Evangeline Dias.
Sou Evangeline Dias, tenho 35 anos, professora de Inglês, mãe de 3 filhos e casada há 10 anos com o Carlos Antunes. O meu marido é dono de uma rede de supermercados, com muitos funcionários e faz muitas viagens a negócios. Vivemos numa cidade pequena no interior.
Há alguns anos nos endividamos, aliás, ele se endividou e não soube como lidar com a perda de vários estabelecimentos e as brigas passaram a ser constantes. Já tínhamos muitos desentendimentos, mas começou a ficar insuportável. Ele é o tipo de pessoa que não se importa com os meus sentimentos, se está bom para ele, não se importa comigo nem com os nossos filhos.
Na verdade, tenho apenas um filho com ele. O Ben, que já é adolescente, e a Iasmim são frutos de um relacionamento do passado, onde me envolvi com uma pessoa que só quebrou meu coração. Desde então, faço o que posso apenas pelo bem dos meus filhos, eles chamam o Carlos de pai, mas vejo que sentem medo dele. O Lucca é nosso filho e já tem 7 anos.
Tudo relacionado as crianças sou eu quem sou a responsável. Levar para a escola, comprar tudo que precisam, lazer, esporte, ajudar nas tarefas que trazem da escola, tudo sou eu. Ele não me ajuda financeiramente, diz que é investimento, e nem com as tarefas árduas diárias. Na nossa casa não tem empregadas, sou eu e os meus filhos quem cuidamos de tudo. Ainda tenho que trabalhar como professora de Inglês e tentar ficar bonita para ser apresentável nas reuniões sociais de trabalho do meu marido.
As vezes sinto-me esgotada e morro de ódio principalmente quando estou cansada devido às tarefas diárias, o Carlos não me ajuda e ainda vem me procurar a noite. Acho que já esperei muito dele e como não supriu as minhas expectativas, não sinto mais nada por ele.
Faço sexo com ele por causa da famosa frase "mas você é minha esposa". Sinto-me suja, magoada e ferida. O nosso casamento para mim já acabou faz tempo.
Já dormi por diversas vezes no quarto da Iasmim enquanto colocava-a para dormir. Ela sempre tem muitos pesadelos, então não gosto de deixar muito tempo sozinha. Algumas vezes quando adormeço no quarto da minha filha, acordo com o Carlos me arrastando da cama, parece até estar bêbado, mas não está, é só para satisfazer o ego dele de ter uma mulher na cama dele. As vezes preferia que ele arrumasse outra mulher por fora.
Trabalho numa escola onde leciono para alunos de várias idades e esse ano uma velha amiga, Janaina, começou a trabalhar na mesma escola e junto vieram os filhos dela.
Leciono para os dois, João Pedro e Anna Clara. Eles são muito gentis. A Janaína acabou de se separar e voltou para a casa dos pais dela e voltamos a conversar e conviver mais.
Outro dia, a Anna, com toda a sua inocência de criança, durante uma aula onde deveriam colocar os nomes dos membros da família, e relacionar com o grau de parentesco, me disse que encontrou uma foto minha na casa da avó e perguntou para a Janaína, que a mandou perguntar para o tio Sidney, porque a foto era dele. Eu quase tive um infarto. O tio da Anna foi muito importante para mim. Nos relacionamos por um tempo, mas ele era muito imaturo para assumir um compromisso, foi aí que conheci o Carlos e acabei me envolvendo com ele e o Sidney ficou para trás. Ele é 5 anos mais novo que eu, e já tem mais de 10 anos que tivemos um rápido e intenso romance, mas ficou no passado como uma lembrança muito boa.
Quando me envolvi com o Carlos, a minha vida já era bagunçada. Na minha cabeça os meus pais sentiam muita vergonha de mim, então me casei logo e aqui estou eu. Amargurada, fingindo ser feliz num relacionamento tóxico, me sentindo uma escrava sexual e agora louca para saber porque o Sidney ainda guarda uma foto minha.
10 anos atrás
Evangeline
6 de maio foi aniversário da minha amiga Júlia. Consegui fazer uma festinha surpresa para ela na casa onde estou morando de aluguel com o meu irmão, Sávio, e os meus filhos. O Ben e a Iasmim foram para a casa dos meus pais e ficamos só os adultos e aproveitamos para comemorar essa data especial. Afinal, não é todo dia que se comemora 24 anos.
Convidei poucos amigos que temos, o meu irmão também convidou alguns amigos dele e foi muito bom.
Na festa nos divertimos muito e o que aconteceu durante foi surreal. Vi o Sidney praticamente crescer e ele me aparece todo lindo e seguro de si. Já tarde, final da festa, estava cansada e ficamos no meu quarto, ele, a Sarah e o Rafael conversando. A Sarah e o Rafa saíram, pois estavam ficando as escondidas, mas todos sabiam, e eu fiquei só com o Sidney. Conversamos por horas e percebi que ele não era mais aquele menino que ia na minha casa jogar videogame com o meu irmão, mas um cara super atraente que senti uma vontade enorme de beijar. Sei que ele também sentiu, mas não rolou.
No dia seguinte fiquei o dia todo pensando sobre isso, sobre o beijo que não rolou, mas saio desses devaneios e me lembro que sou mais velha, divorciada e mãe de dois filhos.
Os dias se passaram ... ele sempre vinha na minha casa para conversar com o Sávio. Cada vez que ele aparecia sentia aquele desejo de beijar aquele garoto. Ele sabia exatamente como me atiçar sem dizer uma só palavra.
Quatro meses se passaram e o Sidney não saia mais da minha casa, toda semana ele aparecia pelo menos duas ou três vezes na semana. Todas as vezes ele ia até a cozinha onde eu estava para conversar e brincava com os meus filhos. Ele não sabe o quanto aquilo me cativava.
Feriado de 7 de setembro, meus filhos foram para a casa do pai, os meus amigos programaram um passeio numa cachoeira, mas eu não me aguentava mais de vontade de sentir o gosto do beijo do Sidney. Ele também queria, pois, não parava de me provocar. Combinamos silenciosamente de não ir. Ele saiu antes de todos e fiz sinal pra ele voltar. Assim que todos saíram de moto, ele voltou e aproveitamos para matar todo o desejo que sentíamos um pelo outro. Nos beijamos loucamente e foi melhor do que nos meus sonhos. Nunca fui de me entregar de primeira, mas com ele eu não poderia perder a oportunidade, pois não sabia quando teríamos outra chance.
Transamos na sala, no tapete do chão. Ele foi maravilhoso, fazia tempos que eu não fazia sexo e me senti como nunca antes.
Ele me levou ao paraíso em poucos minutos. O desejo que antes era de uma forma, triplicou, passou a ser avassalador e nos amamos como se não houvesse mais ninguém no planeta.
Após terminamos, fui ao banheiro e quando voltei veio a decepção: ele foi embora sem se despedir.
Fiquei furiosa e me arrependi no mesmo momento de ter cedido aos meus desejos.
Ele desapareceu e não deu nenhuma notícia durante mais de duas semanas. O meu ódio estava no limite e ao mesmo tempo pensei comigo que foi apenas uma aventura para nós dois, não significou nada para ele, então também não devia me sentir daquela forma.
Caros leitores, após uma parada nas escritas, aqui estou mais uma vez trazendo uma história recheada de conflitos e muito drama. A nossa mocinha, Evangeline, é uma mulher sofrida, que luta tanto quanto nós, donas de casa, mães e esposas. Ela se envolve numa cilada do amor, será que isso pode dar certo?
Espero que gostem e curtam muito para subir a nossa história e assim mais pessoas terem a oportunidade de também ler. Conto com vocês. Tenham uma boa leitura.
Prometo publicar sempre, mas não garanto que posso conseguir fazer isso todos os dias.
Agradeço a compreensão de vocês.
Beijos de luz!!! 🌟😘
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