...Foto Representativa...
...Personagens Principal...
...(Manuela Eberhardt - 21 anos ☝🏽 )...
...☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆...
...> Manuela <...
■ Sitka, Alasca, EUA
Georgina — Então, o que eu queria conversar com você é... — A observo com bastante expectativa, já que acordei com o seu telefonema. Ela parecia agitada e dissera que precisava falar comigo com urgência. Já faço uma ideia da novidade que tem a me contar, mas a ansiedade me consome. Por isso, me apressei em encontrá-la o quanto antes.
— ... que eu consegui, Manu. Consegui aquela vaga de Coordenadora Editorial. — Ela fala, totalmente empolgada, e eu não consigo evitar sentir o mesmo. Estou muito feliz por Georgina, de verdade.
Dou um salto de tanta alegria, mal contendo meus gritos.
Apesar de ser minha chefe, Georgina se tornou uma das minhas melhores amigas. Ela é coordenadora de uma pequena editora de livros aqui na cidade. Mesmo com seu cargo, a empresa não paga tão bem quanto gostaria. Recentemente, ela me confidenciou que havia se inscrito para uma vaga em Seattle — minha cidade dos sonhos, onde meu namorado mora. Sempre quis me mudar para lá, mas certas circunstâncias me mantiveram presa a Sitka.
Para ser sincera, até tentei conseguir estágio em Seattle depois de me formar. Mas nenhuma empresa me contratou. Nem as menores me deram uma chance, e nas maiores, mais prestigiadas, nem preciso comentar. Era tudo muito concorrido, e cada "não" que recebi foi uma decepção imensa.
Então, permaneci onde estava, na Editora Brown. E jamais imaginei que receberia uma proposta como a que Georgina estava prestes a me fazer.
Manuela — Estou tão feliz por você, de verdade! Você merece. — Digo, abraçando-a com entusiasmo.
Ela sorri, mas seu olhar ainda guarda algo mais.
Georgina — Ainda não terminei. Você não sabe a melhor parte.
A expectativa me corrói.
Manuela — Ainda tem mais? — Pergunto, ansiosa para que ela continue.
Ela respira fundo e faz suspense antes de finalmente revelar:
Georgina — Eu posso levar uma pessoa comigo. Você é excelente no seu trabalho, uma ótima assistente, e tenho certeza de que crescerá bastante em Washington. Além do mais, teria a oportunidade de trabalhar para uma grande editora, a Prince Publishing.
Fico completamente sem reação. As palavras dela ecoam na minha mente, mas demoro alguns segundos para processá-las. Eu vou mesmo para Washington? Eu realmente vou trabalhar para uma das melhores editoras do mundo?
Os olhos se enchem de lágrimas, e tudo o que consigo dizer é:
Manuela — Você está falando sério?
Ela ri, confirmando com a cabeça.
Georgina — Muito sério. Então? O que me diz?
Manuela — Nem preciso responder. Com toda a certeza, eu aceito! — Digo, sem hesitar.
Num impulso, a abraço novamente, chEia de gratidão, felicidade.
...☆☆☆☆☆☆☆☆...
Charlotte — Querida, você está realmente certa disso? — Minha mãe me olha com um misto de tristeza e apreensão depois que lhe conto sobre a proposta de Georgina para a vaga de Assistente Editorial em Seattle.
Sei que essa notícia não é fácil para ela. Sempre fomos muito próximas, e a ideia de me ver partir, de fato, a entristece.
Manuela — Mais do que certa, mãe. A senhora sabe que esse sempre foi o meu sonho. — Seguro sua mão com carinho, tentando transmitir confiança. — E o melhor de tudo é que Raphael e Harper moram lá, então não ficarei totalmente sozinha.
Ela suspira, seus olhos brilhando com emoção.
Charlotte — Vejo que já está decidida. E, como sempre te ensinamos, deve correr atrás dos seus sonhos. — Ela força um sorriso. — Tudo o que posso fazer é concordar e te desejar muita felicidade e sucesso, querida.
Joseph — Exatamente. Sua mãe tem toda Razão. Estamos orgulhosos de você. — Meu pai, intervém, sua voz firme e cheia de orgulho.
Os dois me puxam para um abraço apertado, e eu me permito fechar os olhos por um momento, sentindo o calor e a proteção que sempre me deram.
Charlotte — Terei que aprender a lidar com as muitas saudades que vou sentir de você... — Minha mãe sussurra, sua voz embargada.
Meu pai suspira pesadamente.
— Nem me lembre disso... — Ele murmura, e percebo que, apesar do orgulho, a dor da despedida já começa a pesar sobre ele também.
...☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆...
■ Alguns dias depois.... 🗓
Gael – Está levando a casa toda? – Meu irmão pergunta, arrastando minha mala até o carro com bastante dificuldade.
Júlia – Sua irmã está de mudança, e imagino que essa mala esteja repleta de livros. – Minha cunhada fala, tentando me defender.
Manuela – Exatamente! Então tenha cuidado com os meus filhos. – Brinco.
Ana – Titia, você tem mesmo que ir? – Ela me olha com um olhar tão triste que preciso me esforçar bastante para não mudar de ideia.
Manuela – Querida, a tia precisa ir atrás dos sonhos dela. Quando você for um pouco maior, vai entender. Então, não fica triste. – Digo, limpando as lágrimas que rolam pelo seu rostinho.
– Eu vou voltar sempre que possível para visitar você. E o melhor é que irei te trazer uma dúzia de presentes. – Seus olhos se iluminam ao escutar a palavra "presente".
Ana – Promete de mindinho?
Manuela – Prometo. – Digo, juntando meu mindinho ao dela.
Ana – Te amo, titia. – Ela me abraça, e eu acabo não conseguindo conter as lágrimas.
Manuela – Também te amo, pequena. – Digo, beijando sua testa.
Olívia – Ainda bem que cheguei a tempo! – Ela fala, parando e respirando, ainda ofegante.
– Mais uma que vai me abandonar... Primeiro minha irmã, e agora você. – Sua voz sai um pouco falha, e tenho certeza de que ela está se esforçando muito para não chorar.
Olívia tem a minha idade e é irmã mais nova de Harper, que é três anos mais velha. Nós três crescemos juntas, já que nossas mães se conhecem desde a infância e são, basicamente, inseparáveis. O que resultou em nossa amizade. Estudamos juntas até o ensino médio e até fomos para a mesma universidade. Eu me graduei em Letras, e ela, em Pedagogia. Diferente de Harper e de mim, Olívia nunca pensou em deixar Sitka. Seus objetivos e planos de vida sempre foram voltados para a cidade. Atualmente, ela está noiva de Cristian, irmão mais novo de Raphael, meu namorado.
Pois é... Foi através dela que acabei o conhecendo. Começamos nosso relacionamento pouco depois de eu completar 18 anos. Até antes desse momento, eu não pensava muito em me relacionar com ninguém. Mas ele foi bastante insistente e acabou conseguindo fazer com que eu esquecesse uma certa pessoa. Ou, pelo menos, tentasse.
Manuela – Eu também, amiga... Vou sentir demais a sua falta. – Digo, retribuindo seu abraço.
Após me despedir, entro no carro do meu irmão e seguimos rumo ao aeroporto.
Meus pais foram bem cedo para a cafeteria receber algumas mercadorias e ficaram de me encontrar no aeroporto para se despedirem. Não leva muito tempo, e logo os dois chegam. Me despeço deles e do meu irmão e, por mais que eu não queira demonstrar, tenho bastante dificuldade para controlar o choro e a saudade que já aperta no peito.
Georgina foi para Seattle há cerca de uma semana e me deu um tempo para achar um lugar nesse curto período. Ela até me ofereceu seu apartamento para ficar, só que eu teria que dormir no sofá, já que há apenas dois quartos: um dela e outro de seu filho, Edward, que tem exatos sete anos. Não querendo abusar muito, acabei aceitando ficar um tempo no apartamento de Harper. Minha primeira ideia era ficar com Raphael, mas tive que descartar essa possibilidade, já que ele disse que estava dividindo o apartamento com um amigo e que era bastante apertado. Disse também que não se sentiria confortável se eu fosse residir lá.
Ele pediu um tempo e garantiu que, se conseguisse sua esperada promoção, muito em breve iria se mudar. E que, com toda certeza, eu poderia ficar com ele. Entendi sua situação e concordei com a ideia, bastante feliz e empolgada.
Charlotte – Me liga assim que chegar.
Manuela – Pode ter certeza de que ligarei.
Gael – Se cuida. E qualquer problema, não hesite em ligar.
Joseph – Vá com Deus, querida. – Meu pai diz logo após beijar minha testa.
Manuela – Eu amo todos vocês. – Lhes dou um último abraço e sigo para o portão de embarque.
...☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆...
Conhecendo Alguns Personagens:
.......Georgina Sparks...☝🏽...
...35 anos...
...(Chefe e Amiga de Manuela)...
........Charlotte Eberhardt....☝🏽...
...(Mãe de Manuela)...
.......Joseph Eberhardt....☝🏽...
...(Pai de Manuela)...
.......Gael Eberhardt....☝🏽...
...28 anos...
...(Irmão mais velho de Manuela)...
........Julia Eberhardt....☝🏽...
...25 anos...
...(Cunhada de Manuela)...
......Ana Eberhardt ... ☝🏽...
...3 anos...
...(Sobrinha de Manuela )...
........Olivia Yazzie.... ☝🏽...
...21 anos...
...(Melhor amiga de Manuela e Irmã caçula de Harper)...
...☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆...
...*🔴*Autora:...
Olá, meus amados leitores! Estou de volta mais uma vez. rs 🤭😊
Tirei alguns dias de descanso, pois estava precisando. 🥱
Apesar de amar escrever e estar feliz por compartilhar minhas histórias com vocês, eu realmente precisava desse tempo.
Bom, como nos livros anteriores, quero comunicar que a história ainda está em desenvolvimento. Então, é normal que eu demore na atualização dos capítulos. Peço paciência e compreensão de todos. Para aqueles que não têm muita paciência para esperar as atualizações, aconselho que aguardem até o livro ser concluído.
No momento, tenho apenas dois romances finalizados na plataforma: Meu Romance Secreto e Uma Nova Chance Para o Amor. Para quem ainda não leu, sintam-se à vontade. 🤭🙃
Lembro a vocês que todo processo tem o seu tempo. 🙏🏽
Ah, não se esqueçam de deixar aquele like 👍🏽 ao final de cada capítulo e comentar o que estão achando. Isso contribui bastante para o crescimento e divulgação do meu livro. E devo confessar: adoro ler seus comentários! Amo a interação de vocês com as obras.
Sintam-se à vontade para me presentear e votar na minha obra. 😊
Beijos e boa leitura! 😘❤️
Atenciosamente, Marta Iglesias.
...> Manuela <...
🔵 Parte 1
■ Seattle, Washington, EUA
● Aeroporto 🛩
Assim que desembarco, meus olhos percorrem o movimentado aeroporto de Seattle. A agitação ao meu redor é intensa—passageiros apressados arrastando malas, anúncios ecoando pelos alto-falantes, famílias se reencontrando com abraços emocionados. Meu coração bate acelerado, ainda tentando processar o fato de que finalmente estou aqui.
Então, avisto Harper. Ela sorri antes mesmo de se aproximar e, sem hesitar, me envolve em um abraço apertado.
Harper — Manu, fico tão feliz em ter você aqui! — sua voz transborda animação.
Retribuo o abraço com força, sentindo um misto de alegria e saudade.
Manuela — Eu também! Senti tanta falta de você.
Harper sempre foi mais do que uma amiga; ela é praticamente uma irmã para mim. Crescemos juntas em Sitka, nossa cidade natal, compartilhando sonhos e planos para o futuro. Desde pequenas, desejávamos nos mudar para Seattle e construir nossas carreiras aqui. Ela conseguiu realizar esse plano primeiro—assim que terminou o ensino médio, conquistou uma bolsa de estudos na The George Washington University, onde se formou em Marketing.
Agora, Harper está vivendo um momento incrível: além de ter sido promovida na multinacional onde trabalha, recebeu a oportunidade de passar um ano na França. Fiquei imensamente feliz por ela, mas não posso negar que também senti um aperto no peito ao saber que ela partiria tão rápido.
Harper — Você vai amar o apartamento — ela diz, enquanto pegamos minhas malas. — Me sinto tão aliviada em deixar alguém de confiança cuidando dele nesse tempo que estarei fora.
Manuela — Prometo cuidar como se fosse meu. E, mais uma vez, obrigada por me oferecer um lugar para ficar.
Harper — Eu sei que vai cuidar bem dele. Mas queria tanto poder aproveitar mais a cidade com você… Mostrar os lugares incríveis daqui. Por que teve que vir justamente faltando um dia para minha viagem?
Ela tem razão. O plano original era eu ter chegado alguns dias antes, para que pudéssemos passar mais tempo juntas. Mas meus pais insistiram em aproveitar cada momento ao meu lado antes da minha partida, e eu também queria ficar um pouco mais com eles.
Manuela — Sinto muito, de verdade — digo, suspirando. — Mas Não consegui vir antes. Meus pais quiseram aproveitar o máximo de tempo comigo.
Harper sorri de leve, compreensiva.
Harper — Eu entendo perfeitamente. Com os meus pais não foi muito diferente.
Caminhamos lado a lado pelo aeroporto.
Manuela — Estou muito feliz pelo seu crescimento aqui em Washington — digo, sincera. — Não é todo dia que uma amiga se muda para outro país.
Harper dá de ombros, tentando minimizar sua conquista.
Harper — Ah, isso não é nada. Muito em breve, será você que dominará a cidade com sua editora.
Seu voto de confiança me faz sorrir.
Manuela — Assim espero.
...☆☆☆☆☆☆☆☆☆...
■ Apartamento
Manuela – Nossa… Uau! Arrasou, amiga. – Digo, girando lentamente sobre os calcanhares enquanto observo cada detalhe do lugar ao meu redor.
O ambiente é aconchegante, iluminado por uma luz suave que se espalha pelas paredes de um tom quente e acolhedor. A decoração é sofisticada, mas sem exageros, com móveis bem posicionados e alguns quadros abstratos pendurados, dando um toque artístico ao espaço. Tudo parece ter sido cuidadosamente escolhido, criando um equilíbrio perfeito entre elegância e conforto.
— Ele é lindo — acrescento, ainda admirada.
Harper — Não é nada demais, e o espaço nem é meu. Estou alugando do meu primo. Ele está viajando a trabalho e não tem previsão de retorno.
Franzo a testa, surpresa.
Manuela — Do seu primo? — Pergunto, confusa, voltando minha atenção para ela.
Ela me encara por um instante, como se tentasse se lembrar se já havia mencionado isso antes.
Harper — Sim, lembra que eu estava ficando na casa dos meus tios quando me mudei para cá? — Ela questiona, e eu apenas confirmo com um aceno de cabeça.
Apenas balanço a cabeça afirmativamente, incentivando-a a continuar.
— Assim que me formei e comecei a trabalhar, resolvi sair de lá. Queria um pouco de liberdade e privacidade. Você não faz ideia de como é difícil achar um cantinho que seja do seu gosto e ainda barato por aqui. — Ela revira os olhos, como se relembrasse a frustração das buscas intermináveis por um lar. — Tive muitos problemas com apartamentos, e como sempre fui próxima do Max, basicamente nos falávamos todos os dias. Ele me contou que viajaria a trabalho sem previsão de retorno e acabou me oferecendo esse lugar para ficar. Confesso que fiquei tão surpresa quanto você quando ele me passou o endereço. Também não fazia ideia de que o lance das pinturAs dele estava dando tão certo.
Um sorriso involuntário se espalha pelo meu rosto.
Manuela — Então ele conseguiu? — pergunto, sentindo uma alegria genuína por ele.
Conheci Max quando tinha 15 anos. Na época, ele havia se formado há quase um ano na faculdade e estava passando alguns dias na casa dos tios.
Lembro-me perfeitamente do momento em que ouvi, por acaso, uma conversa de Dona Rosálie — mãe de Harper e Olivia. Ela comentava que Max havia acabado de sair da prisão. Meu coração disparou ao ouvir aquilo. Não consegui captar muitos detalhes, nem soube exatamente o motivo da prisão, mas aquilo me assustou.
Por um tempo, fiz de tudo para evitá-lo sempre que ia ver Olivia. O simples pensamento de estar perto dele me deixava inquieta. Mas, conforme os dias passavam e eu o observava melhor, comecei a questionar aquela história.
Max não parecia o tipo de pessoa que cometeria um crime. Pelo contrário. Ele era atencioso com Dona Rosálie, sempre disposto a ajudá-la no que fosse necessário. Era prestativo em todo lugar que ia. Havia algo nele que não combinava com aquela narrativa sombria que minha mente havia construído.
E, aos poucos, comecei a me perguntar se havia muito mais nessa história do que eu imaginava.
...☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆...
■ 6 anos antes... 🗓
● Festa de Olivia 🥳
O plano era simples: ir direto para o quarto de Olivia, fugir um pouco da agitação da festa e encontrar um lugar tranquilo para conversar. Mas, no meio do caminho, vozes abafadas me fazem hesitar. Meu instinto me diz para seguir em frente, ignorar a conversa, mas, por algum motivo, meus pés ficam presos ao chão.
Reconheço uma das vozes de imediato. Ava. Ela sempre vinha visitar Dona Rosálie, sua irmã mais nova. Embora soubesse que tinha um filho, Max raramente a acompanhava nessas visitas breves à cidade. Isso tornava sua presença ali ainda mais intrigante.
Curiosa, aproximo-me discretamente da porta entreaberta e prendo a respiração, lutando contra a culpa de estar ouvindo algo que claramente não deveria.
Ava — Filho, eu sei que foi minha ideia você vir para cá… — Ava diz, sua voz carregada de preocupação. — Mas o foco principal era você espairecer, decidir que rumo tomar a partir de agora. Eu não queria te pressionar, mas seu pai tem razão. Você devia pensar na possibilidade de dar aulas na universidade. Ele já até conversou com o reitor. É uma excelente oportunidade, e seu pai está se esforçando muito por você. Ele até conversou com a família daquela jovem, convencendo-os a retirar a queixa.
Há um breve silêncio, e então a voz de Max surge, carregada de ressentimento.
Max — Tudo que ele fez foi fazer um acordo pelas minhas costas com aqueles ricos medíocres.
Ava suspira, como se já esperasse aquela resposta.
Ava — Seu pai fez o melhor para te tirar daquele lugar. Você devia ser grato a ele por isso.
Max solta uma risada seca, carregada de incredulidade.
Max — Grato? — Ele repete, amargo.
A tensão no ar se intensifica. Sinto meu coração acelerar, sem entender completamente o que aquela conversa significa, mas pressentindo o peso dela.
— Tínhamos provas suficientes para acusar Chloe, mas…
Ava o interrompe, sua voz abaixando ligeiramente, como se o que estivesse prestes a dizer fosse um seGredo proibido.
Ava — Eles nos ameaçaram.
Max congela. Dá para sentir a mudança em sua respiração.
Max — Como assim, ameaçaram vocês? — Sua voz soa confusa, mas também cheia de um medo contido.
Ava — Eles são muito influentes, Max. Têm contatos. Garantiram que perderíamos nossos empregos. Disseram que você também sairia bastante prejudicado… — Ela hesita, mas continua. — Iriam garantir que nenhuma galeria expusesse seu trabalho e que ninguém te contratasse em outro lugar. Fizemos isso pensando em você, no seu futuro. Nós…
Max parece sem palavras. A revelação pesa no ar como uma tempestade prestes a desabar.
Max — Mãe, eu não fazia ideia, eu… — Sua voz falha, e então um som repentino corta o momento.
Meu telefone toca.
O som estridente ecoa pelo corredor, me congelando no lugar. O tempo parece desacelerar quando percebo o que acabei de fazer.
Max se vira em minha direção. Nossos olhares se encontram.
Meu coração martela no peito. Estou estática, presa no olhar intenso dele, sem ter ideia de onde enfiar a cara.
Manuela — Eu… eu sinto muito… — Minha voz sai baixa, quase um sussurro trêmulo. — Eu estava passando…
Meu rosto queima. Tenho certeza de que estou tão vermelha quanto um tomate.
— Não foi minha… — Balanço a cabeça, mortificada. — Sinto muito mesmo!
Antes que alguém possa dizer mais alguma coisa, giro nos calcanhares e praticamente corro para o quarto de Olívia, fazendo de tudo para esquecer o que acabei de ouvir—ou, pelo menos, fingir que nunca estive ali.
...☆☆☆☆☆☆☆☆☆...
Personagens:
.......Harper Yazzie.... ☝🏽...
...25 anos...
...( Irmã mais velha de Olivia e Melhor amiga de Manuela.)...
...Edward Sparks...
...7 anos...
...(Filho de Georgina)...
...☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆...
...> Manuela <...
*🔵*Parte 2
A festa segue tranquilamente, com os convidados já acomodados e se divertindo. Risadas e conversas animadas preenchem o ambiente, enquanto a música toca em um volume agradável. Mas minha atenção está presa em apenas uma pessoa.
Meus olhos seguem Max durante toda a festa. Algo dentro de mim despertou uma curiosidade ainda maior sobre ele, como se a conversa que ouvi mais cedo tivesse acendido um pavio dentro de mim. As palavras de sua mãe ecoam em minha mente. Sua prisão teve a ver com uma garota? Ele foi acusado injustamente? O que aconteceu exatamente?
Essas perguntas giram em minha cabeça sem trégua.
Odeio não saber a verdade sobre Max, e Olivia parece saber tanto quanto eu. Quando comentei com ela, sua expressão foi de pura confusão. Seus pais nunca contaram o que aconteceu, e ela sequer fazia ideia do que eu estava falando. Então, desconversei, fingindo que não era nada importante.
Agora estou no jardim, afastada da agitação, escrevendo tudo o que aconteceu hoje em meu diário. O ar fresco me acalma.
Estou tão absorta em meus pensamentos que nem percebo a presença de Max até escutar sua voz.
Somente então me dou conta de que ele está falando comigo.
Manuela — Me desculpe, disse algo? — Pergunto, erguendo o olhar para ele, já que estava completamente imersa no meu próprio mundo.
Ele sorri de canto, como se achasse graça na minha distração.
Max — Nada demais. Só estava curioso para saber o que tanto escreve nesse caderno.
Rapidamente, fecho o diário antes que ele possa ver qualquer coisa.
Manuela — Somente algumas anotações. — Respondo, tentando soar casual.
Max cruza os braços e me observa com uma expressão intrigada.
Max — Toda vez que te vejo, você parece muito concentrada nisso. É um diário ou algo do tipo?
Dou de ombros, pensando em como responder.
Manuela — Talvez… Mas algum dia pode se tornar algo mais. — Sorrio, sentindo um orgulho crescer dentro de mim. — No futuro, serei escritora. Na verdade, serei dona de uma editora. Assim, poderei publicar meus próprios livros e ajudar novos talentos a serem descobertos.
Max me encara por um momento antes de perguntar, com um tom melancólico:
Max — Então esse é o seu sonho?
Há uma tristeza subjacente na forma como ele diz isso, e antes que eu possa responder, ele solta um pequeno suspiro.
— Eu costumava sonhar como você nessa idade. — Força um sorriso, mas seus olhos não acompanham o gesto.
Minha curiosidade se intensifica. Essa é uma oportunidade perfeita para saber mais sobre ele.
Manuela — Por que costumava? — Pergunto, inclinando ligeiramente a cabeça.
Ele hesita, desviando o olhar para o céu por um instante, como se tentasse organizar os próprios pensamentos.
Max — É complicado. Você não entenderia.
Eu arqueio uma sobrancelha.
Manuela — Se você não for específico, pode ter certeza de que realmente não vou entender.
Max solta uma risada baixa, mas sem humor.
Max — Não é algo que eu queira conversar com uma adolescente. Você devia se juntar às suas amigas. Harper acabou de chegar.
Reviro os olhos, percebendo que ele está tentando mudar de assunto.
Manuela — Estou bem onde estou. Não sou muito fã de multidões.
E realmente não sou. Tia Rosálie basicamente chamou metade da cidade para os 15 anos de Olívia, e sua casa está completamente lotada. Olívia, por sua vez, não desgruda de Charles nem por um segundo, e ainda tem aquele irmão dele, sempre insistente.
— E posso falar com Harper depois. — Acrescento, abrindo cuidadosamente meu caderno, de forma que Max não consiga ler nada.
Ele observa meu gesto e solta uma risada baixa.
Max — Achei que insistiria mais.
Sorrio levemente.
Manuela — Devo confessar que minha vontade era essa. Mas não sou do tipo que força a barra quando alguém claramente não quer falar sobre algo.
Max me observa por um instante, como se estivesse me avaliando.
Max — Bem maduro da sua parte.
Manuela — Pois é, escuto bastante isso.
Há um breve silêncio antes que ele finalmente pergunte:
Max — Posso fazer uma pergunta?
Assinto, curiosa.
Manuela — Claro.
Ele respira fundo antes de encarar meus olhos diretamente.
Max — Quanto você ouviu da conversa?
Minha mente revisita o momento no corredor, a tensão no ar, as revelações que ele não esperava que ninguém mais ouvisse.
Manuela — Não sei ao certo… Acho que bastante. — Respondo com honestidade.
Max suspira, passando uma mão pelos cabelos.
— Posso te confessar uma coisa? — Brinco, citando uma das frases de um dos meus livros favoritos de Colleen Hoover. — Uma verdade nua e crua?
Ele arqueia uma sobrancelha, intrigado.
Max — Diga.
Eu me inclino levemente para frente, mantendo meu olhar fixo no dele.
Manuela — Eu já sabia sobre a prisão. O que me intrigava era não saber o motivo dela. — Faço uma pausa, observando sua reação. — Estive te observando bastante, e você não parece nem um pouco o tipo de pessoa que cometeria um crime ou algo pior. Mas hoje… pude ver que minhas suspeitas estavam certas. Você foi visivelmente incriminado.
Max fica em silêncio por alguns segundos, digerindo minhas palavras. Quando finalmente fala, sua voz carrega um peso difícil de ignorar.
Max — Pois é… É complicado. — Ele abaixa o olhar, parecendo distante. — Odeio o fato de Meus pais terem sido afetados. Eu não devia ter sonhado tão alto… Não devia ter tido tanta expectativa sobre a garota por quem era completamente apaixonado. Agora, não tenho nem forças para sonhar. Não consigo ao menos pegar no pincel… E isso era uma das coisas que eu mais gostava de fazer. Pintar paisagens, momentos. Minha inspiração se foi… Ela se foi.
Seus olhos se perdem em algum ponto distante.
— E agora sou obrigado a aceitar o emprego que me espera em Seattle, algo que nunca quis fazer.
Meu peito aperta ao ver o quanto ele sofre.
Manuela — Minha mãe sempre diz que o tempo cura todas as feridas. — Começo, com um sorriso leve. — É uma frase bastante conhecida… e certa. O tempo pode sim curar tudo, mas cabe a você deixar que ele faça o trabalho. Cabe a você permitir que a ferida se feche.
Ele me observa atentamente enquanto continuo.
— Cabe a você ajudar o tempo na cicatrização, ao invés de remoer a dor dia após dia. Não estou dizendo que é uma tarefa fácil, mas você precisa ser forte. Precisa suportar qualquer dor que o processo traga.
Dou uma leve pausa antes de finalizar:
— Existem pessoas que não merecem nossa tristeza. Que não merecem que soframos. Desistir dos seus sonhos por pessoas como essas… é pura burrice. Só daria a elas exatamente o que queriam: a certeza de que você não era capaz. Então, o que tenho a te dizer é bem simples, Max… Vá em busca de inspiração. Continue a nadar.
Max me encara por um momento e, então, um sorriso genuíno se espalha em seu rosto. Dessa vez, não há falsidade, não há tristeza mascarada. Ele realmente parece feliz.
Max — Acho que encontrei. — Diz, com um brilho novo nos olhos.
Posso dizer que foi nesse momento que nossa amizade começou. Pelo menos, até Max deixar a cidade.
Depois disso, o contato entre nós se tornou cada vez mais raro. No início, tentei manter a comunicação, mas ele estava sempre ocupado demais para atender minhas ligações ou responder minhas mensagens.
A cada dia, Max se afastava mais.
Então, decidi facilitar as coisas para ele.
Parei de procurá-lo.
...☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆...
■ Dias Atuais.... 🗓
Manuela — Então ele conseguiu? — pergunto, sentindo uma alegria genuína por ele.
A ideia de Max finalmente alcançar o sucesso que sempre mereceu aquece meu peito.
Harper franze a testa, confusa.
Harper — Como assim, ele conseguiu?
Desvio o olhar por um instante, escolhendo minhas palavras com cuidado.
Manuela — Eu só conversei com ele quando esteve na casa dos seus pais. E fiquei sabendo que as coisas não estavam indo muito bem. — Minto, tentando parecer casual.
Não quero revelar que, na verdade, sempre soube mais do que deveria sobre o passado de Max.
Harper cruza os braços, soltando um suspiro frustrado.
Harper — Pois é... Só de pensar que aquela infeliz da Chloe quase acabou com a carreira dele, me dá uma raiva...
Meu coração acelera ao ouvir esse nome. Chloe. Finalmente, Harper menciona algo mais concreto.
Minha curiosidade se intensifica.
Manuela — O que aconteceu exatamente? — Pergunto, tentando esconder o tom ansioso em minha voz.
Por anos, eu me contentei em não saber os detalhes. Sempre soube que havia uma história por trás do breve período de Max na prisão, mas nunca o pressionei a falar sobre isso.
A única coisa que sei com certeza é que foi por causa de uma garota. E isso, descobri por acaso, ao ouvir a conversa dele com sua mãe.
Mas agora, com Harper tocando no assunto, a oportunidade de finalmente entender toda a verdade está bem diante de mim.
...☆☆☆☆☆☆☆☆☆...
...*🔴*Autora:...
*🔴*Ps: Como em meus livros anteriores, ao decorrer dos capítulos vou colocando novos personagens.
*📢*Lembrando que todas as imagens utilizadas no livro, são representativas.
🙏🏽Não esqueçam de deixar aquele Like, ao final de cada capítulo. Até, bjs.👍🏽😘
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