O vento levemente frio, anunciava a chegada do inverno, deixando ainda mais gelado, o ar no alto de um prédio, na cidade de Niveo.
A cobertura mais exuberante de todas as que ousavam competir com o Thena Eleven. Os primeiros andares daquele prédio vistoso, eram comerciais, e os últimos, residencias, da mensa família, os Theranove.
A sacada feita de vidro, propositalmente, para parecer que nada podia separa da que queda livre. O piso, imitando madeira, ornava com um pequeno quiosque de bebidas, decorado de forma tropical, bem a beira da piscina. O clima do local, era como o de uma ilha, paradisíaca.
Aquela cobertura, para Jack Shilen, possuía vários sentimentos misturados, e transformados em um peso muito grande, que ele carregava fazia tempo sozinho.
Um homem jovem, empresário, inteligente, educado, e muito bonito. Naquele dia, Jack caminhou sem pressa, na direção da sacada de vidro. O vento, balançou vorazmente os cabelos dourados, dele, no mesmo momento em que colocava as mãos no beiral, e inclinava a sua cabeça para baixo. Para onde ele olhava, a calçada do edifício, as pessoas passavam de um lado ao outro, pequenas como formigas. Os carros, não muito diferentes, passavam aos montes. Jack, colocou os pés no rodapé elevado, inclinando ainda mais seu corpo para baixo.
Jack: {Ah... Essa atração, só aumenta, a cada dia...}
Os pensamentos nebulosos, do homem, vinham de muitos dias, e se acumulavam, como toneladas em seu pescoço.
Jack: {Porque eu só... não pulo de uma vez?}
- Eu não faria isso, se fosse você!
Aquela voz grave, mesmo em um tom pacífico, entraram pelos ouvidos de Jack, uma voz que também lhe alvoroçava os sentimentos, e ele a conhecia muito bem.
Jack: O que você está fazendo aqui Dilan!?
Vestido formalmente, com calças pretas e uma camisa branca com leve decote em v, colada ao corpo, evidenciando os músculos, o homem riu.
Dilan Theranove: Como assim? Eu moro aqui. Esqueceu?
Jack: É... Eu esqueci.
Dilan Terranove: Vim para oferecer a sua salvação, pela décima vez.
Jack: E pela décima vez, eu vou dizer "não!" Esqueça esse assunto de uma vez! Não vou me casar com você Dilan!
Dilan Theranove: Ah não? E o que vai acontecer quando todos descobrirem que você matou o Elias?
Jack desceu do rodapé, e deu três passos para trás, surpreso com as palavras que acabará de ouvir.
Dilan cruzou os braços.
Dilan Theranove: Uma grande responsabilidade não acha? Se você sair, o acordo acaba. Sua família, afunda e você vai parar na cadeia... É isso que você quer?
Jack desviou o olhar.
Dilan Theranove: Meu amor... Não é tão difícil assim. Sabe que posso resolver todos os seus problemas. Incluindo, as pressões e ataques da Diana.
Jack: Esqueça! Não temos mais nada para conversar!
Jack deu as costas para Dilan
Jack: Não posso pedir para que saia... Na verdade, sou eu que tenho que sair.
Jack, caminhou na direção da porta, passando por Dilan, que segurou o seu braço.
Jack: Me solte agora mesmo! O que está pensando?
Dilan Theranove: Jack... Você está se alimentando bem? Parece tão cansado, e seus olhos estão muito fundos.
Jack: Que brincadeira sem graça! Você é o que agora? Meu médico? Francamente. E porque acha que eu falaria da minha vida com você?
Jack puxou seu braço com tudo, se livrando das mãos de Dilan.
Jack: Eu tenho que ir embora agora! Não suporto ficar tanto tempo assim perto de você.
Por alguns minutos, Dilan ficou parado no mesmo lugar observando ele ir.
Dilan Theranove: {Como pode ser tão teimoso? Será que não percebeu que você, não tem mais alternativas Jack.. E isso... Eu garanti que não iria ter.}
Aquele homem vistoso, de cabelos negros caminhou até o quiosque bar da piscina, abriu uma garrafa de whisky e se serviu.
Dilan Theranove: Seu perfume está por toda parte aqui... Sempre gostei dele.
- Falando sozinho irmão?
Um jovem de cabelos escuros, e leves semelhanças com Dilan, se aproximou do bar com um sorriso largo.
Dilan Theranove: Pior que eu estava mesmo.
Daniel: É o Jack, não é?
Dilan Theranove: É tão óbvio assim?
Daniel: Porque não desiste de uma vez? Ele ainda ama outra pessoa...
Dilan Theranove: Uma pessoa morta!
Daniel: Mesmo assim! Eu não entendo. Ele está aqui, por causa do Elias! Ele segue a risca tudo o que o Elias tinha de convicção e ideais. E isso era quase uma adoração... Como que você ainda acredita, que ele vai aceitar se casar com você um dia?
Dilan Theranove: Acredito Daniel, simplesmente por uma razão... Ele é meu!
O som da voz de Dilan, soou rude.
Daniel: Certo... Eu acho que falei demais. Vamos mudar de assunto... Os Gerentes da Therana 2, exigem você na reunião.
Dilan Theranove: Normalmente eles resolvem todos os assuntos com o Jack não podem fazer isso novamente?
Daniel: Ele vai estar lá, mas querem você da mesma forma. Eu vim para deixar esses relatórios para você dar uma olhada... E para informar que a Diana Florença vai dar um festa amanhã.
Dilan Theranove: Que se dane! Não quero ver aquela mulher. Ela é tão desnecessária .
Daniel: Com isso eu concordo. Acho que ela é uma cobra perigosa. E muito imprevisível, pois nunca sabemos o que ela vai fazer. Mas a cereja do bolo nem é a Diana...
Dilan Theranove: Não? Isso sim é novidade. Se não é aquela mulher, quem poderia ser?
Daniel: O Selton também vai estar presente. E pelo jeito que as coisas andam, ele vai ficar mais tempo dessa vez. E ele também, convidou o Jack para o projeto da Nutrinove.
O homem após escutar as palavras do irmão, se irou e arremessou o copo na parede.
Dilan Theranove: Maldito! Ele já está aqui de novo!? Desde quando?
Daniel: Bem, isso eu não sei. Mas sei que você sabe exatamente o que fazer, vou embora agora. Aguardo seu retorno sobre os relatórios.
O jovem de dezoito anos, e pouca experiência, saiu pela porta deixando o irmão bufando de raiva.
Dilan Theranove: Se você pensa que vai confundir o Jack, está muito enganado; Selton Florença!
O carro de prata de Jack Shilen, estacionou em frente a uma casa bonita, feita de madeira. Ele saiu do carro, e passou por um caminho de pedras, cercado de grama bem verde. A porta da casa, abria de forma lateral, e também era feita de madeira, com quadrados de vidro decorado.
Abatido e visivelmente cansado, ele passou pela porta, e se deitou em um belo sofá, também de madeira, com estofado em verde. Jack era magro, de pele clara, e cabelos finos, longos até os ombros, que sempre ficavam na frente de seu rosto.
- Olhem só! O meu menino já chegou. Que bom.
Jack: Oi Vovô.
Vovô Jairo: Como foi no trabalho hoje?
Jack: No trabalho... Foi tudo bem.
Vovô Jairo: Fico muito feliz que você tenha aprendido tudo, assim tão rápido. Tenho muito orgulho de você. Sabe que eu estava agora mesmo aqui, parado, pensando em que horas iria chegar. Adivinha o que eu fiz?
Jack: Tempura!
Vovô Jairo: Isso mesmo! Acertou em cheio.
Jack: Que ótimo. Eu gosto tanto de tempurá vovô. Mas, não qualquer tempurá, somente os feitos pelas suas mãos.
Jack se animou e levantou do sofá, acompanhando o seu avô, até a cozinha. Ele reparou na mesa, já posta para três.
Jack: Vocês estavam mesmo me esperando para comer!? E se eu tivesse demorado mais?
Vovô Jairo: O esperaríamos do mesmo jeito, não é Jasmin?
Se aproximando da mesa, uma jovem de pele bem mais clara que Jack, tinha olhos azuis brilhantes e cabelos longos até a cintura.
Jack: Que bom te ver assim. Parece que a minha irmazinha está muito melhor!
Jack abraçou a menina.
Jasmin: Não se preocupe comigo irmão. Eu já estou muito melhor mesmo. Consegui andar pelo quintal, tomar sol e também consegui comer tudo o que o você colocou no meu prato.
Jack: Isso me deixa muito feliz. Continue se esforçando tá bom?
Jasmin: Sim. E se eu continuar nesse ritmo, com certeza, vou poder ir ver os fogos no ano novo!
Vovô Jairo: Isso mesmo. Ela logo irá sarar dessa doença! E vamos dar adeus a esses remédios, e aos médicos também, não é filha?
Jasmin: Não vejo a hora vovô! Isso é tudo o que eu mais quero.
Jack: Bem... Então vamos comer! E para falar a verdade, eu estava com tanta fome.
Jasmin: Ah, eu não ia dizer, mas está mesmo com cara de fome.
Vovô Jairo: A Sua irmã tem razão filho. Não está com um aspecto saudável. Está se cansando demais no trabalho?
Jack: Um pouco, tenho que admitir. Mas eu só preciso desse tempurá, e já estarei como novo.
Os três riram com o comentário de Jack.
Vovô Jairo: Eita! Sabia que estava faltando alguma coisa, aqui na mesa. Vou pegar o chá que esqueci.
O senhor se afastou e foi até a pia.
Jasmin: Jack... Se lembra que você me pediu, para avisar você, se o CEO da companhia Theranove aparecesse aqui novamente?
Jack: Sim, porque?
Jasmin: Ele veio.
Jack: Que filho da mãe! Cretino!
Jasmin: Deixa eu ver se entendi. Ele não é seu amigo?
Jack: Não Jas! Ele nunca foi, e nem nunca vai ser!
Jasmin: Nesse caso, pode me dizer qual é o problema com ele? Você até ficou irritado.
Jack se calou por um instante, e ficou pensativo.
Jack: {Que droga! Eu não posso dizer o motivo verdadeiro para ela. Mas se eu não contar nada, vai ficar assustada sem necessidade.}
A menina, ainda olhava para o irmão esperando uma resposta.
Jack: Ok, eu exagerei um pouco. A verdade é que ele é um intrometido! Tenho receio que ele queira ficar sondando, o estado do meu carro, a nossa casa, e coisas assim. E depois espalhar lá na empresa.
Jasmin: Serio!? Acha mesmo que ele faria algo desse tipo?
Jack: Sim. Ele acha que todos os sócios da companhia, devem ter carros de ultima linha, apartamentos na cobertura, além roupas de grife.
Jasmin: Céus, mas essas coisas são muito caras.
Jack: Sim elas são. E eu não vejo necessidade alguma de passar por aí, com um carro como esses, entende?
Jasmin: Entendo sim, e concordo com você. Seu tivesse muito dinheiro, eu não sei se ia me importar com essas coisas. Acho que procuraria instituições carentes, para fazer doações. Enfim, eu concordo mesmo com você.
O velho se sentou novamente.
Vovô Jairo: Concorda com o que mocinha?
Jasmin: O senhor não escutou?
Vovô Jairo: Não.
Jasmin: Mas o senhor nem estava tão longe. Acho que já está na hora, de irmos ver esse seu aparelho de ouvido, de novo!
Vovô Jairo: Não, não precisa.
Jasmin: Precisa sim! Com o que foi que eu concordei então? Hein?
Vovô Jairo: Tá, tá bom.
Jasmin: Que ótimo! Então, o que eu estava falando para ele era que o CEO da companhia Theranove, quer que o Jack, tenha carros de ultima linha, e coisas caras, de grife.
Vovô Jairo: Ué? Para que isso?
Jasmin: Acho que por puro status, vovô. Não é irmão?
Jack: Exatamente... Lá as coisas são assim. É difícil.
Vovô Jairo: Assim que a nossa menina for curada, vai sobrar dinheiro... Não esqueça de cancelar o meu plano de saúde também Jack.
Jack: Jamais! Como sócio e dono das ações do Elias, eu deveria ter muito mais dinheiro.... Mas a divida que tenho, ainda é muito grande... Bem, vamos nos equilibrando em quanto isso. Vamos viver bem! Eu não preciso de coisas como essas!
Vovô Jairo: Então tá! Apoio você.
...
Após jantar. Jack foi para o quarto. Em frente a comoda ele parou. Havia um porta retratos com uma foto.
Jack: Eli... Você me deixou destruído. Hoje, eu não consigo nem entender se isso é um presente, ou um castigo. Àquela dívida absurda... Céus!
Lagrimas começaram a descer pelo rosto de Jack.
Jack: Eu acabei fazendo uma coisa tão horrível... Mesmo te amando... Vou viver com a sua sombra para sempre, me perseguindo... Me devorando... Porque não me contou tudo? O desfecho seria diferente. A sua vida seria diferente... E a minha... Ao menos, seria mais feliz.
°°°°° Lembrança de Jack °°°°°
2 anos atrás
Usando um tênis de caminhada azul escuro, Jack andava por uma trilha no meio de longas árvores, de uma floresta escura.
Jack: ELIAS!
Não ver mais ninguém, o deixou nervoso.
Jack: Que Droga! Onde você foi? Não deveria me esperar? Mesmo estando tão eufórico isso não tem graça nenhuma! E quem compra um terreno dentro de uma floresta grande e fechada como essa? Será que ao menos vai ser permitido construir alguma coisa aqui?
Jack andou mais dois passos e pisou em um galho. Seu tornozelo virou para o lado, e ele caiu no chão sentindo dores.
Jack: Droga! AAi... Que dor!
Sentado no chão ele tentou esticar a perna, e em seguida fica em pé. Quando seu corpo bambeou novamente, ele sentiu um braço o apoiando.
Dilan Theranove: Você está bem? O que aconteceu?
Jack: Dilan? Você... Também veio? Onde vocês foram? Essa idéia foi ridícula! Só podia ser sua mesmo.
Dilan Theranove: Calma estressadinho! Deixa eu te ajudar?
Jack: Tá bom... Cuidado, está doendo muito.
Dilan Theranove: Aparentemente, está inchando. Será que quebrou alguma coisa?
Dilan se abaixou e tocou a perna de Jack.
Elias Pamane: O que pensa que está fazendo Dilan?
Dilan Theranove: Não é obvio? Estou vendo a perna dele, está machucado e pode ter fratura...
Elias Pamane: Até onde sei, você não é médico. Pare com isso agora!
Elias entrou no meio de Dilan e Jack, e o pegou no colo.
Jack: Você... Não vai conseguir me carregar até o carro. Está muito longe!
Elias Pamane: Vou ter que conseguir. No carro temos primeiros socorros.
Dilan Theranove: Já que é assim, deixa que eu vou na frente, e busco o que você precisa.
Elias Pamane: Agora sim, você teve uma boa ideia Dilan. É a caixa vermelha, no porta luvas.
Dilan Theranove: Beleza, estou indo!
Elias colocou Jack sentado em uma pedra.
Elias Pamane: Me desculpa por deixar você para trás. Isso é culpa minha.
Jack: Não. Não fala isso. Eu que sou péssimo para essas coisas, mais radicais.
Elias Pamane: Deve estar doendo muito não é? Você está vermelho.
Jack: Acho que aquela parte que eu peguei sol, ajudou com isso.
Os dois se olharam por alguns segundos, e escutaram os passos de Dilan voltando.
Dilan Theranove: Aqui! Ufa!
Elias Pamane: Até que você foi rápido.
Elisas tirou uma atadura, e uma pomada da caixa. Tirou o tênis de Jack, aplicou a pomada e em seguida, enfaixou, deixando bem firme.
Dilan Theranove: Acha que consegue pisar no chão agora?
Jack: Acho que sim.
Elias Pamane: Chegando no centro da cidade, o levaremos ao médico. Precisamos ver se tem alguma fratura.
Jack conseguiu apoiar o pé, mesmo ainda sentindo um pouco de dor.
Elias Pamane: E aí, que nota eu ganho, pelo meu trabalho de socorrista?
Jack: Oito.
Elias Pamane: E o premio?
Jack: Que prêmio?
Elias Pamane: Quero um beijo.
Jack: Só vai ganhar a nota. Se não tivesse me levado para esse matagal, e me deixado sozinho, isso não teria acontecido.
Elias Pamane: Serio?
Jack: Sim! Não adianta fazer essa cara de cachorro bonzinho. E afinal, para que tudo isso? Para que esse terreno?
Dilan Theranove: A familia Florença quer fazer um negócio aqui.
Elias Pamane: Isso. Querem usar essa área, para abrir um zoológico!
Jack: Puxa! Um zoológico até que é uma ideia interessante. Porque você não me disse nada antes?
Elias Pamane: É porque eu tenho uma proposta para fazer, e é sonre essa situação.
Jack: Uma proposta? Para mim?
Elias Pamane: Exatamente.
Jack: Fiquei curioso, sobre o que seria?
Elias Pamane: Quero que seja o meu CEO.
Jack riu desacreditado.
Jack: O quê? Como assim?
Elias Pamane: Eu não quero administrar as novas empresas. Não quero comandar nada. Por isso, preciso muito da sua inteligência, e a sua capacidade de liderar.
Jack: Que absurdo! Sabe muito bem que eu acabei de formar-me. Não tenho experiencia nenhuma. Sou apenas um auxiliar.
Elias Pamane: Você era. Agora; eu sou o seu auxiliar. Por favor Jack... Eu preciso de você!
Jack sorriu encantado, com o belo homem a sua frente, e a proposta importante.
Jack: É tudo maravilhoso... Mas eu não me sinto capaz de cuidar disso. Eu preciso pensar um pouco. E sabe... Agora eu queria te beijar.
Elias Pamane: Sou seu, pode me beijar!
Dilan Theranove: Ei! Sem indecência na minha frente ham? Esqueceram que eu ainda estou aqui.
Jack: Nossa! É verdade, desculpa Dilan.
Elias Pamane: Que besteira, ele está brincando amor. Vem cá!
Elias segurou firme Jack pela cintura e o trouxe para perto. Os seus lábios, buscaram os dele lentamente; primeiro puxando o lábio superior, e em seguida, invadindo com a sua língua. Dilan presenciou a cena do beijo do casal.
Dilan Theranove: É... Pessoal, já está a escurecer. Precisamos sair dessa floresta logo, ou teremos sérios problemas.
Elias Pamane: Tem razão Dilan, vamos logo!
Jack: Eu não falo ideia por onde sair. Agora parece tudo tão igual.
Dilan Theranove: Não se preocupem. Já fui e voltei duas vezes. É só seguirmos pela trilha de terra batida.
Elias Pamane: Acho que é isso mesmo. Mas, não precisa tentar correr Jack. Vamos no seu tempo.
Jack: Obrigada.
... De volta ao carro, Dilan dirigia.
Jack: Pensando bem, vão fazer um zoológico enorme aqui. O terreno é imenso.
Elias Pamane: Sim, a escolha foi justamente por esse motivo. Fica doze quilômetros da cidade. E sabe que vai ser o primeiro trabalho da NutriNove.
Jack: Então a idéia é da nutri... Nutri o que mesmo?
Elias Pamane: Eu já falei sobre isso Jack! Em que mundo você está?
Jack: É que... Eu não me lembro.
Elias Pamane: É a parte voltada à saúde e natureza, enfim vida saudável. É melhor você se focar nisso.
Jack: Não seria só no zoológico?
Elias Pamane: Não. Pense no conjunto total dos objetivos da nossa empresa.
Jack: Parece muita coisa, eu não entendo nada disso.
Elias Pamane: Que bobagem! Você é a melhor pessoa do mundo para fazer isso! Por favor, só me diz qe aceita!? Vai?
Jack: Calma... Eu ainda estou pensando. Que coisa... Parece que foi ontem que ainda estavamos na faculdade...
Dilan Theranove: É verdade.
Elias Pamane: A primeira que vez que eu te vi... Ahh... Você sempre foi tão bonito. Sabe que foi amor a primeira vista não é?
Jack: Eu descobri que tinha uma foto minha como papel de parede do celular... Fiquei meio chocado.
Elias Pamane: É, eu tirei com você distraído. Era uma foto linda!
Dilan Theranove: Querem parar com esse papo meloso? Porque não lembrar de quando ganhamos o jogo contra os galos do oeste ham?
Jack: Ah, já entendi Dilan... Quer o Elias só para você, não é?
Dilan Theranove: To fora!
Elias Pamane: Ficar me lembrando essas coisas, me faz pensar na hora em que chegarmos em casa...
Elias beijou Jack
Elias Pamane: A cama vai pegar fogo!
Dilan Theranove: Caramba! Chega dessa melação.
Jack: Elias... Não fala assim. É constragedor para o Dilan.
Elias Pamane: Não é nada. O problema aqui, é que na verdade, ele tem ciumes de você comigo... Não é Dilan?
Elias sorriu maliciosamente, deixando Dilan desconfortável, sem conseguir responder.
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