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Aceleração do Destino

Capítulo 1 – O Início da Rivalidade

[Cena: Pista de Corrida – Thunderbolt Racing, Treinamento de Pré-Temporada]

O som das turbinas acelerando e os motores rugindo preenchem o ar quente da pista de corrida. O céu está limpo, sem nuvens, e o sol brilha forte sobre o asfalto escaldante. A equipe Thunderbolt Racing está em plena preparação para a temporada, cada membro trabalhando com afinco. Noah Reyes, piloto número um da equipe, está em seu carro, ajustando os cintos de segurança e conferindo os últimos detalhes. Mas, apesar de sua postura séria, ele está longe de se sentir em paz.

Os flashes das câmeras disparam a cada segundo, e Noah sabe que está sendo observado. A pressão de ser o favorito não o assusta, mas ele sente o peso de ter sempre que provar que é o melhor. A vitória é sua segunda natureza, mas algo mudou desde o anúncio da chegada de Luca Ferrara.

Luca, um piloto jovem e promissor da Itália, foi contratado para ser a nova estrela da equipe. E embora sua chegada fosse comemorada por muitos, Noah não consegue esconder o desconforto. No fundo, ele sente que seu lugar está ameaçado, que sua posição de liderança está prestes a ser contestada.

Ele dá partida no motor e começa a dar algumas voltas para testar o carro. O som do motor ecoa pela pista, mas sua mente está longe da corrida. Ele observa os outros membros da equipe, todos concentrados em seus próprios trabalhos. Zoe Bennett, a engenheira de desempenho, está de olho no cronômetro, enquanto Ethan Carter, o mecânico, ajusta os pneus. Tudo parece normal, exceto pela presença de Luca, que observa cada movimento de Noah à distância.

Noah acelera, entrando em uma curva com precisão, mas seu olhar ainda está em Luca. O italiano está em seu próprio carro, dando voltas ao longe, com uma postura relaxada. Como se soubesse o que estava fazendo, como se já tivesse conquistado sua confiança dentro da equipe. Mas para Noah, isso é inaceitável.

“Não posso deixar ele me substituir”, pensa Noah, forçando uma aceleração mais forte, tentando limpar a mente, mas a verdade é que ele não pode parar de pensar em Luca.

Do outro lado da pista, Luca se prepara para sua volta. Seu carro reluz sob o sol, um monstro de velocidade que parece ter sido feito sob medida para ele. Ele ajusta a viseira do capacete e dá um sorriso discreto, como se estivesse prestes a entrar em um jogo que já conhece as regras. A pista é sua segunda casa. Mas mais do que isso, ele sabe que sua chegada à Thunderbolt Racing não é apenas uma questão de habilidade. Ele está ali para ser o número um. E Noah não será o obstáculo que o impedirá de alcançar esse objetivo.

Com um rugido, Luca acelera, atravessando a pista com uma precisão impecável. Ele faz uma curva impossível de ser feita por qualquer outro piloto, derrapando com perfeição, e termina a volta com uma leveza que deixa os outros membros da equipe boquiabertos. Zoe e Ethan trocam olhares, claramente impressionados. Eles nunca viram ninguém conseguir fazer uma curva tão arriscada com tanta facilidade.

Noah, vendo isso à distância, sente o estômago embrulhar. Ele respira fundo, tentando não mostrar que está sendo afetado. Ele acelera, mas sua volta não tem a mesma agilidade. Não é um desastre, mas é claro que não é perfeito. E ele sabe que os outros estão observando. A pressão de ser superado é esmagadora, e ele sabe que não pode deixar isso acontecer.

Quando Noah entra para a zona de desaceleração, Zoe se aproxima do carro, um sorriso no rosto, mas seus olhos estão carregados de um tipo de diversão amarga.

— Ei, Reyes, você estava um pouco mais lento do que o normal. O que aconteceu? — ela pergunta, olhando para os cronômetros.

Noah tira o capacete, seu rosto suado, mas forçando um sorriso.

— Não se preocupe, Zoe. Só estou me aquecendo. Ele pode ser bom, mas isso é só uma corrida. O que importa mesmo é quando estivermos competindo pela liderança.

Zoe não parece convencida. Ela conhece Noah o suficiente para saber quando ele está se esforçando para esconder a raiva ou a insegurança. Ela cruza os braços e o observa, com um olhar de preocupação.

— Não estou dizendo que ele é melhor que você, mas… você não acha que está se deixando consumir por isso? Ele não está aqui para competir com você. Ele está aqui para ser uma parte da equipe.

Noah olha para a pista, onde Luca dá mais uma volta, com seu carro parecendo deslizar sem esforço. Ele solta um suspiro.

— Ele não entende. A equipe é minha. Eu sou a Thunderbolt Racing. Eu sempre fui o número um.

Zoe balança a cabeça, sabendo que não vai conseguir convencer Noah a relaxar. Mas ela sabe que se ele continuar com essa mentalidade, a pressão vai acabar esmagando-o.

Antes que possa dizer algo mais, o som de outro motor chamando sua atenção faz todos se virarem. Luca está de volta, e dessa vez ele acelera com mais força, cortando a pista com uma habilidade que deixa os outros membros da equipe perplexos. Ele passa por Noah com um sorriso provocador, como se estivesse dizendo, “Vem, me alcança se conseguir.”

A tensão cresce a cada segundo. Noah acelera novamente, decidido a não perder a liderança. Mas em sua mente, ele está pensando apenas em uma coisa: vencer Luca, não a corrida, mas a guerra de egos que está se formando.

Mais tarde, no final do treino, Noah encontra Luca ao lado do carro, já conversando com alguns membros da equipe. Ele respira fundo e se aproxima, seu olhar fixo, desafiador.

— Você ainda está aqui? — Noah pergunta, a raiva transparecendo em sua voz. — Achei que já tivesse provado o suficiente.

Luca vira a cabeça lentamente, seu sorriso irônico deixando Noah ainda mais irritado.

— Só estou começando, Reyes. Mas, não se preocupe. Vou dar tempo para você se acostumar com minha presença.

Os dois se encaram, e nesse momento, fica claro para ambos que a competição entre eles vai muito além da pista.

Capítulo 2 – O Jogo Começa

[Cena: Oficina da Thunderbolt Racing – Pós-Treino]

A oficina está silenciosa, exceto pelo som ocasional de ferramentas batendo nas prateleiras e os motores sendo ajustados. O cheiro de borracha e combustível está no ar, mas a tensão entre Noah e Luca é ainda mais palpável. Noah está deitado na maca de reparos, com os braços atrás da cabeça, olhando para o teto. Sua mente está uma bagunça. Ele não consegue parar de pensar em Luca. Cada movimento do italiano durante o treino o fazia sentir uma raiva crescente, e o sorriso confiante de Luca só piora as coisas.

Zoe Bennett passa pela oficina, concentrada em um dos painéis de controle, mas nota que Noah está imerso em seus próprios pensamentos. Ela suspira e se aproxima dele.

— Ei, Noah, você tem que deixar isso ir — ela diz, mexendo nos fios de seu fone de ouvido e tentando obter a atenção dele.

Noah vira a cabeça lentamente, encarando-a com um olhar distante.

— O quê? — Ele responde, claramente incomodado, como se estivesse incompleto sem uma resposta.

Zoe se senta ao lado dele, olhando-o com olhos preocupados. Ela conhece Noah o suficiente para perceber que ele está lutando contra algo muito maior do que simplesmente a chegada de Luca.

— A raiva não vai te ajudar a ganhar corridas, Noah. Se continuar nesse caminho, vai acabar se destruindo. Ele é bom, mas você também é — ela tenta acalmá-lo, embora a preocupação em seu tom seja evidente.

Noah solta um suspiro pesado e senta-se, colocando as mãos no rosto.

— Não se trata apenas de ser bom, Zoe. Eu sempre fui o número um. Não posso deixar que ele… que ele venha e tome meu lugar. Ele não entende o que é ser o melhor. Não entende o peso disso — ele fala, a frustração transbordando em sua voz.

Zoe sorri suavemente e dá-lhe um tapinha nas costas.

— E você vai fazer ele entender. Mas para isso, precisa estar focado em quem você é, não no que ele é. O resto vai seguir seu curso.

Noah olha para a pista lá fora, onde os carros ainda estão estacionados, prontos para a próxima rodada de testes. Ele se levanta, decidindo que mais uma volta na pista vai ajudá-lo a liberar a tensão. Mas quando ele passa pela porta da oficina, é interrompido por uma voz que ele reconheceria em qualquer lugar.

— Ah, o grande Noah Reyes, finalmente saiu da caverna.

Ele se vira rapidamente e vê Luca, sorrindo de maneira provocadora, apoiado no carro, com os braços cruzados. A confiança dele é quase palpável, como se soubesse que tudo o que disse ou fez na última sessão ainda está ecoando na mente de Noah.

— O que você quer? — Noah pergunta, sua voz mais dura do que gostaria. Ele sabe que precisa manter a calma, mas a provocação de Luca mexe com ele de um jeito que ele não pode ignorar.

Luca dá um passo à frente, seus olhos fixos nos de Noah, como se estivesse lendo sua alma.

— Eu só queria ter certeza de que o grande campeão estava bem. Parece que você não gostou muito da minha última volta. A pista está esperando por você, não está? — Ele diz, com um sorriso travesso.

Noah fica em silêncio por um momento. A provocação de Luca o enfurece, mas ele tenta não mostrar fraqueza. Ele sabe que, no fundo, Luca está tentando provocá-lo para que ele reaja, e Noah não vai dar esse prazer tão fácil.

— Eu sou o melhor aqui, Luca. Você vai ter que se acostumar com isso — Noah diz, a voz baixa, mas firme.

Luca solta uma risada baixa e se aproxima ainda mais de Noah, sem se preocupar em manter a distância.

— O que mais me fascina em você, Noah, é a sua crença de que tudo é uma questão de ser o melhor. Mas a verdade é que ser o melhor significa se manter no topo. E eu não estou aqui para ser segundo lugar — ele diz, em um tom calmo, mas com uma determinação que faz a adrenalina correr nas veias de Noah.

Por um momento, Noah sente a necessidade de responder, de provar algo, mas antes que possa dizer qualquer coisa, Richard Evans, o chefe da equipe, aparece na porta da oficina, interrompendo o confronto silencioso entre os dois pilotos.

— Já chega de provocações, meninos — Richard diz, com uma voz autoritária, mas bem-humorada. — Temos um treino agendado para daqui a meia hora. Vamos deixar o resto para a pista.

Noah e Luca trocam olhares intensos, cada um medindo o outro em silêncio, mas sem dizer mais nada. Eles sabem que, na pista, todas as palavras não significam nada. O que importa é a corrida. O desempenho.

[Cena: Pista de Corrida – A Próxima Sessão de Testes]

A próxima sessão de testes começa, e Noah e Luca estão no centro das atenções. A equipe Thunderbolt Racing está ansiosa para ver como os dois pilotos se saem juntos na mesma pista. Zoe, Ethan e o resto da equipe estão na área dos pit stops, acompanhando cada volta dos dois. Eles sabem que o confronto entre Noah e Luca vai determinar o futuro da equipe. E todos esperam que seja épico.

Noah acelera seu carro com familiaridade, sentindo o motor roncar sob ele, a velocidade fluindo em suas veias. Ele está em seu elemento, mas o sentimento de ser desafiado o mantém alerta. Ele não pode permitir que Luca o supere.

Luca, por outro lado, parece tão calmo quanto o mar. Ele dirige com uma habilidade impressionante, cada movimento suave e preciso. Ele sabe que Noah está o observando, mas ele não se importa. Ele está ali para conquistar seu espaço, não importa o que isso custe.

A cada volta, a distância entre os dois vai diminuindo. Noah tenta, mas não consegue se aproximar de Luca. Há algo na maneira como Luca pilota que o faz sentir uma pressão constante. Luca não está apenas correndo para vencer a corrida, ele está correndo para provar que pertence ali. E isso é o que realmente assusta Noah.

Quando a sessão chega ao fim, a equipe se reúne para os resultados. Os números são revelados, e, para surpresa de muitos, Luca tem um tempo mais rápido que Noah, embora por uma margem pequena. A tensão entre os dois se torna ainda mais evidente, mas nenhum dos dois diz uma palavra. Eles sabem que o jogo está apenas começando.

[Cena: No Final do Dia]

A noite cai sobre a pista e a equipe começa a se retirar para descansar. Mas Noah, ainda inquieto, vai até o carro de Luca, que está guardado no reboque.

Luca olha para ele, um sorriso enigmático no rosto.

— Não se esqueça, Noah. Cada corrida é uma batalha. E eu não vim para perder.

Noah sente um calafrio percorrer sua espinha, mas em vez de recuar, ele olha fixamente para Luca, com o mesmo sorriso desafiador.

— Eu vou te mostrar o que significa ser o melhor. Prepare-se, Luca. Essa é a última vez que você me supera.

Eles trocam olhares tensos enquanto a noite envolve a pista, e a guerra entre eles está apenas começando.

Capítulo 3 – A Aposta

[Cena: Thunderbolt Racing – Sala de Reuniões]

O clima na sala de reuniões está pesado. Richard Evans, o chefe da equipe, está diante de todos, com seu semblante sério. A equipe está reunida para um anúncio que mudará o rumo do campeonato, e Noah, junto de Luca, é o centro das atenções.

— Temos algo importante a decidir. — Richard começa, sua voz grave, a atenção de todos voltada para ele. — Estamos indo para a primeira corrida do campeonato em duas semanas. E pela primeira vez, temos dois pilotos de peso na mesma equipe. O que é uma boa notícia, mas também uma situação delicada.

Luca, de aparência calma e descontraída, observa a reação de Noah. Ele já sabe que Richard está prestes a fazer uma proposta desafiadora.

— O que você quer dizer com isso, Richard? — pergunta Noah, sua voz seca, tensionada. Ele pode sentir a competição tomando proporções cada vez maiores.

Richard olha para os dois, sua expressão calculista.

— Vou ser direto. Quero ver quem realmente vai se destacar. Portanto, estou organizando uma aposta entre vocês dois. Uma corrida só entre vocês, e o perdedor terá que aceitar a posição de segundo piloto na equipe. — Ele observa os dois com um sorriso firme.

Luca, como sempre, parece divertido. Já Noah, seu semblante se torna fechado, sentindo a pressão aumentar.

— Não se preocupe, Luca — Noah diz, com um olhar desafiador. — Eu vou provar quem é o número um aqui.

Luca apenas sorri, mas seu sorriso é de quem já sabe que o jogo está só começando.

— Boa sorte, então. — Luca responde, sem perder a confiança.

[Cena: Café Local – Tarde]

Após a reunião, Noah sai da sede da equipe e decide parar em um café próximo para dar uma pausa. Ele sente o peso da pressão se acumulando, e não pode negar que a proposta de Richard o deixou inquieto. Ele precisa se concentrar, encontrar uma maneira de sair por cima.

Noah entra no café e se senta em uma mesa no canto, observando as pessoas ao redor. Ele pede um café forte, tentando limpar a mente. No entanto, sua paz é interrompida quando vê Luca entrando no mesmo café, sorrindo como se nada estivesse acontecendo.

Luca se aproxima da mesa de Noah, sem pedir permissão.

— Então, você também veio aqui para tentar relaxar? — Luca pergunta com um sorriso provocante, como se soubesse exatamente o que Noah está sentindo.

Noah olha para ele, mais irritado do que gostaria de admitir.

— Você não tem vergonha de ser tão... arrogante? — Noah responde com um tom sarcástico. Ele não consegue deixar de sentir que Luca está sempre no seu encalço.

Luca se senta à mesa, sem pedir permissão, como se fosse natural. Ele observa Noah por um momento antes de responder.

— Arrogância? Não, Noah. Eu só sou bom no que faço. E você sabe disso. — Ele diz calmamente, desviando o olhar para o barista que traz seus pedidos. — Não precisa se preocupar, a corrida vai ser divertida. Não importa o que aconteça, a gente se diverte, certo?

Noah tenta se manter calmo, mas a proximidade de Luca o incomoda. Ele sempre teve problemas em lidar com a confiança exagerada do italiano.

— Isso não é sobre diversão. Isso é sobre mostrar quem realmente pertence aqui. — Noah responde, sua voz mais baixa, mas firme.

[Cena: Bar Local – Noite]

Mais tarde naquela noite, Noah decide sair para descontrair com alguns membros da equipe. O bar local, onde ele já se encontrou com os amigos da equipe várias vezes, está animado, e ele sente que precisa relaxar um pouco antes da corrida. Ele se encontra com Zoe, Alex, e Jamie, que são amigos próximos e parte da equipe de suporte.

Enquanto isso, Luca, por mais que estivesse afastado da Thunderbolt Racing, se dirige ao mesmo bar. Ele entra, observando o ambiente, seus olhos caindo imediatamente sobre Noah, que está em um canto conversando animadamente com Zoe e os outros membros da equipe.

Luca sorri e se aproxima do grupo de Noah, se sentando casualmente ao lado de Zoe, que não parece surpresa com a presença dele.

— Espero que a bebida não vá te deixar mais tenso do que você já está. — Luca diz, em um tom amigável, mas com aquele sorriso enigmático.

Noah olha para Luca, claramente desconfortável com sua presença. Ele não estava esperando ver Luca ali, e menos ainda estava preparado para o sorriso de “já estou no seu território” que Luca sempre exibe.

— O que você está fazendo aqui? — Noah pergunta, um pouco mais ríspido do que gostaria.

Luca apenas levanta uma sobrancelha e faz um gesto para o garçom, pedindo uma bebida.

— Eu só vim me divertir um pouco. Ou você acha que eu não posso fazer parte da diversão? — Luca responde, mantendo o tom descontraído.

A tensão no ar é palpável. Os dois se encaram por um momento, mas logo Zoe interfere, percebendo que a situação estava ficando desconfortável.

[Estrada Deserta – Madrugada]

Após a noite no bar, Noah decide dar uma volta para esfriar a cabeça. Ele dirige seu carro esportivo por uma estrada deserta, os faróis cortando a escuridão. O motor ronrona, e a velocidade traz uma sensação de controle que ele sente estar perdendo desde a chegada de Luca.

Ele para em um mirante, saindo do carro e respirando fundo. O vento frio da madrugada arrepia sua pele, mas ele não se importa. Ele só quer um momento para si mesmo.

Mas a paz dura pouco.

O som de outro motor se aproxima, ecoando pela estrada vazia. Noah já sabe quem é antes mesmo de ver o carro parar ao lado do seu.

Luca sai do carro, as mãos nos bolsos da jaqueta, seu sorriso brincalhão ainda presente.

— Parece que temos o mesmo costume de buscar o silêncio, hein? — Luca comenta, encostando-se ao capô do próprio carro.

Noah suspira, cruzando os braços.

— Ou talvez você só goste de me seguir por aí.

Luca ri, sem negar. Ele encara Noah por um instante, seus olhos analisando cada detalhe.

— Eu queria saber o que realmente passa na sua cabeça, Noah. Porque você fala como se me odiasse, mas... — Ele faz uma pausa, seu tom mais baixo e provocador. — Você sempre me encara como se quisesse outra coisa.

Noah sente o coração acelerar, mas mantém a postura firme.

— Você está delirando.

Luca dá um passo à frente, a luz da lua refletindo em seu rosto.

— Estou?

A tensão cresce entre os dois. O silêncio se torna pesado, cheio de algo não dito. Mas antes que qualquer um possa quebrá-lo, Luca sorri de lado e dá um passo para trás.

— Boa noite, Noah. Nos vemos na pista.

Ele entra no carro e acelera, deixando Noah sozinho, confuso, e mais irritado do que nunca.

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