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SÍNDROME DE ESTOCOLMO

jogo começa assim

Loki caminhava pelas ruas iluminadas da cidade, suas mãos enterradas nos bolsos do casaco enquanto seus olhos escaneavam o ambiente à procura de sua próxima presa. Com 1,89m de altura e pesando 90kg, sua presença era intimidadora. Os ombros largos e a postura confiante faziam com que as pessoas desviassem o olhar ao cruzarem seu caminho. Mas ele não se importava. Estava ali para caçar.

O jogo era sempre o mesmo: encontrar alguém vulnerável, alguém fácil de dobrar, manipular, destruir. Até agora, ele sempre escolhera mulheres—presas delicadas, facilmente enredadas em sua teia. Mas naquela noite, algo diferente capturou sua atenção.

Ele parou diante de uma cafeteria luxuosa, daquelas que apenas milionários e socialites frequentavam. O aroma de café gourmet misturado ao murmúrio das conversas refinadas era quase enjoativo para ele. Mas o que realmente prendeu seu olhar foi o jovem sentado em uma das cadeiras do lado de dentro.

Nik Laurent.

O nome lhe veio à mente antes mesmo de precisar buscá-lo. Ele já ouvira falar dele antes, herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo. Um garoto problemático, sempre envolvido em escândalos ou desaparecendo por longos períodos antes de ressurgir com uma expressão cada vez mais distante.

Naquela noite, Nik vestia um macacão rosa—algo ridiculamente chamativo para alguém de sua posição. Ele era pequeno, quase frágil, com seus 1,71m de altura e pesando apenas 50kg. Os cabelos negros estavam levemente bagunçados, e seu olhar parecia perdido na tela do celular, que era decorado com inúmeros detalhes brilhantes e pequenos acessórios pendurados. Apesar do ambiente requintado ao seu redor, ele parecia completamente alheio ao luxo.

Loki riu baixo, um sorriso enviesado se formando em seus lábios.

— Bom... vamos tentar com um homem dessa vez. Já estou cansado de mulheres.

Ele empurrou a porta da cafeteria e entrou, sentindo o calor do ambiente contrastar com o frio lá fora. Seus passos foram lentos, controlados, enquanto se aproximava da mesa de Nik. A excitação familiar de um novo jogo começava a correr por suas veias.

Ele não sabia ainda que, dessa vez, o caçador estava prestes a se tornar presa.

Mas isso só tornava tudo mais interessante.

Loki deslizou pela cafeteria com a confiança de quem sabe exatamente o que está fazendo. Ele não pediu permissão, não hesitou—simplesmente puxou a cadeira à frente de Nik e se sentou, apoiando um dos braços na mesa de mármore polido enquanto observava o jovem à sua frente com um sorriso divertido.

Nik sequer levantou os olhos do celular. Continuou jogando, os dedos longos e delicados deslizando pela tela como se Loki não existisse.

— Um café tão sofisticado para alguém que parece entediado — Loki quebrou o silêncio, sua voz grave e macia como veludo. — Será que nada te diverte, príncipe?

Nik finalmente ergueu os olhos, e Loki foi atingido pela intensidade do olhar vazio e desinteressado do menor. Não era medo, não era curiosidade. Era como se Nik estivesse olhando para algo descartável.

— Quem diabos te deu permissão pra sentar aqui? — A voz de Nik era fria, carregada de arrogância. Ele cruzou os braços, o celular pousado sobre a mesa. — Você acha que porque tem um rosto bonito pode simplesmente invadir meu espaço?

Loki riu, jogando a cabeça um pouco para trás antes de apoiar o queixo na mão.

— Eu não diria “invadir”, mas sim… aceitar o convite silencioso.

— Convite? — Nik arqueou uma sobrancelha, o desprezo evidente em cada linha do seu rosto delicado. — Ah, entendi. Você achou que eu estava aqui esperando por algum cafajeste aleatório chegar e despejar cantadas baratas? Você deve ser um daqueles caras que acham que só porque são grandes e têm uma voz bonita, podem conquistar qualquer um.

Loki sorriu, apreciando o desafio. Ele esperava resistência, mas não aquela petulância arrogante. A maioria das pessoas recuava sob seu olhar, mas Nik parecia apenas se divertir com a situação.

— Eu diria que ser grande e ter uma voz bonita ajuda — Loki brincou, inclinando-se levemente sobre a mesa. — Mas a verdade é que estou interessado. Você é diferente, Nik.

O menor bufou, revirando os olhos.

— Oh, que original. “Você é diferente.” Qual será a próxima? “Nunca conheci alguém como você”? Se for pra usar frases prontas, pelo menos tente algo que eu nunca ouvi antes.

Loki mordeu o lábio, contendo a risada. Ele adorava aquilo.

— Certo. Que tal essa? — Ele se inclinou ainda mais, sua voz baixa e hipnotizante. — Desde que entrei aqui, fiquei completamente preso à sua presença. Seu olhar parece esconder segredos que eu daria tudo para desvendar. E quando você fala, sua arrogância me desafia de um jeito que me faz querer conhecê-lo mais.

Nik o analisou por um momento, seus olhos escuros brilhando com algo entre o desprezo e a diversão.

— Nossa. Isso foi tão cafona que quase me deu calafrios — ele riu, pegando o celular novamente. — Mas parabéns pelo esforço. Agora, saia da minha mesa antes que eu mande alguém te tirar daqui.

Loki não se moveu. Pelo contrário, sua expressão tornou-se ainda mais interessada.

— Se você quisesse realmente que eu fosse embora, já teria feito isso.

Nik parou por um momento, um pequeno sorriso surgindo em seus lábios antes que ele voltasse a olhar para a tela do celular.

— Talvez eu só goste de humilhar gente metida a galanteador.

Loki sorriu de volta.

— Ótimo. Porque eu adoro um desafio.

Nik continuou mexendo no celular por mais alguns segundos antes de finalmente desviar o olhar para Loki, como se decidisse que valia a pena dedicar um pouco mais de atenção ao homem sentado à sua frente.

— Então… você é gay? — A pergunta veio de forma casual, mas seu olhar era calculista, como se analisasse cada movimento de Loki.

Loki sorriu, inclinado na cadeira como se estivesse completamente confortável com a conversa.

— Sim, gosto de homens. Já fiquei com vários. Você parece surpreso.

Nik deu de ombros.

— Não exatamente. Mas você tem aquela vibe de cafajeste que pode ir para qualquer lado, dependendo da situação.

— E você? — Loki retrucou, seus olhos fixos em Nik. — Qual é a sua história?

Nik sorriu, mas dessa vez havia algo mais sombrio por trás do gesto.

— Minha história? Eu gosto do que me diverte. Pessoas são passageiras. Sexo é só um passatempo.

Loki arqueou uma sobrancelha, curioso.

— E homens?

Nik brincou com uma das alças do macacão rosa antes de responder.

— Já tive minhas experiências. Mas prefiro que as pessoas me impressionem antes de eu decidir o que quero delas.

Loki percebeu que, pela primeira vez desde que se sentara ali, Nik parecia realmente interessado na conversa. O brilho divertido em seus olhos, o jeito que ele relaxou a postura... Ele estava engajado, e isso só atiçava ainda mais a curiosidade de Loki.

Mas havia algo mais. Algo que Loki percebeu além da arrogância e do desdém ensaiado.

— Você estava internado, não estava? — Loki soltou a pergunta sem rodeios, observando atentamente a reação de Nik.

O menor paralisou por um segundo, e seu sorriso se apagou ligeiramente. Mas ao invés de negar, ele soltou uma risada curta.

— Interessante. Como chegou a essa conclusão?

Loki sorriu de lado.

— Você não sabe esconder. Seu olhar, a maneira como fala… Parece alguém que já desistiu de muita coisa, mas ainda quer brincar antes de sumir de vez.

Nik o encarou por alguns segundos, como se estivesse analisando se valia a pena continuar a conversa ou simplesmente se levantar e sair. Então, ele relaxou novamente e sorriu.

— Nada mal, detetive. Mas eu sou um jogo que você não consegue ganhar.

Loki riu baixo e se inclinou um pouco mais, seu olhar fixo em Nik.

— Para a minha casa.

Nik arqueou uma sobrancelha, claramente se divertindo com a proposta repentina.

— Ah, é? E por que eu deveria?

Loki manteve seu sorriso confiante.

— Porque você precisa de uma noite comigo para esquecer esses problemas familiares.

Nik piscou lentamente, seus lábios se curvando em um sorriso provocador.

— E como você sabe que eu tenho problemas familiares?

Loki riu.

— Você também não sabe esconder isso.

Nik mordeu o lábio, como se ponderasse por um segundo, antes de finalmente erguer o olhar desafiador para Loki.

— Certo. Eu vou. Espero que você seja mais na cama do que nas palavras.

Loki soltou uma risada baixa, passando a língua pelos lábios antes de responder:

— Aposto que sou melhor na prática do que na teoria.

Ele se levantou e estendeu a mão para Nik, que, após um breve segundo de hesitação, pegou-a sem dizer nada.

Eles caminharam por horas, o silêncio entre eles sendo preenchido apenas pelo som dos passos contra o asfalto e o vento cortante que soprava pelas ruas vazias. No início, Nik não se importou. Estava acostumado a se jogar em situações arriscadas, buscando qualquer coisa que o fizesse sentir algo. Mas conforme avançavam, ele começou a notar a mudança no ambiente.

As luzes da cidade foram ficando para trás, dando lugar a ruas mal iluminadas e becos estreitos. As poucas casas que encontraram pelo caminho pareciam abandonadas, e o silêncio ali era diferente—pesado, quase sufocante.

Nik encolheu os ombros, cruzando os braços para afastar o frio que, de repente, sentiu na pele.

— Cara... que tipo de caminho é esse? — Ele tentou disfarçar o desconforto, mas sua voz saiu mais hesitante do que gostaria.

Loki, ao seu lado, manteve o ritmo tranquilo e confiante. Seu porte alto e imponente fazia com que parecesse ainda mais confortável naquele cenário sombrio. Ele notou a inquietação de Nik e sorriu.

— Está tudo bem. Já estamos chegando.

Nik apenas bufou, lançando um olhar desconfiado ao redor.

Eles caminharam por mais alguns minutos até finalmente chegarem a uma casa de dois andares, com uma estrutura antiga e levemente desgastada pelo tempo. As janelas estavam fechadas, e a iluminação fraca da rua mal conseguia revelar os detalhes da fachada.

Loki parou em frente à porta, observando Nik, que analisava a casa com um sorriso nervoso.

— Essa é sua casa? — A voz de Nik saiu quase trêmula.

— Sim — Loki respondeu casualmente. — Bem-vindo.

Nik forçou um sorriso e cruzou os braços.

— Você mora muito longe de tudo... Isso é meio assustador.

Loki soltou uma risada baixa, se divertindo com o receio do menor.

— Essa é a casa da minha falecida vovozinha — ele disse, um brilho misterioso nos olhos.

Nik arregalou levemente os olhos e olhou para a casa novamente. Agora, a estrutura antiga parecia ainda mais sinistra. Por um momento, ele sentiu um aperto no peito.

Mas, ao olhar para Loki novamente, percebeu algo diferente.

O homem diante dele, tão grande e seguro de si, havia perdido parte daquela expressão de pura confiança. Havia algo mais ali, algo que Nik não esperava ver: um resquício de saudade, talvez até de dor.

Por um segundo, ele sentiu pena.

Nik suspirou, tentando ignorar o arrepio que subia por sua espinha.

— Certo... Vamos entrar, então.

Loki sorriu de canto, abriu a porta e deu espaço para Nik passar.

— Boa escolha.

Nik respirou fundo antes de atravessar a entrada, sem perceber que, naquele momento, havia acabado de cruzar um limite invisível.

E talvez não houvesse volta.

Assim que Nik entrou na casa, uma sensação estranha percorreu seu corpo. O ar ali dentro parecia pesado, sufocante, e um cheiro forte de água sanitária impregnava o ambiente. Ele franziu o nariz, sentindo o incômodo crescer.

— Que cheiro forte de água sanitária é esse? — perguntou, tentando disfarçar sua inquietação.

Loki riu baixinho, fechando a porta atrás de si.

— É que quando eu limpo a casa, gosto de usar bastante. Quero deixar tudo... impecável.

Nik observou Loki passar por ele e caminhar em direção à cozinha. A postura do homem era relaxada, casual, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.

— Quer um copo de água? A cozinha é por aqui.

Nik hesitou por um momento antes de assentir.

— Tá... Claro.

Enquanto Loki desaparecia pela entrada da cozinha, Nik se virou instintivamente para a porta da frente. Seu coração apertou ao perceber que ela estava trancada. E a chave? Não estava na fechadura.

Um arrepio subiu por sua espinha.

Ele desviou o olhar e reparou em uma mesa no canto da sala. Sobre ela, uma fileira de porta-retratos descansava sob uma camada grossa de pó.

Nik sentiu um nó se formar em sua garganta.

Se ele limpa a casa tão bem, por que a mesa está cheia de pó?

Antes que pudesse refletir mais sobre aquilo, Loki apareceu na porta da cozinha, segurando um copo d'água.

— Aqui está — disse ele, com um sorriso tranquilo.

Nik engoliu seco, pegando o copo hesitante.

— Eu tenho que ir embora agora... — sua voz saiu um pouco apressada. — Lembrei de um compromisso.

Loki arqueou uma sobrancelha e inclinou a cabeça levemente para o lado, como se estivesse analisando sua reação.

— Ah, é mesmo? Que pena — ele suspirou, sua expressão parecendo desapontada. — Mas tudo bem, podemos nos encontrar depois.

Nik forçou um sorriso, querendo apenas sair dali.

— Sim, depois saímos pra um encontro.

O sorriso de Loki se alargou um pouco.

— Antes de ir, tome um gole d'água. Deve estar cansado depois da caminhada.

Nik segurou o copo com firmeza, sentindo o líquido balançar lá dentro. Algo dentro dele gritava para não beber. Mas Loki o observava com um olhar sereno, paciente, sem nenhum sinal de urgência.

Talvez eu só esteja exagerando...

Ele respirou fundo e virou o copo, engolindo a água rapidamente. Assim que abaixou o copo, encontrou o olhar de Loki fixo nele. Um sorriso estranho, quase satisfeito, brincava nos lábios do homem.

— Eu sou bom na prática... — Loki murmurou, antes de soltar uma risada baixa.

Nik tentou responder, mas algo estava errado. Sua língua não se mexia. Seu corpo começou a ficar pesado, e, em segundos, suas pernas falharam. Ele caiu sentado no chão, encostando-se à parede, seu corpo inteiro paralisado.

Seu peito subia e descia em uma respiração ofegante, mas ele não conseguia se mexer. Apenas seus olhos ainda respondiam.

O pânico tomou conta dele.

Loki se aproximou lentamente, agachando-se ao seu lado. Seus dedos frios deslizaram pelo rosto de Nik, traçando seu maxilar imóvel.

— Vamos brincar um pouquinho... — ele murmurou, sua voz suave, quase afetuosa.

Nik tentou gritar, mas nenhum som saiu.

E naquele momento, ele soube que havia cometido um erro fatal.

CONTINUA...➡️

rejeitado seu desejo

Nik abriu os olhos, a luz branca e intensa cegando-o momentaneamente. Seu corpo estava frio, e um arrepio percorreu sua espinha ao perceber sua situação. Ele estava apenas de cueca, deitado sobre uma mesa cirúrgica metálica. As tiras apertadas em seus pulsos e tornozelo esquerdo cortavam sua circulação, e sua boca estava selada com fita adesiva, abafando qualquer tentativa de grito.

Seu peito subia e descia rapidamente, o pânico tomando conta de cada fibra de seu ser. Ele tentou se mexer, mas os cintos de couro seguravam seus braços com força contra a superfície gelada.

Respiração pesada. Coração acelerado.

Seu olhar desesperado se moveu pelo ambiente. O lugar era extremamente iluminado, as paredes e o chão brancos, mas manchados com salpicos de sangue seco. O cheiro de água sanitária misturado ao ferro do sangue o fez engasgar.

Ferramentas.

Ao seu lado, uma bancada de aço inoxidável exibia uma fileira de instrumentos cirúrgicos: bisturis, serras, alicates e pinças. Todas cobertas de sangue. Algumas gotas ainda estavam frescas, escorrendo lentamente pelo metal brilhante.

O estômago de Nik se revirou.

Onde estava Loki?

Ele virou a cabeça de um lado para o outro, mas não viu ninguém. Apenas aquele silêncio absoluto, como se estivesse isolado do mundo. Ele tentou puxar os braços novamente, mas o aperto nas tiras era implacável.

Uma pontada de desespero o atingiu. Ele não sabia como tinha chegado ali. A última coisa de que se lembrava era estar na casa de Loki, sentindo o corpo falhar depois de beber aquele maldito copo d’água. Agora estava deitado, exposto e vulnerável.

Seus olhos se encheram de lágrimas. Ele não queria morrer ali.

De repente, o som de passos ecoou. Lentos, calculados.

Nik prendeu a respiração, sentindo o suor frio escorrer por sua pele. O som vinha de trás dele. Ele não conseguia virar a cabeça o suficiente para ver.

O silêncio se prolongou por um instante, aumentando ainda mais sua angústia. Então, um barulho metálico de algo sendo arrastado fez seu coração disparar.

Alguém estava ali.

A mão invisível do medo apertou seu peito.

Ele ouviu um suspiro satisfeito, e então uma voz conhecida sussurrou, bem perto de seu ouvido:

— Ah… Finalmente acordado.

Nik congelou.

Loki.

Seu corpo inteiro tremeu. Ele sentiu o hálito quente contra sua pele, e o som de algo sendo colocado sobre a bandeja metálica ao lado dele.

— Você dormiu bastante — Loki continuou, sua voz calma, quase gentil. — Mas eu sabia que você acordaria logo. Eu queria que estivesse consciente para essa parte.

Nik apertou os olhos, tentando conter as lágrimas. Seu corpo estava preso, sua boca selada. Ele não podia implorar, não podia gritar.

Loki riu baixinho, passando um dedo gelado pelo pescoço exposto de Nik.

— Não faça essa cara, príncipe. Vai ser divertido. Para mim, pelo menos.

Nik começou a se debater, puxando os braços com força, mas o aperto nos cintos não cedeu. Seu coração batia contra suas costelas como um tambor acelerado.

Loki pegou algo da bandeja ao lado. O brilho do metal reluziu sob as luzes.

— Sabe… Eu gosto de ver o medo nos olhos das pessoas. Mas em você? — Loki sorriu, inclinando-se para que Nik pudesse vê-lo pela primeira vez. Seus olhos estavam escuros, um brilho cruel os iluminava. — Em você, isso é particularmente fascinante.

Ele ergueu a lâmina.

Nik prendeu a respiração, sua mente gritando em puro terror.

E então… O corte veio.

Nik sentiu a lâmina deslizar pela pele, um corte profundo e ardente rasgando seu braço. O sangue quente escorreu rapidamente, tingindo a mesa cirúrgica de vermelho. Ele tentou se contorcer, mas as tiras seguiam firmes, impedindo qualquer fuga. Sua respiração estava frenética, e cada batida de seu coração fazia o sangue fluir ainda mais rápido pela ferida aberta.

De repente, um estrondo ensurdecedor preencheu o ambiente. Loki, tomado por uma fúria repentina, pegou a cadeira em que estava sentado e a arremessou contra a parede. O impacto fez Nik fechar os olhos instintivamente, sua mente em alerta máximo.

O silêncio durou apenas um segundo antes de ser quebrado por um grito.

— VOCÊ REALMENTE TÁ COM TESÃO?!

Loki riu, um som estridente e carregado de surpresa. Seus olhos estavam arregalados, quase insanos, enquanto olhava para Nik como se tivesse descoberto algo inacreditável.

— Você realmente é uma puta, não é?

Nik não conseguia entender o que estava acontecendo. O medo pulsava em suas veias, e sua mente girava entre a dor do corte, o frio da mesa e a voz de Loki ecoando pelo cômodo.

Foi então que Loki se inclinou sobre ele e agarrou seu pescoço com as mãos grandes e fortes.

O toque era feroz, os dedos apertando sua garganta sem piedade. O ar começou a faltar, e Nik arregalou os olhos, tentando se soltar, mas suas forças estavam desaparecendo.

— Seu... Seu... — Loki balbuciou entre dentes cerrados, seus olhos fixos em Nik, como se tentasse processar algo que não conseguia aceitar.

Nik piscou lentamente, sua visão começando a falhar. Sua cabeça latejava, sua pele formigava, e então ele revirou os olhos.

Loki franziu o cenho, seu olhar descendo para o corpo do menor. Foi quando ele viu.

A cueca de Nik estava molhada.

O silêncio foi absoluto por alguns segundos.

Então Loki arregalou os olhos e rosnou.

— Seu lunático... Você fez isso só porque eu apertei seu pescoço?!

Sua expressão se contorceu em algo que misturava nojo e raiva. Ele segurou ainda mais forte, seus dedos quase cravando na pele de Nik.

— Saiba que eu não sou gay! Eu odeio pessoas como você!

Ele apertou, apertou e apertou...

Até que Nik parou de se mexer.

Seu corpo ficou mole. Sua respiração ficou ausente.

O silêncio caiu sobre o cômodo.

Loki continuou segurando o pescoço de Nik, sua mente girando. Sua respiração estava pesada, seu coração batia descompassado.

Ele soltou um riso fraco e trêmulo.

— Que droga foi essa...?

Ele olhou para Nik, seu rosto inexpressivo, seus olhos semicerrados.

Por um momento, um pensamento frio cruzou sua mente.

Será que ele está morto?

Loki se aproximou lentamente de Nik, seus olhos analisando cada detalhe do rosto imóvel do jovem. Sua expressão era indecifrável, um misto de fascínio e repulsa. Ele hesitou por um momento antes de estender a mão e pressionar dois dedos contra o pescoço de Nik.

Batimentos fracos. Mas ainda estava vivo.

Loki soltou um suspiro pesado, quase frustrado. Ele não sabia exatamente o que esperava sentir ao tocá-lo, mas uma onda de irritação percorreu seu corpo.

Ele se afastou, começando a andar em círculos ao redor da maca, seus pés ecoando contra o chão de azulejos. Sua mente estava acelerada, e sua respiração, descompassada.

Por que ele ainda estava vivo?

Seus dedos deslizaram involuntariamente pela ferida no pescoço de Nik. O sangue ainda estava fresco, quente, e a sensação da pele cortada sob seus dedos o fez estremecer.

Loki puxou a mão de volta bruscamente, como se tivesse sido queimado. Seu olhar escureceu.

— Eu deveria matá-lo de uma vez... — murmurou, as palavras saindo entre dentes cerrados. Seu maxilar estava travado, e seus olhos ardiam em fúria.

Mas, então, um sorriso enviesado surgiu em seus lábios.

— Mas eu quero brincar com ele mais um pouco.

Ele riu baixo, um som carregado de ansiedade e algo mais profundo — algo que ele não queria nomear.

Mas e se...?

A dúvida veio como um golpe repentino.

E se fosse perigoso?

E se esse maldito vírus dos gays o pegasse?

Loki sentiu um arrepio percorrer sua espinha, e, num acesso de raiva, chutou a mesa de ferramentas ao lado da maca. O impacto fez os instrumentos cirúrgicos caírem no chão com um estrondo metálico, o barulho ecoando pelo cômodo.

— QUE NOJO DESSAS MERDAS DE GAY! — ele gritou, sua voz carregada de ódio e confusão.

Ele ofegava, seu corpo tenso, seus punhos cerrados. Seu olhar voltou para Nik, que permanecia imóvel sobre a maca.

O peito de Loki subia e descia com força, seu coração martelando dentro do peito.

Ele apertou os olhos, tentando afastar a tempestade dentro de sua mente.

— Por que eu fui atrás dele...?

O pensamento martelava em sua cabeça como uma maldição.

Ele não sabia a resposta.

E isso o deixava ainda mais furioso.

Loki pegou a faca do chão com firmeza, seus dedos apertando o cabo de metal frio. Sua respiração estava pesada, seu coração martelava dentro do peito. Ele se aproximou da maca onde Nik ainda estava desacordado, os cortes e marcas em sua pele expostos sob a luz forte.

Ele ergueu a lâmina, pronto para terminar aquilo de uma vez.

Mas então…

Seus olhos pousaram no rosto de Nik.

A expressão adormecida, os lábios rosados e entreabertos, a respiração lenta.

Loki engoliu em seco.

Ele sentiu um arrepio percorrer seu corpo, algo quente e desconhecido se espalhando por suas veias.

Seus olhos desceram lentamente.

O pescoço fino, delicado, vulnerável. Tão fácil de apertar...

Mais abaixo, a clavícula, os ombros magros.

E então... os mamilos rosados de Nik, a pele pálida contrastando com a tonalidade suave.

Loki sentiu um nó na garganta.

O que diabos estava acontecendo com ele?

Seu corpo inteiro tremeu quando percebeu a resposta.

O desejo.

Aquele maldito desejo que não deveria estar ali.

Ele deu um passo para trás, sua mente gritando em confusão.

Seus olhos arregalaram ao olhar para baixo... e perceber o estado em que estava.

O ar ficou preso em sua garganta.

A faca caiu de sua mão, o barulho do metal ecoando no cômodo silencioso.

Sem pensar, sem raciocinar, sem querer enfrentar o que aquilo significava...

Loki virou-se e correu.

Subiu as escadas rapidamente, suas mãos trêmulas agarrando a alavanca da porta no teto. Com um empurrão forte, ele saiu daquele lugar sufocante, seu coração disparado, sua mente um caos absoluto.

Ele precisava sair dali.

Precisava esquecer o que tinha acabado de sentir.

Loki ligou a TV, tentando ocupar sua mente com qualquer coisa que afastasse o que havia sentido momentos atrás. Escolheu um filme para maiores de 18 anos, repleto de mulheres provocantes e corpos expostos.

Ele se forçou a sentir algo, a se concentrar nelas, nos movimentos, no desejo que deveria surgir naturalmente.

Mas, conforme os minutos passavam, algo estava errado.

Aquilo não funcionava.

O desejo sumiu. Ficou mole.

Loki olhou para si mesmo, frustrado. Um misto de raiva e confusão o tomou.

— O que aquele garoto fez comigo? — murmurou entre dentes, sua expressão se contorcendo em desgosto.

Ele apertou os punhos, sentindo a fúria crescer dentro de si.

— Deve ser esse maldito vírus!

A ideia o deixou ainda mais irritado. Ele se levantou, sem nem se preocupar em vestir algo. Seu corpo nu brilhava sob a luz fraca da sala, os músculos tensionados pelo ódio crescente.

Ele marchou de volta ao porão.

Precisava consertar isso. Precisava acabar com Nik.

Descendo as escadas rapidamente, Loki abriu a porta com força. Seus olhos imediatamente encontraram Nik, acordado.

O garoto levantou o olhar para ele e, no segundo seguinte, virou o rosto, corando levemente.

"Ele não é só alto... também é muito grande."

O pensamento surgiu na mente de Nik contra sua vontade, e ele odiou a si mesmo por isso.

Loki, no entanto, estava longe de perceber qualquer coisa sutil. Ele estava furioso.

— Seu maldito... o que você fez comigo?! — gritou, sua voz carregada de raiva e frustração.

Nik manteve o rosto virado, tentando ignorá-lo, mas Loki não queria ser ignorado.

Ele olhou ao redor e avistou um pedaço de ferro no chão.

Sem hesitar, o pegou e caminhou até a maca, o objeto pesado em sua mão.

— Seu... — ele rosnou, levantando o ferro.

Antes que Nik pudesse reagir, Loki desceu o golpe com força contra sua perna.

O barulho de algo possivelmente quebrando ecoou pelo porão, seguido pelo grito abafado de Nik, ainda com a boca selada pela fita.

Loki respirava pesado, seus olhos brilhando com uma mistura de ódio e algo mais profundo... algo que ele não queria admitir.

Mas Nik sentiu.

E isso o fez temer ainda mais.

CONTINUA....

AMOR E ÓDIO POR ELE

Loki observou Nik se contorcer na maca, o grito abafado pela fita em sua boca, os olhos arregalados de dor e desespero. O ferro ainda estava em sua mão, pesado, quente pelo impacto contra a carne e os ossos de Nik.

E ele gostou do som que aquilo fez.

Crack.

Um arrepio percorreu sua espinha ao lembrar da sensação do golpe, do jeito que o corpo frágil de Nik se contorcia sob a dor excruciante.

E, ainda assim, algo dentro dele queimava de raiva.

Ele jogou o pedaço de ferro no chão, o barulho ecoando pelo cômodo, e segurou Nik pelo queixo com força, forçando-o a olhar em seus olhos.

— Olha pra mim, seu merdinha.

Nik tentava virar o rosto, mas Loki apertou mais, suas unhas cravando na pele do menor.

— Agora você vai fingir que não consegue me encarar? Depois de me fazer passar por essa merda toda?!

Loki riu, um som seco e cruel.

— Você é só um pedaço de lixo arrogante, né? Achou que podia me desafiar, fazer esses joguinhos ridículos e sair ileso?

Ele soltou o rosto de Nik com um empurrão, fazendo a cabeça do menor bater de leve na maca.

— Patético. Um merdinha como você nem deveria estar respirando o mesmo ar que eu.

Loki começou a andar em volta da maca, os passos pesados, furiosos.

— Eu deveria acabar com você agora. Quebrar cada um dos seus ossos e ver você se contorcer de dor. Mas sabe por quê não faço isso, seu verme imundo?

Ele parou ao lado da perna quebrada de Nik e segurou o tornozelo com força, apertando contra o hematoma crescente.

Nik gritou por trás da fita.

Loki sorriu, satisfeito.

— Porque eu ainda quero me divertir um pouco mais com você.

Ele soltou a perna com um empurrão brusco, fazendo Nik soltar um gemido de dor.

— Olha pra você. Todo frágil, chorando, se contorcendo igual um rato encurralado. Acha que alguém vai sentir pena? Que alguém vai te salvar?

Loki segurou a cabeça de Nik pelos cabelos, puxando-o para cima. Seu rosto estava próximo o suficiente para que Nik sentisse sua respiração quente contra sua pele.

— Você é um desgraçado inútil. Um pedaço de carne sem valor.

Ele jogou a cabeça de Nik para trás novamente, fazendo-a bater contra a maca.

— Eu tenho nojo de você. Nojo da sua existência. Nojo de cada merda que você representa.

Loki passou a mão pelos cabelos, frustrado, sua respiração descompassada.

Por que ele ainda estava com tanta raiva?

Ele chutou a maca, fazendo-a tremer.

— Se eu fosse você, começava a rezar. Porque eu ainda não decidi o que vou fazer com você.

Loki então se afastou, seu corpo vibrando com uma mistura de ódio e algo mais profundo, algo que ele não queria admitir.

Nik, ofegante e tremendo de dor, sabia apenas uma coisa:

Ele estava nas mãos de um verdadeiro monstro.

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Loki subiu as escadas sem olhar para trás. Seu coração ainda batia acelerado, sua mente um turbilhão de pensamentos confusos. Ele vestiu uma calça jeans escura e uma camisa preta, pegou a jaqueta e saiu porta afora, deixando Nik para trás, sozinho no porão frio e ensanguentado.

O ar noturno bateu contra seu rosto enquanto ele caminhava pela rua, acendendo um cigarro no meio do caminho. Ele precisava de um maldito drink.

Enquanto isso, lá embaixo, Nik se contorcia na maca, lágrimas escorrendo por seu rosto enquanto sua perna latejava com uma dor insuportável.

A sensação de impotência o sufocava.

Ele não podia se mover. Ele não podia fugir. Ele estava quebrado.

O desespero tomou conta dele, e seu peito subia e descia com respirações trêmulas. Sua mente girava entre o medo, a raiva e o sofrimento esmagador.

Então, enquanto tentava respirar entre os soluços, sentiu algo diferente em sua boca.

A fita adesiva que Loki tinha usado para selar seus lábios estava soltando em uma das bordas.

Seu coração disparou.

Com o pouco de força que ainda lhe restava, ele mexeu a língua e forçou os músculos do rosto, tentando empurrar a fita um pouco mais. O adesivo já não estava tão firme devido ao suor e às lágrimas que haviam molhado a pele.

Ele insistiu, lutando contra o desconforto, e finalmente a fita descolou o suficiente para que ele pudesse abrir a boca.

E então, ele gritou.

— SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDE! POR FAVOR!

Sua voz ecoou pelo porão, subindo pela escada até a casa acima.

Ele gritou novamente, sua garganta ardendo com o esforço.

— POR FAVOR, ALGUÉM! ME TIREM DAQUI!

Mas o silêncio foi sua única resposta.

Nik sentiu o desespero crescer.

Ele tentou de novo, mais alto, ignorando a dor na garganta.

— SOCORROOOOO!

Nada.

Nenhuma resposta. Nenhum barulho de passos.

Ele estava sozinho.

E pela primeira vez, Nik teve certeza absoluta de que ninguém viria salvá-lo.

Nik sentia seu corpo falhando. O frio se infiltrava em seus ossos, enquanto a dor da perna quebrada pulsava em ondas cada vez mais intensas. Sua visão começou a ficar turva, seus gritos foram se tornando mais fracos. Ele tentou manter os olhos abertos, mas a escuridão foi consumindo tudo ao seu redor.

Seus pensamentos se embaralharam, e então tudo ficou silencioso.

Ele desmaiou.

 

Enquanto isso, Loki estava no bar.

O álcool queimava sua garganta, mas ele continuava bebendo. Uma dose. Duas. Três. Ele queria apagar qualquer pensamento, qualquer sensação estranha que ainda insistia em rondar sua mente.

Ele queria esquecer.

Mas, mesmo ali, com o bar lotado, as luzes piscando e a música alta, ele não conseguia tirar Nik da cabeça.

Ele se irritava a cada lembrança, a cada sensação involuntária que percorria seu corpo quando a imagem do garoto surgia em sua mente.

Quando finalmente cambaleou para fora do bar, bêbado e zonzo, já era madrugada. Ele tropeçou algumas vezes, mas conseguiu chegar em casa, seus pés pesados e a mente entorpecida.

Sem pensar, jogou-se na cama.

O sono veio rápido.

E então, o sonho começou.

Nik estava ali. Deitado, vulnerável, gemendo sob ele.

Loki via suas mãos explorando o corpo menor, sua boca tocando a pele quente, seus dedos apertando a carne macia. Os sons que Nik fazia eram viciantes, sua expressão de desejo o hipnotizava.

Era perfeito.

Ele o queria mais.

Ele o possuía.

E então... acordou.

Seu corpo estava suado, sua respiração pesada.

Sua cueca e a cama estavam completamente molhadas.

Loki ficou imóvel por um momento, sentindo o horror rastejar por sua pele. Ele piscou algumas vezes, confuso, tentando entender.

E quando a realidade o atingiu em cheio, ele se levantou bruscamente, os olhos arregalados de puro ódio.

— Que merda é essa?!

Sua voz ecoou pelo quarto, carregada de raiva e nojo.

Ele olhou para baixo, vendo o estrago no lençol, e um arrepio de repulsa percorreu sua espinha.

— Ele me fez até sonhar com isso...

Ele levou as mãos à cabeça, puxando os cabelos com força.

— NÃO! Eu não sou assim! Isso não pode estar acontecendo!

Seu peito subia e descia rapidamente. Ele precisava se livrar dessa sensação.

Seus olhos se estreitaram em fúria.

— Esse desgraçado...

Ele precisava fazer algo com Nik.

E dessa vez, não haveria volta.

Loki desceu as escadas com passos pesados, ainda sentindo a frustração queimando em seu peito. Sua cabeça latejava da ressaca, e seu corpo ainda estava quente do sonho perturbador. Ele tentava ignorar a sensação, tentar apagar aquilo da mente, mas seu próprio corpo o traía.

Ao chegar ao porão, ele parou no último degrau e olhou para a maca.

Nik ainda estava ali. Seu corpo pequeno, frágil, respirando de forma irregular. Mas ele ainda respirava.

Loki apertou os punhos.

Por que ele ainda estava vivo?

Ele caminhou até a maca, seus olhos percorrendo o estado miserável de Nik. O garoto estava pálido, suado, seus lábios rachados. Sua perna quebrada inchava com hematomas roxos e arroxeados. Ele estava morrendo aos poucos.

Mas então... algo dentro dele travou.

Seu olhar se fixou no rosto de Nik, os cílios longos descansando contra sua pele pálida. Seu peito subia e descia fracamente, cada respiração soando como um esforço.

Loki sentiu algo diferente.

Seu pau começou a crescer na cueca. Ele olhou para baixo .

—merda por que eu tô assim.

Então o sonho veio a lembrança, Nik sentado em seu pai gemendo. Balançou a cabeça tentando desviar os pensamentos.

Então olhou para as pernas delicada e brancas de NiK

— se eu comer ele enquanto estiver dormindo, ninguém vai saber e também eu não serei gay. Depois disso eu mato ele.

Ele se aproximou de Nik com seu pau do lado de fora, o garoto está ali desmaiado queimando de febre.

Loki levou a perna de Nik e colocou seu pau a força.

—Nossa você é tão apertado e quente.

Ele pegou na quebrada dele e começou a beijar. Enquanto empurrava seu pau em Nik.

— Acho que você tá sagrando aqui em baixo. Seu cu e tão pequeno que rasgou quando eu coloquei dentro. Não tem problema mesmo você vai morrer logo..logo.

Então ele gozou dentro de Nik e subiu as escadas flutuador com o que tinha acabado de fazer com outro homem.

Subir as escadas e então parou e se preocupou com as feridas de Nik.

Loki respirou fundo, tentando controlar a tempestade dentro de si. Sua mente ainda estava um caos, mas, por alguma razão que ele não entendia completamente, ele não queria que Nik morresse.

Ele desceu as escadas novamente e caminhou até a mesa onde guardava suprimentos médicos. Pegou algumas ataduras, álcool, uma seringa com um analgésico e uma vacina contra febre.

Seus olhos caíram sobre Nik, ainda desmaiado, o rosto pálido, a pele coberta de suor frio.

Ele estava frágil.

Loki se aproximou e começou a limpar os ferimentos com álcool, sua expressão séria. Ele cuidou dos cortes com precisão, enrolando as bandagens ao redor dos machucados, mas sem nenhum tipo de gentileza.

Enquanto trabalhava, murmurou para si mesmo:

— Acho que vou brincar com você mais um pouco.

Após terminar os curativos, pegou a seringa e aplicou um analgésico em Nik para aliviar a dor. A febre era um risco, então também aplicou uma vacina.

Nik se mexeu levemente, soltando um gemido fraco, mas ainda estava inconsciente.

Loki o observou por alguns segundos, seu olhar analisando cada detalhe daquele rosto delicado.

Ele odiava como seu próprio corpo reagia.

Com um suspiro pesado, pegou Nik nos braços e o levou para o andar de cima.

Ele o colocou sobre sua própria cama, ajeitando os travesseiros para que Nik ficasse confortável.

Depois de alguns segundos de silêncio, Loki se afastou, passando a mão pelos cabelos, ainda confuso sobre suas próprias ações.

Ele não sabia explicar por que estava cuidando dele.

Mas uma coisa era certa:

Ele não tinha terminado com Nik.

Ainda haveria um jogo a ser jogado.

Nik despertou lentamente, sua cabeça pesada e seu corpo dolorido. Por um momento, ele não reconheceu onde estava. O colchão macio, o cheiro masculino impregnado nos lençóis, a iluminação mais suave... Aquele não era o porão.

Seus olhos se arregalaram ao perceber que estava em um quarto.

No quarto de Loki.

Seu coração disparou. Ele precisava sair dali.

Ignorando a dor excruciante em sua perna quebrada, ele começou a rastejar para fora da cama, deslizando pelo chão de madeira. Seu corpo protestava a cada movimento, mas a adrenalina o impulsionava.

Cada centímetro que ele avançava era uma chance de liberdade.

Ele se arrastou até a porta.

Esticou a mão trêmula para a maçaneta.

Mas, antes que pudesse tocá-la…

Uma sombra surgiu na frente dele.

Nik congelou.

Seus olhos subiram lentamente, encontrando Loki parado à sua frente, braços cruzados, um olhar divertido misturado à irritação.

— E pra onde você acha que tá indo? — Loki perguntou, sua voz carregada de sarcasmo.

Nik sentiu a frustração explodir dentro de si. Seus músculos estavam tensos, sua respiração acelerada. Ele apertou os dentes e então, sem pensar, cuspiu as palavras com ódio puro.

— Pro inferno bem longe de você, seu desgraçado filho da puta!

Loki arqueou uma sobrancelha, claramente entretido.

— Oh, então o príncipe acordou cheio de coragem, hein?

Nik continuou, a raiva fervendo dentro dele.

— Você é um maldito psicopata doente! Um lixo humano que devia apodrecer sozinho nesse buraco nojento!

Loki riu, um riso baixo, carregado de escárnio.

— Engraçado… Você fala como se ainda tivesse alguma escolha aqui.

Nik rosnou, se apoiando nos braços para tentar se levantar, mas sua perna protestou violentamente, e ele caiu novamente no chão com um gemido de dor.

Loki se ajoelhou ao lado dele, segurando seu queixo com força e forçando-o a olhar para ele.

— Sabe o que eu acho? — Loki sussurrou, seu rosto perigosamente próximo. — Você não passa de um garotinho mimado que pensa que pode me desafiar. Mas você esquece uma coisa, Nik…

Ele apertou mais o queixo de Nik, um brilho cruel nos olhos.

— Você já perdeu esse jogo.

Nik tentou virar o rosto, mas Loki o segurou firme, seu olhar agora mais sombrio.

O silêncio caiu entre eles, pesado, sufocante.

E Nik percebeu, uma dor na sua bunda.

— você fez sexo comigo enquanto eu estava desacordo.

— sim, porquê? — Loki falou com um sorriso no rosto.

— seu estrupador.

— Não! Na verdade eu só de confundir com um mulher ontem. Seu buraco era um pouco pequeno então acabei rasgando acho que não tem problema não.

— seu escroto, que nojo de você. Você não gozou dentro não? Né idiota.

— gozei sim, e bastante quem sabe assim você pode ter um bebe.— ele saiu traçando a porta do quarto deixando Nik preço no quarto.

CONTINUA....

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