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O Reencontro Perfeito

Capítulo 1

"O início"...

Cauã tem 17 anos e está terminando o Ensino Médio. Ele e Sofia têm um namoro adolescente, um tanto inocente e com muito sentimento. Ela tem a mesma idade que ele e ambos estudam na mesma turma desde que eram ainda crianças, mas ele só passou a notá-la aos 12 anos, quando tentou falar com ela na sala de aula e a mesma não se importou muito.

Ali, marcava o início de um amor que eles pensavam que duraria pela vida inteira. Será?!

Adolescentes são assim mesmo, fazem planos que nem sempre sabem se realmente se concretizarão e a vida, muitas vezes, traz novos rumos e com os novos caminhos abertos, pode modificar determinados pensamentos.

Eles sempre se amaram, desde que descobriram um ao outro numa troca de olhares inocentes em sala de aula. O ponto de partida do sentimento, foi no dia do aniversário de 13 anos do mesmo, onde trocaram o primeiro beijo. Ambos ficaram com medo e decidiram deixar para realizarem o desejo de ficarem juntos apenas quando ficassem um pouco mais velhos, mas mantiveram o amor e o compromisso de ficarem juntos no futuro.

Então, quando Sofia fez 17 anos, eles começaram a namorar de vez. Cauã preparou um pedido simples para ela, mas quando iriam comunicar ao Caio, pai dela, ele precisou fazer uma viagem ao exterior para ajudar numa guerra que estava acontecendo em Israel, onde ficaria por lá durante 6 meses. Caio acreditava ser apenas um amor inocente, não achava que algo mais sério estava a caminho.

Juliana dava total apoio ao namoro dos dois e eles estavam muito felizes juntos, mesmo que as vezes tivessem pequenas discussões bobas por ciúmes um do outro, porém, logo se resolviam, pois o sentimento falava mais alto.

Com um mês de namoro, aconteceu a primeira vez deles e foi tudo muito lindo e mágico para os dois. Ambos perderam a virgindade juntos e o receio de fazer algo errado os consumia, mas no final deu tudo certo e foi maravilhoso para eles.

Tudo aconteceu num dia em que não havia ninguém na casa de Sofia, ela e Cauã foram para lá juntos, após a aula. Eles estavam nervosos e com medo de alguém chegar e pegá-los no flagra. Ele estava com medo, mas a todo o momento preocupado com o bem-estar de sua amada, foi carinhoso e atencioso com ela. Quis parar no início, quando viu o seu rosto de dor, mas ela não deixou.

Cauã: Está sentindo muita dor, amor?! Se quiser, podemos tentar outro dia e... — Ela o interrompe.

Sofia: Não! Estou com um pouco de dor, mas é suportável. Quero que seja hoje. — Ela fala decidida e ele acaricia o seu rosto e beija os seus lábios.

Cauã leva a sua mão trêmula até à intimidade dela e acaricia com cuidado, fazendo com que ela sinta um pouco mais de prazer e se esqueça da dor. Após perceber que ela estava mais relaxada, ele movimenta um pouco mais o seu quadril na direção dela e consegue penetrá-la completamente.

Ambos gemiam de prazer, enquanto ele movimentava o seu quadril. Ela respirava profundamente, estava ofegante e sentia um leve formigamento pelo corpo. Tudo isso para ela era muito novo e ela começa a ter uma enorme vontade de fazer xixi. Mesmo procurando saber sobre tudo na internet, vivenciar tamanha sensação, era extremamente novo, pois ambos ainda não haviam tentado nada um com o outro.

O formigamento intensificou e Cauã gemeu mais forte e ela também soltou um gemido um pouco mais alto. Ambos estavam chegando ao limite do prazer e rapidamente, ele saiu de dentro dela e g0zou na sua barriga. Ela ainda estava com aquela sensação e ele colocou nela seus dois dedos para que ela continuasse a sentir tamanho prazer.

Sofia: Estou... Tão cansada... — Ela estava com as bochechas ruborizadas e extremamente ofegante.

Cauã: Eu te machuquei? Sente alguma dor? — Ele fala com preocupação.

Sofia: Estou ótima, apenas com as pernas trêmulas.

Cauã: Isso foi perfeito! — Ele deita ao lado dela e puxa o seu corpo para cima de si.

Sofia: Com você, tudo é perfeito... — Fala com voz de sono.

Cauã: Não durma, vamos tomar um banho. Venha!

Ela reluta ainda cansada, mas vai com ele para o chuveiro e eles tomam banho sob carícias e juras de amor. Eles apenas queriam eternizar aquele momento. Tudo era novo, mas era muito especial. Após esse momento de carinho, ambos se vestem e se deitam na cama para dormir.

Algumas horas depois, eles acordaram com o som de alguém batendo na porta e ouviram a voz de Juliana. Rapidamente, Sofia se levantou e foi atender a sua mãe, que os observou cuidadosamente, no momento.

Sofia: Oi, mamãe. Tudo bem? Você demorou hoje. — Fala com um pouco de envergonhada.

Juliana: O que estavam fazendo?!

Sofia: Dormindo. — Ela olha para trás e vê Cauã ainda deitado, de olhos fechados, porém fingindo dormir.

Juliana: Ok. Chame o Cauã e venham tomar um lanche. Depois nós conversamos. — Fala observando o comportamento da filha.

Sofia: Já vamos descer.

Ela respira fundo e vai na direção da cama, se jogando em cima dele, que ainda fingia dormir.

Sofia: Ela sabe... Não queria contar hoje, mas não haverá outro jeito. Vou precisar ser sincera com ela, não consigo esconder nada da minha mãe.

Cauã: Se quiser, eu fico aqui e conversamos juntos.

Sofia: Não precisa, quero ter uma conversa só de mãe e filha nesse momento. Mas depois te conto como foi.

Eles se levantaram e foram para a mesa tomar o lanche da tarde. Sofia ainda sentia um pouco de ardência na sua intimidade e um pouco de dor no seu corpo por causa do momento. Juliana observava todos os movimentos dos dois e os mesmos tentavam disfarçar a todo o momento, mas era sem sucesso.

Após um certo tempo, Ju quebrou o clima tenso e começou a contar situações que aconteceram no seu dia. Ela já sabia o que havia acontecido entre eles mais cedo, é mãe e não é nada boba, mas não queria deixá-los constrangidos, conversará apenas com a sua filha posteriormente.

Conforme o tempo foi passando, foi ficando um pouco tarde e Cauã se despediu delas e foi para casa, com a promessa de se encontrarem no dia seguinte na escola.

Capítulo 2

Cauã Narrando

O tempo passa muito rápido e, amanhã, faz três meses que pedi a Sofia em namoro. Faz dois meses que tivemos a nossa primeira vez e, desde então, fizemos amor por mais algumas vezes, foram poucas, porém foram maravilhosas. Não temos muito tempo sozinhos, ainda moramos com os nossos pais e, com isso, não conseguimos muito tempo para isso.

Estou em casa agora e a minha mãe está me ajudando a preparar uma surpresa para a minha namorada, farei uma noite de fondue para ela e uma decoração simples no meu quarto. Não quero nada muito extravagante, mas quero que seja um momento especial para nós dois. Já combinei com a dona Juliana, de deixar ela dormir aqui em casa e amanhã cedo, iremos para a escola juntos.

Ainda não conversamos com o pai dela sobre o nosso namoro, queremos fazer isso pessoalmente, pois ele está trabalhando com os pacientes em Israel, no meio de uma guerra e não queremos dar essa notícia por telefone. Ele prometeu voltar em dois meses e até lá, apenas a minha família e a minha sogra sabem do nosso romance.

Carol: Está bom assim, filho? — Ela fala enquanto cola as nossas fotos em formato de coração na parede.

Cauã: Está perfeito, mamãe. Você é a melhor! — Falo abraçado-a e beijando a sua cabeça.

Rick: Que menino apaixonado! — Ele fala entrando no quarto.

Carol: Muito apaixonado! — Fala sorrindo e abraçando o meu pai.

Cauã: Ela merece tudo e muito mais.

Conversei um pouco mais com o meu pai e a minha mãe e fui tomar um banho. Preciso estar pronto às 18h, pois combinei de buscá-la às 18h30 e tudo estará pronto e perfeito quando ela chegar.

A minha mãe me ajudou a escolher uma roupa bonita para esse momento. É apenas uma comemoração de "mesversário" de namoro, mas quero que tudo seja perfeito para ela.

No horário correto, saio de casa com o meu motorista e vamos em direção à casa da minha namorada. Chegando lá, toco a campainha e ela sai, estava ainda mais linda com um vestido rosa, tênis branco, estava muito romântica com aquela roupa.

Quase tive um infarto quando a vi. Ela é sempre linda, mas com aquelas pernas de fora... Estava me matando. Ela tem um corpo perfeito, uma verdadeira gostosa e eu sempre faço questão de frisar isso para ela.

Quando olho no seu rosto, ela estava sorrindo lindamente, aquele sorriso lindo, que acaba com o meu psicológico e me arrebata para o céu. Sou completamente apaixonado por ela.

Aproximo-me dela e beijo os seus lábios com carinho, enquanto acaricio o seu lindo rosto. Ela sente o meu carinho e sorri em meio aos movimentos das nossas bocas.

Cauã: Como consegue ser tão perfeita assim?

Sofia: Você é perfeito!

Cauã: Está pronta? Podemos ir?

Sofia: Sim, podemos.

Abro a porta do carona para ela e só fecho quando me certifico que ela está completamente segura e confortável. Dou a volta e entro no veículo, sentando-me ao seu lado e abraçando o seu corpo. Acaricio o seu rosto e beijo os seus lábios com carinho.

Ao chegarmos à minha casa, observo que os meus pais não estão e levaram também os meus irmãos. Ótimo! Subimos para o meu quarto e abro a porta, dando espaço para que ela entre na minha frente, para ser a primeira a observar a decoração que preparei para ela, juntamente com a minha mãe.

Olho na sua direção e vejo lágrimas escorrendo dos seus olhos, ela sorria enquanto observava tudo e foi em direção às fotos que estavam na parede, observando e tocando cada uma delas.

Sofia: Você é tão perfeito, amor... — Fala ainda emocionada.

Cauã: Não, você é perfeita! Só procuro me encaixar dentro da sua perfeição e tento pelo menos, fazer minimamente algo à sua altura.

Sofia: Obrigada, meu amor! Eu te amo!

Cauã: Eu também te amo!

Nos beijamos e abracei o seu corpo com amor. Logo em seguida, fomos para a cama, para nos deliciarmos com o fondue que preparei para nós dois.

Ficamos nesse clima de romance por um tempo e nos lembramos dos presentes que compramos. Peguei a sacola que havia deixado no móvel da cabeceira da minha cama e entreguei-lhe.

Ao abrir, ela sorriu imediatamente, sabia que ela gostaria. Não comprei algo extravagante, mas algo de valor sentimental, pois quero que ela use para sempre.

Sofia: Amor... Que coisa linda! É muito delicado...

Cauã: Eu quis escolher algo que combinasse com você. Delicado e bonito, assim como você, que combine com tudo e nunca precise tirar. — Ela sorri e me dá um selinho demorado.

Sofia: Agora, o meu. — Entrega-me uma sacola e sorri em ansiedade. — Espero que goste.

Quando abri, alarguei o meu sorriso e dei-lhe um beijo demorado. Ela sabe o quanto me apaixonei por relógios e sempre compro um novo. Simplesmente, achei incrível esse fundo azul, uma das cores que mais gosto.

Cauã: Você sempre sabe escolher o melhor presente.

Sofia: Tem certeza que gostou? — Fala com receio.

Cauã: É claro que sim! Esse já é o meu favorito.

Observo o seu sorriso se alargar, quando retiro o relógio que estava no meu pulso, colocando o que ela me deu. Ele realmente é lindo, eu não tenho nenhum assim, nem ao menos parecido.

Ficamos ali conversando, brincando e namorando um com o outro, até que o clima começou a esquentar.

Rapidamente tirei o seu vestido e deitei o seu corpo sobre a cama. Ela já estava ofegante e totalmente entregue. Quando despi o seu corpo, percebi que ela estava apenas de calcinha e era linda, pequena e de renda. Era rosa, em combinação com o vestido que ela usava mais cedo.

Dei um sorriso lateral e aproximei-me dela, dando-lhe um beijo faminto, mordendo os seus lábios e chupando a sua língua.

Enquanto beijo a sua boca, levo a minha mão direita em direção ao seu clit0ris, massageando e apertando levemente ainda por cima da calcinha fina que ela usava. Sofia já estava completamente entregue e ofegante, parecia sedenta e estar esperando por isso há muito tempo.

Tirei a minha roupa, fiquei apenas de box e voltei a beijar a sua boca com sede e vontade. Desço os beijos pelo seu pescoço e vou em direção aos seus seios. Ali me delicio por um tempo, apertando um, enquanto chupo o outro. Ela se contorcia e gemia baixinho.

Desço um pouco mais e chego na sua intimidade, onde apenas afasto a sua calcinha para o lado e a beijo. Me lambuzo ali, chupo com vontade e aperto os grandes lábios com as pontas dos dedos. Penetro a sua intimidade com dois dedos e faço movimentos de vai e vem, não demora e ela chega ao seu limite, se derramando na minha boca.

Cauã: Gostosa!

Afasto-me um pouco dela, retiro a minha cueca, me masturbando e logo pego a camisinha, colocando no meu membro. Deito-me novamente por cima do seu corpo e pincelo a sua entrada, entrando lentamente na sua intimidade e me movimentando em seguida.

Sofia: Ah... Amor, assim...

Cauã: Está gostoso, safada?!

Sofia: Sim... Muito! — Ela diz ofegante e revirando os olhos.

Cauã: Fica de quatro agora. — Ela obedece e eu dou um tapa forte na sua bund4.

Penetro mais uma vez a sua intimidade e inicio novamente a movimentação. Vou empurrando o meu membro na sua direção e faço movimentos até que sinto ela mais ofegante. Ela começou a rebolar lentamente e percebi que ela estava quase no seu limite.

Intensifico os meus movimentos e começo a ter a sensação de adrenalina correndo dentro das minhas veias, ela geme mais alto e chega ao org4smo, mas não paro de me mover até que me derramo dentro dela.

Deito-me na cama, puxando-a para deitar-se no meu peito e acaricio o seu corpo, enquanto recuperamos o fôlego. Logo me levanto, pegando-a no colo e vou na direção do banheiro. Tomamos banho, vestimos as nossas roupas e nos deitamos para descansar.

Capítulo 3

Sofia Narrando

Estar com o Cauã é maravilhoso. Cada momento que passamos juntos, tudo o que fazemos, se torna cada vez mais especial. Eu não me canso de passar todos os momentos com ele. Sempre é muito carinhoso e atencioso comigo, demonstra o seu amor por mim nos mínimos detalhes e faz tudo para me agradar e fazer feliz.

Na nossa noite de comemoração de aniversário, tivemos mais um momento maravilhoso de amor e muita paixão, como sempre, foi muito especial. Ele é um presente para mim.

Passaram-se quase dois meses desde aquele dia e hoje, na escola, notei que ele estava um pouco mais pensativo, distante e me evitou um pouco na hora do intervalo, eu espero que não tenha acontecido nada da minha parte e que seja só uma coisa da minha cabeça. Chamei ele para ir à minha casa mais tarde e o mesmo disse que talvez iria a noite.

Estou sem entender, não sei o que pode ter acontecido, ele não é assim, é sempre tão carinhoso e atencioso comigo, que esse comportamento me assusta um pouco. Estava conversando com a Isabela, uma amiga minha do colégio, sobre isso e ela me aconselhou a conversar com ele.

Estava aqui na cama deitada e a minha mãe entrou no meu quarto, ainda não almocei hoje, não consigo comer, não paro de pensar nos motivos que levam ele a estar assim distante e eu não sei o que pensar ou sentir sobre isso. Ao mesmo tempo que ele estava distante, percebi uma profunda tristeza nos seus olhos e, na sala, ele estava muito pensativo, mal prestou a atenção nas aulas e ao término do tempo, apenas me deu um selinho e se despediu, indo embora em seguida.

Vou tentar conversar com a minha mãe sobre isso. Sei que na adolescência, ela e o meu pai passaram por uma situação difícil também e eu preciso desabafar com alguém que me entenda e ela é essa pessoa.

Ju: Oi, filha! Não vem almoçar? — Fala assim que abre a porta.

Sofia: Estou um pouco sem fome hoje. Na verdade, quero conversar com você sobre um assunto.

Ju: Pode dizer... Sabe que pode contar comigo para qualquer coisa! É sobre o Cauã? — Ela fala se sentando na minha cama, de frente para mim.

Sofia: Sim... — Respiro fundo — Ele estava muito distante hoje, mal falou comigo, parecia querer evitar ficar perto de mim, não demonstrou o mesmo sentimento e fugiu de mim na hora do intervalo. Pensei que conversaríamos no final da aula, mas ele só me deu um beijo, disse que vem mais tarde e foi embora.

Ju: Vocês não discutiram? Não tiveram alguma divergência de opiniões ou algo parecido?

Sofia: Não, ontem a tarde estava tudo bem, ficamos juntos na casa dele o tempo todo. A noite nos falamos antes de dormir e, aparentemente, estava tudo bem... Eu não sei, mãe. Acho que ele está se cansando de mim...

Ju: Eu acredito que sei o que pode estar acontecendo, mas vou deixar que vocês conversem. Suponho que nessa conversa, você precise ter muita maturidade e compreensão. Mas seja, acima de tudo, o mais forte que você conseguir. Ambos precisarão da confiança e compreensão um do outro.

Sofia: Acha que ele quer terminar comigo?

Ju: Eu não posso afirmar nada, mas esteja preparada para qualquer coisa. Estarei para sempre ao seu lado e te amarei para sempre e mais do que tudo.

Sofia: Obrigada, mãe. Também te amo!

Após essa conversa com a minha mãe, fiquei com um pouquinho mais de medo do que está por vir, mas me senti aliviada por saber que ela estará sempre ao meu lado. Acredito que sei o que vai acontecer mais tarde, apesar de não querer isso, mas procurarei entender os motivos.

Algumas horas se passaram, já são 19h e a campainha tocou, estou indo atender já com o coração acelerado, pois sei que o Cauã está chegando e, provavelmente, não irei gostar da nossa conversa.

Abro a porta e o vejo de cabeça baixa. Ele estava lindo como sempre e cheiroso, porém o seu semblante era triste e, quando me olhou, percebi os seus olhos vermelhos e a tristeza estampada ali. Senti uma pontada no peito e uma imensa vontade de chorar, mas me contive e dei o melhor sorriso que consegui e ele fez o mesmo, me dando um selinho demorado e abraçando o meu corpo com muita força.

Sofia: Oi, amor.

Cauã: Oi! Como passou o dia? — Desvia o olhar.

Sofia: Mal. Vamos subir para conversarmos. — Ele apenas assentiu com a cabeça e seguiu-me até o local.

Ao entrarmos, fechei a porta e fiquei virada para ela, por alguns segundos. Senti uma lágrima escorrer por cada lado do meu rosto e sequei-as rapidamente. Afastei-me da porta e virei-me, sentando-me na cama, de frente para ele.

O mesmo levantou a cabeça e me olhou nos olhos, que observei estarem marejados e ele lutava para segurar as lágrimas que insistiam em escorrer.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, parecia ter uma sirene alta nos meus ouvidos, de tão ensurdecedor era aquele momento.

Finalmente, ele respirou fundo e segurou fortemente as minhas duas mãos, que estavam trêmulas e geladas, fechou os olhos por alguns segundos e voltou a olhar-me. Parecia relutar para dizer-me o que precisava.

Cauã: Eu amo você, mais que tudo, mas não podemos continuar, eu não conseguirei.

Sofia: Me diga os seus motivos, procurarei entender-lhe. — A voz saiu um tanto embargada.

Cauã: Eu me inscrevi numa das maiores faculdades de Engenharia de Software e fui aprovado. A universidade fica nos Estados Unidos e eu morarei lá por pelo menos cinco anos.

Sofia: Quando você fez isso?

Cauã: No início do bimestre... — Fala num tom baixo.

Sofia: Quando você viaja?

Cauã: Em janeiro, aproximadamente na segunda quinzena do mês.

Sofia: Quando pretendia me contar isso? Quando estivesse dentro do avião? Tem noção que já estamos em novembro?

Cauã: Amor, se acalme. Eu não tive coragem de te contar, fiquei com medo da sua reação. Não soube lidar com isso, os meus sentimentos ficaram bagunçados. Eu... Eu... Não sei... — Coloca as mãos no rosto e chora.

Sofia: Não soube lidar com isso? Como assim? Você chega aqui, dizendo que quer terminar, porque vai embora e eu simplesmente preciso engolir isso...

Cauã: Eu não sei... Desculpe por isso, mas eu não estou conseguindo lidar com  tudo o que está acontecendo. Como vamos continuar juntos? São cinco anos!

Sofia: Sim, mas eu acredito que merecia saber antes. Por que não me contou quando fez a sua inscrição? Eu já estaria me preparando para isso. Quando recebeu a notícia?

Cauã: Ontem a noite.

Sofia: Ok...

Cauã: Amor, olha, vamos conversar melhor, eu acho que podemos passar esses últimos dias juntos... Não sei, fazer algo para deixar na memória. Vamos pensar com calma, eu estou uma bagunça agora.

Sofia: Eu preciso de tempo agora, Cauã. Por favor, me deixe sozinha.

Cauã: Não, por favor, vamos conversar melhor. Eu estou confuso, não sei o que pensar, o que sentir... Só vamos conversar.

Sofia: Não consigo agora. Você passou o dia me evitando porque precisava de tempo e agora quem precisa dele sou eu. Por favor, me deixe aqui.

Cauã: Tudo bem, mas promete que amanhã iremos conversar, que ficaremos juntos. Eu entendo a sua chateação e me coloco no seu lugar, mas quero ter mais tempo com você.

Sofia: Me deixe sozinha agora, por favor.

Ele não discute mais, apenas se levanta, dá um beijo na minha testa e sai do meu quarto, fechando a porta novamente. Eu me joguei na cama e chorei tudo o que podia. Estou me sentindo sufocada, uma bagunça, os meus sentimentos estão misturados e não sei nem o que pensar agora.

No mesmo momento, a minha mãe entrou no meu quarto, se deitou na minha cama e me abraçou logo em seguida. Eu não sabia mais respirar, não sabia mais o que sentir, perdi os meus sentidos, com tanta falta de ar que estava.

Acordei um tempo depois, com a minha mãe colocando algo no meu nariz para cheirar. Recobrei a minha consciência e ela estava com aquela carinha preocupada, como sempre. O meu irmão estava ali também, todos esperavam uma explicação para aquilo e eu voltei a chorar.

Após um tempo, consegui me acalmar e contar para eles sobre o que aconteceu. Eu precisava desabafar, precisava colocar todos aqueles sentimentos para fora e entender o que acabara de acontecer na minha vida.

Ju: Meu amor, eu já passei por algo parecido, porém, muito pior com o seu pai. Eu pensei que não fosse mais ter forças para viver, tinha crises de ansiedade o tempo todo, assim como você teve há pouco. Mas, o maior conselho eu darei agora: viva cada momento com ele, passem juntos esse período. Ele também está sofrendo com tudo isso, não pense que foi fácil para ele vir aqui e conversar. Então dê o apoio que ele precisa agora e, no futuro, quem sabe vocês se reencontram e vivem todo esse amor que sentem um pelo outro.

Sofia: Não sei se sou capaz de fazer isso agora...

Ju: Você é capaz sim! Só está chateada agora, mas vai passar. Eu estarei ao seu lado para segurar a sua mão e enxugar cada lágrima que cair dos seus olhos. Agora, coloque um sorriso nesse rosto, seque as lágrimas e siga de cabeça erguida, viva esses momentos com ele e sejam felizes juntos, enquanto puderem, criem memórias boas desses momentos e façam valer a pena. O futuro não pertence a nós.

Sofia: Obrigada, mamãe. Seguirei os seus conselhos, por mais difícil que seja.

Nos abraçamos e eles ficaram aqui comigo, me enchendo de amor e carinho. O meu irmão é um doce comigo, meu amigo e companheiro, sempre que estou assim, ele permanece em silêncio, apenas me ouvindo, mas me apoiando e dando todo o seu amor. Amo a minha família.

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