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Da Série Dona do Mafioso; Homem de Coragem

capítulo 1

Venho, no início do livro, explicar a vocês minhas leituras e, de antemão, pedir desculpas pelo meu sumiço. Estava com problemas pessoais e precisei me afastar. Retirei este livro antes de concluí-lo, justamente por não ter tempo nem cabeça para continuar na época. Estou revisando cada capítulo, por conta disso não vou postar todos os capítulos que já tinha escrito antes. Desde já, agradeço a compreensão de todos e espero de coração que perdoem essa autora aqui!

Olho diante de mim, encontrando olhos brilhantes à minha frente. Observando atentamente cada passo que damos. Meu avô, Adam Damião. Não consigo conter as lágrimas enquanto minha mãe, Kiara Alina, e eu entramos na igreja, de braços dados com a minha avó, Kira. Ela, agarrada em meus braços, também parece não conter as lágrimas. Ao chegarmos quase próximos ao altar, vejo meu avô vindo emocionado em nossa direção. As palavras de minha mãe não saem da minha cabeça:

— Pai! te amo tanto. Assim como a mulher que entrego em suas mãos. Minha querida e amada mãezinha. Cuidem bem um do outro. Para toda eternidade!

Não preciso dizer que suas palavras causaram comoção em todos os presentes, não é? Foi o casamento mais lindo que já vi, tanto quanto o amor dos dois. E o que não poderia faltar: as brigas constantes que minha avó Kira tem com meu avô. Anos se passaram. Agora, após dezoito anos, as coisas não mudam. Todas as vezes que chego naquele casarão, já é possível escutar, do lado de fora, os resmungos da minha avó Kira. Mesmo sem muita força para andar, a velha sempre está arrumando encrenca com meu avô. Mas quem vê de perto consegue enxergar o amor que um sente pelo outro.

Como disse, dezoito anos se passaram. Agora, com 31 anos, sou o CEO das empresas de cosméticos. Meu pai, Rômulo, fez questão de me passar tamanha responsabilidade, e estou feliz por ele respeitar a minha vontade. Não que eu não goste da vida de mafiosos que eles levam; ao contrário, tenho orgulho deles, pois usam seu poder para ajudar o povo ao nosso redor. Já perdi a conta de quantas pessoas, inclusive mulheres, foram salvas por eles.

Mas não é o fato de ter me tornado o CEO das empresas que me deixam fora desse mundo. Fui treinado pelos melhores: meu pai, Rômulo; minha mãe; minha avó Monique; e meu tio Vítor. E não poderia faltar o melhor de todos, meu avô, Adam Damião. Ah, e não posso esquecer do meu melhor amigo, Diogo. Agora, ele é meu braço direito e, às vezes, o esquerdo também.

Mudei para um dos apartamentos mais próximos da empresa, e isso gerou uma confusão das grandes com a minha mãe e minha avó. Nem com meu pai, e meu avô Adam dizendo para as duas que cresci e que precisava da minha independência. Elas aceitaram muito bem, e as exigências para que eu sempre as visse não pode faltar. Mas claro que não deixaria de ir vê-los. Lá está minha família, as pessoas que tanto amo!

Estou em meu escritório, revisando um e-mail, quando a minha sala é invadida abruptamente pela sem noção da Samanta.

– Maninho-o! — grita de forma estridente a sem noção da minha irmã.

— Acredito que mamãe te deu uma boa educação. Então, como você invade a minha sala desse jeito?

— Aff! Credo. Quanto mau humor logo pela manhã! Sabe o que isso significa, irmãozinho? Falta de sexo! — Ela fala tão descaradamente. Essa garota...

— Quero ver o papai escutando essa palavra sair da sua boca. O que será que ele vai pensar disso? — falo franzindo a testa, e a sapeca já vem rindo na minha direção. Ousada que só. Ou melhor, igual à nossa mãe.

Ela simplesmente fecha meu notebook, o afasta e senta-se na mesa à minha frente.

— Fala logo o que você quer, Samanta. Tenho muita coisa a fazer!

— Aí, irmãozinho. Deixa de ser chato, tá? — franzi minha testa em desaprovação para a descarada, como se isso fosse adiantar alguma coisa.

— Olha! Tava aqui pensando com os meus botões!

— Sendo a única coisa que cobre na sua cabeça, não é, Samanta? — falo divertido, e ela cruza os braços emburrada, típico de minha mãe. Vai parecer assim lá longe.

— Quer parar e me escutar!? — Não falo nada, apenas solto um sorriso de lado.

— Quero que você me acompanhe a uma balada hoje!

— Como é? — olho desacreditado para ela. Era só o que me faltava.

— Estou falando sério, irmãozinho. Papai só vai me liberar se você for junto.

— Samanta, você tem noção da responsabilidade que tenho nas minhas mãos? Não tenho tempo de ficar saindo em baladinhas!

— Fala sério, Pedro. Lembra que mamãe mesmo disse que você está precisando aproveitar mais a vida? A vida não é só trabalho, não viu? Você precisa sair pra se divertir também!

Bom, no fim de tanta falação, Samanta saiu vencedora. Fazer o quê, né? Não posso com ela. Já passa das 22: 00 horas. Estou em meu apartamento, especificamente no meu quarto, terminando de me arrumar. Olho para minha cama king, confortável, me chamando. E admito que, se não fosse por ser Samanta, era o que faria agora: deitar e dormir.

Não demora, escuto o barulho da campainha tocar e a voz de dona Maria, minha governanta, dizendo um "só um minuto". Alguns segundos depois, escuto a voz de Samanta e Diogo. A voz de Samanta, como sempre, se sobressai às dos outros. Corro para a porta do quarto e a tranco com a chave. Essa garota é uma sem noção e é bem provável que tente invadir meu quarto. Não falei? Olha o escândalo que a garota faz pra eu abrir a porta.

— Qual é, Pedro? Por que trancou a porta? Fala sério!

— Cai fora, Samanta! Estou me arrumando. Vai me esperar lá embaixo.

Um "Aff", é tudo que se escuta antes dela descer as escadas. Podem estranhar o comportamento que temos um com o outro, mas eu e Samanta somos muito unidos. Mesmo com todas as minhas responsabilidades, nunca deixei de lado a minha família, e principalmente a minha irmã. Amo demais essa garota e não sei o que faria se alguém ousasse fazer algum mal a ela. Apesar de que venha a nós né... Não sei quem seria o louco de mexer com essa garota. Ela é a Kiara misturada com o Rômulo: pavio curto e muita força. Combinação perfeita, mas não para os inimigos. Pois Samanta, com seus dezoito anos, já participou de muitas batalhas ao lado da nossa mãe. E a garota coloca muito marmanjo no chinelo. Não é por outro motivo que ela será a próxima na linha de sucessão da máfia. A garota nasceu pra isso.

*** Ajude a autora, curtindo e dando a opinião de vocês a cada capítulo! 🥰

capítulo 2

Termino de me arrumar e desço ao encontro de Diogo e Samanta. Vejo os dois rindo no sofá. Me aproximo, e Diogo é quem me vê primeiro. Ele se levanta e vem na minha direção.

– E aí, cara! — Vem Diogo ate mim com o nosso cumprimento de sempre.

– E aí! Como ficou aquela questão? — pergunto curioso.

– Foi de boa, cara! Tarefa realizada com sucesso!

– Ah não! Vocês dois não vão começar a falar de trabalho agora, não! Bora, meu povo. A balada nos espera.

Samanta e sua ansiedade. Então, o jeito é deixar essa conversa pra depois. Nos despedimos de dona Maria e seguimos para o elevador rumo à garagem, em busca do meu carro. Seguimos juntos para a tal balada que Samanta tanto fala.

Já chegamos e seguimos direto para a área VIP. A casa está lotada. Não me lembro da última vez que estive num lugar desses. Samanta logo levanta do seu lugar empolgada, e nessa hora, conseguir segurar Samanta é impossível. Vejo ela correr até o andar de baixo e seguir na direção de uma garota. As duas ficam bem agitadas e se abraçam, chamando muita atenção ao redor. Logo ela volta, puxando a garota pelo braço. Olho pra Diogo, que apenas dá de ombros. Não demora, ela aparece rindo feito uma louca, ainda segurando a garota pelo braço.

– Oi, maninho! Diogo, meu lindo! Essa é Emanuela. Uma garota que estudou no mesmo colégio que eu. — Samanta fala empolgada, olho para a garota, que parece envergonhada por estar aqui.

– Prazer, Emanuela! Sou Pedro. Irmão dessa encrenca aí! — falo divertido, e Samanta me olha feio.

– Prazer, Emanuela!

Até o momento, foi tudo o que a garota disse. Ela se juntou a nós na mesa, e se não fosse por Samanta puxar assunto com ela, acho que ela ficaria muda até o fim da balada. Agora não sei se estou vendo coisas, mas acho que Diogo gostou da garota. De vez em quando, ele olha para ela, mas tenta a todo custo disfarçar.

Horas se passam, e acho que a bebida já começou a surtir efeito nas duas. Percebo que Emanuela está mais soltinha, rindo atoa. Já minha irmã, seu semblante alegre já vem de berço.

– Chega! Não aguento mais ficar aqui sentada! Vamos, Manu! Vamos curtir a noitada.

Minha irmã, doidinha, puxa a amiga pelo braço e sai com ela em direção ao salão, se juntando com a multidão que dança loucamente, acompanhadas pela música eletrônica de arromba que toca. Fico aqui, apenas observando as duas enquanto aprecio a bebida. Elas estão chamando muita atenção.

– Acha mesmo uma boa ideia deixar elas dançarem? — Diogo me encara sério. Estranho sua pergunta.

– Qual o problema? Sabe que Samanta sabe se cuidar! E não vai ser eu a prender ela aqui, né? Já basta o meu pai!

– Samanta até pode saber se cuidar. Mas e a amiga dela? Será que sabe?

– Quê isso, cara? Ciúmes? Tá com os quatro pneus arriados já?

– Vai te füder! Sabe que não é isso! Só estou preocupado!

– Sei!

Levanto uma sobrancelha enquanto encaro Diogo. Se não fosse pelo caso da minha mãe com meu pai Rômulo, diria que amor à primeira vista é loucura. Mas quem sou eu pra dizer ao contrário, tendo vivenciado isso bem de perto?

Levo minha bebida à boca e percebo que Diogo não tira os olhos da direção da garota. Ele gamou mesmo.

Volto o olhar para baixo. E nesse momento, vejo um cara se aproximando de Samanta. Ele começa a dançar com ela, e até o momento tudo ocorre bem. Mas não tiro a minha atenção dos dois. Vejo outro se aproximar de Emanuela, e nessa hora faço questão de olhar para o meu amigo à minha frente. Noto ele trancar a mandíbula e acho graça do seu comportamento.

Mais um tempo, e o carinha que está dançando com minha irmã começa a extrapolar. Noto Samanta tirar a mão indevida dele, que ele insiste em levar na direção da sua coxa. Noto a expressão dela de fúria. E pelo que conheço de Samanta, não vai demorar para ela esmurrar o cara. Mas quem disse que vou esperar que ela faça isso? Antes, eu mesmo vou dar um jeito nele. Me levanto às pressas e vou até o andar de baixo. Mas antes de chegar até ela, a confusão já está armada.

O babaca está no chão, e Samanta defere murros no idiota atrevido. As pessoas à sua volta estão encarando Samanta, assustadas. Pelo jeito, nunca viram uma mulher brigando assim com um homem. Vou até Samanta e a puxo de cima do cara. Não que eu quisesse que ela parasse, mas se eu deixar, é provável que ela o mate de tanta porrada, já que o rosto dele está coberto de sangue.

– Seu filho da püta. Isso é pra você aprender que quando uma mulher disser Não, é Não!

A voz de Samanta soa em uma raiva iminente. Tanta raiva que está difícil de segurar a garota. Olho em volta e vejo Diogo ao lado de Emanuela. Olho para ele, que logo entende o que quis dizer. Diogo sai dali com Emanuela, enquanto vejo um dos vigias se aproximar de nós. Mas parece que ele nos conhece, já que apenas pegou o cara que está no chão e o retirou dali. Em seguida, tiro minha irmã dali, ainda tendo muitos olhares temerosos em nós.

Encontro Diogo na porta da boate, junto de Emanuela, que corre até Samanta, a abraçando.

– Samanta, sua doida! Você está bem? Como conseguiu bater naquele cara maior que você? Olha, estou tremendo até agora!

Não contenho e acabo rindo da situação. Samanta me olha com raiva, mas sua expressão raivosa não tarda a mudar. Agora somos três rindo sem parar do ocorrido. E o mais engraçado é a cara da garota perdida no meio de nós três. Emanuela parece completamente atordoada, alternando entre o espanto e a risada nervosa.

_____________

No outro dia, acordo cedo, como de costume. Me arrumo para o trabalho e sigo caminho para a cozinha. Encontro o café posto na mesa e Dona Maria de costas pra mim, cantarolando uma música antiga. Fico encostado no batente da porta, admirando a alegria dessa senhora. Minha mente vaga longe nessa hora. Uma lembrança da época de garoto bate forte na mente. Quando eu era pequeno, e minha mãe não estava ao meu lado. Por culpa daquele miserável. Sempre surpreendia minha avó, Kira, na cozinha, cantando músicas antigas e até mesmo se arriscando a puxar alguns passinhos. A saudade daquela época bateu forte. E com ela, deixo um sorriso escapar.

– Está rindo de mim, menino Pedro? — Dona Maria pergunta, me fazendo despertar. Olho na direção dela e a vejo de braços cruzados, me encarando com uma sobrancelha arqueada.

– Jamais, dona Maria! — respondo, indo até ela, e vendo a expressão de seu rosto suavizar. Pego em uma de suas mãos e a levo na direção da boca, deixando um beijo carinhoso no dorso de sua mão. Em seguida, a encaro nos olhos. — Estava apenas me lembrando da época de garoto!

– E pelo jeito era uma época boa, né!?

– Era sim! Bom, tinha seus altos e baixos. Mas com o tempo, tudo foi melhorando.

Sorrio para ela, que me devolve o sorriso. Dona Maria me solta ao sentir um cheirinho de queimado. Corre até a panela e me olha sem graça.

– É. Parece que não vamos ter panquecas hoje! — ela comenta séria, não aguento e acabo rindo de sua expressão irritada. Caminho na direção da mesa, enquanto me lembro de algo. Paro e olho para Dona Maria, que continua olhando para a frigideira com cara de poucos amigos.

– Samanta está no quarto de hóspedes. Acredito que vai acordar de ressaca. Se puder ajudá-la!

– Mas é claro, Pedro! Pode deixar comigo!

– Obrigado, dona Maria! Bom, vou tomar meu café. Tenho bastante serviço na empresa me aguardando hoje!

Ajude a autora, curtindo e dando a opinião de vocês a cada capítulo! 🥰

capítulo 3

Chego cedo na empresa. E minha secretária me traz a agenda do dia. Vejo tudo que tenho que fazer hoje. Reuniões e outras coisas mais, que vão me ocupar até tarde. Com tudo informado, vejo Simone se virar pra sair da sala. A dificuldade em caminhar já está evidente. Preciso resolver isso quanto antes!

– Senhorita, Simone? — A chamo, e ela se vira para me encarar — Coloque uma nota que precisamos de uma secretária com urgência. Enquanto isso, já comece a providenciar as papeladas para a sua licença maternidade.

– Senhor! Com todo o respeito. Se o senhor permitir que eu fique mais um mês. Eu agradeço!

Olho pra ela já entendendo o motivo. Um mês a mais trabalhando, será um mês a mais que ela terá de licença maternidade!

– Tudo bem! Mas emite uma nota mesmo assim! Você precisa de ajuda aqui. — Vejo o seu olhar cúmplice pra mim. E logo ela saiu da sala.

Meu dia ocorreu com muita correria. E na hora do almoço. Como todos os dias. O meu caminho é o do casarão da minha família.

Não vai não pra ver. Dona Kiara e dona Kira, me pegam pelas orelhas.

O grande portão se abre. Cumprimento o soldado que está ali, e sigo com o meu Lamborghini, até a frente da casa. Saio e vejo Vitor e minha avó, Monique, vindo ao longe. E quem olha não imagina a idade que ela tem. Ainda aparenta ser jovem!

– Oi, meu amor! Como você está?

– Estou bem, vó! Com saudades de vocês. Claro!

Minha avó e Vitor, se dividem em dois nos dois estados. Uma hora está aqui. E na outra, eles vão para a Rússia, para ficar com a família do meu tio Luiz.

Abraço forte, minha avó, estava realmente com saudades dela. Com Vitor, faço o nosso comprimento de mãos. Em seguida, seguimos os três juntos para dentro da enorme casa. Já na entrada, já dá pra escutar a voz da minha mãe e do meu pai vindo da cozinha. E, por algum motivo, os dois não parecem estar de bom humor. A voz do meu avô e de minha vó, Kira, parece tentar acalmar meu pai.

Será que dá tempo de virar e ir embora?

– Eita, que o bicho tá pegando! — Vitor fala divertido.

– Nossa! O que será que aconteceu?

Não dá nem pra responder, minha vó. Vejo Samanta vindo pelo corredor de acesso à cozinha. E pela tromba, a briga foi feia.

– O que foi Samanta? O que você aprontou dessa vez? — Pergunto e me dá um frio na espinha quando olho a feição da garota. O mesmo olhar gélido do meu pai está evidente ali —

– Eu não fiz nada. Foi aquele idiota que me agarrou ontem. Papai tá uma fera comigo por deixar ele dançar comigo. Dro*ga!

Samanta fala a última palavra, não dando nem chance de dizermos nada. Sai correndo pra fora do casarão e tenho certeza de que vai subir naquela moto dela, e sair por aí em alta velocidade.

Essa garota tinha que ter o mesmo gosto louco que minha mãe por motos e adrenalinas?

Mas isso não é o mais importante aqui. Até porque ela não sai sem soldados. Mas sim, saber como meu pai ficou sabendo disso.

Escuto uma voz vindo de trás de nós. Me viro já sorrindo, encontrando Dona Lourdes, caminhando vagarosamente com sua bengala até nós. Minha avó Monique vai até ela, para melhor ajudar.

– Os nervos estão bem exaltados hoje!

– Tenho que concordar com a senhora dona Lourdes. E acho melhor ver logo o que tá pegando!

Me aproximo dela e dou um beijo em seu rosto. Olho para minha avó, e dou um sorriso. Em seguida vou ruma a cozinha enfrentar as duas feras.

Entro na cozinha. Todos estão sentados à mesa. Meu pai, com o celular no ouvido fazendo uma ligação, minha mãe ao seu lado com uma expressão nada boa.

Meu avô Adam, sentado no seu lugar de sempre com uma xícara de café em mãos, e sentada ao seu lado, minha avó, que assim que me vê, abre o maior sorriso.

A idade já está evidente nos dois. E assim como dona Lurdes, os dois já encontram dificuldades para andar. Mas minha dona Kira, ainda insiste em se fazer de forte.

– Acho que não vim numa boa hora! — Chamo a atenção deles. Minha mãe é quem se pronuncia —

– Você chegou na hora certa! Seu pai está uma fera com sua irmã. Por ela deixar um cara tocar nela.

– Se estão sabendo disso. Como ainda não sei. Devem saber que ela arrebentou o cretino. — Tive agora atenção do meu pai para mim, que largou o telefone e está me olhando com raiva.

Caminho até eles, encontrando primeiro minha avó, a quem deixo um beijo em sua testa, em seguida meu avô, fazendo com ele o mesmo que fiz com minha avó. Depois, sigo até minha mãe, que se levanta e me abraça. Já meu pai. Continua me olhando de cara feia. Eita, que o velho tá bravo mesmo.

— Ainda não sabe como? Então olhe isso!

Ele mexe em algo no celular, logo o vira na minha direção, e não é que um filho da p4ta gravou Samanta batendo no cara. E a legenda.

" Filha mais nova de família Damian, mostra a que veio em balada. Após arrebentar um possível namorado na porrada. Qual o motivo a teria levado para tanto? Talvez uma possível traição?"

Agora entendo a fúria do meu pai. As pessoas podem começar a especular sobre Samanta lutar tão bem. E acabar chegando à hipótese de quem realmente nós somos.

E isso não acabaria nada bem. Mas Samanta não teve culpa. Bom, eles conhecem a filha que têm. Samanta é explosiva assim como os dois.

Respiro fundo, já sabendo o trabalho que tenho pela frente.

– Vou dar um jeito nisso. Mas vê se peguem leve com Samanta. Ela não tem culpa de nada!

– Não. Só a culpa de deixar um cara se acochar nela. E por falar nisso. Onde você estava que permitiu isso?

– Já chega Rômulo! Já disse que Samanta não é mais um bebê. Ela já tem 18 anos. Já é uma mulher feita.

– Não criei filha minha pra marmanjo ficar se acochando nela assim não.

– Mas você pode, né! Pode me agarrar à força sem cerimônia alguma.

É. Já sei bem como essa briga dos dois vai acabar. E é nessa hora que prefiro estar bem longe daqui.

Vou até minha avó e meu avô. Me despeço dos dois, enquanto meu pai e minha mãe continuam na briga constante de quem tem razão. Sigo para fora da cozinha, encontrando entrando na cozinha com minha vó Monique, Dona Lurdes e Vitor.

— Não vai almoçar conosco, meu querido? – Minha avó Monique pergunta. Olho na direção dos meus pais e volto o olhar para minha avó, que sorri entendendo o meu pensamento.

— Deixa pra próxima. Tô cheio de coisas pra fazer! Bom. Tenho que ir. Desejo boa sorte pra vocês.

Comento rindo, e Tio Vitor e minha avó Monique olham pra mim rindo. Dou um beijo na testa da dona Lurdes e saio dali, deixando os três de plateia.

Eu que não fico aqui. Uma vez escutei, sem querer, o resultado da briga dos dois. Na época, não entendia, era apenas um pirralho. Mas agora grande... Bom. Melhor nem comentar.

Saio do casarão, entro no meu carro e, dali mesmo, ligo para o encarregado responsável por limpar bagunças como essa. Peço para que ele apague o vídeo e tudo relacionado a esse caso. Com tudo resolvido, meu destino é voltar para a empresa.

Ajude a autora, curtindo e dando a opinião de vocês a cada capítulo! 🥰

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