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VENDIDA PELO MEU PAI

CAP-01 "O PESO DO DESESPERO"

AUTORA

ATENÇÃO, EU ESTOU FAZENDO UMA REVISÃO NA OBRA, PORQUE ENCONTREI ALGUMAS IRREGULARIDADES NELA. ESTOU MUDANDO ALGUMAS COISAS NOS EPISÓDIOS.

ASSIM QUE EU TERMINAR OS AJUSTES, ESSA OBRA ESTARÁ DISPONÍVEL PARA SER LIDA NOVAMENTE.

AGRADEÇO A COMPREENSÃO DE VOCÊS🌹

A noite estava calma, até que o silêncio foi rompido por gritos e sons de objetos se quebrando no andar de baixo. Mirella acordou sobressaltada e percebeu que Priscila, sua irmã mais nova, também estava desperta, sentada na cama e com os olhos arregalados.

— Que barulho é esse? — perguntou Priscila, assustada, segurando o cobertor como se isso pudesse protegê-la.

— Não sei... Será que a mãe e o pai estão brigando de novo? — Mirella respondeu, com a voz trêmula.

Priscila olhou para a porta com inquietação.

— Não aguento mais isso! Vou descer pra ver o que está acontecendo.

— Espera, Priscila! — disse Mirella, levantando-se rapidamente e segurando a mão da irmã.

— Por que você está me segurando? — perguntou Priscila, franzindo o cenho.

— Porque estou com medo — confessou Mirella, baixando o olhar.

Priscila respirou fundo, tentando esconder o próprio receio.

— Tudo bem, então vamos juntas.

As duas começaram a descer a escada, o coração de ambas batendo forte a cada passo. Os gritos ficavam mais altos à medida que se aproximavam do quarto dos pais.

Antes que pudessem chegar perto, um vaso foi arremessado pela porta entreaberta, quebrando-se com estrondo na parede.

— Cuidado! — gritou Priscila, puxando Mirella para o lado.

As duas ficaram paralisadas por um momento, os olhos fixos no que estava acontecendo dentro do quarto. Lá dentro, Helena estava de pé, com lágrimas escorrendo pelo rosto, enquanto Jackson a encarava com ódio.

— Você está completamente louco, Jackson! Isso que você fez é imperdoável! — Helena gritou, tentando conter o desespero em sua voz.

— Louco? Louca é você, que não entende a importância desse contrato! — Jackson rebateu, avançando para cima dela.

— Contrato? Isso não é um contrato, é um bilhete de escravidão! Você quer vender a nossa filha como se ela fosse um objeto!

Jackson riu, mas não havia humor em seu rosto, apenas desprezo.

— Você acha que eu me importo com seus sentimentos? Essa decisão já está tomada, e é melhor você parar de se opor antes que as coisas fiquem piores pra você, Helena!

Helena recuou um passo, mas não abaixou a cabeça.

— Piores? Você já destruiu tudo! Primeiro você destruiu nosso casamento, agora quer destruir a vida da nossa filha! Eu preferia morrer a deixar isso acontecer!

Jackson explodiu em raiva e, sem pensar, deu um tapa no rosto de Helena. O impacto a fez cambalear, mas ela não caiu.

— Você não sabe o que está dizendo! Tudo o que fiz foi para proteger essa família!

Helena riu com amargura, passando a mão no rosto marcado.

— Proteger? Você não sabe o que é isso. Você é um homem podre, egoísta, e só pensa em si mesmo!

Jackson a segurou pelos ombros e a sacudiu com força, os olhos brilhando de ódio.

— Cale essa boca antes que eu faça algo que você vai se arrepender!

Helena tentou se soltar, mas Jackson a empurrou com violência, jogando-a contra a cama. Ela caiu desajeitada, e ele continuou avançando, furioso.

Do corredor, Mirella e Priscila observavam, petrificadas.

— A gente precisa ajudar! — sussurrou Priscila, tentando se mexer.

— Não! A mamãe sempre disse pra gente ficar fora disso... — respondeu Mirella, com lágrimas escorrendo.

Dentro do quarto, Helena se levantou com dificuldade.

— Eu não vou deixar você fazer isso com a Priscila! Nem com nenhuma das minhas filhas! Você pode me bater, me ameaçar, mas não vai tirar o que eu tenho de mais precioso!

Jackson não respondeu. Ele pegou um copo de vidro e o arremessou contra a parede, perto de Helena.

— Você está me tirando do sério, Helena! Elas são minhas filhas também, e eu decido o que é melhor para elas!

— Decidir? Você não tem direito nenhum! Você é só um tirano que destrói tudo o que toca!

Enfurecido, Jackson agarrou Helena novamente e a jogou no chão. Desta vez, ela caiu sobre os cacos de vidro espalhados, gemendo de dor.

— Eu avisei, Helena! Não teste a minha paciência! — gritou ele, saindo do quarto e batendo a porta com força.

Helena ficou no chão, lutando contra a dor. O sangue escorria de cortes profundos em suas mãos e braços, mas ela estava mais preocupada com o que acabara de acontecer. Com dificuldade, estendeu a mão para pegar o celular que havia caído ao seu lado.

Do corredor, as meninas correram de volta para o quarto delas, o coração pesado.

Lá embaixo, Emilly chegou apressada e tentou entrar na mansão.

— Diogo, pelo amor de Deus, abra esse portão! Algo está errado! — implorou ela.

— Senhora, ordens do patrão. Ninguém entra sem permissão.

— Se você não abrir esse portão agora, eu vou chamar a polícia! — ameaçou Emilly, desesperada.

Enquanto isso, Helena conseguiu ligar para a irmã.

— Milly... venha... depressa... — disse ela, com a voz fraca.

— Helena, fala comigo! O que está acontecendo? Helena! — Emilly gritou ao telefone, mas a ligação foi cortada.

Emilly jogou o celular no banco do carro e saiu correndo em direção ao portão, gritando para que a deixassem entrar. Dentro da mansão, Helena fechou os olhos, exausta, enquanto o sangue formava uma poça ao seu redor. O único pensamento que ecoava em sua mente era "Minhas filhas nunca podem saber."

CAP-02 " A DOR DO DESESPERO"

Quando Mirella entrou no quarto de sua mãe, o cenário foi devastador. O quarto estava silencioso, exceto pelo som do coração de Mirella batendo descontrolado, como se já soubesse o que encontraria. Ela entrou, com o peito apertado, e ao virar a esquina do corredor, viu o corpo de Helena estendido no chão, coberto de sangue.

— Mãe! — A voz de Mirella soou como um grito de agonia, ecoando pelo corredor vazio, sem resposta.

Ela correu até o corpo da mãe, os pés pisando nas manchas vermelhas que marcavam o chão. As mãos trêmulas, ao tocá-la, estavam geladas. O sangue parecia não ter fim. Mirella estava em pânico, mas tentou se controlar, colocando as mãos no peito da mãe para tentar estancar o sangue que fluía.

Emilly entrou logo atrás, com uma expressão de horror que logo se transformou em desespero.

— Emilly! — Mirella chorou, sem conseguir formar palavras.

— Mirella, o que aconteceu? — Emilly perguntou, a voz tremendo, olhando em volta, como se procurasse uma explicação que não aparecia. Ela olhou para Helena, que estava imóvel, e seus olhos se encheram de lágrimas. — Não, não é possível!

Ela pegou o telefone, ligou para os paramédicos, sua voz falha enquanto as palavras saíam sem sentido.

— Preciso de ajuda! Minha irmã está gravemente ferida, por favor! — Ela berrava para o telefone, esperando que alguém, em algum lugar, fosse capaz de mudar a realidade que estava se desenrolando diante delas.

Logo a ambulância chegou, e o tempo pareceu esticar, como se a agonia daquelas horas tivesse se arrastado por uma eternidade. Helena foi levada rapidamente para o hospital, com Emilly, Mirella e Priscila seguindo atrás, em um carro, em um silêncio total, onde cada uma se afundava em seus próprios pensamentos.

UMA HORA DEPOIS

O hospital estava repleto de pessoas, mas, para Mirella, parecia um vazio absoluto. A espera era torturante. Ela andava de um lado para o outro, a mente em colapso, as mãos suando de nervoso. Priscila estava em silêncio, seus olhos estavam vazios, como se ela já tivesse perdido a capacidade de compreender o que estava acontecendo ao redor.

Quando o médico apareceu, o coração das duas acelerou, mas, antes que pudessem perguntar, ele já as encarava, como se soubesse a dor que sentiriam ao ouvir as palavras que viriam.

— Familiares da Sra. Helena Meireles? — O médico perguntou com uma expressão grave.

Emilly foi a primeira a se levantar, mas o medo nos seus olhos era palpável.

— Aqui! Doutor, como está minha irmã? — sua voz estava cheia de angústia, mas o doutor só balançou a cabeça, sem uma palavra de consolo.

— A Sra. Helena foi muito ferida. Ela perdeu muito sangue devido ao ferimento grave perto do coração. Além disso, encontramos hematomas por todo o corpo e sinais claros de enforcamento. — O médico disse com um tom de pesar.

Mirella deu um passo para trás, seu corpo instintivamente se encolhendo, como se a dor fosse física e não emocional. Ela não conseguia processar as palavras do médico. Priscila, ao seu lado, parecia ter sido golpeada com a mesma força, e seu rosto ficou branco como o de uma pessoa que tinha visto um fantasma.

— Não é possível! A mãe... nossa mãe não poderia estar assim! — Priscila gritou, mas as palavras não saíram com a intensidade que ela desejava. Era como se a realidade estivesse se distorcendo em volta dela.

Emilly não teve forças para responder. Ela ficou paralisada, sua mente lutando para assimilar o que estava ouvindo, mas tudo o que ela conseguia sentir era um desespero irreconhecível.

— Ela está... está em coma? — Mirella perguntou, sua voz um sussurro, como se fosse se quebrar a qualquer momento.

O médico assentiu, e as palavras vieram como uma lâmina afiada cortando o que ainda restava de forças nela.

— Sim, a Sra. Helena está em coma induzido. Os próximos dias serão cruciais, mas é uma luta difícil. Ela tem um longo caminho pela frente, e temos que esperar para ver como ela reagirá.

Mirella sentiu um nó se formar em sua garganta. O grito que ela tentou reprimir finalmente explodiu.

— Não! Mãe, não! — ela gritou, suas lágrimas queimando seu rosto.

O som de Emilly chorando, a dor de Priscila soluçando ao seu lado, tudo se misturava em um turbilhão que parecia não ter fim. Mirella queria desaparecer, queria voltar no tempo, salvar a mãe antes que fosse tarde demais, mas sabia que nada do que fizesse agora mudaria o que já havia acontecido.

ALGUNS MINUTOS DEPOIS

A sala estava pesada, e o silêncio dominava. Emilly estava sentada com a cabeça entre as mãos, tentando manter a compostura, mas a dor que sentia por sua irmã estava transbordando. Mirella e Priscila tentavam se acalmar, mas a verdade era que nenhuma delas conseguiria lidar com o que estava acontecendo. Era uma dor insuportável, como se o chão sob seus pés tivesse sumido.

Foi quando o telefone de Mirella tocou, quebrando o silêncio. Ela olhou a tela. Era Pedro, seu noivo. Ela hesitou, mas atendeu.

— Oi, minha princesa! — Pedro falou do outro lado da linha, mas Mirella mal conseguia escutar sua voz, seus olhos fixos no vazio à sua frente.

— Oi... tudo bem com você? — Ela tentou disfarçar, mas a voz estava quebrada, fraca.

— Sim, tudo bem. Eu só liguei para dizer que não vou voltar para casa hoje. Tenho muita coisa para resolver no trabalho. — Pedro disse, sem perceber a angústia no tom de Mirella.

Ela olhou para o celular e viu que ele havia desligado sem mais palavras. Ela não conseguia mais entender nada. Sua vida estava desmoronando ao seu redor, e ele não tinha sequer notado.

— Ele desligou na minha cara... — Mirella sussurrou, sentindo a sensação de abandono.

Priscila estava ao seu lado e tentou acalmá-la, mas nada parecia ajudar. Mirella queria gritar, queria quebrar tudo ao seu redor, mas se segurava, pensando na mãe, na dor que ela sentia. Ela queria ser forte, mas a cada segundo sentia que estava se afundando mais e mais.

Priscila a abraçou, mas nada poderia trazer alívio para aquela dor.

Mirella se permitiu chorar, sem forças para mais nada, a dor tomando conta de seu corpo e alma. Não havia consolo para o vazio que havia se instalado em seu peito.

AO AMANHECER

A noite passou lentamente. Mirella e Priscila estavam no hospital, aguardando mais notícias. O tempo parecia ter congelado, esticando as horas em um tormento sem fim. Elas estavam fisicamente exaustas, mas mentalmente ainda não conseguiam descansar. A mente de Mirella estava em um turbilhão de pensamentos sombrios e devastadores.

Quando o médico apareceu novamente, as duas se levantaram, esperando por qualquer notícia, mesmo que fosse a mais mínima.

— Familiares da Sra. Helena Meireles?

Emilly se levantou primeiro, os olhos vermelhos de tanto chorar.

— Aqui, doutor. Como está minha irmã? — sua voz estava rouca, mas ainda havia uma pitada de esperança em suas palavras.

O médico olhou para elas, e sua expressão era de quem trazia apenas más notícias.

— Não há muitas mudanças no quadro dela. Estamos aguardando uma reação, mas... a situação é muito grave... Ela pode falecer a alquer momento...

O golpe foi tão forte que Priscila quase desmaiou, e Mirella, com os olhos cegos de lágrimas, não conseguiu mais segurar a dor.

A cena se arrastou em um silêncio profundo.

CAP-03 " A COVARDIA DO MEU PAI"

Assim que elas colocaram os pés dentro da mansão, perceberam que estava tudo virado de ponta cabeça.

Elas ficaram de boca aberta, mal conseguiam acreditar no que estava diante dos seus olhos. Essa foi a primeira vez que a casa estava naquela situação.

— Então vocês chegaram — Jackson estava descendo a escada, com um cigarro entre os dedos.

Elas ficaram caladas, sem dizer uma palavra.

— Como está a mãe de vocês?

Priscila olhou para o seu próprio pai, com um olhar de desprezo e rejeição.

— Você ainda tem coragem de perguntar? Por sua causa ela está em coma. Você sabia que ela pode ficar daquele jeito pelo resto da vida?

Jackson começou a rir.

— Isso é culpa sua...

— Culpa minha?... Você bateu na minha mãe até ela ficar sem forças— Disse Priscila, entrando para dentro de casa, e chegando cada vez mais perto do seu pai.

— Se ela tivesse deixado você assinar o contrato que eu entreguei, nada disso teria acontecido.

— Pai, esse contrato é mais importante que a sua própria família? Esse contrato é mais importante que a vida da sua esposa, a mãe das suas filhas?— Perguntou Mirella, com um olhar de indignação.

— Claro que não. Isso é para o bem de vocês.

— Para o nosso bem? Já que era para o nosso bem, por que você bateu na mãe por causa do contrato? Por que você quase matou ela? O que tem de tão importante nesse contrato? — Mirella queria saber de tudo.

— Eu assinei um contrato com Graziela Martini, a esposa de um dos homens mais bem sucedidos de todo o país. É um contrato de casamento, eu teria que casar uma das minhas filhas com um de seus filhos, ela tem cinco filhos, então eu não sei qual que vai casar com você. Mas não se preocupe, todos eles são bilionários, você vai viver uma boa vida.

— Então isso era para o nosso bem? Você quer casar a minha irmã, com um homem que ela nunca viu na vida, uma pessoa que ela não conhece, não sabe com o que ele trabalha?

— Minhas filhas, não pense nessas coisas desnecessárias, o que é mais importante ele tem...

— O dinheiro? O dinheiro é mais importante que a minha felicidade, o meu direito de escolher a pessoa que eu quero dividir a minha vida?

— O que adianta passar a sua vida com um homem que não tem aonde cair morto? Um homem que não vai te dar uma vida de luxo?

— Ele vai me dar amor, carinho, vai me trazer segurança. E o principal... ele vai ter caráter. Se eu tiver um homem desse na minha vida, eu já tenho tudo, eu vou ser muito feliz — Priscila nunca se importou com dinheiro.

— Feliz? Ninguém pode ser feliz sem dinheiro.

— Não pai! O senhor que não consegue ser feliz sem dinheiro. Você prefere dar valor no seu dinheiro sujo... do que na sua própria família.— Priscila não conseguia mais olhar na cara do seu pai.

— Eu não dou valor em vocês? Eu sempre dei tudo o que vocês me pediam?

— Sim pai. Você deu tudo que o seu dinheiro pode comprar. Mas quando você nós deu amor? Quando você foi realmente um pai nas nossas vidas? Quando você tratou a minha mãe como mulher?

Aquela sala foi coberta por um silêncio total.

Priscila percebeu que o seu pai não tinha respostas para a sua pergunta, ela apenas o ignorou e foi para o seu quarto.

— Pai, eu realmente não te conheço— Disse Mirella, enquanto ia atrás da sua irmã.

Jackson foi para o escritório, pegou o contrato, uma caneta e foi para o quanto da Priscila.

TOC*TOC*

Mirella abriu a porta.

Jackson pegou o contrato e jogou na cama, aonde Priscila estava deitada.

— Aqui está o contrato, faça o que quiser com ele. Você tem três dias para pensar no que você vai fazer. Se você assinar o contrato, eu prometo que eu vou fazer de tudo para a mãe de vocês saírem do coma. Mas se você não assinar, nunca mais me peça nada, eu vou esquecer que já tive filhas— Jackson jogou a caneta perto Priscila e saiu do quarto.

— Como ele teve coragem de dizer isso? — Mirella tava indignada com aquele homem, ela não queria acreditar que ele era o seu pai.

— Será que um dia, o nosso pai vai tomar jeito?.

—Priscila, esquece o pai, esse casamento, o contrato, vamos deixar esse assunto de lado. A única coisa que agente tem que se preocupar agora é com a saúde da mãe.

— Você está certa.

— Eu vou ir tomar banho, porque eu vou encontrar com a tia no hospital daqui a pouco. Você vai ficar aqui em casa Priscila, qualquer coisa você me liga.

— Tá bom.

Mirella foi para o seu quarto.

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