de mim, a alguns passos de mim, estão todos a qual considerei minha familia por anos enquanto estive ao lado de joel..

Eu... eu os matei... eu sou uma assassina meu Deus, tento pensar racionalmente, afinal apenas agi em legítima defesa....

Eu preciso ir a uma delegacia, eu.. eu preciso avisar as autoridades sobre o que está acontecendo.... será que eu irei virar também?, será que estou infectada de alguma forma? afinal eu moro com eles e estive exposta ao sei lá que essa merda seja..

Crio coragem e me levanto mesmo sentindo que meu corpo quer desabar novamente....

eu ... eu preciso me acalmar e analisar toda essa situação, coner você precisa pensar racionalmente...

tento programar a minha mente para o que está acontecendo aqui...

Preciso sair desta casa, preciso chegar a casa da minha mãe, porquê o que quer que seja isso, se estiver em todos os lugares eu preciso salvar a minha família..

subo correndo a escada e entro no meu quarto, mais paro abruptamente ao me lembrar do ocorrido do banheiro, saio novamente e vou no quarto de hóspedes, ao constatar que não tenha nada de errado, começo a retirar as roupas manchadas de sangue e me banho rapidamente, não tenho tempo a perder, preciso me organizar, se eu parar um segundo se quer para pensar desabo outra vez e isso está fora de cogitação no momento.

Constatando que estou limpa do sangue contaminado me banho com álcool 70%, preciso garantir que estou realmente livre do vírus.

corro nua até o meu quarto, caminho a passos rápido até meu closet e visto roupas práticas, uma calça preta de cós alto, uma blusa preta e por cima um casaco marrom escuro, nos pés um tênis confortável que me permita correr se necessário, prendo o cabelo num coque pratico e estou pronta pro que quer que tenha fora desta casa...

Pego uma mochila grande a qual joel sempre usa para suas viagens de camping e coloco acessórios básicos que necessitaria pro dia a dia... roupas, produtos de higienes e meus documentos....

vou ao meu banheiro mesmo não querendo e pego todos os remédios e o kit de primeiros socorros do meu estoque particular, pois isso pode com certeza me ser muito útil para ajudar alguém lá fora...

vou até a despensa e pego alimentos não perecíveis, como enlatados e biscoitos, bastante garrafinhas de água, isso tudo sem se quer olhar os corpos de entes queridos que estão esfriando no chão da cozinha...

corro pra sala organizando da melhor forma possível dentro da enorme bolsa que agora pesa entre meus dedos....

agora só preciso de uma última coisa, e diria que é a mais importante de todas, armas.... elas que me manterão vivas para o que seja lá que está vindo em minha direção...

corro até o escritório de joel e sei que ele tem porte legalizado de armas e isso não poderia ser mais bem-vindo agora, sempre fui muito fascinada por filmes de catástrofes e por tanto ver ao longo dos anos, adquirir alguns conhecimentos a como sobreviver algo assim, não que algum dia eu sonhasse que estaria vivendo está merda, mais vejo que me é útil agora...

vejo que em baixo de sua mesa tem um botão estratégico que ao clicar se abre um compartimento secreto na lateral, vejo duas pistolas 38 prateadas e algumas munições, pego tudo e uso os acessórios da própria arma para prender em meu corpo em lugares estratégicos e de fácil acesso...

também pego duas facas na cozinha pois elas me foram de grande ajuda mais cedo....

coloco a mochila nas costas me acostumando com o peso a qual terei que carregar por alguns quilômetros estrada a fora e quando vou sair de casa, paro na porta e largo a mesma no chão, olho para as estantes aonde se encontra tantas recordações por fotos desta familia, e pego sem pensar duas vezes, uma foto de cada um para levar comigo aonde quer que eu vá.

Eu e meus cunhados chapados enquanto comemos pizza vendo o jogo do flaflu, eu e meu pequeno tomando banho de piscina no dia do meu aniversário... eu e vó Marta preparando o bolo de aniversário de joel, uma surpresa que ele amou ... e eu e joel no dia mais feliz de nossas vidas, o dia do nosso casamento... um dia que eu jamais vou esquecer....

me sento no sofá e deixo as lágrimas inundarem meu rosto sem nenhum resquício de maquiagem que outrora me recusaria a sair sem elas, mais que agora me parece um detalhe tão insignificante para a situação a qual me encontro.

Respiro forte puxando a coragem a qual não tenho antes de sair da minha casa e encarar um mundo quebrado a qual não faço a menor ideia do que me aguarda.

 Guardo as fotos na mochila e agarro as chaves do carro a qual usei naquele dia para ir pra faculdade, olho no relógio de pulso a qual ganhei de presente do meu joel e consta que estou no meio da madrugada, 2 horas da manhã para ser exata, poderia esperar o dia clarear, mais não suporto ficar um segundo a mais nesta casa...

fecho a porta atrás de mim, matando a coner que um dia eu fui e surgindo a coner que eu preciso ser para sobreviver a isso..

após entrar no carro, saio deixando a garagem aberta, o que vejo me fez ficar apavorada, muitos corpos no chão, infectados comendo as pessoas que não tiveram a sorte de se defender como eu..

os mortos são lentos o que nos dar uma pequena chance de sobreviver a isso...

por morarmos um pouco afastado da cidade, num condomínio de classe média para ser exata, o caus é menor... preciso ser racional e evitar as cidades, pois se aqui está desta forma, em cidades maiores estar um verdadeiro inferno..

as estradas estão cheias de carros, pessoas que tentam se salvar e procurar refúgio seguro, ou que nem eu, procurando parentes ..

no momento preciso me manter afastada de qualquer pessoa, pois tenho certeza que neste momento ninguém é confiável, não sei ao certo como esse virus se espalha, mais pelo que pude constatar é por meio de fluidos corporais.

consigo avistar os carros indo para direções direrentes, vejo muitos acidentes também, provavelmente pessoas que foram atacadas, mesmo que meu instinto seja de parar agora e ajudar a qualquer um que precise, não posso me dar ao luxo de fazer algo assim, pelo menos não agora...

a imagem da minha mãe e minha avó vem em minha cabeça...Oro a Deus que estejam todos bem, ou não sei se conseguirei enfrentar isso sozinha sem eles.

3

Naquela madrugada...

Estou passando pelo cruzamento próximo a casa de meu sogro, reluto se paro ou não, não que eu não queira ver se o mesmo está bem, mais não sei se conseguirei sujar minhas mãos novamente se ele já tiver se transformado..

Estou parada na rodovia, tentando decidir qual caminho seguir, parece que nesta parte da cidade o surto ainda não chegou, mais minha linha de pensamentos se vai quando observo as casas se acendendo e gritos começarem a preencher o silêncio da madrugada, vejo uma garagem se abrir e um casal tentar chegar até seu carro a qual estava sendo postas algumas malas, suprimentos talvez, mais seu maior erro foi ter aberto as portas antes de estarem preparados, vejo três infectados saindo de trás dos becos e indo em direção ao casal que ainda não se deram conta do perigo, sem pensar começo a buzinar para alertalos...

O que foi meu erro, já que o carro a qual estou é atingido por outro carro de forma proposital, sou atingida pela traseira com força fazendo o airberg do carro ativar, mais não impede da minha cabeça bater com força na lateral do carro me fazendo desmaiar por um momento.

Ao conseguir recuperar um pouco da minha consciência, sinto a minha testa arder e ao passar a mão pelo local vejo o sangue descendo...

no vidro trincado uma mão tenta se infiltrar pelo buraco e me alcançar, ao perceber que é um infectado instintivamente pego a faca e o golpeio no seu olho, o fazendo parar de se mexer no mesmo instante..

sinto cheiro de gasolina forte e preciso urgentemente sair deste carro... com um pouco de esforço abro a porta e agarro a mochila a colocando com dificuldade nas costas, o carro que bateu de propósito em mim ainda está ocupado pelo passageiro que agoniza antes de morrer, as ferragens penetraram seu peito sem lhe dar chances de escapar da morte certa, a maldade o levou a morte..

olho novamente para a casa a qual tentei alertar, os mortos estão no chão mostrando que o casal conseguiu derrota-los...

me aproximo receosa, sei que devia ir embora e não olhar para trás, mais eu sinto que preciso estar aqui...vejo um homem negro que tem uma enorme mordida no pescoço se agarrando ao corpo de sua esposa que já não está mais entre nós e pode a qualquer momento se transformar e nos atacar, recuo com medo, mais o homem com dificuldade aponta sua mão para o carro ... olho de relance e paraliso com o que vejo...

uma bebê linda alheia ao que está acontecendo ao seu redor, me olhando com seus lindos olhos puxados .

Olho aquela criança sem reação, e meu olhar retorna ao homem que com dificuldade me implora para levá-la comigo...

eu... eu não sei o que fazer, como vou atravessar uma cidade com um bebê que chora e atrai atenção para nós...

Homem》 por.. favor...sal..ve ela....

Ele diz isso antes de seus olhos se apagarem diante de mim..

olho novamente para a bebê que está confortável em sua cadeirinha e respiro fundo tomando a decisão mais louca da minha vida....

Coner》 bebê agora é só você e eu pequena, mais precisa ficar quietinha está me ouvindo?

Quando eu falo isso ela começa a chorar e quando vou tentar acalma-la sinto um puxão no meu cabelo e a mulher que é a mãe da criança está de pé tentando me morder...

A golpeio com precisão respirando com dificuldade e não dou sorte para o azar novamente, faço o mesmo com o homem antes dele se transformar..

Entro naquele carro e jogo a mochila no banco do passageiro e dou ré seguindo o meu caminho sem desviar nem para ir a casa de meu sogro..

Não posso me arriscar, ainda mais com essa bebê dentro do carro..

ela se acalma conforme o carro anda e adormece enquanto seguimos viagem...

O dia já está amanhecendo quando eu chego no bairro da minha mãe, céus tem muitos mortos que já perambulam pelas ruas e se chocam com o carro na tentativa de nos alcançar, aqui o surto foi maior pois vejo muitos comércios saqueados e pessoas que ainda tentam levar o que pode ..

o carro passa por cima de muitos corpos que enfeitam o chão, vejo casas queimando e fumaça em toda parte...

na rua a qual minha mãe mora não tem muito movimento, mais já a muitos indícios que a morte e o caus já passaram por aqui...

paro o carro de qualquer forma na calçada e tranco a bebê em segurança lá, até saber se está seguro para levá-la para dentro.

A porra do portão sr encontra aberto e temo que o pior tenha acontecido aqui...

O desespero me bate, mais preciso me acalmar se não estarei fundida....

no corredor da casa da mãe do meu padrasto a qual eu tenho um grande carinho de avó, vejo que a porta está fechada e pela janela a senhora doce e com um coração enorme tenta sair a todo custo, o sangue pinga de seus lábios e bem atrás dela o filho de meu padrasto aparece com a metade do rosto destroçado, choro alto sem conseguir me conter ao vê-los transformados bem na minha frente...

Não penso, apenas faço o que precisa ser feito....

Quando vou subindo a lateral da escada aonde se localiza a casa de minha mãe, me assusto ao ver meu padrasto sentado na escada aos prantos... o chamo suavemente e quando o mesmo me olha, vejo a dor em seus olhos, a dor do luto... seu braço tem uma bela mordida e coloco a mão na boca tentando suprimir o choro que vem com força..

olho para cima dele e escuto minha mãe batendo na porta enquanto grita o nome do meu pai para abrir o que me faz ter esperança que ela esteja bem....

Ele como se lesse meus pensamentos, verbaliza em voz alta trazendo o alívio para o meu coração.

Fabiano》 ela está bem filha, a tranquei para mantê-la em segurança....

o abraço apertado que retribui com carinho....

coner》 eu sinto muito pai...

me calo sem conseguir expressar o que realmente eu sinto, suas mãos me confortam e ele implora com o olhar para eu acabar com a sua tortura....

Nego no mesmo instante, e o ajudo a se levantar subindo as escadas e abrindo a porta, vendo minha mãe bem enquanto abraça eu e meu pai ao mesmo tempo aos prantos...

o levamos para a sala o deixando confortável e volto as pressas para o carro pegando a bebê e minha mochila junto, observo uma mala média rosa e constato ser dela e pego também antes de fechar o portão atrás de mim..

ao voltar para a sala, os olhos dos meus pais caem na cadeirinha em minhas mãos e mamãe vem me ajudar...

simone》 quem é essa criança coner?

Coner》 a salvei e a partir de hoje ela e a minha filha para todos os efeitos...

sem precisar de mais explicações minha mãe me ajuda com as bolsa e com a criança.. e retornamos para juntos de meu pai de coração.

no decorrer do dia, a febre do meu pai piora gradativamente, e eu sei que ele não tem mais muito tempo...

minha mãe que já está ciente de toda a situação, sabe que o momento da despedida está chegando, seu choro estava preso mostrando a mulher forte que ela é, tive a quem puxar neste quesito.

A bebê começa a chorar e vou até ela conferir suas fraldas e constato que estão sujas, pego sua mala e verifico o que a dentro e a troco enquanto mamãe prepara sua fórmula..

Enquanto eu a alimento vejo minha mãe e meu tio no quarto provavelmente se despedindo....

a neném agora alimentada retorna para a cadeirinha a qual nos observa com seus olhinhos curiosos e cheios de vida.

a despedida foi mais dolorosa do que eu esperava e minha mãe assume a missão de ceifar a vida do marido, um ato de misericórdia enquanto o mesmo dormia alucinando por conta do vírus se espalhando pelo seu corpo.

A noite cai sobre nossas cabeças novamente, estou esgotada, resolvemos montar uma cama improvisada na sala, já que a luz a qual tinhamos se findou horas atrás trazendo um grande apagão para a metade do bairro..

uma única vela zela por nossa madrugada enquanto dormimos ao constatar que a casa estava segura e bem fechada...

o luto toma tudo ao nosso redor e ouço os resmungos de minha mãe que deita aconchegada a cristal, nome esse que achei apropriado para a pequena, pois seus olhinhos brilham tanto quanto um cristal cheio de vida.

ali as observando enquanto descansam prometi a mim mesma que as manterei em segurança nem que eu tenha que dar a minha vida por elas... e nada e nem ninguém ficará em meu caminho.

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