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Reencarnei como uma Santa em um Mundo de Magia

Capítulo 1: Da felicidade ao caos

Liora...

"Liora, você precisa acordar," repetia a voz de forma animada.

— Mamãe, já falei para me chamar de Lili — reclamei ainda sonolenta. Mas ao abrir os olhos, não vi ninguém.

Pensei que estava alucinando, ou talvez fosse um sonho. Troquei de roupa e caminhei em direção ao banheiro. Quando vi meu reflexo no espelho, não poderia ficar mais surpresa; aquela não era eu. Vi uma mulher com longos cabelos pretos e olhos azuis, que apenas me olhava com um sorriso enigmático. Ela parecia querer me dizer algo, mas não consegui ouvir. Esfreguei os olhos, tentando compreender o que estava vendo, mas o reflexo voltou ao normal, me deixando ainda mais confusa.

"Devo estar louca, esse deve ser meu presente de aniversário," pensei, enquanto continuava indo para o banheiro para escovar meus dentes.

Minha vida no geral sempre foi tranquila. Apesar de não ter muitos amigos, tinha meus pais que me amavam e estavam sempre tentando me fazer feliz. Tinha acabado de me formar no ensino médio e iria começar meu tão sonhado curso de arquitetura. Sempre fui uma aluna dedicada, então consegui bolsas em várias faculdades, o que me deu chances de escolher a que mais se adequasse à minha vida.

Quando saí do banheiro, deparei-me com meus pais; Ana e Paulo, segurando um bolo de aniversário, cantando e comemorando. Eles faziam isso todo ano, mas eu sempre fazia cara de surpresa para deixá-los felizes. O sorriso em seus rostos era o que mais me motivava para lutar pelos meus sonhos.

— Papai! Mamãe! Muito obrigada, vocês são tão incríveis — disse sorrindo, mas uma lágrima de felicidade acabou escapando.

Percebendo minha emoção, colocaram o bolo em cima da cama e me abraçaram forte.

— O que aconteceu, querida? — perguntou minha mãe.

— Não é nada, só fiquei muito feliz — respondi, me aconchegando no abraço deles.

— Se você gostou disso, vai ficar ainda mais feliz com o resto. Planejamos tudo para irmos ao parque fazer um piquenique — disse meu pai, se afastando.

Secando minhas lágrimas, sugeri que guardassem o bolo na geladeira para terminarmos de arrumar o que faltava. Não demorou muito para que tudo estivesse pronto.

Poder aproveitar meu aniversário com meus pais era algo que sempre me deixava feliz; eles eram minha fortaleza. Não muito diferente dos outros anos, conversamos e brincamos sobre tudo. Meus pais sempre falando o quanto estavam orgulhosos de mim. Conversávamos sobre meu futuro na faculdade.

Satisfeitos com o dia, organizamos tudo para voltar para casa. Já estávamos perto do estacionamento do parque quando fomos surpreendidos por um carro desgovernado. Tudo aconteceu tão rápido que nem tive tempo de raciocinar. Senti meu pai me empurrando e logo depois caí um pouco afastada, sobre a grama.

Talvez tenha sido a adrenalina, mas levantei rapidamente só para me deparar com os corpos já sem vida de meus pais. Impossível descrever o que senti naquela hora; meu corpo simplesmente não reagia. Era impossível para mim absorver o que estava acontecendo.

As pessoas ao meu redor tentavam me consolar, mas o som de suas vozes não entrava em meus ouvidos. A ambulância chegou, a polícia chegou, mas tudo parecia tão distante, tudo acontecendo na minha frente e eu apenas fazia o que tinha que fazer.

Quando dei por mim, estava no velório dos meus pais. Parentes e amigos vieram prestar suas condolências. Os eventos até então se passaram tão rápido quanto um piscar de olhos. Então, me vi sentada no chão do meu quarto, tentando assimilar tudo. A tristeza e a solidão eram os únicos que me acompanhavam, mas nenhuma lágrima surgia de meus olhos.

Sob meus pés surgiu um círculo dourado com várias formas desconhecidas. Nunca tinha visto algo parecido. Mas antes que pudesse fazer algo, estava cercada por uma luz tão forte que mal conseguia enxergar o que estava na minha frente.

Meu corpo estava mudando? Se transformando? Eu estava me transformando, era notável. Meus cabelos aumentando de tamanho, isso também era perceptível, é... com certeza fiquei um pouco maior. Meu vestido, que anteriormente era preto, agora estava tão branco quanto a luz que me cercava.

Então me vi no meio de uma floresta, cercada por uma neblina densa. As árvores que se estendiam até o céu cobriam qualquer luz que pudesse chegar até mim. Senti o frio percorrer minha espinha e o cheiro de morte se espalhando pelo ambiente.

Quando dei por mim, estava cercada por lobos, mas não pareciam lobos comuns; esses estavam envoltos por uma aura sombria.

Um pesadelo... Isso só pode ser um pesadelo... Fechei meus olhos e rezei na esperança de acordar...

Capítulo 2: Um outro mundo

Depois de alguns segundos, nada havia acontecido...

 Lentamente, abri os olhos. A floresta agora parecia mais clara, alguns reflexos de luz entravam pelas copas das árvores e um cheiro doce de flores se espalhava por todo o lugar. Não havia mais sinais dos lobos aterrorizantes que eu tinha visto antes, o que me fez acreditar que ainda estava sonhando.

Caminhei um pouco mais até encontrar um pequeno lago cercado por flores silvestres, imaginei que o aroma vinha dali. As árvores eram mais baixas, e dava para ver perfeitamente o céu azul. Ao me aproximar do lago, vi a mulher que tinha aparecido no reflexo do meu espelho.

Esfreguei os olhos para ver se a imagem voltava ao normal, mas o reflexo do lago... ainda era ela. Toquei meu rosto e lembrei do que tinha acontecido antes. Meu corpo mudou?! Eu sabia a resposta para isso. Tudo parecia um sonho, mas ao mesmo tempo era tão real. Eu sentia tudo: o cheiro, os barulhos na floresta, o frio do sereno que chegava com o final da tarde. Sim, já estava chegando ao final da tarde, então, mesmo parecendo um sonho, decidi que era melhor tentar sair daquela floresta.

Mas antes que pudesse me levantar, escutei um trotar de cavalos vindo de um pouco distante, um som que aumentava gradativamente. Olhei para trás, ainda apreensiva, e vi algumas pessoas montadas a cavalo. Elas usavam armaduras prateadas, que reluziam sob a luz do sol, e seus rostos estavam escondidos por capacetes do mesmo material. O homem com a armadura mais bonita desceu de seu cavalo e retirou seu capacete, revelando seus longos cabelos prateados e belos olhos vermelhos.

Ele se aproximou de mim falando em um idioma que eu nunca havia escutado. Senti um frio percorrer minha espinha e me encolhi instintivamente, fechando os olhos. Por um segundo ele parou e recuou, achei que tudo ia acabar, mas senti ele colocando uma capa sobre meus ombros. Por um motivo tão desconhecido quanto aquele lugar, estava começando a entender sua língua. Abri meus olhos e vi que ele estendia a mão para me ajudar a levantar.

— Você está bem, senhorita? — questionou ele com um olhar sério.

— Estou bem — respondi, aceitando seu ato de gentileza.

— Estás perdida? Precisas de auxílio? Esta floresta é repleta de perigos, não deverias estar aqui — questionou ele, observando os arredores com atenção.

— Eu não sei como vim parar aqui, onde estou? — sondei, ainda hesitante, enquanto observava seus olhos vermelhos.

— Já que você está perdida, podes ficar em minha casa, assim poderei te ajudar a voltar para sua casa — ofereceu ele.

— Ficar na sua casa? Nunca te falaram para não seguir estranhos? — indaguei, cruzando os braços, mas ao mesmo tempo sabendo que nada ali era familiar para mim.

— Tens razão, perdoe-me meus maus modos, vou me apresentar adequadamente — disse ele. — Meu nome é Adrian Denvers, sou duque e comandante do exército imperial.

Ele me explicou que estávamos em seu ducado, no reino de Calenio, e que essa floresta pertencia a esse ducado. Essas informações só me deixavam ainda mais confusa. Eu viajei no tempo? Mas nunca ouvi falar de ninguém com cabelos dessa cor tão jovem, muito menos de alguém com olhos vermelhos... Então eu estava em outro mundo? Era muita informação para minha cabeça.

Adrian também explicou brevemente o que estava acontecendo. Eles tinham vindo à floresta para conter o que ele chamou de "feras corrompidas". Mas antes que chegassem ao local, viram um grande foco de luz vindo do céu e, quando chegaram, estava apenas eu. Talvez aqueles lobos fossem as feras corrompidas que ele mencionou. Porém, já estava ficando tarde, então não era seguro ficar ali.

— É um prazer conhecê-lo. Meu nome é Liora, mas todos me chamam de Lili — disse, ainda hesitante por causa de seus olhos vermelhos. — Acho que não tenho outra escolha senão ir com vocês.

Perguntei-me se era normal nesse mundo, mas não ousei perguntar, talvez soasse como uma ofensa. De qualquer forma, era melhor descobrir o que estava acontecendo primeiro e, principalmente, por que e como eu fui parar em um lugar tão diferente.

— Não se preocupe, o comandante tem essa cara de malvado, mas ele é bonzinho, lá no fundo — disse outro homem com armadura parecida, que se aproximava. — Meu nome é Erick, é um prazer te conhecer, bela donzela.

Adrian olhou para ele com ar de repreensão, e o garoto recuou um pouco. Ele parecia mais jovem, embora Adrian não parecesse velho. Seus cabelos castanhos e olhos esverdeados me deram certo alívio; pelo menos, eu estava vendo algo mais familiar. Talvez fosse sua espontaneidade juvenil, mas senti-me um pouco mais calma

— É um prazer lhe conhecer, Erick — respondi com um sorriso tímido.

— Vamos embora, amanhã descobriremos o que aconteceu aqui — resmungou Adrian.

Gentilmente, ele me ajudou a montar em seu cavalo, montando logo em seguida atrás de mim. Agradeci internamente por ele ter me dado aquela capa; o vento que vinha com o galopar do cavalo estava um pouco forte, e sua armadura era tão fria quanto seu olhar, que investigava cada milímetro da floresta procurando por qualquer vestígio de perigo. Os outros cavaleiros, como ele explicou um pouco depois de começarmos a viagem, num total de dez pessoas, estavam sob seu comando e seguiam um pouco atrás.

Percebendo que eu não tinha costume de andar a cavalo, ele começou a andar mais devagar. Demorou algum tempo até sairmos da floresta; aparentemente, estávamos no centro dela e tudo indicava que seria um longo caminho. Estávamos viajando por uma estrada de terra, e podiam-se ver grandes planícies verdejantes; algumas árvores apareciam em pontos específicos, mas a escuridão da noite já estava diminuindo meu campo de visão.

 Ao longe, observei uma cidade cercada por muralhas de pedras, tão altas que quase não se via construções além de alguns telhados espalhados, que presumi serem as casas mais altas. Onde quer que eu tivesse chegado, com certeza não havia nada de moderno naquilo. Parecia que eu tinha mergulhado em um livro de histórias de um tempo já esquecido.

— Já estamos quase chegando — disse Adrian, ao me ver encolhendo meu corpo próximo a seu peito por causa do frio.

— Desculpa — disse, me afastando um pouco envergonhada.

— Não tem problema. Você parece cansada e um pouco triste — respondeu ele, ajeitando a capa sobre meus ombros para me proteger melhor do frio.

— Eu pareço triste? — perguntei, sem olhar para ele.

— Um pouco... Você realmente não lembra como chegou na floresta ? — indagou ele, sério.

Capítulo 3: Uma Ajuda Reconfortante

Olhei rapidamente para ele e desviei o olhar, tentando formular uma resposta, mas nada parecia lógico ou real. Se eu dissesse que era de outro mundo, ele acreditaria? Bom, na verdade isso é apenas uma teoria que criei por causa dos filmes que assisti, então nem eu tenho certeza se estou certa.

— Não é preciso falar, se não desejar; porém, não poderei ajudá-la sem saber o que ocorreu — disse ele, notando minha hesitação.

— Não é isso, é que eu realmente não faço a mínima ideia de como tudo aconteceu. Talvez você ache uma loucura, mas eu estava no meu quarto e, de repente, apareceu uma luz e eu vim parar naquela floresta — tentei explicar da melhor forma possível.

— Então, foi isso que ocorreu? Tenho uma leve suspeita sobre o que possa ter acontecido. Em meu lar, poderemos discutir melhor — disse ele, em um tom solene.

Se ele não achou o que eu falei estranho, talvez eu não esteja ficando louca. Agradeci com o melhor sorriso que pude naquele momento e continuei admirando a paisagem, enquanto nos aproximávamos dos portões da cidade. Lá, muitos guardas usavam armaduras parecidas, porém mais simples. Quando passamos, eles cumprimentaram Adrian com respeito, e ele retribuiu o cumprimento com um aceno de cabeça.

Após nos despedirmos dos outros soldados que nos acompanhavam, seguimos pelas ruas pavimentadas com paralelepípedos. As casas e os estabelecimentos comerciais, construídos predominantemente em pedra e em sua maioria pintados de branco, chamavam a minha atenção. As pessoas caminhavam pelas ruas, conversando animadamente, dando ao lugar uma atmosfera vibrante e acolhedora. O que mais me impressionou, no entanto, foram os postes de cerca de três metros de altura, que iluminavam a cidade com seus lampiões, criando uma cena tanto curiosa quanto encantadora.

Mas não é como se eu conseguisse ver muita coisa, pois estava de noite e eu lutava contra o sono. Naquele momento, tudo o que eu queria era um banho e uma cama confortável. Espero que pelo menos isso tenha aqui. Deus me livre de estar em um cenário medieval de verdade. Ao pensar nisso, minha obsessão por limpeza logo se ativou e, confesso, senti um pouco de medo.

Não demorou muito para chegarmos à casa dele — ou melhor dizendo, à mansão, quase um castelo. Enquanto eu admirava a beleza do lugar, ele, em um movimento ágil, desceu do cavalo e chamou minha atenção para me ajudar a descer. Obviamente aceitei, nunca tinha montado em um cavalo antes e não fazia a mínima ideia de como desmontar.

— Obrigada — disse, quando ele me colocou no chão.

— Não é necessário que me agradeça. Vamos entrar; o frio aqui fora é intenso — disse ele, olhando para mim com uma expressão de preocupação.

— Claro — respondi rapidamente, e caminhamos até a entrada.

Ele abriu a porta, e fomos recebidos por um senhor de cabelos grisalhos, vestindo um terno elegante, acompanhado por três mulheres em simples vestidos pretos com aventais brancos. Pareciam uniformes, embora cada um tivesse pequenas variações que destacavam suas personalidades distintas. Olhei ao redor da ampla sala de entrada, decorada de maneira imponente e refinada.

 O piso de mármore polido refletia a luz suave dos candelabros e do grande lustre dourado no centro da sala. Na parede oposta, uma lareira de pedra abrigava um fogo brilhante que aquecia o ambiente, tornando-o ainda mais acolhedor. Os móveis, embora rústicos, tinham um toque de elegância refinada com suas cores sóbrias. Notei dois sofás de couro e desejei poder finalmente me sentar, já que o balanço do cavalo durante o trajeto havia sido exaustivo.

Adrian rapidamente me apresentou a eles e fui recebida com um sorriso caloroso. O senhor era o mordomo, chamado Sebastian. Já as três mulheres, a loira baixinha de olhos azuis era Violeta; a ruiva, de olhos castanhos e com uma pequena cicatriz no pescoço, perto da orelha, se chamava Eloise. Elas pareciam ter quase a mesma idade, talvez um pouco mais velhas.

A terceira, um pouco mais velha, provavelmente perto dos 40 anos — mas nunca fui boa em adivinhar idades —, chamava-se Esmeralda, e tinha cabelos castanhos e olhos verdes vibrantes, que se destacavam ainda mais com seu sorriso encantador. Ela era quase da altura de Violeta, porém um pouco mais alta.

— Esmeralda, por favor, prepare o quarto de hóspedes para nossa convidada e providencie um banho para ela — disse ele a Esmeralda, logo após as apresentações, e ela o atendeu prontamente. — Você deve estar faminta. Vamos jantar, e, assim que terminarmos, poderá descansar.

Pensei em dizer que estava tudo bem, mas meu estômago me traiu e entregou minha fome descaradamente. Ao escutar, ele lançou um olhar sério para os outros funcionários, que se apressaram em sair.

— Por aqui — disse ele, me guiando até a sala de jantar.

Eu o segui, observando o ambiente. A sala de jantar era tão grande e elegante quanto a outra sala. Havia uma enorme mesa com 12 lugares, coberta com uma toalha branca, e várias cadeiras perfeitamente entalhadas. Ele puxou a cadeira para que eu pudesse me sentar e, em seguida, pediu licença, dizendo que ia retirar sua armadura para me acompanhar no jantar. Alguns minutos depois, ele voltou, vestindo uma camisa cinza e uma calça preta, e sentou-se em uma cadeira ao meu lado. Violeta e Eloise rapidamente começaram a nos servir.

O prato era uma carne com textura macia e suculenta, um pouco adocicada, acompanhada de arroz e alguns legumes. Ele me disse que era cordeiro. Era realmente muito gostoso, mesmo que não estivesse muito temperado. Acompanhava o jantar uma taça de vinho, que eu até bebi um pouco, mas não muito, pois não estou acostumada a bebidas alcoólicas. Então ele pediu para que trouxessem um suco de amoras.

— Por favor, conte-me tudo o que recordar, não importa quão insensato possa parecer — pediu ele, após tomar um gole de seu vinho.

— Eu me lembro de que era meu aniversário de 18 anos. Eu saí com meus pais para fazer um piquenique e... — comecei a explicar, mas as palavras escaparam nessa parte, sem que eu conseguisse completar, então respirei fundo. — Um carro veio em nossa direção e acertou meus pais. Eles morreram na hora — completei, com a voz fraca no final.

Antes que eu percebesse, senti Adrian me abraçando. De alguma forma, me senti segura e protegida. Todas as lágrimas que eu havia reprimido surgiram naquele momento, e eu chorei como uma criança, enquanto ele apenas fazia carinho nos meus cabelos. Quando me senti melhor, me afastei para continuar a falar. Ele secou minhas lágrimas e voltou a prestar atenção.

— Meus parentes resolveram tudo sobre o velório, e foi tudo muito rápido. Quando vi, já era noite e eu estava no meu quarto — expliquei calmamente.

Não sei por que estava falando da morte dos meus pais, talvez nem fosse relevante.

— Então apareceu um círculo brilhante, e uma luz me cercou. Meu corpo começou a mudar e eu me tornei uma pessoa diferente. Quando percebi, estava em uma floresta estranha, cercada por lobos assustadores. Fechei os olhos, pensando que era um pesadelo, e todos os lobos desapareceram — terminei a explicação, ansiosa por uma resposta, enquanto o olhava nos olhos.

— Existem algumas informações estranhas, mas creio saber o que ocorreu — disse ele, após refletir por alguns instantes. — Você deve ser a santa que os magos tentavam invocar — completou, com um olhar sério.

— Santa? Magos? Invocar? — questionei, um pouco confusa, não pelos termos, mas pelo que ele queria dizer exatamente. Como assim, eu sou uma santa?

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