Miguel Ribeiro Mendonça, 35 anos, empresário.
Natália Siqueira Ramos, 32 anos, formada em marketing.
Maya Siqueira Ramos, 2 anos, filha da Natália.
Débora Bernardes, 34 anos, advogada, melhor amiga da Natália, e madrinha da Maya
Marcelo Lopes, 36 anos, advogado, amigo da Natália, e padrinho Maya, marido da Débora.
1-Capítulo.
POV: Miguel.
Acordo, olho pra o lado, vejo a bela morena que dorme ao meu lado, sorriu, lembrando da noite de ontem, foi realmente boa.
Me visto, saio do hotel, entro no carro, e vou embora.
Não me sinto um cafajeste por fazer isso, por que sempre, explico como será, para todas as mulheres que já fiquei.
Só transo com uma a mesma mulher, uma vez, nunca repito, deixo bem claro que será só sexo, nada mais, não as engano, sempre as deixo a vontade para decidir o que quer fazer.
Eu também não fico com todo mundo, ou com uma mulher a cada noite, como tudo pensar
Eu sou seletivo, gosto de conhecê-las, conversar com elas, por mais que seja só sexo, eu gosto de sabe com quem estou tendo relação.
Nunca namorei sério, por não gosto, de dar satisfação do que eu faço, para a outra pessoa, acho que um relacionamento requer muito tempo, atenção, não estou disposto a fazer isso.
Gosto da minha vida como está.
Entro em casa, são quatro da manhã, vou até o meu quarto, tomo banho, me deito na cama, logo durmo.
Acordo, olho no celular a hora, são dez da manhã.
Vou até o banheiro faço minha higiene matinal, tomo outro banho, e desço.
Quando chego no topo da escada, escuto muito barulho, a família está toda reunida, eu sorriu.
Quando termino de descer a escada, uma pequena loira, me abraça.
- Oi, tio mimi.
A Luz me abraça pela cintura.
- Oi, amor do tio, como você est
Pergunto me abaixando a sua altura.
- Estou bem tio, e você?
Pergunta sorrindo igual a mãe, sempre faço brincadeiras com o Pedro, dizendo que ele que ele foi apenas o doador, por que o resto quem fez foi a Jô, por que a Luz, é a cópia da mãe, agora ela está com sete anos.
- Eu tô bem, tio.
- Que bom, meu amor.
Beijo o seu rosto, outro pequeno agarrar a minha perna.
- Oi, titio.
Fala o Theo, filho do Henrique e e da Camila, o pego no colo.
- Oi rapaz, como você cresceu.
Ele está com três anos.
- Já á sei anda de bicicletas.
Se gabar.
- Nossa que incrível, carinha.
Bagunço o seu cabelo, ele sorri.
- Foi eu que ensinei, tio mimi.
A Luz fala orgulhosa.
- Muito bem princesa, vocês são incríveis.
Os abraços, amo está com eles, nem acredito que eles estão tão grandes, vou até a sala, onde estão todos os homens, sentados e conversando animados.
- Bom dia.
Cumprimento a todos.
- Bom dia.
Eles me respondem.
- Quase boa tarde, não é, maninho.
O Pedro brica comigo.
- Hoje eu acordei foi cedo, geralmente no domingo, só me acordo depois de duas da tarde.
Falo, me sentando ao lado do Henrique.
- A noite de ontem foi fraca ?
O Henrique fala.
- Muito pelo contrário, ainda não me recuperei, da noite que tive com uma bela morena.
Falo sorrindo malicioso, eles só sorriem.
- Cadê as mulheres?
- Estão na cozinha.
O Otávio fala.
- Eu também sou mulher, tio mimi.
A Luz disse, ainda olhando para o celular.
- Você é mulher, só que ainda é um bebê.
- Não sou mais bebê, tenho sete anos, já sou grande, não sou papai?
Ele pergunta ao meu irmão, sentando no seu colo.
- Sim, meu amor, é a mocinha do papai.
O meu irmão disse, beija o seu rosto.
- Melhor você aceita, Miguel, ela está crescendo.
O Henrique fala sorrindo pra mim.
- Não estou preparado para isso.
Coloca a mão no peito, fecho os olhos, deitando a minha cabeça, no encosto do sofá, fazendo drama.
Todos riem, mas não é engraçado, eu não estou preparado para perder o minha princesa.
- Imagina se você fosse pai de uma menina.
O meu pai brinca comigo.
- Deus me livre disso.
Faço uma cara de assustando.
- Eu sempre peço um irmãzinha, para o papai e a mamãe, mas eles não me dão.
O pequena loira reclamar, cruzandos os braços.
- Já conversamos sobre isso, meu amor, você tem o Theo para brincar.
O meu irmão explica, eles decidiram esperar mais um pouco, para ter outro filho, por que a Joana estava fazendo faculdade, agora está em um momento profissional bom.
- Mas o Theo não é mais bebê.
Continua reclamando.
- Então peça para o seu tio mimi, te dá um priminho.
O meu irmão joga a bola pra mim, me olhando vitorioso.
- Tio mimi, me dá um priminho.
Me pedi, com aqueles olhos pidao que não consigo dizer não.
- O tio ainda é muito novo para ter filhos.
Tento explicar, dou um olhar mortal para o meu irmão.
- Mas a vovó Helena, falou que você já está velho.
Ela continua argumentando, os outros soltam gargalhadas, da saia justa que estou.
- O tio não é casado, para ter filhos.
- É só arrumar um amor, casar, e ter um bebê.
Fala com se fosse fácil.
- Você não ganhará essa discussão, Miguel, desista.
O meu pai fala, olhando orgulhoso para a neta.
- Já te falamos filha, você vai ter um irmão ou primo, quando Deus quiser, meu amor.
O meu irmão fala pra ela, me tirando dessa enrascada, eu suspiro aliviado, os outros sorriem.
- Mas está demorando muito.
Realmente ninguém vai ganhar dela.
Logo estamos todos sentados na mesa, conversando, e comendo animadamente, somos uma grande família.
Amor esse momento com eles.
Admiro o amor e felicidade de cada casal que está aqui nesse mesa, sou o único solteiro, não me incomoda, só que as vezes penso, se não poderia ter algo como eles, mas logo esse pensamento passa, por que eu acho que não consigo ser só de uma pessoa, nasci para ser livre.
Mas acredito no amor, por que vivencio ele, todos os dias na minha família.
POV: Natália.
- Nossa que demora.
Reclamo mais uma vez, olhando para a minha filha, adormecida nos meus braços.
Estou esperando, a mais de cinco horas, para ser atendida no hospital público, até agora nada, sorte que a crise que ela teve já passou.
A minha pequena Maya, sofre de asma, tem crises, as vezes são muito fortes, que tenho que trazê-la ao hospital.
Ela só tem 2 anos, mas já uma guerreira, ela nasceu de sete meses, com problemas respiratório, ficou três meses internada, só sobreviveu por que Deus é maravilhoso.
Ela desenvolveu a asma, que não a deixa ter uma vida normal, isso me quebra, por vê-la chora, por que não pode fazer pequena coisas, como correr ou nadar.
Se ela tivesse fazendo o tratamento certo, já estaria bem melhor, mas não tenho condições no momento, estou até desempregada.
Já é difícil encontrar um trabalho, com uma criança pequena, eu que as vezes tento que sai as pressas, por que ela passou mal, fica mais difícil ainda.
- Maya Siqueira Ramos.
O enfermeiro nos chama, para sermos atendidas.
Ela teve que fazer inalação por um hora, agora estamos em casa, ela dormi serena ao meu lado, acaricio o seu rosto, respiro fundo.
Meu medo é que em uma dessas crises, ela não consiga chega ao hospital, mas balanço a cabeça dispensando esses pensamentos, isso não vai acontecer.
-;A mamãe vai estar aqui com você sempre, minha pequena, eu amo você.
Beijo o seu rosto, me deito para dormir.
Entro apressada no grande prédio, vou até a recepção, a moça me diz o andar onde está acontecendo as entrevistas de emprego, mas como eu estou muito atrasada, não sabe se eu ainda consigo fazer.
Como chegamos muito tarde de hospital, pedir a hora, então me atrasei.
Isso me decepcionar, por que essa seria uma grande oportunidade de conseguir um bom trabalho, desde que a Maya nasceu não consigui ficar muito tempo em um emprego, por eu faltava muito, ou tinha que sai as pressas, os chefes não entendia a minha situação, mas também não posso dizer nada, por que eles estão certos.
Chego até o anda, vou até o local da entrevista, as cadeiras estão todas vazias, suspiro derrotada.
Vejo duas mulheres saem de uma sala, vou até elas.
- Bom dia, as entrevistas de emprego já acabaram?
- Bom dia, sim, essa foi a última candidata, porque?
A mais velha fala, a outra sai.
- É que tinha marcado pra fazer a entrevista, mas me atrasei um pouco.
Falo envergonhada.
- Um pouco senhora, são duas horas de atraso, se você leu a comunicado da entrevista, era sem atrasos.
Ela fala calma.
- Eu sei, mas tive um grande problema, por favor me dá essa chance.
Suplico para ela.
Ela olha pra o relógio, me olha.
- Entre.
Sorriu para ela em agradecimento.
Entramos na sala, nos sentamos, lhe entrego o meu currículo, ela ler.
- Formato em marketing?
- Sim.
- Você é bem recomendado nessa área, por que quer trabalha como secretária?
Me pergunta.
- Essa área é bem concorrida, no momento não estou conseguindo emprego nela, não tou podendo escolher o trabalho.
Fala a verdade, por que desde o nascimento da Maya, eu já trabalhei até de doméstica, não me envergonho, por que nós duas não passando fome, eu trabalho em qualquer coisa, desde que o trabalho seja digno, é o que importa.
- Você tem disponibilidade de horários para viajar?
Me pergunta.
- Sim.
Minto por que é quase impossível viajar, e deixar a Maya, mas dessa vez eu não vou conta sobre a minha filha, se não vou perder essa chance, como tem acontecido muitas vezes.
Ela me faz mais algumas perguntas.
- Vamos analisar o seu currículo, entramos em contato.
Nos levantamos, apertamos as mãos.
- Obrigado pela oportunidade.
Falo realmente agradecida.
- De nada, boa sorte.
Saio de lá feliz, mesmo não gostando de mentir, eu preciso desse emprego.
Vou andando pelo corredor distraída, olhando o celular, olhando se não tem nenhuma mensagem da Débora, minha amiga e madrinha da Maya, que ficou com ela.
Quando esbarro em alguém, dou um passo pra trás, me desequilíbrio, vou caindo, fecho os olhos, já imaginava o impacto com o chão, mas ele não vem.
Abro os olhos, encontro dois olhos verdes, que me olham intenso.
POV: Miguel.
Seguro o seu corpo junto ao meu, olhos aqueles olhos azuis lindos, a sua boca maravilhosa, que me fazem ter pensamentos pecaminoso.
Ficamos nos olhamos com intensidade por alguns minutos.
Até que ela quebra o nosso contato, se recompõe, sai dos meus braços, sinto falta do seu contato.
Ela abaixa, pega o celular no chão.
- Me desculpa.
Pedi olhando para o aparelho, some pelo o corredor.
Fico parado olhando para onde ela sumiu, ela é muito linda, quem seria ela?será que ela trabalha aqui? fico me perguntando.
Logo foco no que vim fazer aqui, sigo o meu caminho.
- Que cara é essa?
O Pedro me pergunta, quando nós sentamos na mesa do restaurante, para almoçarmos.
- Fui até o RG pra saber se já tinha contratado uma secretária para mim, mas hoje é estavam fazendo as entrevistas com as candidatas.
Falo aborrecido, minto por estava lembrando daquela mulher que esbarrou em mim no corredor.
- Quem manda não dura com nenhuma.
Ele fala enquanto ler o cardápio.
- A Sílvia trabalha comigo por muito tempo, mas resolveu casar, e me abandona, a última não tive culpa do que aconteceu.
Falo me defendendo.
- Mas a moça se apaixonou por você, por isso não quis ficar no trabalho.
Me acusar.
- Mas eu tenho culpa do meu charme, mas nunca tive nada com ela, com ninguém da empresa.
Falo sério.
A última secretaria se apaixonou por mim, se declarou, mas eu deixei bem claro, que não me envolvia com ninguém da empresa, então ela se demitiu, achando que íamos ficar juntos, mas mesmo assim eu tive nada com ela.
- Vê se essa agora dura.
- Se ela fizer bem o seu trabalho, não teremos nenhum problema.
Fazemos nossos pedidos.
- Você não vontade de se aquietar? e forma uma família?
Me pergunta sério.
- Eu não consigo se só de uma mulher, acho muito monótono, e para trai, eu prefiro ficar sozinho.
Digo o que eu acho.
- Você está certo, mas te garanto, que não a nada melhor do você ter sua própria família.
Fala sorrindo bobo, sei que ele está pensando na Joana e na Luz, acho muito bonito o amor e a história deles.
- Eu preciso continuar como estou.
O garanto.
- Tudo bem, então.
Continuamos o nosso almoço.
As vezes isso passa na minha cabeça, principalmente quando estamos todos juntos, vejo todos com as suas famílias.
Mas logo mando embora esses pensamentos, nunca vou me apaixonar.
Oi, galera estou de volta.
Espero que gostem de acompanhar essa nova história juntos comigo.
Achei que o nosso cafajeste preferido, merecia sua própria história.
Para quem leu destinados pelo o amor, já conhece a maioria dos personagens.
Essa história se passa dois anos depois do final de destinados pelo o amor.
Espero que gostem 😊
POV: Natália.
- Vou pegar você.
Corro atrás da minha pequena pela a sala, que solta gargalhadas gostosas, logo a pego no colo, a encho de beijos.
- Pala mamãe.
- OK Parei.
Paro mas continua, ela gargalha, é o som mais lindo do mundo.
Me sento no sofá com ela no meu colo.
- Vamos tomar banho porquinha?
Faço som de porco, ela sorri.
- Não tero.
Ela fala com voz de bebê ainda, que eu amo, ela já sabe falar quase tudo, mas ainda fala enrolado, mas ela é esperta e inteligente.
- Tudo bem, você não quer tomar banho, a sua dinda deve estar chegando, não vai ter querer, por que você está toda suja.
Brico com ela, sorriu da sua reação.
- Tero toma banho, e vê a dinda mamãe.
Fala rápido, eu sorriu.
- Então vamos a banho.
Falo animada.
Dou banho nela, ela sempre faz uma festa no banheiro.
Apesar de sua limitações, ela é uma criança feliz, isso é o importar.
- Tô linda mamãe?
Me pergunta rodando o seu lindo vestido.
- Muita linda uma princesa.
Fala beijando o seu rosto.
- Obigado, mamãe.
A pego no colo, caminho com ela de volta para a sala.
- Mamãe te ama muito.
Falo olhando nos seus olhos iguais aos meus, graças a Deus ela é a minha cara.
- Eu amo você mamãe.
Me abraça e me beija.
Ela é uma criança muito carinhosa.
Quando a campainha toca, vou atender, abro dou de cara com o meus amigos Débora e Marcelo.
- Dinda e dindo.
A minha pequena pula nos braços da madrinha.
- Oi, amor da madrinha como você está linda.
A enche de beijos.
- Obrigado, dinda.
- Está uma princesa.
O Marcelo disse ele apegando no colo, e a beijo no seu rosto.
- Oi, Nate, como está?
Abraço a Débora.
- Oi, Déb, estou bem, e vocês?
- Estamos bem também.
- Oi, Nate.
- Oi, Marcelo.
Cumprimento ele com a minha filha no meio de nós.
- Entrem, por favor.
- Vamos binca?
Ela chama o padrinho.
- Sim, princesa.
Ela fica toda animada.
- Olha o que a madrinha trouxe pra você, meu amor.
A Débora lê entrega uma sacola, eu a olho feio, mas ela ignora.
- Obigado, dinda.
- De nada, meu amor.
A minha filha a beija no rosto.
- Vamos abrir May.
O Marcelo a chama.
- Sim.
Ela responde animada os dois vão até o sofá, abrem o embrulho animados.
- O que eu te falei sobre dar tantos presentes a Maya, Débora.
A repreende sério mas baixo.
- Não resisto, Nate, quando eu vejo já comprei, deixe eu mima a minha afilhada.
Fala carinhosa, eu reviso os olhos, por que não tenho argumentos sobre isso.
- Ola mamãe o que ganhei.
Minha pequena vem toda animada, me mostra a boneca bebê, que ganhou.
- Que lindo meu amor, como é que diz para a dinda e o dindo?
- Obigado, dinda.
Beija o rosto da Débora, que a abraça apertado.
-De nada princesa.
Se solta dela vai até o Marcelo faz o mesmo, começa a brinca animada, sorriu com essa cena.
- Viu, a sua felicidade compensa tudo.
A Déb fala sorrindo.
- Você sempre usa o mesmo argumento.
- E sempre funciona.
Fala piscando pra mim, indo brincar com os dois.
Olho os três brincando juntos, sou grato por ter eles na minha vida.
Conheço a Débora desde que éramos adolescentes, nos conhecemos na escola, ela conheceu, namorou, se casou com o Marcelo, vindo morar aqui na capital.
Depois de tudo que passei, eles me acolheram em sua casa, me ajudaram em toda minha gravidez, quando a Maya estava internada, sempre cuidam da minha pequena com tanto amor, me ajuda sempre, eles são a nossa família, minha e da Maya.
Inclusive foi o Marcelo que me falou, sobre a vaga de emprego na empresa Mendonça.
- Como foi a entrevista?
O Marcelo pergunta enquanto jantamos.
- Me atrasei duas horas, mas acho que a moça teve pena de min, consegui fazer a entrevista, mas não acho que vou conseguir essa vaga.
Falo triste.
- Tenha fé, acho você é muito qualificada para ocupar a vaga.
O Marcelo me anima.
- Obrigado Marcelo.
Ele sorri.
- Se você não fosse tão cabeça dura, você estaria trabalhando com a gente.
A Débora reclama.
- Já falamos sobre isso Débora.
Sempre discutimos sobre isso.
- Por que você não entende, que me sinto mal com isso.
- A nossa ajuda a vocês te faz mal?
Pergunta magoada, pego a sua mão.
- Claro que não Débora, amo e agradeço tudo o que vocês fizeram e faz, por mim e pela a minha pequena, se eu fiz o triplo do vocês já fizeram, não vou conseguir pagar tudo que você fizeram pela a gente, e ainda trabalha com vocês, me faria me sentir mal, por que quero conseguir esse emprego por mim mesma.
Falo emocionado.
- Nos fazemos de coração.
Ela também está emocionada.
- Eu sei, e amo vocês por isso, obrigado.
A abraço de lado, depois o Marcelo.
- Não precisa agradecer, Nate, vocês são da nossa família, sempre vamos ajudar e cuidar de vocês.
O Marcelo disse, eu sorriu em agradecimento.
Eu não sei o que seria de nós, sem eles na nossas vidas.
Duas semanas depois
Saio de mais uma entrevista de emprego, triste por que não consigui a vaga, eles queriam alguém em tempo integral, e não posso.
Até hoje não tive retorno da entrevista que fiz na empresa Mendonça, já pedi as esperanças, então continuei procurando emprego, mas está difícil, estou quase aceitando a proposta da Débora, por as coisas estão começando a ficar apertada pra mim.
Suspiro frustrada.
- Uma água, por favor.
Peço me sentando no balcão de uma lanchonete, resolvi come aqui, depois volta a procura mas alguma coisa, depois buscar a Maya na creche.
- Obrigado.
Agradeço o atendente.
- Mais alguma coisa?
- Sim uma pedaço de torta salgada, e um suco de laranja.
- Qual o recheio?
- Frango
- OK, daqui a pouco está pronto.
Concordo.
Depois de comer, saio da lanchonete, eu fico sem saber para onde ir.
O meu telefone tocar, pego o aparelho rápido com medo de ser algo com a Maya.
Mas é um número desconhecido, mas atendo, por que deixei o meu currículo em vários lugares.
- Alô.
- Alô, é a senhora Natália Siqueira?
- Sim, quem é?
- Aqui é da empresa Mendonça, a senhora poderia comparecer amanhã para tratamos da sua contratação?
Coloca a mão na boca, para não gritar de tanta felicidade.
- Senhora?
A moça me chama.
- Claro que sim, que horas?
Falo tentando me recompor.
- Aparti das nove da manhã, compareça ao RH da empresa.
- Tudo bem, obrigado.
- De nada.
Desligo o telefone, começo a pular de alegria.
- Obrigado meu Deus, pela ajuda.
O agradeço de todos o meu coração.
Vou agarrar essa oportunidade, com unhas e dentes.
POV: Miguel.
Estaciono o carro esportivo, na garagem na empresa, e saio.
Sempre gostei de carros, tenho uma pequena coleção deles.
Entro no elevador, aperto do meu andar, me encosto na parede, fui informado, que hoje minha nova secretária começa a trabalhar.
Achei ótimo, por que tenho muito trabalho acumulado, por que tenho que fazer os dois serviços ao mesmo tempo.
O elevador parar no meu andar, saio, vou direto para a minha sala, passo pela mesa da secretaria, que ainda está vazia.
Entro na minha sala, começo a trabalhar.
Alguém bate na porta, eu autorizo a entrada.
- Bom dia, senhor Miguel.
Levanto a minha cabeça, vejo a Renata, responsável pelo RH, ela não está sozinha, tem uma mulher com ela, lembro que a moça que esbarrei aquele dia, por que nunca esqueci o seu rosto.
Ela me olha, parece envergonhada ao me ver.
- Bom dia Renata.
- Vim lhe apresentar sua nova secretária, essa é a senhorita Natália Siqueira.
Me levanto, fico de frente com a moça, sinto o cheiro do seu perfume tem um aroma maravilhoso.
- Seja bem vinda, Natalia, espero que goste de trabalhar aqui.
Lhe estendo a mão, ela aperta, me olha com aqueles olhos lindos, me perco neles por algum segundo.
- Obrigado, senhor.
Fala abaixando a cabeça, soltando a minha mão.
- Vou explicar o que ela tem que fazer, ela ja volta pra o senhor lhe disse o que precisa.
- Tudo bem, Renata.
Volto a me senta.
- Com licença.
As duas saem, olho pra o corpo da Natália, que corpo.
- Parar com isso, Miguel.
Me repreendo, não vou me deixar levar por esses pensamentos.
No final do dia, só via a Natália mas duas vezes, quando ela veio até a minha sala, para mim explicar o que ela tem que fazer, e quando eu voltei do almoço.
Agora que estou saindo, ela já foi embora.
Recebo uma mensagem do meu amigo Augusto, para tomar uns drinks, mesmo não gostando de sai na semana, resolvo aceitar, só assim paro de ter pensamentos pecaminoso com a minha nova secretária.
Entro no bar movimentado, vejo o meu amigo conversando animado com uma loira linda, resolvo não atrapalha, vou até o balcão me sento, peço uma dose se whisky.
- E aí meu amigo, como está?
Ele fala animado sentando ao meu lado.
- Eu estou bem, mas você está bem melhor, meu amigo.
Falo malicioso, bebendo a minha bebida, ele pedi o mesmo.
- Estava só ó garantido a nossa noite, meu amigo.
Olha pra onde ele está olhando, vejo a mulher que ele estava conversando está acompanhada de outra loira muito bonita, olho o seu corpo, o que vem na minha mente, me faz vira o resto de bebida de uma vez.
- Calma Miguel, a noite está apenas começando.
Fala sorrindo de lado.
duas semanas depois
Faz duas semanas que a Natália está trabalhando comigo, ela é muito competente, faz um ótimo trabalho, mas ainda não consigo ficar muito tempo perto dela, sem sentir coisas, sei que preciso me controlar, por que ela é sempre muito profissional.
Eu não estou me reconhecendo, sempre foi muito controlado em relação ao, trabalho, mas é por que é só o começo logo eu me acostumo.
Entro na casa da meu irmão, vejo a minha sobrinha olhando o celular, quando me vem me abraça.
- Tio mimi.
Não importa o quanto ela cresça, ela vai sempre me chamar assim, esse é o nosso combinado.
- Oi, amor do tio, como você está?
- Eu estou bem, tio, sabia que eu vou participar de uma competição de natação.
Fala animada, nos sentamos.
- Nossa que legal, sabia que filha de peixe peixinho é, desde de pequena, que você amar água, igual ao seu pai, estou muito orgulhoso de você.
Falo feliz, lhe abraço.
- Quando será? só me dizer a data que estarei lá, torcendo por você.
- Tá bom, tio.
- Todos nós, estaremos lá.
O meu irmão disse, aparecendo na sala nos abraçamos, volto a me senta.
- Vamos fazer uma torcida organizada.
Falo animado, mas ela faz uma carreta.
- Torcida organizada é brega, tio.
Fala, eu olho pra ela indignado, o idiota do meu gargalha da minha cara.
- Você é uma criança, não haja como uma adolescente que tem vergonha dos pais, mocinha.
A repreendo, mas ela não leva a sério por que sorri.
- Não tenho vergonha da minha família, só não precisa fazer torcida organizada, é brega, não sou mais criança, sou quase uma pré adolescente.
Fico mais indignado ainda.
- Você tem só sete anos, mocinha, Pedro me ajude aqui.
Fala quase desesperado, o meu irmão só sorri.
- Não tem o que fazer, Miguel, só aceita que o meu bebê, está crescendo.
- Não sou mas um bebê, papai.
- Mas para mim, você sempre será o meu bebê.
A abraça, a enche de beijos que a faz gargalha, nesse momento sinto um pouco de inveja, mas uma inveja boa, de querer ter aquele momento como esse.
- Essa farra toda, nem me chamam.
A Joana chega, sorrindo animada, vai até eles e os cumprimentam, vê-los assim, esse sentimento crescer mais.
- Oi, Miguel como está?
Vem até me cumprimentar, me tirando dos meus pensamentos, resolvo não pensa mais nisso, isso deve ser por causa da idade.
- Oi, cunhadinha, estou bem, e você?
Abraço e beijo o seu rosto.
- Estou cansada.
Fala parecendo mesmo cansada.
Ela senta ao lado da luz, com o Pedro do outro lado, eles formam uma bela família.
Fico feliz, em ver que o meu irmão encontrou alguém tão especial como a Joana, juntos eles formaram uma linda família.
Janto com eles, depois vou embora.
Recebo uma mensagem do Augusto, me chamando para sair, mesmo sendo sexta feira, não estou com vontade, então digo que não vou.
Volto para casa.
POV: Natália.
Um mês depois .
Já faz mais de um mês, que estou trabalhando com o senhor Miguel.
Estou gostando muito, eles sempre me trata bem.
Não tem não olha como para ele, que é lindo, tem um olhar intenso, que deixa qualquer uma de perna bamba, sempre que estou perto de mim sinto envergonhada, meu coração acelerado, ele também tem habitado muito na minha cabeça, mas depois de ouvir algumas fofocas, nos corredores da empresa, sobre sua fama de cafajeste, então tento o máximo só foco no meu trabalho.
Mas ele sempre é respeitoso comigo, é o que importa.
Ontem a Maya teve uma crise de asma fortíssima, passei quase a noite toda com ela no hospital, cheguei em casa já era de madrugada, mal dormi, vim trabalhar, mesmo de coração partido por deixá-la, eu preciso desse trabalho.
Ela ficou com a Débora.
Cheguei bem atrasada, ainda não vi o senhor Miguel, ele já estava na sua sala, sei que vou ser repreendida.
Ele sai da sua sala ao contrário dos outros dias ele está sério, me levanto.
- Senhor Miguel me...
- Vamos para a reunião, quando voltamos, conversamos.
Não presto muito atenção na reunião, pois estou muito cansada, sinto os olhos do senhor Miguel, o tempo todo em mim.
Voltamos até a minha mesa em silêncio.
- Venha até a minha sala.
Fala sério, só concordo com a cabeça, deixo as minhas coisas sobre a mesa e o sigo.
Ele senta na sua cadeira, sento a sua frente, ele me olha sério, mas até sério ele continua lindo.
- Olha Natália, não costumo fazer isso, mas espero que não aconteça novamente, a vida pessoal não importa, desde isso não atrapalhe o seu trabalho, como está acontecendo hoje.
Fala sério, eu abaixa a cabeça.
- Sim, senhor, prometo que não acontecerá novamente.
- Assim espero.
Volto para a minha mesa, choro por que não quero perder o meu emprego, mas também a minha filha precisa de mim, não sei o que fazer.
Por mais que tenha prometido que não me atrasaria mais, nem deixaria o cansaço atrapalhar o meu trabalho, não consegui cumprir.
Por que a Maya foi só hospital mas duas vezes com crises, o clima muda todos os dias, então ela sofre com isso, e o médico falou que ela tem que começar o tratamento imediatamente, por que as crises dela estão ficando mais forte.
O senhor Miguel não falou mais nada, mais sempre me olha com desaprovação, sei que logo vou ser demitida, por que não estou conseguindo fazer o meu trabalho direito.
Hoje pedi pra sai mais cedo, ele só concordou com a cabeça.
Eu vim até o banco, pedi um empréstimo, para pode pagar o tratamento da Maya.
A Débora e o Marcelo querem pagar, mas eu não aceitei, não é orgulho só quero fazer isso por mim mesmo, se não conseguir esse empréstimo, vou pegar o dinheiro com eles, mas para pagar.
Saio do banco, parece que deu tudo certo, agora tenho que esperar o crédito ser aprovado.
Vou de ônibus até a casa da Débora.
- Oi, Nate.
Ela me abraça ao abrir a porta.
- Oi, Déb.
A abraço de volta.
- Mamãe, mamãe.
Minha pequena vem até mim, a pego no colo, abraço e beijo, sentindo o seu cheiro de bebê, como eu amo tê-la no meu abraço, ela é a coisa mas importante da minha vida.
- Vem, vamos entrar, você jantar com a gente, o Marcelo já está chegando.
Ela me convida.
- Não vai dá, Déb, eu só quero ir pra casa, e descansar com a minha pequena.
Falo estou muito cansada, essa semana foi muito difícil.
- Entendo, mas amanhã você não escapa.
Fala sorrindo.
- Tudo bem, obrigado por tudo.
A abraço emocionada.
- Não precisa agradecer, somos uma família.
Fala emocionada também.
- Vai filha pegar a sua mochila, se despedir da sua dinda, pra irmos para casa.
Ela faz o que eu peço, se despedir da Débora.
- Diga o Marcelo que deixei um abraço, até amanhã.
Nos despedimos.
Agora estou sentada no ponto de ônibus, com a minha pequena adormecida nos meus braços.
Meu telefone tocar, um número desconhecido, mas atendo.
- Alô.
- Alô, onde os papéis que pedi para você guardar ontem pela manhã?
O senhor Miguel me pergunta irritado, do outro lado da linha, fico surpresa.
- Eu guardei na gaveta que o senhor pediu.
Falo calmo.
- Não, não está, já procurei em todos o escritório, não achei.
- Então não sei onde está senhor.
Falo tentando lembrar onde está, mas não consigo.
- Pois é bom você está em meia hora, se não precisa mais vim.
Fala irritado, desliga o telefone fico sem saber o que fazer.
Resolvi ir até lá, chamo o carro de aplicativo, mesmo sendo caro, entro no empresa, no elevador com a minha pequena no meu colo, ela é bem pesada.
- Mamãe?
Ela acorda.
- Estou aqui, meu amor, logo vamos para casa.
Ela só se aconchego em mim.
Chego no andar que trabalho, vou até o seu escritório, ele está encostado na minha mesa, de braços cruzados, muito irritado.
Mas quando ele olha pra os meus braços, seu olhar muda, para surpreso.
Acho que vou perde o meu emprego, de qualquer jeito.
Espero que gostem 😊
POV: Miguel.
Totalmente surpreso, é como me sinto nesse momento, olhando para a Natália com uma criança no seu colo, que me olha com os olhos iguais o da mãe.
O seu trabalho no último mês tinha sido muito bom, mas na última semana tem deixado muito a desejar.
Ela sempre chegar atrasada, está sempre cansada, já peguei ela dormindo na sua mesa, isso me deixou muito irritado, por que não me importo com a vida pessoal de ninguém, desde que isso não atrapalhe o seu trabalho.
Só de pensar o que a deixa tão cansada, fico mais irritado.
Tentei relevar, mas hoje foi a gota d'água, por que procurei uns documentos, que vou precisar, para a reunião amanhã logo cedo, para levar pra casa, mas não os encontrei.
Depois de procurar em todo o escritório, minha irritação só aumentava, então liguei para ela, ameacei o seu emprego.
Esperava tudo, menos a cena que estou vendo na minha frente.
Ela me olha envergonhada.
- Desculpa senhor Miguel, prometo que vou achar os documentos que o senhor precisa.
Tô tão surpreso que só balanço a cabeça.
Ela passa por mim de cabeça baixa, entra no minha sala, fico igual uma estátua sem saber como agir, então que a sigo.
Ela senta a criança no sofá.
- Fique aqui quietinha, meu amor, que já vamos para casa.
A criança só balança a cabeça, ela beija a sua cabeça.
Ela começa a procurar os documentos, eu só consigo olhar para ela e para a criança.
- Ela é sua?
É o que consigo perguntar.
Ela parar o que está fazendo, me olha, dar para ver os seus olhos vermelhos e cansados.
- Sim, ela é a minha filha.
Volto a procurar os papéis.
- Mas você não disse isso, na entrevista de emprego.
Falo sem pensar muito.
- Seu eu contasse, não seria contratada.
Ela fala triste, dá para perceber na sua voz.
- Mamãe?
A criança a chama, ela olha curiosa para mim.
- Só mais um pouco, meu amor.
Fala carinhosa com a pequena, que continua sentadinha onde a mãe a deixou, ela sorri pra mim, não tem como não sorri de volta.
- Quem é você?
Me pergunta como voz de bebê, ela é muito fofa.
- Filha, não faça perguntas, já estamos indo.
- Sim, mamãe.
Fala obediente a mamãe.
- Aqui está os papéis, senhor Miguel, eu tinha colocado junto com os papéis que eram pra ser arquivado, desculpa pela confusão.
A Natália me entregar a pasta com os documentos, eu ainda não sei como agir.
Ela volta até a minha mesa, tentando arrumar a bagunça que eu fiz.
- Não precisa arrumar, pode deixar assim mesmo.
Fala meio arreio.
- Mas eu que fiz essa confusão.
- Mesmo assim, não precisa arrumar.
Falo, ela só concorda, vai até a filha, e a agasalhar, a pegando no colo.
- Desculpa mas uma vez por que essa confusão, senhor, sei que merece, mas por favor, não me demita.
Concordo com a cabeça.
- Boa noite, senhor Miguel.
- Boa noite, Natália.
Ela sai com a filha, que sorri pra mim outra vez.
Me sento no sofá onde a criança está antes, ainda sem conseguir raciocinar direito, com o que acabou de acontecer.
- O que você tem, Miguel?
Minha mãe me pergunta, enquanto estamos jantando.
- Eu não tenho nada, mãe, por que?
- Você está muito calado.
O meu pai fala.
- É só algumas coisas no trabalho.
- Realmente as coisas estão mudando, nunca visto você fala assim sobre trabalho, você está ficando velho, filho.
Minha mãe fala brincando comigo sorrindo.
- Velho não, mãe, maduro, faço o maior sucesso com a mulherada por causa disso.
Me gabo ela faz uma carreta.
- Pra que que eu fui perguntar.
Nos sorrimos.
Ainda mora com eles, por que não gosto muito de viver sozinho, eles também gosto de me ter como eles.
Mas pretendo me mudar, já comprei um apartamento, só estou esperando terminar a reforma.
Estou deitado na minha cama, com as mãos atrás da cabeça.
Penso na Natália e na sua filha.
A sua filha é muito parecida com ela, linda igual a mãe.
Esse deve ser o motivo do seu cansaço, e atrasos.
Será que ela é casada? já que ela mentiu sobre ter uma filha, pode ter mentindo em outras coisas também.
Mas não vou tirar conclusões precipitada, segunda feira, vou ter uma conversa muito séria com ela, espero que ela seja verdadeira dessa vez.
Pego o meu telefone, tem várias mensagem do Augusto, me chamado para sai, mas preciso ficar em casa, ele tira sarro de mim, mas não ligo.
Ultimamente estou preferido fica em casa.
Vem na minha cabeça a conversa que tiver com a minha mãe, com o Pedro, será?
Não, só estou concentrado no trabalho.
Entro no aplicativo Instagram, procuro por o nome Natália Siqueira, tem várias, mas nenhuma é ela, então desisti, resolvo a dormir que faço melhor coisa.
POV: Natália.
Depois de um final de semana agarrada com a minha pequena, que graças a Deus não passou mas mal.
Aproveitamos para passear, fomos no parquinho, passamos o domingo na na casa dos seus padrinhos, ela ama está com eles.
Vê-la feliz, se divertindo é a coisa mais importante pra mim.
A deixei na creche, já que ela faltou a semana passada toda, por que estava doente, ela estava animada para voltar para a creche.
Vou para o trabalho, não sei se ainda tenho um, por que depois de tudo que aconteceu na semana passada, o senhor Miguel ainda descobriu sobre a Maya, não sei como vai ser.
O banco ainda não retornou sobre o pedido de empréstimo, coloquei o pequeno apartamento como garantia, por que é único bem material que possou.
Chego na empresa, passo pela portaria, minha entrada que ainda está liberada, então significa que ainda tenho um emprego, vou até a minha mesa, me sento, vou até a sala do senhor Miguel, arrumo para quando ele chegar, volto para a minha mesa, aguado a sua chegada.
Logo ele chega lindo, exalando o seu perfume.
- Bom dia, Natália.
Me cumprimentar animado, como de costume, olho pra ele que me olha com sempre.
- Bom dia, senhor Miguel.
Ele entra na sala, sem falar mas nada, isso me preocupar.
Ele me liga pelo ramal do telefone, me pedindo para ir até a sua sala.
Já imagino qual é o assunto, respira fundo, entro.
- O que o senhor deseja, senhor Miguel?
Pergunta receosa.
- Sente-se, Natália.
Faço o que ele pedir.
- Senhor...
Tento fala, mas ele me corta.
- Olha Natália, vou te fazer algumas perguntas, espero que fale a verdade dessa vez, por que não admito mentiras.
Fala me olhando sério.
- Sim, senhor.
- Por que não disse que tinha uma filha, na entrevista para o emprego?
Respiro fundo, lhe respondo.
- Por que nas outras entrevistas, quando falava que tinha uma filha pequena, eu era descartada na hora, sei que errado menti, mas eu precisava desse emprego.
Fala abaixando a cabeça, um pouco emocionada.
- Você é casada?
Me pergunta prestando atenção em mim.
- Não, sou mãe solteira.
- Os seus atrasados, e cansaço são por causa da sua filha?
- Sim, ela tem asma, tem crises, as vezes é necessário leva ela ao hospital, para fazer inalação, como uso a saúde pública, os atendimentos são demorados, então muitas vezes, passo quase a noite toda no hospital com ela, mas vou fazer de tudo, para que isso não volte a afetar o meu trabalho novamente.
O garanto.
- Esse doença tem cura?
Me pergunta, parecendo realmente interessado.
- Não, mas com o tratamento certo, ela pode ter uma vida normal.
O explico.
- Ela faz o tratamento?
- Não, por que ainda não tenho condições.
Falo angustiada.
- Tudo bem, isso é tudo, Natália, pode volta para a sua mesa.
Levanto os meus olhos, olho para ele, que me olha atento.
- Eu vou ser demitida?
Pergunto aflita.
- Não, mas vai ser chamada pelo RH, para atualizar a sua situação, colocar a sua filha no plano de saúde da empresa.
Olho para ele surpresa.
- Mas ainda estou no meu período de experiência.
- Não está mais, agora você está contratada.
Fala sério, eu fico emocionada.
- Muito obrigado, senhor.
Ele se levanta, me entregar uma lenço para mim.
Com um impulso, o abraço pela cintura, ele fica surpreso, mas logo me abraça de volta, sinto o seu cheiro, fecho os olhos, sentido o calor do seu corpo junto ao meu, me sinto tão bem.
Mas volto a realidade, saio dos seus braços, fico envergonhada.
- Desculpa, senhor, mais uma vez, obrigado.
Falo com a cabeça baixa, saio daquela sala, com o coração acelerado, e transbordando de alegria, com mais alguns sentimentos.
POV: Miguel.
Cinco minutos, que estou parado no mesmo lugar, depois que ela saiu dos meus braços, e da minha sala.
Meu coração está acelerado, o seu cheiro impregnado em mim, com a sensação de vazio, depois que ela saio dos meus braços.
Vou até o frigobar, pego uma água, bebo me sentando, afrouxando a minha gravata.
Passei o final de semana inteiro pensando, no que aconteceu sexta feira, então resolvi conversar com ela, logo que cheguei a empresa.
Nunca imaginei que a sua filha tivesse algum problema de saúde, ela parece tão saudável.
Agora, além da sua mãe povoar os meus pensamentos, a filha dela, não sai da minha cabeça, como ela é linda e fofa.
Ela é mãe solteira, abomino esse tipo de homem, que não cumpre com as suas responsabilidades de pai.
Ela deve sofrer muito por cuidar da filha sozinha, aínda depende da saúde pública.
Agora eu a entendo, por que ela mentiu, muito difícil uma empresa, aceitar os seus atrasados, e saídas repentinas, ou até mesmo contrata uma mãe com uma filha pequena, isso é um absurdo.
Ela é alguém muito forte, por passar tudo isso, me faz admira-la.
Volto ao trabalho, ligo por RH, explico a situação a Renata, fala que vai cuidar disso imediatamente.
- Então é isso.
A Sabrina responsável pela equipe de marketing que crias as campanhas da empresa, terminar de apresentar a nova ideia para a campanha, mas não me convenceu.
- Acho que falta algo.
Falo olhando para o slongan da campanha.
- Não seria melhor, colocar um slogan mais popular, para abordar todos os públicos.
A Natália fala, depois parece envergonhada, acho que falou por impulso, ficamos surpresos.
- Não, não trabalhamos com todos os públicos, sim, com um público mas sofisticado.
A Sabrina retrucar.
- Mas é ruim, para qualquer marca, fica parada só em um conceito ou público, acaba ficando pra trás dos outros concorrentes.
Fala com muito convicção, eu concordo com ela, pelo que está no seu currículo ela é formada em marketing.
- Quando foi que você se tornou da equipe de marketing? por que até onde sei, você é apenas uma secretária.
A Sabrina fala pra a Natália com arrogância, e desprezo, isso me irrita.
- Uma secretária que dá melhor ideias do vocês, que são pagos para fazer isso, vou dá mais algum dias para ver se vocês apresentam algo que preste.
Fala sério, saio da sala com a Natália ao meu lado.
- Desculpa, senhor Miguel, não queria ter me intrometer, quando vi já tinha falado.
Fala enquanto caminhamos em direção a minha sala.
- Você fez muito bem, Natália, por que não escrevi a sua ideia, e me mostra.
- Sério?
Me pergunta surpresa e sorrindo, não tem como não olha para a sua linda boca.
- Sim, você trabalha comigo, e a sua ideia também são bem vindas.
Falo sincero.
- Obrigado, senhor, vou fazer isso.
Fala animada, eu sorriu da sua felicidade.
Uma semana depois.
- O que o senhor, achou?
Me pergunta, enquanto olho para a sua ideia de campanha, com slogan mais simples, mas muito bom.
- Isso está incrível, Natália.
Falo surpreso, mas contente.
- Obrigado, senhor.
- Você tem muito talento.
A elogio ela fica vermelha, isso a torna ainda mais linda.
- Por que não trabalha nessa área?
Seu sorriso some, me arrependo da pergunta, por que não gosto da tristeza que vejo nos seus olhos.
- Depois que a Maya nasceu, não tive muita oportunidade de trabalhar nessa área, então aceitava qualquer trabalho que dê para sobreviver.
Ela fala triste, isso aperta meu coração, só de imaginar o que ela pode ter passado.
- Maya é o nome da sua bebê?
Pergunto mudando de assunto, dá certo, porque seus brilham ao ouvir o nome da filha.
- Sim, ela se chama Maya.
Fala com orgulho, sorrindo lindo.
- É um nome lindo, assim como ela.
Falo sorrindo também.
- Obrigado, ela é perfeita.
Fala com tanto amor da filha, que é bonito de ver, eu fico encantado.
- Quanto anos ela tem?
Pergunto interessado.
- Tem dois anos.
- Ela parece ter mais.
- Sim, ela bem esperta e grande para a sua idade, se não fosse o seu problema de saúde, ela seria uma criança normal.
Fala um pouco triste, quer fazer eu querer abraça-la.
- Logo ela vai estar bem.
Falo positivo.
- Assim espero, senhor.
Fala também sendo positiva.
- Por que você não coloca todas essas suas ideias em uma proposta de campanha? para apresentar no dia, que escolherem a nova campanha da empresa?
Ela me olha surpresa, mas eu não falei nada demais, a sua ideia é muito boa, para ser desperdiçada.
- O senhor, está falando sério?
Me pergunta ainda surpresa.
- Sim, você agora teve a melhor ideia até agora, não é justo jogar isso fora.
A explico.
- Achei que o senhor, usaria essa ideia.
- Mas a ideia é sua, você tem que ter os méritos por ela.
Falo sincero, ela me olha com admiração, que causa uma sensação boa em mim.
- Mas eu sou sua secretária, não dá equipe de marketing.
Fala desanimada.
- Mas isso não te limita a nada, você pode fazer a sua proposta, se for aceitar, você pode ser integrada a equipe de marketing.
Fala sincero, por que alguém talentosa como ela, não pode ficar apenas trabalhando com secretaria, apesar que sinto uma sensação ruim, só de imaginar não a ter mais ela aqui comigo.
- Nossa não sei o que dizer, muito bem pela confiança, que o senhor está depositando em mim.
Fala emocionada.
- Só acredito no seu potencial
- Acho que estou um pouco enferrujada, já que faz tempo, que não trabalho nessa área.
Fala ainda insegura.
- Eu posso te ajudar.
Falo por impulso, mas não me arrependo.
- Nossa, então vou tentar.
Fala mais confiante.
- Assim é que se fala.
- Vou volta para a minha mesa.
Se levanta para sai, mas se vira para mim, com um lindo sorriso.
- Mas uma vez obrigado, senhor Miguel, prometo não decepciona-lo.
- Tenho certeza que não.
Falo sorrindo.
Ela sai feliz, eu continuo sorrindo.
Tenho certeza que ela vai se sai bem, por que dá pra ver o quanto ela é talentosa.
Só não sei se vai dá certo, eu fico mas tempo perto dela, por que ela me faz sentir coisas que não sei explicar.
Mas pretendo ajudá-la, no que ela precisa.
- No que mais você vai me surpreende, Natália?
Me pergunto encostando na cadeira, suspirando forte.
Espero que gostem 😊
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