Annandy
— Amor, vai... Eu sou um ótimo administrador e você a escritora mais perfeita que já vi. — Kaique fala enquanto fazemos sexo.
Eu não deveria fazer sexo com o meu tutor doze anos mais velho, mas tenho um fraco por homens mais velhos... é a porra de uma maldição.
Eu só quero vê-lo mandando vê, me deixando louca de prazer. Mas essa parte sempre acaba... E com ela vem a insistência dele.
— Amor, você sabe que eu te amo e me casarei com você não importa se você tem apenas dezoito anos! Quero você até o último dia da minha vida. — ele implora de joelho.
— Para que eu tenha você como o meu marido, só meu... Tenho que aceitar assinar um documento em que minha família lhe dá o direito daquele espaço onde tem a biblioteca Nandy, é isso?
Ele olha para mim ainda nú e de joelhos no chão quase lambendo os meus pés, passo a mão nos seus cabelos e o meu coração traidor concorda com o casamento.
— Kaique, se você ousar me trair vou fazer o seu mundo virar cinzas somente para eu ressurgir ainda mais linda e poderosa, tenha isso em mente. — ele se levanta e me joga na cama outra vez.
— Eu sou o seu homem, eu tirei sua virgindade, quero e vou ser seu único homem na cama, no amor e na vida, Nandy, eu te amo. — Kaique me toma para ele mais uma vez.
Naquele dia tivemos uma conversa difícil com os meus pais, eles não achavam que Kaique seria um bom dono de editora e editor chefe. O achavam fraco e covarde. Mas eu com o meu jeitinho fofo de filha única disse:
— Papai, mamãe, ele me ama e me pediu em casamento... Os senhores não querem a filhinha de vocês casada com um homem que não tem um futuro melhor além de um tutor de escola, não é mesmo? — Faço biquinho e cara de choro.
— Annandy é minha única filha, se você a fizer sofrer e eu ainda estiver vivo uso a minha katana para decepar fora sua cabeça... Não é uma promessa, é verídico. — o meu pai ameaça Kaique.
— Senhor, vou trazer honra e sucesso para essa família que é agora a minha família. — Kaique fala orgulhoso.
Naquela noite para comemorar o nosso noivado Kaique me levou para seu pequeno apartamento e pela primeira vez fez sexo selvagem comigo, as minhas nádegas ficaram tão vermelhas que não conseguia me sentar, mas eu estava feliz.
Ele disse que eu seria a primeira a ter um livro publicado, claro que o meu pseudônimo tinha que ser um segredo, Angel Fallen seria a estrela da Editora Sol Nascente.
Tudo começou muito bem, o edifício onde era a biblioteca logo começou a tomar forma de editora e eu fiquei feliz demais. O nosso casamento aconteceu no dia em que a Sol Nascente foi inaugurada.
Comecei a perceber que meu marido fogoso tinha fetiche por novinhas, na lua de mel me senti uma boneca nas mãos dele. Todos os seus desejos sexuais foram realizados na lua de mel, mal sai do hotel para aproveitar a praia.
Kaique me levou para uma caverna e só ali ficamos por quase duas horas, foi quando disse para ele que para mim não tinha mais tesão para aguentar aquilo tudo.
Quando voltamos para nossas vidas tive que aguentar ele me arrastando para lugares incomuns apenas para realizar seus desejos sórdidos.
— Kaique, essa noite mal dormi porque você quis sexo a noite toda, no banheiro não consegui tomar banho sozinha... Qual é o seu problema? Eu tenho um livro para terminar e um prazo apertado.
— Amor, perdão, é que você é tão jovem e apertada, gostosa... Não resisto e preciso entrar em você. Mas prometo te deixar terminar seu livro.
Voltei para a minha mesa, para os outros funcionários eu não era esposa dele, era apenas uma autora que estava ali para colocar seu livro para ser vendido.
Estava indo tudo bem até que uma fofoca caiu em meus ouvidos, eu estava pegando uma xícara de café com leite até que ouvi uma das autoras dizer:
— Ei, ficou sabendo?
— Sabendo de quê?
— O senhor Kaique colocou o Maycon para chupar ele na escada da saída de incêndio. Dizem que foi uma loucura... Dizem que foi tão bom para os dois que eles transaram.
A minha xícara cai das minhas mãos direto ao chão, lágrimas rolam pelo meu rosto, não consigo acreditar. Vou até à sala de Kaique e grito:
— Quero a porra do divórcio seu maldito pervertido!
— Amor, o que houve? Por que quer o divórcio?
— A boca do Maycon estava boa? E a bunda dele, estava apertada o suficiente? Seu desgraçado doente!
— Amor, juro que é mentira! A única mulher que me atrai é você... Trabalhe aqui dentro, verá com os seus olhos tudo o que faço e não terá motivos para ciúmes.
Olho para ele por um tempo e decidimos que iríamos demitir o Maycon e ele irá me apresentar como a sua esposa, nova sócia e escritora também.
Os anos passaram-se, quase nove anos, eu me tornei uma das autoras mais rentáveis da editora, pelo menos três vezes por mês eu tinha que fazer uma coletiva de autógrafos com leitores em livrarias. Era cansativo e satisfatório. Mas em uma delas me senti mal, acho que foi o sushi que almocei.
Pedi ao motorista para me deixar na editora e meu irritante, jovem e gostoso assistente queria me obrigar a ir para o hospital.
— Leon, você realmente pensa que um mal estar vai me levar para um hospital? Quero ir para a editora e ir com meu marido para casa.
— Como quiser, senhora Hix.
Chegamos na editora e eu peguei o elevador executivo que era apenas para mim e meu marido, mas como eu estava me sentindo mal, Leon achou melhor ir comigo.
Quando a porta do elevador se abriu era nítido os gemidos de prazer do meu marido. Ele gritava:
— Vai sua puta gostosa, diz que sou o melhor chefe do mundo? Diz que eu acabo com a sua coisa macia e gostosa.
Eu não conseguia acreditar no que estava assistindo e ouvindo, desmaiei nos braços de Leon.
Annandy
Leon
Não acredito que esse filho da puta de merda fez isso mais uma vez na sala dele. Annandy é um demônio de saia, mas traição já é demais. Esse desgraçado merece uma lição.
Deixo Annandy deitada no chão próximo ao elevador, volto para a porta do escritório de Kaique e coloco revistas dentro da lata de lixo de metal, acendo o meu isqueiro rasgo uma folha ateio fogo jogando na lixeira.
Pego Annandy e entro no elevador que já está com as portas abertas. Por não ter um outro lugar para ir a levo para o meu apartamento. Ela demora para acordar, fico preocupado, mas logo ela desperta.
— Onde eu... — ela se interrompe e começa a chorar — Eu sou feia, nada atraente e agora aquele desgraçado transa com qualquer vadia mais jovem que eu por aí.
— Ei? Você está brincando? Se olhe no espelho, se eu não te conhecesse há dois anos diria que tem no máximo vinte e dois anos. — ela chora mais um pouco até que começa a olhar a sua volta e pergunta:
— Esse lugar com cara de cinquenta tons de cinzas tem bebida alcoólica além de chicotes, algemas e monotonia?
Entrego para ela a minha melhor e mais cara, que o meu dinheiro pode comprar, garrafa de vinho. Lhe entrego uma taça também e ela ignorou bebendo direto do gargalo.
— Não tinha um vinho mais caro que esse? Você sabe muito bem que amo vinho de maçã. — ela joga o seu cartão em mim e ordena: — Vá agora e compre vinte garrafas de vinho de maçã!
— Não! — falo ao me impor.
— O quê? Você tem que fazer o que eu mando! Eu te pago para isso.
— Não! Estou na minha casa e até agora só ouvi insultos de você. Pede com educação ou te coloco para fora da minha casa. Não ligo que está sem carro e que está caindo o mundo lá fora.
Ela me olha, em seguida vira a garrafa de vinho bebendo até a sua última gota. Em seguida olha para mim e diz:
— Poderia, por favor, comprar vinte garrafas de vinho de maçã para mim, Leon? — ela tenta ser calma e educada, o que para mim, é assustador.
— Senhora Hix... — ela me interrompe.
— Nunca mais me chame de senhora Hix! É Annandy ou Angel, não importa... Sou as duas.
— An... Vai se afogar em álcool devido a um animal imundo como aquele? — pergunto preocupado e ela dá uma alta gargalhada.
— Vou beber por ser burra o suficiente por amar aquele animal imundo... Mas quando o efeito do álcool passar vou destruir a vida dele e daquela desgraçada da Bruna. Eles vão ter que foder debaixo da ponte.
Olho para ela tentando sugar o que já não tem mais na garrafa. Fui até o lugar onde sempre compro os vinhos preferidos dela, decidi comprar uma tábua de frios também para ela degustar enquanto bebe.
Quando voltei para o meu apartamento ela estava no chão tomando o meu conhaque envelhecido favorito, não tinha mais uma gota na garrafa. Sorridente ela fala:
— Gostei disso, quero mais!
— Você acabou com algo que foi um presente para mim dado pelo meu bisavô. Sua alcoólatra, sugadora de álcool, Impala...
Entrego para ela suas tão amadas e sonhadas garrafas de vinho de maçã. Arrumo na mesinha uma tábua de frios muito bem posta já que ela está sentada no chão. Ofereci uma taça, mas ela bebeu direto da garrafa. Começo a ouvir os seus lamentos e dores.
— Eu era a porra de uma infeliz virgem apaixonada pelo seu tutor até que ele disse para mim: "Se me ama como diz entregue o que tem entre as pernas e vou te amar até mais do que me ama."
— Ele não podia fazer isso com você! Usou seus sentimentos para fazer sexo com você de um jeito que não o incriminasse.
— É... Eu fui tola. Nossa, doeu tanto. Ele não teve cuidado ou carinho, colocou tudo de uma vez e deu uma alta gargalhada ao ouvir o meu grito de dor.
— Que maldito canalha! — falo apertando a minha taça até que a quebro e corto a minha mão.
— Ele disse para mim que aquele grito que dei era meu corpo saindo da infância e se tornando uma gostosa mulher... Teve mais, ele me colocou de costas e colocou em outro lugar que doeu muito mais. Ele dizia: "Eu te amo, Annandy, eu te amo mais que tudo. Vamos nos casar."
Ela volta a chorar incontrolavelmente enquanto bebe, vou até ela e a abraço. Depois da sétima garrafa de vinho ela começou a me chamar de Kaique e queria fazer amor comigo para mostrar que ela era melhor que a outra que estava com ele.
Eu disse não, mas ela rasgou as minhas roupas. Os beijos dela pelo meu corpo mesmo a empurrando para longe de mim e tentando fugir... Teve um momento em que tropecei e bati a cabeça num móvel.
Fiquei muito tonto, estava nú depois dela arrancar a minha roupa, ela me deixou excitado e sentou-se em cima de mim... Por quê? Por que ele a traiu?
Essa mulher é uma deusa na cama, eu a odeio no trabalho, mas aqui sentindo ela e olhando para essa perfeição que é seu corpo posso dizer que aquele desgraçado é um ingrato.
Annandy se abaixou enquanto cavalgava em mim, ela me beijou... Nunca um beijo tinha incendiado meu corpo e o meu coração como o dela. Me entreguei e parei de negar o que tanto queria, os gemidos dela enlouqueceram-me cada vez mais.
Foi a noite de sexo mais louca da minha vida, os movimentos dela, o jeito como me olhava... Mas não era eu o homem que ela queria impressionar.
Ela caiu por cima de mim, exausta do que acabamos de fazer, levei ela para o banheiro e depois do banho a vesti e coloquei na minha cama. Peguei a minha roupa rasgada e joguei fora.
De frente para o espelho do banheiro vi as marcas de unhas e os chupões pelo meu corpo, todo o prazer que ela me proporcionou ainda gritavam em meu ser, mas ela não me pertence e eu a odeio.
Leon
Annandy
Minha cabeça deve ter sido chacoalhada por mariachis, que dor insuportável. Nossa que sensação estranha, meus lençóis egípcios são mais macios, que perfume barato é esse que estou sentindo?
Abro meus olhos devagar e aos poucos vou olhando tudo à minha volta. Não estou no meu quarto super luxuoso e elegante, que quarto de quinta é esse?
Sinto um cheiro diferente na minha pele, só um minuto... Não é o meu sabonete líquido francês. Eu estou vestida? Ah, graças a Deus, não fui molestada por nenhum tarado.
— Onde eu estou? — pergunto me sentando e passando as mãos no meu rosto até que me assusto com Leon falando:
— No meu quarto! E por sua causa dormi no sofá que não é nada confortável. — ele fala emburrado.
— Você não perdeu nada, essa cama não tem colchão e sim tábuas! Terei que ir para um SPA receber uma massagem para tirar todos os nós do meu corpo. A propósito, te pago muito bem. Você deveria viver em um lugar muito luxuoso e confortável.
— Ao invés de se meter na minha vida, você não deveria estar pedindo o divórcio agora?
Quando ele fala isso minha cabeça pesa e eu caio para trás, ainda bem que não sai da cama. A cena de Kaique e Bruna me vem à mente, eles transando em cima da mesa dele, felizes e satisfeitos.
O choro sai e não consigo conter, começo a bater em minha cabeça e me insultar, mas Leon se senta ao meu lado e fala:
— Vai ficar se auto depreciando ou quer se vingar de um mulherengo infiel traidor? Eu escolheria o segundo! Você é linda, inteligente e gostosa pra caralho, então levanta e se vinga.
— Espera, como sabe que sou gostosa pra caralho? — pergunto curiosa. Ele passa a mão na nuca e fala:
— Eu vi em algum vídeo do tiktok que mulheres falam isso umas para as outras... Me desculpe por ser um pouco rude. — ele limpa a garganta e se afasta de mim.
Olho para a parede a minha frente e falo decidida:
— Mas você tem razão! Sou um mulherão que qualquer homem iria amar ter ao seu lado, e aquela editora é 60% minha. Vamos, Leon. Preciso passar em casa para trocar de roupa.
Me levanto e mesmo com muita dor de cabeça vou para a minha mansão, chegando lá escolho o look mais sexy e chique.
Tomei dois comprimidos para dor de cabeça e um enorme copo de suco de laranja com dois dedos de vodca. Adeus dor de cabeça.
— Senhora Hix, o que iremos fazer agora? — Leon pergunta.
Por um momento em minha mente tive um flash dele nú embaixo de mim, parece que eu estava gostando... Eca. Melhor pensar em outra coisa.
— Vamos para a editora, quero deixar meu querido futuro ex-marido ciente que logo ele não será mais o CEO da Sol Nascente.
— Quando entrarmos no carro já irei ligar para o Doutor Maurício Antunes.
— Perfeito, Leon... E Leon? — ele olha para trás quando entramos no carro — Obrigada por ontem... Se não fosse você eu estaria morta pelas ruas.
Ele apenas sorri para mim e quando liga para o meu advogado sobe a janela que separa a parte do motorista e dos bancos de trás me dando privacidade.
— "Annandy, pelo amor de Deus, que vídeo é esse do Kaique?" — Mauri fala espantado.
— "Doutor Antunes, no momento infelizmente nossa conversa é profissional... Quero o divórcio nas minhas mãos em uma hora. Você consegue?"
— "Futura ex-senhora Hix, com esse vídeo consigo até em vinte minutos. Me aguarde na entrada da editora, não entre sem mim."
— "Obrigada, Mauri..."
— "Eu sinto muito, An."
Desligamos e aviso para Leon que não iremos entrar até a chegada de Maurício. O carro estava parado na entrada da editora quando de repente sou puxada para fora e levo um tapa tão forte no rosto que o sangue escorre imediatamente.
Porém, quando olhei vi Kaique no chão com sangue no rosto após Leon lhe dar um soco na cara enquanto diz:
— Nunca mais agrida uma mulher na minha frente ou vou quebrar suas duas mãos. — escutamos palmas e depois Maurício falando:
— A gravação do tapa também vai para o arquivo da documentação do divórcio.
— Divórcio? Essa prostituta passou a noite fora de casa e não atendeu o telefone... Estava fodendo com um amante, essa piranha.
— Até onde sei, Kaique, era você e a Bruna que estavam gravando um pornozão bem fuleiro em cima da sua mesa. Dei entrada no divórcio e pode ter certeza que os seus 40% deixarão de ser seus.
Kaique começa a rir feito um louco, se levanta e quando está bem próximo a mim mesmo com Leon entre nós ele diz:
— Leia o nosso contrato conjugal, querida... Você só terá direito a 60% por cento se gerar um filho legítimo meu. Do contrário, você ficará com apenas 40% e eu ainda vou mandar em você, sua vadia.
— Está mentindo!
— Annandy, Kaique, vamos subir! As pessoas estão olhando e terei a oportunidade de ler novamente o documento e saber se isso é verdade. — Maurício vem com a sua sensatez.
Leon me abraça me protegendo e me leva para o escritório principal, não consigo entrar no escritório do Kaique depois do que vi.
— Maurício, o que ele disse é verdade? — pergunto ansiosa.
— Annandy, ainda tenho 7 páginas para ler atentamente, fique calma.
No canto da sala escuto Kaique ameaçar Leon:
— A próxima vez que me der um soco daquele vou ordenar aos meus seguranças para dar um fim em você e fazer parecer acidente. — mas Leon não se intimida, o encara nos olhos e diz:
— Como eu disse, a próxima vez que levantar a mão para uma mulher perto de mim, quebrarei as suas duas mãos.
— A próxima vez que eu levantar a mão para uma mulher ou para Annandy? Transou com ela não foi?
Leon ficou corado com a pergunta, mas nós não transamos. Maurício nos chama e a cara dele não é das melhores.
— Annandy, uma das cláusulas para você ter direito a 60% de tudo o que vocês têm juntos é ter um herdeiro, filho legítimo de Kaique Hix e Annandy Novaes.
Fico sem chão, ficando com apenas 40% de toda a minha riqueza vai para aquela vagabunda. Começo a chorar, mas Leon me abraça e esconde meu rosto para que Kaique não me veja chorar.
Kaique
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