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Nos Braços Do Meu Professor

Capítulo 1

Ei, pessoal! Antes de iniciar, queria pedir um favorzinho: não se esqueçam de me seguir, curtir os capítulos e deixar um comentário. Eu amo ler o que vocês acham, as teorias e as opiniões de vocês! Isso me motiva a escrever cada vez mais. Obrigada por todo o apoio!❤️

Entre tantas flores belas, surge a Sabrina Moretti. A jovem de 17 anos atravessava o portão da escola como se fosse uma espectadora de sua própria vida. Olhava em volta, observando os rostos desconhecidos, os sorrisos ensaiados, as conversas em grupo. Tudo parecia distante, como se ela fosse um objeto à parte, quase invisível, sem lugar certo para se encaixar.

Com passos firmes, Sabrina se dirigiu à secretaria, a mente mais voltada para os detalhes do lugar do que para as pessoas que passavam apressadas ao seu redor. Ela já estava acostumada a esse tipo de início, onde a ansiedade dos outros se misturava à sua própria indiferença.

Ao entrar na secretaria, uma mulher de meia-idade, sorridente e de cabelo preso, a cumprimentou.

Secretária: Olá, você deve ser a Sabrina Moretti. Seja bem-vinda à nossa escola!

Sabrina: (Com um sorriso discreto) Sim, sou eu.

Secretária: Ótimo! Você está no último ano, correto? Vou te passar algumas informações importantes. Aqui estão o seu horário de aulas e o mapa da escola. Nosso prédio é bem grande, então você pode se perder nas primeiras vezes.

Sabrina: Não me preocupo com isso.

Secretária: (Rindo) Bom, se precisar de algo, não hesite em pedir. Vou pedir para uma das alunas te mostrar a escola, assim fica mais fácil de se situar.

A secretária olhou para a porta e, ao ver uma garota passando, chamou-a.

Secretária: Jenna, você pode ajudar a Sabrina a conhecer a escola?

Jenna: -(Com um sorriso largo e energia contagiante)- Claro, sem problemas!

Sabrina: (Olha de relance para Jenna, sem demonstrar muito entusiasmo) Obrigada.

Jenna: Eu sou a Jenna, a líder das animadoras de torcida. Vou te mostrar o melhor da escola, fica tranquila.

Sabrina: (Com um leve suspiro interno) Eu só preciso saber onde ficam os banheiros e a sala de História.

Jenna: Sem problema. Vamos começar pela quadra e depois te levo para os outros lugares.

Enquanto caminhavam pelos corredores, Sabrina observava os alunos que se cumprimentavam e se agrupavam em pequenos círculos. Ela não se sentia parte daquela agitação, mas seguia com passos firmes, sem se deixar afetar.

Jenna: A escola é bem grande, mas se você se perder, pode me chamar.

Sabrina: (Sem olhar diretamente para Jenna) Eu não me perco.

Jenna: (Rindo) Confiante, gostei de você! Eu já me adaptei bem aqui, mas sei que o começo é difícil.

O som de risadas e vozes distantes preenchia o ar enquanto Sabrina e Jenna caminhavam pelos corredores, mas Sabrina permanecia impassível, seus pensamentos mais voltados para o que a esperava na próxima aula, do que para qualquer interação social. Enquanto caminhavam pelos corredores, Jenna de repente parou e olhou para Sabrina com um sorriso.

Jenna: Deixa eu ver seu horário, vai que a gente tem algumas aulas juntas.

Sabrina: (Entrega o papel com o horário, sem muito interesse) Aqui.

Jenna: (Lendo os horários) Ah, que legal, temos a próxima aula juntas. Você vai adorar a aula de História! Vamos, é ali na frente.

Sabrina: (Com um suspiro, mas sem muita empolgação) Tudo bem...

Elas caminharam até a sala, onde a maioria dos alunos já estava se acomodando. Jenna entrou primeiro, seguida por Sabrina. As carteiras estavam dispostas em filas e, enquanto os alunos se ajeitavam, Sabrina percebeu que a sala estava mais cheia do que o esperado para o primeiro dia.

Jenna: (Apontando para uma carteira) Aqui, senta perto de mim.

Sabrina: (Olha ao redor e então se senta atrás de Jenna, preferindo a visão mais tranquila)

Ela se acomodou na cadeira e deu uma olhada rápida no ambiente. A sala era simples, com paredes decoradas com mapas históricos e frases motivacionais sobre aprendizado.

De repente, a porta se abriu e o professor entrou. Hugo, com uma energia positiva que parecia contrastar com o clima mais tenso de Sabrina, entrou com um sorriso largo. Ele usava uma camisa social verde e calças escuras, e a presença dele rapidamente preencheu a sala.

Hugo: Olá, pessoal! Tudo bem?

Os alunos, que estavam em conversas baixas, imediatamente silenciaram e viraram seus olhos para o professor. Ele parecia genuinamente simpático e cheio de energia.

Hugo: Eu sei que as aulas começaram há uma semana, mas hoje eu vejo alguns rostos novos. Para que todos se sintam mais à vontade, quero pedir uma coisa simples.

Ele deu uma pausa dramática, fazendo todos prestarem atenção.

Hugo: Quero que todo mundo me siga no Instagram! (Sorri) Eu posto várias coisas sobre História, curiosidades, atualizações. Acho que vai ser legal, para a gente continuar conversando fora da sala.

Com um gesto rápido, ele pegou o marcador e escreveu no quadro o nome de usuário dele.

Hugo: Esse é meu usuário. Não me peçam para postar nudes, ok? (Ele ajusta a calça rapidamente, de maneira casual, e o gesto acaba revelando um pouco demais da situação... o volume na frente de sua calça ficou mais evidente).

A classe toda explodiu em risadas. Jenna e os outros alunos riram de forma descontraída. Sabrina, no entanto, permaneceu impassível, uma expressão de desagrado se formando em seu rosto.

Sabrina: (Pensando consigo mesma, incrédula) Quem ele acha que é?

Ela engoliu em seco, com uma mistura de raiva e perplexidade crescendo dentro dela, mas não disse nada. Apenas permaneceu em silêncio, encarando o quadro enquanto sua mente girava em pensamentos de irritação.

Hugo: (Ainda rindo) Relaxem, pessoal. Vamos começar a aula agora.

Ele então se dirigiu à frente da sala e começou a distribuir as apostilas, sem perceber o desconforto de Sabrina. Ela, no entanto, já estava nervosa e se perguntava se seria possível passar o resto do ano sem mais momentos como aquele.

A aula seguiu, mas Sabrina continuava ignorando o professor. Ela se esforçou para focar no conteúdo, mas sua mente estava ocupada, refletindo sobre o que havia acabado de acontecer e se questionando sobre a atitude dele. Logo a aula terminou e, como esperado, todos saíram rapidamente, ansiosos para o próximo compromisso do dia. Sabrina ficou para trás, organizando suas coisas com mais calma. Jenna já havia ido embora, como sempre, apressada para o que viria em seguida.

Sabrina arrumava sua mochila sem pressa, tentando manter sua mente ocupada e evitar pensar no que aconteceu durante a aula. Quando estava prestes a sair, ela percebeu que Hugo ainda estava na frente da sala, segurando alguns papéis e olhando para o que parecia ser um monte de anotações.

Ao passar pela sua mesa, ela escutou sua voz chamar.

Hugo: Sabrina, né?

Ela parou instantaneamente, sentindo um calafrio de leve desconforto, mas também uma sensação de obrigação. Olhou para ele com um semblante neutro.

Sabrina: (Com a voz fria, mas educada) Sim.

Hugo sorriu, ajeitando os papéis nas mãos, antes de continuar com um tom amistoso.

Hugo: Eu dei uma olhada no seu histórico e vi que você é uma excelente aluna. Parabéns, parece que está indo muito bem. Fico feliz de ter você na minha turma.

Sabrina: (Apenas acenando com a cabeça) Obrigada.

Ela não sabia exatamente o que responder. Era estranho ouvir aquele tipo de elogio vindo de alguém tão... descontraído e informal. Ela se sentia um pouco deslocada, mas, por educação, respondeu de maneira breve, sem demonstrar mais do que o necessário.

Sabrina: (Vira-se para a porta) Vou indo. Até mais.

Ela caminhou rapidamente em direção à saída. Quando passou pela porta e deu seus primeiros passos para fora da sala, um suspiro involuntário escapou de seus lábios. Ela não sabia exatamente o motivo, mas sentiu um alívio, como se tivesse saído de uma situação desconfortável.

Ainda não conseguia entender a vibe daquela aula, nem o comportamento de Hugo. Ele parecia agradável, mas de uma maneira que a fazia se sentir desconfortável. E aquele gesto com a calça... ela tentava não pensar nisso.

Com um último suspiro, ela se dirigiu aos seus próximos compromissos, tentando afastar a sensação de estranheza que ainda a acompanhava.

Capítulo 2

Após o breve encontro com o professor Hugo, Sabrina se dirigiu à sua próxima aula, tentando se concentrar no que estava por vir. As horas pareciam se arrastar, e seu pensamento ainda estava envolto nas palavras do professor e na estranheza daquele primeiro dia. O sinal para o intervalo tocou, e Sabrina aproveitou a pausa para se distrair um pouco. Ela se dirigiu até a cantina, pegou seu lanche e começou a caminhar pelas mesas repletas de alunos conversando e rindo. O ambiente estava animado, mas Sabrina não se sentia exatamente à vontade ali, mesmo com o barulho e a movimentação ao seu redor.

Enquanto passava por uma das mesas, ouviu uma voz familiar a chamar.

Jenna: Sabrina! Vem cá, senta com a gente!

Sabrina se virou e viu Jenna acenar de uma mesa próxima, cercada por algumas amigas. Ela hesitou por um momento, mas decidiu se aproximar. A ideia de ter uma companhia familiar no primeiro dia a fez se sentir um pouco mais à vontade.

Ela chegou até a mesa, e as meninas logo a receberam com sorrisos calorosos.

Jenna: Pessoal, essa aqui é a Sabrina, a nova aluna. Sabrina, essas são minhas amigas do time de líderes de torcida.

Uma das meninas, loira e com o cabelo preso em um rabo de cavalo, olhou para Sabrina com um sorriso curioso e perguntou.

Anna: Você vai tentar entrar para o time de animadoras? Ou já tem algum outro plano para o resto do ano?

Sabrina: (Com um sorriso tranquilo) Não, não estou interessada.

Jenna: (Rindo) Tudo bem, Sabrina. Mas se mudar de ideia, é só me avisar, viu? Sempre estamos precisando de mais gente para o time.

Sabrina acenou com a cabeça, agradecendo pela oferta, mas sem se mostrar muito entusiasmada. Ela não tinha interesse em se envolver em mais atividades além das aulas, por enquanto. As meninas continuaram a conversar entre si, e Sabrina se sentou, preferindo observar do que interagir intensamente. Ela não era do tipo que se forçava a fazer parte de algo, mas também não se isolava completamente.

A conversa delas foi passando de um tópico a outro, com muitas risadas e trocas de experiências da escola. Sabrina ouviu tudo com atenção, mas não disse muito, preferindo se manter na sua, absorvendo o que acontecia ao seu redor.

Apesar de estar cercada de pessoas, ela sentia que estava em seu próprio mundo, onde nada parecia realmente afetá-la. Ela tinha um modo de seguir em frente, sem se prender ao que não importava. E, por agora, isso era suficiente para ela.

Após o intervalo, Sabrina decidiu sair um pouco e caminhar pelo campo da escola. Ela observava os alunos treinando futebol americano, alguns se esforçando nos passes e corridas, enquanto outros trabalhavam nos fundamentos. A energia do ambiente era contagiante e ela, de certa forma, admirava a disciplina que todos demonstravam. A tarde estava agradável, e ela se acomodou nas arquibancadas para descansar, deixando seu olhar vagar sobre o campo.

Enquanto observava os alunos em ação, um deles chamou sua atenção. Era um rapaz alto, com cabelo desarrumado, e um corpo visivelmente atlético. Ele estava correndo de um lado para o outro, se posicionando e orientando os outros, com uma postura de comando. Sabrina então percebeu que o homem que ela havia visto pela manhã, o professor Hugo, estava ali no campo, atuando também como treinador. Isso explicava o corpo de atleta que ele tinha, além da confiança e autoridade que demonstrava.

Sabrina se acomodou melhor na arquibancada, observando o treino, quando foi interrompida por alguém se aproximando.

Lucas: E aí, como vai?

Sabrina levantou os olhos e se deparou com um rapaz sorridente, com o uniforme do time de futebol americano. Ele tinha um sorriso maroto e parecia bastante confiante.

Sabrina: (Com um sorriso discreto) Vou bem, e você?

Lucas: Tô tranquilo. (Com um sorriso travesso) Tá gostando de ver eu treinando?

Sabrina deu um sorriso debochado, sem esconder a ironia.

Sabrina: (Com tom provocativo) Não é só você que está no campo, sabia? Melhor baixar a ‘bolinha

Antes que Lucas pudesse responder, o som agudo de um apito cortou o ar, e todos no campo, incluindo ele, olharam na direção do professor Hugo, que estava de longe chamando a atenção de Lucas.

Hugo: Lucas! (Com tom firme) Vamos lá, mais uma série de corridas!

Lucas soltou uma risada e se virou para Sabrina.

Lucas: (Com sorriso travesso) Hoje à noite vai ter um jogo, você vai? Não aceito um não como resposta.

Ele piscou para ela antes de correr de volta para o campo, sem esperar pela resposta.

Sabrina, por sua vez, ficou ali, um pouco surpresa com a ousadia do garoto. Ela o observou voltar ao treino e, por um momento, ficou pensativa. Não sabia o que achar daquela situação, mas não parecia ser algo que a preocupava. Ela apenas suspirou e voltou a olhar para o campo, distraindo-se com o ritmo acelerado do treino, sabendo que algo peculiar estava acontecendo naquele dia.

O dia na escola passou rapidamente para Sabrina. Ela caminhou de volta para a sala de aula, ignorando qualquer pensamento que pudesse surgir sobre o que havia acontecido mais cedo. Na sua mente, os acontecimentos do intervalo e as interações com os alunos eram apenas mais uma parte do seu novo ambiente escolar. Ela se concentrou nas aulas até que, finalmente, o final do dia chegou.

Quando a campainha soou, Sabrina pegou sua mochila e saiu rapidamente da escola, sem querer perder tempo. O sol já começava a se esconder no horizonte, tingindo o céu com tons laranjas e rosados. Ela caminhou pelas ruas tranquilas, o cansaço do primeiro dia começando a pesar. Ao chegar em casa, o crepúsculo já tomava conta do ambiente.

Sabrina entrou na casa e foi até a cozinha. Sua mãe, Ana, estava mexendo em uma panela, preparando o jantar. Ela sorriu ao ver a filha chegar.

Ana: Oi, querida, como foi seu dia?

Sabrina: (Sorrindo) Foi tranquilo, mãe.

Ana: Que bom! Você está bem? Nada de problemas na escola?

Sabrina: (Pensando por um momento) Não, está tudo certo.

Ela se despediu rapidamente, subiu as escadas e foi direto para o seu quarto. Se jogou na cama, sentindo o conforto do colchão acolhendo seu corpo cansado. Mas, ao fechar os olhos, os pensamentos invadiram sua mente. Hugo. Primeiro, a lembrança dele ajustando a calça de maneira tão... chamativa. A risada da turma, a sensação de desconforto que ela teve ao vê-lo daquela forma, mas, ao mesmo tempo, a curiosidade. E, depois, ele no campo, com seu uniforme de treino. Como ele parecia tão diferente naquele ambiente, tão confiante e forte. Ela não conseguia parar de pensar sobre isso.

Sabrina: (Pensando consigo mesma) Que droga... por que isso está na minha cabeça?

Ela balançou a cabeça para afastar esses pensamentos. Não queria se distrair com algo tão irrelevante, e definitivamente não queria pensar no professor daquela maneira.

Decidida, ela se levantou e foi até o banheiro para se preparar para o jantar, focando em outras coisas. Quando entrou novamente na cozinha, encontrou sua mãe organizando a mesa. Sabrina, por mais que tentasse ignorar, sabia que o dia ainda estava longe de terminar.

Capítulo 3

Sabrina saiu do banheiro já vestindo uma roupa confortável, composta por uma calça de moletom cinza e uma camiseta larga. Passava os dedos pelo cabelo úmido, tentando arrumá-lo minimamente, enquanto caminhava em direção à porta do quarto. Antes de sair, o som de uma notificação em seu celular chamou sua atenção. Ela pegou o aparelho e viu que era uma mensagem de Jenna.

A mensagem dizia:

**"Ei, esqueci de te falar, mas hoje vai ter um jogo do nosso time na escola! Eu vou me apresentar com as meninas do time de animadoras. Vem assistir, vai ser divertido!"**

Sabrina olhou para a mensagem por alguns segundos, mas não respondeu. Colocou o celular de lado e desceu para o jantar, ignorando a notificação. Ao chegar na sala de jantar, encontrou sua mãe, Ana, colocando os últimos pratos sobre a mesa. Seu pai, Marcos, já estava sentado, com o olhar perdido no jornal que lia enquanto aguardava.

Ana olhou para Sabrina e sorriu:

Ana: Boa timing, querida, estava quase te chamando!

Sabrina se sentou à mesa, servindo-se de arroz, carne assada e salada.

Marcos: (Levantando os olhos do jornal) Então, como foi o primeiro dia na escola?

Sabrina: Foi normal. Conheci algumas pessoas e me disseram que ainda tem muito para me acostumar.

Ela resumiu o dia sem entrar em detalhes, propositalmente ignorando qualquer menção ao professor Hugo ou ao pequeno incidente do início da aula. No entanto, ela mencionou casualmente o jogo do time da escola, mais para preencher o silêncio do que por interesse real.

Marcos: Isso é ótimo! Um jogo é uma boa oportunidade para você se enturmar.

Ana: Concordo. Devia ir, Sabrina. Quem sabe você acaba gostando?

Sabrina pensou por um instante, não muito animada com a ideia, mas percebeu que seus pais estavam genuinamente tentando ajudá-la a se ajustar ao novo ambiente.

Marcos: Se quiser ir, posso te levar e buscar quando acabar.

Após um breve silêncio, Sabrina assentiu.

Sabrina: Tudo bem, acho que não custa dar uma olhada.

O jantar continuou tranquilo, com conversas leves sobre o dia e a nova rotina. Após terminar, Sabrina subiu para o quarto, tomou outro banho rápido, colocou uma roupa mais arrumada – uma calça jeans escura e uma jaqueta preta – e desceu novamente.

Marcos já estava pronto para levá-la. Durante o curto trajeto até a escola, o pai tentou animá-la, fazendo comentários leves sobre como ela tinha que aproveitar as experiências novas. Quando chegaram, Sabrina agradeceu e saiu do carro, vendo-o se afastar enquanto ela caminhava em direção ao campo.

Ao entrar na escola, o ambiente estava mais movimentado do que imaginava. O campo de futebol americano já estava lotado, não só com alunos, mas também com pessoas da escola adversária. Sabrina se sentiu um pouco deslocada, mas decidiu continuar explorando.

Enquanto caminhava, encontrou Jenna, que estava com o uniforme de animadora, ajustando seu cabelo com pressa. Assim que viu Sabrina, ela sorriu e acenou.

Jenna: Que bom que você veio! Achei que ia me ignorar de novo.

Jenna a puxou para uma sala onde as outras animadoras estavam se arrumando. Sabrina observava as meninas aplicando maquiagem e ajustando uniformes com energia contagiante.

Jenna: Aqui está cheio, mas você pode ir para as arquibancadas. Senta em um lugar legal, e depois me diz o que achou da apresentação, tá?

Sabrina assentiu, agradeceu e deixou a sala, seguindo para o campo.

Já no local do jogo, ela subiu até o topo da arquibancada, buscando um ponto tranquilo. Sentada ali, observava o movimento ao redor. O som de vozes, risadas e passos ecoava pelo ambiente. Sabrina, porém, se manteve calma e atenta.

Pouco tempo depois, Lucas apareceu. Ele estava vestindo uma jaqueta do time da escola e trazia um sorriso no rosto.

Lucas: Olha só quem veio!

Sabrina: (Debochada) Pois é... também estou surpresa.

Eles riram juntos. Durante a conversa, Sabrina tremeu levemente de frio. Lucas notou imediatamente e tirou a jaqueta, entregando-a a ela.

Lucas: Toma. Não quero que congelemos nossos poucos novos alunos, sabe?

Sabrina aceitou, e ele se despediu, dizendo que precisava se preparar para o jogo.

Com Lucas no campo, Sabrina começou a observar ao redor novamente. Logo, as animadoras de torcida entraram, arrancando aplausos da plateia. Jenna liderava com uma energia contagiante, e Sabrina não pôde deixar de se impressionar com a coreografia.

Minutos depois, as animadoras adversárias fizeram sua entrada, e o jogo começou. Sabrina acompanhava cada movimento no campo, até que algo no canto de sua visão chamou sua atenção.

Hugo apareceu no campo, desta vez vestindo uma roupa de treino. Ele caminhou até uma mulher com um bebê no colo, sentada entre os jogadores substitutos. Hugo a abraçou, beijou sua bochecha e começou a brincar com o bebê, claramente encantado.

Sabrina os observava fixamente, notando o quanto o bebê era parecido com Hugo. “Então essa é a família dele...”, pensou. A mulher parecia perfeita, e o bebê era adorável. Enquanto Sabrina analisava a cena, Hugo virou-se casualmente e a viu olhando.

Ele sorriu para ela, e Sabrina, envergonhada por ter sido pega olhando, forçou um sorriso de volta antes de rapidamente desviar o olhar e focar novamente no jogo. Por dentro, sentia-se estranha, quase desconfortável. Ela não entendia exatamente o que aquela cena havia causado nela, mas decidiu ignorar. Afinal, havia um jogo para assistir.

O jogo continuava intenso, com jogadas emocionantes de ambos os times. Sabrina observava atentamente, percebendo como Lucas parecia destacar-se em campo. Ele era ágil, confiante e fazia os outros jogadores seguirem suas instruções. O público estava animado, e as arquibancadas vibravam a cada ponto conquistado.

No último quarto, o time da escola de Sabrina conseguiu marcar o touchdown decisivo, garantindo a vitória. A comemoração foi imediata, com os alunos gritando, aplaudindo e levantando cartazes. Sabrina bateu palmas educadamente, mas sem grande entusiasmo, mantendo sua postura reservada enquanto os outros pareciam extravasar toda a energia acumulada.

Quando o alvoroço diminuiu, as pessoas começaram a se dispersar. Sabrina desceu da arquibancada, caminhando entre a multidão até encontrar Jenna perto da saída do campo, ainda em seu uniforme de animadora.

Sabrina: Você foi incrível lá! Os passos de vocês foram perfeitos.

Jenna: (Sorrindo, ainda ofegante) Obrigada, mas foi um trabalho em equipe. Você deveria ter visto o quanto ensaiamos. Que bom que veio!

Sabrina assentiu, desejou boa noite e continuou andando até encontrar Lucas, que estava conversando com Hugo perto da lateral do campo. Os dois pareciam trocar algumas últimas palavras sobre o jogo. Quando Hugo notou Sabrina se aproximando, ele deu uma breve batidinha no ombro dela enquanto passava.

Hugo: Boa noite, Sabrina.

Sem dar tempo para uma resposta, Hugo saiu, caminhando para o lado oposto. Sabrina ficou parada por um momento, confusa com o gesto inesperado. Ela não sabia como interpretar aquilo, mas antes que pudesse pensar mais, Lucas a chamou.

Lucas: Terra chamando Sabrina!

Sabrina piscou, se dando conta de que estava perdida nos próprios pensamentos. Ela riu sem graça, tirando a jaqueta que ele havia emprestado.

Sabrina: Desculpa, estava distraída. Aqui, sua jaqueta.

Lucas: Pode ficar com ela, se quiser. Acho que te trouxe sorte.

Sabrina: Não, obrigada. Você foi muito bem no jogo. Mas agora preciso ir.

Lucas: (Sorrindo) Quer uma carona?

Sabrina: Não precisa, meu pai está vindo me buscar.

Eles se despediram, e Sabrina caminhou em direção ao estacionamento, onde havia combinado de esperar o pai. Enquanto andava, viu Hugo com a mulher e o bebê de antes, entrando em um carro. Ele parecia despreocupado, rindo com a família enquanto colocava o bebê na cadeirinha. Sabrina continuou andando, desviando o olhar, mas não conseguia evitar que pensamentos vagos sobre a cena surgissem.

Ela pegou o celular e ligou para o pai. Marcos chegou poucos minutos depois, e ela entrou no carro, sentindo-se cansada, mas aliviada por estar indo para casa.

Marcos: E aí, como foi o jogo?

Sabrina: Foi bom. O time ganhou, todo mundo ficou muito animado.

Ela manteve os detalhes mínimos, evitando mencionar Lucas ou Hugo, e Marcos não insistiu. Quando chegaram em casa, Sabrina subiu direto para o quarto. Jogou a mochila em um canto, trocou de roupa e deitou-se na cama.

Enquanto encarava o teto, flashes do dia passavam por sua mente – o jogo, os comentários de Lucas, a presença de Hugo com sua família... Sem querer se aprofundar em nada disso, virou para o lado, fechou os olhos e decidiu descansar. O dia tinha sido mais intenso do que esperava, e ela precisava de um bom sono para enfrentar o próximo.

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