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Bluey a Herdeira do Dragão Azul

capitulo 1

Me chamo bluey e minha trajetória de vida começou deste o momento em que nasci. Minha mãe sempre contava como foi o dia em que vim ao mundo.

Era uma noite tempestuosa, lá fora os raios cortavam o céu seguidos de luzes fortes que iluminava todo o ambiente, minha mãe jazia no leito gritando de dor, ela estava completamente sozinha, sem ninguém ao seu lado.

Cada grito seu se misturava ao som dos trovões, uma insensante agonia sem fim, as dores se tornavam cada vez mais forte, até que enfim eu nasci. Mas o que vem a seguir ainda é um mistério para mim.

Ela contava que no momento em que nasci, eu estava sem vida, a minha pele já um pouco pálida, não havia ar em meus pulmões uma pequena criatura sem vida , sem destino, que partiu sem ao menos enxergar a luz do dia.

E ela me pegou no colo com as lágrimas já se derramando em seu rosto, tão fortes e intensas quanto as águas que caiam lá fora. Ela gritou, gritou com todas as forças implorando para que se houvesse algum Deus arrancasse essa dor dela, e me trouxesse de volta.

Quando suas lágrima cessaram de cair, um choro se espalhou pelos quatros cantos da casa de madeira, um grito de um bebê que acaba de nascer. Agora em seus braços, eu abria o maior berreiro, ela dizia que a minha voz era como o som das mais belas notas músicas, um som que instrumento nenhum era capaz de substituir.

A chuva lá fora cessou, os ventos pararam e restou apenas o som das gotas de água que caiam do detalhado. E assim eu vim ao mundo.

Cada lembrança dela é como uma brasa ainda viva dentro de mim, as vezes nos meus sonhos consigo enxergá-la, quando corro na sua direção ela simplesmente desaparece. Sempre desperto em um sobre salto com o suor escorrendo pelo meu rosto e uma dor no peito, restam apenas pequenas lembranças, migalhas de uma vida destruída.

Hoje tenho quase vinte anos, e moro em uma pequena aldeia chamada Elyndor , a vida aqui é sempre pacata e repetitiva, vivemos em um lugar rodeado de florestas e um rio cristalino, o que ajuda a conseguir água sem se afastar completamente da aldeia.

A vida até poderia ser tranquila e feliz, se eu não fosse conhecida como uma fracote, ingênua e imprestável. Todos na vila me tratam apenas como uma serva, que não sabe fazer nada , uma órfã sem mãe, pai ou família por perto.

Ao entrar na aldeia, o sol começava a se pôr, lançando sombras longas sobre as casas de madeira. Eu, carregava um cesto vazio, lembrança de mais uma tentativa frustrada de caçar. Meus pés pesavam, como se o peso da rejeição me acompanhase.

Ao passar pela praça central, os olhares hostis me aguardavam. A velha Elara, sentada em sua cadeira de tecido, murmurou: "Lá vai a fracote novamente."

As crianças, que brincavam ao redor, interromperam seus jogos para me lançar olhares de escárnio. Um deles, filho do ferreiro, gritou: "Bluey, a caçadora sem sorte!"

Minha face queimava. Eu apertei os lábios, tentando conter as lágrimas. A dor era familiar, mas não menos dolorosa.

Ao chegar à minha cabana, encontrei uma nota na porta: "Bluey, você não é bem-vinda aqui. Deixe de ocupar espaço."

Respirei fundo, sentindo o peso da solidão. Quem escrevera aquilo? Seria o mesmo que sempre me maltratava?

Lágrimas escorreram pelo meu rosto. Por que não podiam me aceitar? Por que não podiam ver além da minha fragilidade?

Fui até o rio, onde a água cristalina refletia a lua crescente. Lá, encontrei um pedaço de madeira flutuando. Peguei-o, sentindo sua textura rugosa. Comecei a entalhar um desenho: um dragão , como aqueles que minha mãe contava.

Enquanto trabalhava, um som estranho ecoou pela floresta. Um rugido distante. Meu coração palpitou. Seria apenas minha imaginação?

capitulo 2

Crescer nesta vila tem sido um grande tormento, mas esse som que ecoa da floresta, é como um grito que me chama e parece me conhecer.

Não consigo me conter e atravesso o rio tentando encontrar de onde via o som , enquanto caminhava lentamente pela floresta o som parecia estar cada vez mais perto.

A medida em que meus pés descalço tocam o chão úmido e cheio de pedregulhos, observo o brilho de alguns vagalumes que voam por todo o lado.

Ao adentrar mais profundamente a floresta, observei ao longe entre as árvores, um lobo de pele escura, ele parecia sofrer em um gemido agonizante seguido de uivos dolorosos, parecia que seu coração havia sido despedaçado em dois.

Por algum motivo tive vontade de me aproximar e tocar em sua pelagem. Ele estava deitado no chão enquanto uivava para a lua prateada. Quando dei alguns passos em sua direção, escutei outra criatura se aproximando , um outro lobo um pouco menor que ele , embora ele esteja deitado a sua altura ainda é maior.

Esse lobo de pele cinza se sentou a sua frente e fez uma reverência, em seguida eles se olharam, parecia que ambos conseguiam falar mentalmente.

Em seguida ambos se levantaram, e entraram pela floresta em uma direção oposta da minha .A curiosidade estava explícita em meu rosto, eu queria saber o porque ele chorava? não é estranho eu não tinha medo ou fiquei tenebrosa em sua presença.

Enquanto observava os lobos desaparecerem entre as árvores, senti uma estranha conexão com o momento. Como se eu tivesse testemunhado algo sagrado. O silêncio que seguiu foi quebrado apenas pelo som de folhas farfalhando.

Aproximei-me do local onde o lobo de pele escura havia estado. Encontrei uma pegada profunda no chão úmido. Ao tocar a marca, senti um arrepio. Era como se uma energia residual permanecesse.

De repente, ouvi um sussurro ao vento: "Bluey... segui-me." O som era quase inaudível, mas reconheci a voz como a do lobo.

Olhei ao redor, mas não vi ninguém. Seria minha imaginação?

Com o coração ainda confuso, retornei para a aldeia, a noite já havia chegado, envolvendo tudo em uma escuridão profunda. As estrelas brilhavam no céu, mas minha mente estava longe da beleza celestial. Os pensamentos se entrelaçavam, tentando entender o que havia acontecido na floresta.

Ao entrar na minha cabana, a solidão me envolveu novamente. A fogueira estava quase apagada, apenas uma brasa avermelhada restava. Aproximei-me, sentindo o calor residual. Meu olhar caiu sobre o desenho do dragão que eu havia entalhado horas antes.

Um suspiro escapou dos meus lábios. O que estava acontecendo comigo? Por que aquele lobo me chamou? E por que eu sentia essa conexão inexplicável?

Deitei-me na cama, mas o sono não veio. Meu coração ainda ecoava com o uivo do lobo. E a voz... "Bluey, segui-me." Era real ou apenas um sonho?

Quando o sono enfim chegou, não demorou muito e o dia já estava chegando mais uma vez. Enquanto caminhava por entre a aldeia não consegui deixar de percebe os olhares sobre mim , a garotinha frágil e indefesa, indo de novo tentar provar algo para todos mas também para si mesma.

Raul__ Bluey minha querida, porque não desiste de caçar você não tem talento para isso

Bluey__Me deixe em paz Raul, não preciso de seus conselhos muito obrigada

Raul__ Me escute pare de tentar agradar a todos e aceite se casar comigo. Eu posso fazer de você uma mulher muito feliz

Bluey__ Já falei que não quero, agora saia do caminho tenho que ir para a floresta

Me afastei dele e continuei o meu caminho, Raul é filho do líder da nossa aldeia, ele finge ser diferente dos outros sempre ficando no meu pé com proposta de casamento.

Mas eu sei que lá no fundo, ele só precisa de uma esposa para esconder seus atos obscenos com outras garotas.

Enquanto caminhava pela floresta, o som suave das folhas sob meus pés e o cheiro de terra úmida me envolviam. Após cortar lenha, segui em frente, e a vegetação se abriu revelando uma visão deslumbrante: uma cachoeira majestosa.

Água cristalina caía em cascata, criando uma cortina de espuma e vapor. O som da água era como uma melodia, harmoniosa e serena. Raios de sol filtravam através das árvores, iluminando o mistério da cachoeira. Gotículas de água dançavam no ar, criando um arco-íris efêmero.

A paisagem era um santuário, onde a natureza exibia a sua beleza e poder. Sentei-me na beira da cachoeira, sentindo-me pequena diante da grandiosidade da criação. A água gelada banhava os meus pés, trazendo paz e serenidade.

Por um momento esqueci todas as minhas preocupações e dúvidas, apenas me deixei sentir, viver, respirar e sonhar.

A natureza envolta parece falar comigo, na medida em que escuto o barulho dos pássaros, o som das gotas de água, as vezes o barulho de algum animal se movimento pela vegetação.

capitulo 3

Mas lá estava eu de novo! Em meio a floresta vivendo apenas de momento. De lembranças quase apagadas.

Até que escutei o som de uma voz ao longe me chamando, a pequena ayla de 8 anos se aproximava com um lindo sorriso. Ayla vivia em uma aldeia próxima a minha e quase sempre ela aprecia perto dessa cachoeira para me encontrar.

Bluey__ Oi pequena o que faz por aqui tão cedo.

Ayla__ Eu vim te ver , sabia que estaria aqui, me diz! o que aconteceu agora?

Bluey__ Nada de mais , apenas pesadelos novamente

Ayla__ Bluey, posso perguntar uma coisa?

Bluey__ Claro! ( respondo enquanto observo ela se sentar ao meu lado com um lindo sorriso)

Ayla__ por que continua morando naquela aldeia? Todos te maltratam por que não sai de lá e começa uma nova vida em outro lugar!

Bem que eu gostaria, mas para onde iria, não importa aonde eu esteja sempre estarei sozinha, aqui pelo menos tenho aonde dormir e comer.

Bluey__ Não é tão fácil

Ayla__ Por que não?

Bluey__ Para onde eu iria, onde viveria, estamos em meio a uma guerra entre lobisomem e vampiros, as pessoas da minha aldeia só não são atacadas por causa do acordo feito

Ayla__ Eu sei...

Olho para a pequena ayla, que abaixa a cabeça e seus olhinhos começam a lacrimejar, me aproximo dela e toco em seus cabelos fazendo carinho.

Bluey__ O que foi pequena, porque ficou triste de repente?

Ayla__ Eu sinto falta da minha mãe, e não posso perguntar sobre ela ao meu irmão ele simplesmente não gosta de falar nela.

Ouvir isso doi em mim, afinal eu sei o que ela está sentindo, eu também tenho saudade da minha mãe.Mas infelizmente não tenho muito o que dizer para consola-lá, de repente escuto o canto de um passarinho ao longe, ele parece também sentir saudades de alguém.

Respiro aliviada ao escutar o som da natureza.

Bluey__ Está escutando ayla?

Ayla__ O que ?

Bluey__ A voz da natureza, ela está falando com agente, sabe o que ela está dizendo?

Ayla__ Não, o que ela está falando ?

Bluey__ Não se preocupe, tudo vai dar certo! Sentir saudades é um sinal de amor verdadeiro. Mesmo quando estamos longe, nossas lembranças e emoções permanecem vivas.A natureza nos ensina que a vida é um ciclo majestoso: nascemos, crescemos, perdemos, ganhamos e aprendemos. Cada fase é uma oportunidade para crescer.

As pessoas que amamos sempre estarão conosco, em nossos corações e memórias. Suas marcas são eternas.

A pequena de repente abriu um lindo sorriso e passou a mão em seu rosto molhado pelas lágrimas.

Ayla__ Obrigada Bluey!

Ficamos sentadas apenas escutando a melodia da natureza, o som das gotas de água se misturando ao barulho dos pássaros,uma borboleta amarela passou por nos pousando no ombro de ayla.

Sentadas ali sobre as árvores altas a grama fresca, e a brisa do vento balançando nos nossos cabelos, conversamos por horas.

Ayla__ Bluey, você acha que um dia essa guerra acabará?

Bluey__ Eu espero que sim, espero que todo sofrimento acabe logo

Ayla__ Eu também espero e espero que meu irmão possa sorrir de novo e ter alguém ao seu lado

Bluey__ O que houve com seu irmão?

Ayla__ Foi que a esposa dele morreu há dois messes, deste este dia ele está diferente, nunca conversa comigo tá sempre ocupado.

Bluey__ Não se preocupe com isso ayla ele está apenas sofrendo, tenho certeza que em breve ele vai ficar melhor ok.

Mas já estava na hora de retornarmos cada uma para sua aldeia , ayla se levantou agora novamente com um belo sorriso ela me olha fixamente e me dá um abraço forte, quase como em um sussurro ela falou ao meu ouvido " Eu te amo Bluey, e quero que seja feliz, espero que um dia você consiga se libertar "

Ela se afastou e correu pela floresta desaparecendo atrás de uma rocha redonda, por ali ela sempre aparece e desaparece.

Recolhi minhas coisas e retornei a aldeia. Enquanto caminhava pela floresta, o silêncio era quebrado apenas pelo som de folhas sob meus pés. O encontro com Ayla ainda ecoava em minha mente. Seu abraço apertado, o olhar intenso e as palavras carinhosas: "Eu te amo, Bluey... seja feliz... se liberte."

Ao entrar na aldeia, o silêncio cedeu lugar ao barulho das atividades diárias. Dirigi-me à minha cabana, perdida em pensamentos. O que Ayla quis dizer com "se libertar"? Seria possível escapar dessa vida repleta de dor e solidão?

Meu coração ainda sentia o calor do abraço dela. Ayla, minha pequena amiga, sempre me fazia ver além da escuridão.

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