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Alfa, Liberte Meu Coração

AVISO AO LEITOR

Esta história aborda temas fortes e adultos, incluindo escravidão, violência, humilhação e situações de opressão contra a protagonista, que é uma cativa. Esses elementos não são romantizados e fazem parte da construção realista do enredo e do desenvolvimento dos personagens.

Haverá cenas de sexo, além de alusões a relações de poder abusivas. Essas cenas são parte integrante da trama e da exploração psicológica dos personagens.

Respeito é Fundamental. Discordar é permitido. Debates saudáveis e críticas construtivas são bem-vindos. Desrespeito não será tolerado. Comentários agressivos, julgamentos morais sobre as escolhas dos personagens ou tentativas de invalidar a natureza fictícia da obra resultarão em bloqueio. O tempo que você perde sendo desagradável é o mesmo que você poderia retirar o livro da sua biblioteca e procurar outra coisa para ler.

O livro está em andamento. Atualizações vão ser feitas conforme minha disponibilidade. Lembre-se que xingar o autor não ajuda em muita coisa :)

Esta é uma história de sobrevivência, redenção e paixão proibida, que não teme mergulhar nas sombras para retratar a complexidade de seus personagens. Se você busca uma narrativa leve ou isenta de conflitos difíceis, esta obra pode não ser para você.

Lembrando que comentários e curtidas me ajudam e me incentivam a continuar.

Obrigada.

PRÓLOGO

O cheiro de fumaça e sangue impregnava o ar, misturando-se ao odor de suor e medo. As chamas dançavam na escuridão, iluminando os corpos caídos e os rostos dos guerreiros que tomavam o acampamento inimigo. Eu caminhava entre eles, indiferente aos gritos e ao caos ao meu redor. A vitória era nossa, mas o sabor dela era amargo, como sempre. A guerra não era feita de glória, mas de sangue e sacrifício.

Foi então que a vi.

Naquele momento, o mundo pareceu desacelerar. As sombras das chamas brincavam em sua pele pálida, os cabelos desgrenhados caindo sobre o rosto, o olhar feroz apesar da evidente exaustão. Ela era pequena, frágil... e ao mesmo tempo, indomável. Havia algo nela, algo que fez o ar parecer mais denso, algo que fez meus instintos se aguçarem.

Ela estava nas mãos de um dos meus soldados. Ele a segurava com brutalidade, os dedos cravados em seus braços finos, um sorriso perverso nos lábios. A ômega se debatia, chutava, mordia. Uma fera encurralada, sem opções, mas ainda assim lutando.

— Para de lutar, ômega — ele rosnou, a voz carregada de desprezo. — Você já perdeu. Aceite logo seu destino. Você é apenas mais uma escrava agora.

Mas ela não cedia. Seu espírito selvagem contrastava com a fragilidade evidente em sua estrutura magra. O soldado, impaciente, puxou seu vestido com violência. O tecido cedeu, rasgando-se em um som seco que ecoou como um grito no silêncio da noite.

Minha respiração falhou.

A pele alva se revelou sob a luz tremeluzente do fogo. O seio exposto, a curva delicada e suave. Por um instante, fui tomado por um fascínio primitivo, um desejo bruto que aqueceu meu sangue. Mas então vi o olhar dela.

Vergonha.

Ela se encolheu, apertando os lábios com força, o corpo tenso como um galho prestes a se partir. O rubor em sua pele era uma mistura de humilhação e raiva contida. Ela desviou o olhar, mas por apenas um momento. Quando voltou a me encarar, havia fogo em seus olhos. Um desafio mudo. Como se dissesse que, apesar de tudo, ela ainda era dona de si mesma.

Aquilo me enfureceu.

— Solte-a. — Minha voz cortou o ar como uma lâmina fria, carregada de uma autoridade que não admitia questionamentos.

O soldado hesitou, apertando os punhos, os dedos ainda marcando a pele dela. — Meu Alfa, ela é do inimigo. Agora é nossa prisioneira. Precisa aprender seu lugar. Ela não é digna da sua compaixão.

Meu olhar se estreitou, e dei um passo à frente, deixando minha presença esmagá-lo como uma força tangível. — Eu disse para soltá-la. Ou prefere que eu o faça sangrar por ousar questionar uma ordem minha? — Minha voz era um rugido baixo, uma ameaça que ecoou no ar pesado.

Houve um instante de hesitação, e então ele a largou. A ômega tropeçou para trás, segurando o que restava do vestido, o corpo ainda tremendo, mas os olhos... aqueles olhos ainda eram desafiadores.

Silêncio.

Meu instinto me mandava afastar o olhar, ignorá-la. Mas algo em mim se recusava. Era apenas uma escrava agora, uma peça a mais nas fileiras da minha matilha. E, no entanto, eu não conseguia tratá-la como qualquer outra.

Sem dizer uma palavra, arranquei meu manto e o joguei sobre ela com brutalidade, cobrindo a pele exposta e o vestido rasgado. A batida surda do tecido caindo sobre seus ombros fez com que ela estremecesse, surpresa. Meu olhar perfurou o dela, frio e implacável.

Foi então que a vi. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto, traindo a fachada de força que ela tentava manter. Mas ela não disse nada. Nenhum som, nenhum gemido. Apenas aquela lágrima, silenciosa e teimosa, como se ela se recusasse a dar a ele — ou a mim — o prazer de vê-la quebrar.

— Se você quiser sobreviver sob o meu domínio, terá que ser mais forte que isso, ômega. — Minha voz era dura, cortante, impiedosa. — Fraqueza não tem lugar aqui. Se você não consegue se defender, então não merece respirar o mesmo ar que eu.

Ela apertou o tecido contra o corpo, os lábios trêmulos, mas sem desviar o olhar do meu. Havia algo naquela coragem silenciosa que me perturbava, algo que me fazia querer quebrá-la ainda mais, só para ver até onde ela poderia ir.

Lancei um olhar gélido ao soldado. — Se eu descobrir que você fez algo com ela sem a minha ordem, você fica sem pinto. — Minha voz foi baixa, mas cada sílaba carregava uma promessa mortal. — E se eu sentir o seu cheiro perto dela de novo, vou arrancar sua língua e enfiá-la goela abaixo. Entendido?

O soldado engoliu seco, desviando o olhar. Eu o empurrei para trás sem paciência, sentindo o peso do silêncio ao redor. Ninguém ousou contrariar. Ninguém ousou sequer respirar muito alto.

— Reúna o exército e organize a ida dos prisioneiros — ordenei, minha voz ecoando como um trovão. — Quero todos em formação antes do amanhecer. E não me decepcione.

O soldado assentiu rapidamente, afastando-se para cumprir as ordens. Mas antes de partir, ele lançou um olhar para a ômega, como se ainda tentasse afirmar alguma forma de domínio sobre ela. Ela, no entanto, continuou a me encarar, sem se curvar, sem se render. Frágil, sim, mas com uma força que eu não conseguia ignorar.

— Você — disse eu, voltando-me para ela, minha voz cortante. — Se apresse e se junte aos outros prisioneiros. De agora em diante, você é minha.

As palavras saíram com uma satisfação que eu não esperava. Havia algo em tê-la sob meu domínio que me encheu de uma estranha euforia, uma sensação de posse que aqueceu meu sangue. Mas, ao mesmo tempo, algo dentro de mim se contorceu. Culpa? Não, eu não sentia culpa. Eu não podia sentir culpa. Ela era do inimigo. Era apenas mais uma peça no jogo.

Então, por que aquela confusão? Por que meu peito parecia apertar quando ela finalmente obedeceu, caminhando em direção aos outros prisioneiros, ainda envolta no meu manto? Por que eu ainda sentia o peso do olhar dela, mesmo quando ela já estava longe?

O soldado a empurrou para frente, ordenando que ela se apressasse. Ela tropeçou, mas se recompôs rapidamente, lançando um último olhar para mim antes de desaparecer entre a multidão. Aquele olhar... ele não era de medo, nem de submissão. Era um aviso. Um desafio.

E eu não sabia se queria quebrá-la ou se queria ver até onde ela poderia ir.

— Alfa — o soldado interrompeu meus pensamentos, sua voz hesitante. — Os prisioneiros estão sendo reunidos. O que mais deseja?

Eu o encarei por um momento, tentando afastar a confusão que insistia em tomar conta de mim. — Certifique-se de que nenhum deles seja tocado sem minha permissão. E mantenha os olhos nela — disse, indicando a direção que a ômega havia tomado. — Se algo acontecer com ela, você será o primeiro a pagar.

Ele assentiu rapidamente, afastando-se para cumprir as ordens. E eu fiquei ali, no meio do caos, tentando entender o que aquela ômega havia feito comigo. Por que ela não saía da minha mente? Por que eu sentia que, de alguma forma, ela já era mais do que apenas uma prisioneira?

E, mais importante, por que eu não conseguia parar de pensar nela?

...KAEL...

CAPÍTULO 1

CINCO ANOS DEPOIS – POV DE SELENE

Eu sinto o grande impacto no chão, e meus joelhos doem como se tivessem sido esmagados por uma pedra. A dor lateja, subindo pelas pernas e se espalhando pelo corpo, mas eu nem tento me mexer de imediato. Por quê? Porque sei que qualquer movimento vai ser interpretado como uma afronta. E afrontas, nessa casa, são como convites para mais dor. Então, fico ali, imóvel, respirando fundo, tentando ignorar a queimação nos joelhos e a voz estridente que ecoa acima de mim.

— Vamos, sua imunda! O que está esperando? Limpe isso agora! — Celeste grita, sua voz aguda cortando o ar como uma faca. Ela está de pé, com as mãos nos quadris, o rosto vermelho de raiva. Seus olhos brilham com aquele brilho familiar de sadismo, aquele que eu aprendi a reconhecer nos últimos cinco anos.

Eu olho para o chão. Há um líquido escuro derramado no chão de mármore — provavelmente vinho, porque, é claro, Celeste adora derrubar coisas caras só para me fazer limpar. É o esporte favorito dela. Eu me pergunto se ela treinou para isso desde criança. Talvez tenha sido a primeira coisa que ela aprendeu a fazer: derrubar coisas e gritar “limpe isso!”.

— Ômega, você só pode estar me desafiando — ela diz, e eu sinto o tom de voz dela mudar. É mais baixo agora, mais perigoso. — Levante-se ou vou chamar mamãe.

Ah, ótimo. O segundo demônio dessa casa. Por favor, não.

Celeste pode ser um tormento, mas é um tormento explosivo, cheio de ira e desequilíbrio. Tem dias em que ela está feliz, e nesses dias ela até se esquece que me odeia. Chega a me tratar como uma amiga, se é que dá para chamar aquilo de amizade. É engraçado, porque nesses momentos a “amizade” é sempre unilateral. Eu sou a ouvinte silenciosa das suas histórias, a empregada que ela chama para sentar ao lado dela enquanto ela fala sobre como o mundo é injusto com ela. Sim, claro, o mundo é injusto com *ela*. Eu quase rio só de pensar nisso. Mas, enfim, pelo menos nesses dias eu tenho um minuto de paz. Ou, pelo menos, um minuto em que não estou sendo xingada ou empurrada.

Agora, a mãe dela... Bem, essa é um tormento diferente. Senhora Valéria Celeste — sim, a família inteira tem nomes que parecem tirados de uma novela dramática — é fria, calculista e implacável. As piores punições vêm dela. Não são recorrentes, na verdade é raro ela se incomodar o suficiente para me punir. Mas, quando isso acontece, é como ser esmagada por uma rocha. Lenta, dolorosa e sem chance de escapar.

Eu me levanto devagar, sentindo cada músculo do meu corpo reclamar. Merda, eu estou fraca demais. A ração para escravos é uma vez por dia, e eu já comi de manhã. Agora é de tarde, e meu estômago ronca como um animal faminto. Mas, claro, isso não importa para Celeste. Ou para a senhora Valéria. Para elas, eu sou só uma coisa, uma ômega que deve obedecer sem questionar.

— Estou levantando — eu murmuro, mais para mim mesma do que para ela.

Celeste me olha com desdém, os lábios torcidos em um sorriso cruel. — Mais rápido da próxima vez, ou você vai ver o que acontece.

Eu não respondo. Aprendi que responder só piora as coisas. Em vez disso, me ajoelho novamente, pegando o pano que estava no chão e começo a limpar o vinho derramado. O cheiro é forte, doce e ácido ao mesmo tempo. Eu sinto a tentação de levar a mão ao rosto e limpar o suor que escorre pela minha testa, mas não ouso. Celeste ainda está de pé ali, observando cada movimento meu como um falcão prestes a atacar.

— Você é tão lenta — ela resmunga, cruzando os braços. — Não é à toa que mamãe diz que você é a pior escrava que já tivemos.

Ah, sim, a famosa frase. Eu já ouvi isso tantas vezes que perdi as contas. A pior escrava. A mais lenta. A mais inútil. É engraçado, porque, se eu sou tão inútil assim, por que ainda estou aqui? Por que não me venderam ou me trocaram por outra? Talvez seja porque, no fundo, elas gostam de ter alguém para humilhar. Alguém que elas possam chutar quando estão com raiva ou ignorar quando estão de bom humor. Alguém como eu.

Termino de limpar o chão e me levanto novamente, segurando o pano sujo de vinho. Celeste me olha com desprezo, como se eu fosse uma mancha no tapete caro da sala.

— Leve isso para lavar — ela ordena, apontando para o pano. — E depois volte para arrumar o quarto da mamãe. Ela quer tudo impecável antes do jantar.

Eu aceno com a cabeça, sem dizer nada. Não há nada para dizer, afinal. Apenas obedeço, porque é isso que eu faço. É isso que eu sou.

Enquanto caminho em direção à lavanderia, sinto o peso do cansaço nos meus ombros. Cinco anos. Cinco anos desde que fui capturada. Cinco anos desde que Kael me jogou seu manto e disse que eu era dele. Eu ainda me lembro daquele dia, como se fosse ontem. Aquele olhar gelado, aquele tom de voz que parecia cortar minha alma. Ele nunca mais me tocou, nunca mais falou comigo diretamente. Mas, de alguma forma, eu ainda sinto a presença dele. Como se ele estivesse sempre ali, observando, esperando.

Chego à lavanderia e começo a lavar o pano, esfregando com força para tirar as manchas de vinho. A água está fria, e minhas mãos tremem um pouco, mas eu continuo. É engraçado como a gente se acostuma com coisas assim. Água fria, fome constante, humilhação diária. Depois de um tempo, você para de sentir. Ou, pelo menos, finge que para.

Enquanto lavo o pano, meus pensamentos vagam. Eu me pergunto como seria se eu tivesse escapado naquela noite. Se eu tivesse lutado mais, se tivesse sido mais forte. Mas a verdade é que eu não tinha para onde correr. Eu era uma ômega sem matilha, sem proteção. Kael sabia disso. Ele sempre soube.

Termino de lavar o pano e o penduro para secar. Depois, sigo para o quarto da senhora Valéria. O quarto é grande, cheio de móveis caros e detalhes luxuosos. Tudo ali grita riqueza e poder. Tudo, menos eu. Eu sou a mancha no tapete, a sombra no canto.

Começo a arrumar a cama, alisando os lençóis de seda com cuidado. A senhora Valéria é exigente, e qualquer dobra fora do lugar pode significar uma punição. Eu me concentro no trabalho, tentando não pensar em nada. É mais fácil assim.

Mas, de repente, ouço passos atrás de mim. Eu me viro rapidamente, e lá está ela. Celeste. Ela está de pé na porta, observando-me com aquele olhar de desdém que eu conheço tão bem.

— O que você está fazendo? — ela pergunta, e eu sinto um calafrio percorrer minha espinha.

— Estou arrumando a cama, como a senhora ordenou — eu respondo, tentando manter a calma.

Ela entra no quarto, caminhando lentamente em minha direção. Cada passo dela parece ecoar no meu peito. — Você está fazendo tudo errado.

Eu olho para a cama, que está perfeitamente arrumada, e depois para ela. — Desculpe, senhora. O que eu fiz de errado?

Ela não responde. Em vez disso, ela pega os lençóis e os desarruma com um movimento brusco. — Você é tão inútil, Selene. Não sabe fazer nada direito.

Eu suspiro fundo. Ah, sim, porque arrumar uma cama é uma tarefa tão complexa que só gênios como Celeste podem realizar — Eu penso, sarcástica. — Me perdoem por não ter um diploma em Arrumação de Lençóis pela Universidade de Luxo e Futilidade.

Celeste grita, sua voz ecoando pelo quarto. — Mamãe! Mamãe, venha ver isso!

Eu fecho os olhos por um momento, tentando me preparar para o que está por vir. A senhora Valéria não demora a aparecer, sua presença imponente enchendo o quarto. Ela olha para Celeste, depois para mim, e finalmente para a cama desarrumada.

— O que está acontecendo aqui? — ela pergunta, sua voz calma, mas carregada de autoridade.

— Ela não sabe arrumar uma cama, mamãe! — Celeste diz, apontando para mim como se eu fosse a pior coisa do mundo. — Ela é tão inútil!

A senhora Valéria lança um olhar frio para mim, e eu sinto um calafrio percorrer minha espinha. Mas, para minha surpresa, ela não me repreende. Em vez disso, ela vira-se para Celeste.

— Celeste, minha filha — ela começa, sua voz suave, mas firme. — Você é uma jovem linda, inteligente e rica. — Eu quase rio no "inteligente", mas me seguro, mantendo o rosto sério. Qualquer movimento, e eu poderia ser punida. — Por que você está se metendo nos deveres do criado? Você tem coisas mais importantes para se preocupar.

Celeste abre a boca para protestar, mas um olhar da mãe a faz calar. Ela fecha a boca com um estalo e cruza os braços, claramente irritada.

— Você é uma jovem de classe, Celeste — a senhora Valéria continua, sua voz agora mais severa. — Comportar-se dessa maneira é inadequado. Deixe que a ômega faça o trabalho dela. Você não precisa se rebaixar a isso.

Celeste olha para a mãe, seus olhos cheios de frustração. — Mas, mamãe...

— Não há "mas", Celeste — a senhora Valéria interrompe, sua voz cortante. — Agora, vá para o seu quarto e pense no que eu disse.

Celeste abre a boca novamente, mas um olhar gelado da mãe a faz engolir as palavras. Ela vira-se e sai do quarto com passos pesados, seu rosto ainda vermelho de raiva.

Eu fico ali, parada, tentando processar o que acabou de acontecer. A senhora Valéria vira-se para mim, seu olhar ainda frio.

— Volte ao trabalho — ela diz, e eu aceno com a cabeça, voltando a arrumar a cama.

Enquanto trabalho, vejo Celeste sair do quarto, seu rosto ainda vermelho de raiva. A senhora Valéria me observa por um momento, e então sai também, deixando-me sozinha no quarto.

Eu suspiro fundo, olhando para a cama que agora está perfeitamente arrumada.

Bem, pelo menos hoje não fui eu quem levou a pior, eu penso, sarcástica. Mas, ei, ainda é cedo. O dia não terminou.

E, com isso, eu volto ao trabalho, sabendo que, no fim das contas, é isso que eu faço. É isso que eu sou.

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