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Meu Pedacinho De Amor

Autismo

✨Votamos, meus amores... Senti muito a falta de vocês. Feliz ano novo, que Deus abençoe sempre.

Nada melhor do que iniciar o ano com uma boa estória, não é mesmo? Então aproveitem, pois essa promete muitas emoções.

Beijo no coração e vamos lá...

😘♥️

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Autismo... Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)!

O Transtorno do Espectro do Autismo é considerado um transtorno de neurodesenvolvimento. Nele, a criança tem dificuldades na comunicação social e mantém interesses restritos e repetitivos.

Uma criança com TEA, possuí dificuldades em manter contanto visual por exemplo... dificuldade em fazer amizades e no brincar, entender emoções e sentimentos relacionados a outros; não se interessa por coisas que as outas crianças propõem; Aproximação de uma maneira não natural entre outras.

Mas uma coisa que não os faz diferente de outras crianças, e as vezes podem até ser ainda melhores... é a capacidade de nos dar amor. Um amor que não é fingido... claro que do jeito deles. Cada criança tem sua particularidade, cada um tem seu jeito de demostrar amor, mesmo que não entenda esse sentimento em sua totalidade. Posso dizer que alguns deles até entendem melhor do que nós!

O amor está nas pequenas coisas... no bom dia; no ‘’eu estou aqui pra você’’; está naquele sorriso ou olhar sincero; no carinho... no abraço... no cuidado; no mostrar pra pessoa que ela pode confiar em você.

Afinal, o que nos torna diferentes de uma pessoa com esse ou outro transtorno, se eles possuem a mesma capacidade de amar? Talvez ao ler essa pergunta, você diga: Essa autora esta louca!

Mas se pararmos pra pensar... tudo em que uma criança ou um adulto com transtorno do espectro autista tem dificuldade, um de nós já teve também. Eles têm dificuldade em fazer amizade... quantos de nós em algum momento da vida não teve essa dificuldade, seja por qualquer motivo? Quem nunca teve dificuldade em entender o sentimento do outro? Quem nunca agiu de forma ‘’não’’ natural? Rs A diferença é que por causa do transtorno, não são capazes de superar essas dificuldades em muitos casos... ao olhar pra uma criança ou um adulto com alguma dificuldade, entes de enxergar o transtorno... veja o tamanho e grandiosidade da capacidade dela de dar amor. Use sua capacidade de empatia... empatia com a pessoa e com os que estão ao seu redor (seja pai, mãe, tio, tia, avó, avô ou qualquer pessoa que esteja ligada diretamente aos cuidados dessa criança ou adulto).

Erick narrando

Sou um pai atípico... isso quer dizer que sou pai de uma criança portadora de necessidade especiais. Desde o dia que descobri, mesmo com toda influência e prestigio que tenho... não escapei dos olhares maldosos... olhares preconceituosos e o que mais me deixou indignado e transtornado... os olhares de pena!

Sério, por que as pessoas fazem isso?

Me afastei de muita gente por esse motivo, amigos de longa data... pessoas que eu respeitava. Cheguei a ouvir de uma pessoa bem próximo, que estava dando importância demais já que o nível do Luiz Miguel é o 1.

Eu quis matar a pessoa na hora... busquei informação e pesquisei muito pra mostrar pra ela e pra todo mundo que os autistas do nível 1, são os mais depressivos... eu cheguei me impressionar, pois autistas do nível 1 tem a maior taxa de mortalidade. Tudo isso por atraso no diagnóstico e consequentemente, no tratamento. Fora o preconceito das pessoas por eles ‘’não aparentarem’’ o transtorno. Como se fosso obrigatoriedade, parecer que tem um transtorno!

Eu amo o meu filho e não vou deixá-lo entrar pra essa estatística!!

Esse é meu pequeno... Ele tem 7 anos hoje!

Falar sobre autismo ainda é muito difícil para mim... Sempre amei muito meu filho, mas confesso que nem sempre fui próximo dele. Fui criado com a ausência do meu pai, que trabalhou muito para conquistar tudo que ele me deixou. Lembro que na infância, chegamos a passar necessidade... um dia ele chegou do trabalho e ainda não tínhamos comido nada. Ele me olhou com lagrimas nos olhos e me prometeu que isso não voltaria a acontecer.

Desde esse dia, ele trabalhou incansavelmente pra isso... apesar da distância, sempre senti seu amor comigo. Já minha mãe é outra estória... nessa época, ela decidiu se separar do meu pai, mas depois de ver tudo dando certo pra ele, ela ficou... não por amor, mas por interesse.

Luiz Miguel tem 7 anos e ela só viu o neto uma vez porque nos encontramos em um evento beneficente, que tivemos que o levar.

Com isso, pensei em trabalhar muito pra que nada falte pro Luiz Miguel... assim como meu pai fez. Achei que ensinaria algo com isso, mas não. Tudo que consegui, foi afastar o meu filho pra longe de mim, pois não entendia que meu pai fez tudo que fez por necessidade... não preciso trabalhar tanto, já temos mais que o suficiente pra viver e meu pai garantiu isso!

Depois que soube do diagnóstico, procurei a melhor equipe pra acompanhar o tratamento dele... porém, nem os melhores médicos, terapeutas, psicólogos, fonoaudiólogo, nutricionistas e psicopedagogos podem reparar o mal que eu mesmo causei... sei que vai levar tempo, que a jornada vai ser ainda mais difícil..., mas vou conquistar o amor e carinho do meu filho.

Quanto a mãe do Luiz Miguel, a Giulia... ela era todo pra mim. O amor da minha vida!

Um dia a levei em nosso restaurante favorito... ela amava aquele lugar. Queria ser romântico... o homem que ela merecia. Mas aquela noite, foi a pior da minha vida. Luiz Miguel estava conosco, pois ela nunca o deixava pra trás... ele tinha 3 anos quando ela morreu nos meus braços.

Lembranças...

Uma noite alegre, divertida e em família... lembro do último beijo, o último toque, o último olhar, o ultimo sorriso. Na saída do restaurante, o frentista não havia buscado nosso carro. O movimento estava intenso e haviam muitos clientes reclamando da demora do pobre menino, que especialmente aquele dia, estava trabalhando sozinho. Com isso, resolvemos caminhar até nosso carro, que não estava muito longe. Um homem se aproximou no exato momento que estava apertando o cinto do Luiz Miguel em sua cadeirinha... com muita calma, olhei pra homem e disse que ele poderia levar tudo, mas eu iria tirar o Luiz da cadeirinha. Depois dele concordar apontando a arma pra Giulia, me abaixei e tentei tirar o cinto do Luiz, mas sem sucesso. Até hoje me pergunto o porquê de uma cadeira tão boa falhar. O homem se irritou com a demora e começou a nos ameaçar... assim que ele apontou a arma pro nosso filho, Giulia pulou no homem que disparou a arma chamando a atenção de todos. O homem correu deixando pra trás o corpo da minha amada, que lentamente ia caindo. Sem reação e olhando em seus olhos, vejo a vida se esvair dela... essa dor eu não desejo a ninguém. Quando voltei a mim, corri até ela e a pus em meus braços... o grito de dor e angustia, aproximou os curiosos e os jornalistas que estavam próximo ao restaurante.

Com a certeza da morte que se aproximava, ela acariciou meu rosto e sorriu... a dor que estava sentindo, me impediu de aceitar sua morte. O desespero tomou conta e gritava pedindo pra chamarem uma ambulância, mas ela só queria uma coisa... que eu pegasse Luiz Miguel e o fizesse parar de chorar...

Ele vai precisar de você! – Foram suas últimas palavras.

Quando ela suspirou pela última vezes, tudo ficou escuro... me recusava a aceitar o destino da minha doce Giulia.

Depois disso, Luiz Miguel nunca mais disse uma palavra... Quatro anos sem dizer uma palavra. Me arrependo até hoje por ter demorado tanto tempo! Nunca maltratei ele, pelo contrário... sempre amei muito meu filho, mas não sabia como era ser pai. Não o pai que Luiz Miguel precisava.

Quatro anos sem dizer uma palavra... ele costumava brincar sozinho com o carrinho e de vez em quando, ouvíamos ele falando bem baixinho girando a roda do brinquedo. Giulia já tinha percebido o comportamento diferenciado..., mas ela não conseguiu investigar.

Tem um ano e meio que ele está no tratamento, mas apesar do tempo, ele pouco evoluiu e isso me dói... sinto raiva e culpa ao mesmo tempo. Me questiono porque deixei chegar a esse ponto, o porque não percebi antes... a psicóloga disse pra eu não pensar dessa forma pois nos casos como o dele é realmente quase imperceptível. Mas mesmo assim, é impossível não pensar que poderia ser diferente. Que eu poderia ter evitado tanto sofrimento pra ele.

Giulia era a melhor amiga da minha irmã Evelyn, que tem sido meu porto seguro esses últimos anos. Com tudo que está acontecendo... Evelyn que está no meu lugar na empresa. Quando precisa de ajuda, ele vem aqui pra decidirmos o que fazer.

Hoje levei o Luiz Miguel pra terapia e quando chegamos, ele foi direto pro quarto... a psicóloga me orientou a não forçar nada, mas não deixar ele sozinho. As noites são difíceis, pois ele pouco dorme... é raro ele dormir a noite toda.

É cansativo, exaustivo e estressante..., mas é o meu filho e nunca vou desistir dele!

Ana – Olá, querido... como foi?

Ana é nossa governanta e está aqui a uns 5 anos... mesmo do jeito dele, Luiz é bem agarrado a ela. Nos momentos de crise, só ela consegue o acalmar.

Erick – O mesmo de sempre!

Ana – Ele chegou mais enfezado que o normal rs...

Erick – Ah... a psicóloga dele teve um imprevisto de última hora e pediu pra um colega nos atender, ele não gostou.

Ana – Imagino!

Erick – Pode ficar de olho nele? Vou tomar um banho e já vou lá.

Ana – Claro! Eu estava pensando e queria te dar uma sugestão... Você está ficando exausto, talvez fosse uma boa ideia contratar alguém pra revezar com você.

Erick - Uma babá? Ana, não sabe que ele não lida muito bem com mudanças?

Ana – Mas ele tem que se acostumar... pode ser aos poucos. Se continuar assim, você não vai aguentar por muito tempo e ele precisa de você bem.

Erick – A psicóloga me disse isso.

Ana – Querido, ele já não tem a mãe... precisa que o pai esteja de pé!

Erick – Eu sei... vou pensar no assunto, ok?

Ana – Pensa com carinho... se cuidar também faz parte do tratamento dele!

Erick – Eu agradeço a preocupação e o carinho, Ana... prometo que vou pensar no seu conselho!

Ela abre um pequeno sorriso e sobe as escadas...

Sei que Ana tem razão, mas vou ter que pensar com bastante cuidado...

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Te amo, filho!

Erick

Depois que tomei banho, coloquei uma bermuda e uma blusa confortável na cor azul... Luiz Miguel fica menos irritado quando visto azul. E como preciso estar com ele, procuro fazer as coisas que não irritam ele. Lembro que quando fiz isso pela primeira vez, ele me olhou com um brilho indescritível no olhar... aquilo mexeu tanto comigo. Ver meu filho feliz com algo que fiz por ele, significa muito pra mim.

Depois disso, ele não me olhou mais aquele jeito... entendo que o processo e lento e que qualquer avanço é motivo de comemoração. Me agarro a isso todos os dias!

As refeições, ele faz exclusivamente com a Ana... ainda não aceita minha ajuda e isso me mata por dentro, pois sei que fui eu quem o afastou assim.

Entro em seu quarto e o vejo no canto com seu carrinho... respiro fundo e olho pra Ana.

Erick – Obrigado, Ana!

Ela me dá um pequeno sorriso e sai... me aproximo o máximo que posso, pois ele não gosta quando entro em seu espaço. Então me sento no chão e faço o que sempre fiz... converso com ele sobre o avô. Já percebi que ele presta atenção quando o assunto é o avô que ele nem conheceu.

Erick – Seu avô iria gostar muito de te conhecer, não acha?

Ele vira um pouco o rosto e depois volta a olhar pro carrinho...

Erick – Ele também gostava de carros, sabia? Uma vez ele comprou uma coleção inteira pra mim rs... aquele dia foi o melhor. Lembro que ele gostava de nos agradar, se estivéssemos felizes, era o bastante pra ele. Seu avô tinha uma vontade enorme de ter netos... ele dizia que trabalhou a vida toda, pra curtir a velhice com os netos.

Ao lembrar disso, meu peito aperta e as lágrimas descem... com toda certeza se estivesse aqui, ele me diria o que fazer. Tem dias que me sinto tão sozinho, perdido em meio a tudo que está acontecendo e os conselhos dele seriam de grande valia.

Erick – Eu te amo, filho... sei que não fui um bom pai até aqui, mas te prometo melhorar! Sabe... sei que você não quer falar e eu juro que entendo, mas o pai adoraria ouvir sua voz.

Ele permanece em silencio e não olha pra mim...

Erick – Tudo bem... tá na hora do almoço, vamos?

Ele se levanta e eu faço mesmo... depois de colocar o carrinho no lugar de sempre, ele sai do quarto e eu apenas o sigo. Ao chegar na sala de jantar, ele ajeita sua cadeira e senta.

Ele almoça exatamente às 13h em ponto... Ana arruma sua comida e senta pra lhe ajudar.

Como ela gosta de mimar ele um pouco... ela deixa tudo separado no prato. Sobre alimentação, ele não tem muitas restrições. Ele só não come nada amarelo e gosta de tudo muito bem separado no prato.

Ana – Luiz... hoje fiz sua sobremesa favorita, mas vai ter que comer toda comida primeiro rs

O brilho de seu olhar some e abro em pequeno sorriso...

Erick – Eu posso te ajudar, vai acabar mais rápido.

Ele não responde e permanece em silêncio...

Erick – Entendi... filho, eu estava pensando em contratar uma babá pra nos ajudar. A Ana que me deu ideia e estou considerando.

Ele olha pra mim e essa é uma das poucas vezes que ele consegue manter contato visual comigo por mais de 30 segundos.

Ana – Vai ser bom pra você.

Ele balança a cabeça em negativo e vejo que fico irritado...

Erick – O pai disse que está pensando ainda... podemos conversar sobre isso depois.

Ele respira fundo e volta a comer...

Olho pra Ana e ela me dá um pequeno sorriso... ela tem razão, eu preciso de ajuda. Eu não quero prejudicar o Luiz Miguel, mas estou meio perdido e precioso da ajuda de alguém

Quando termino de comer, espero ele terminar... faço questão de sair da mesa junto com ele. Preciso mostrar pra ele que estou aqui e sempre vou estar. O terapeuta comportamental me disse que é muito importante que ele sinta que não está sozinho.

Ana – Posso pegar a sobremesa?

Ela sorri pra ele, que abre um enorme sorriso também...

Ana – Vou pegar, espere aqui!

Ele balança a cabeça repetidamente enquanto ela vai até a cozinha...

Meu telefone toca e vejo ser Zoe... minha namorada!

Ligação on

Erick – Oi!

Zoe – Tá em casa?

Erick – Sabe que sim...

Luiz Miguel para de balançar a cabeça e olha pra mim...

Zoe – Posso dormir com você hoje?

Erick – Sabe que não dá... não posso deixar o Luiz Miguel sozinho.

Escuto ela respirar fundo...

Zoe – Sabe que nosso relacionamento não vai durar com você usando todo o tempo pra cuidar dele.

Erick – Tá querendo insinuar algo?

Zoe – Erick... sou uma mulher com necessidades. Seu filho é normal e pode muito bem ficar uma noite sozinho... não queria fazer isso, mas terá que escolher!

Solto uma gargalhada e Luiz me olha meio confuso...

Erick – Essa é minha resposta...

Ligação off

Desligo o telefone e dou um sorri pro Luiz Miguel, que olha pro outro lado... Zoe só pode está ficando louca se achou mesmo que abriria mão do meu filho pra ficar com ela, não me conhece.

Ana – Algum problema, querido?

Erick – Não... talvez tenha sido melhor assim!

Ana – Não sei o que é... mais deve ter sido rs. Aqui Luiz!

Ela entrega a sobremesa pra ele... meu coração aquece vendo um de seus raros sorrisos em nossa frente...

Erick – Nossa parece estar bom... eu quero!

Ana – Eu pego pro senhor...

Erick – Não precisa, Ana... eu pego, não tem problemas.

Me levanto e vou até a cozinha, pego um pedaço de pudim e volto pra sala...

Erick – Nossa, esse pudim está divino, né filho?

Com a felicidade de estar comendo sua sobremesa favorita, ele balança a cabeça em sinal positivo enquanto come sorrindo... meu coração aquece por ver ele interagir comigo, mesmo sendo por sinal.

Olho para Ana que sorri, pois, entendeu o motivo de estar emocionado…

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Entrevista.

Eloá...

Minha vida se resume na cozinha... é mais que uma profissão, mas que um robe. Cozinhar pra mim, vai além de chegar na cozinha e preparar uma bela refeição. Pra mim, cozinhar envolve amor!

 Estudei com muitos que estavam ali simplesmente pelas ótimas oportunidades no ramo, mas acabaram se deparando com a triste realidade... nada é tão fácil, mas acho que isso é em qualquer profissão. Se você vem de baixo e não tem recursos, nem mesmo as melhores indicações te garantem uma boa vaga no mercado. Depois que terminei a faculdade, descobri isso rs.

O amor pela cozinha, vem da minha mãe... ela sempre sonhou em montar seu próprio restaurante. Um lugar onde as pessoas se sentissem acolhidas, não importa de que parte do mundo ela seja. Hoje ela mora em uma quitinete, onde dividimos o mesmo quarto... meu sonho é tirar ela daqui.

Um dia vou realizar o sonho que herdei dela e vou lhe dar tudo que merece!

Voltando a cozinha... ao preparar uma refeição, tenho uma dedicação que alguns diriam que é um pouco excessiva, mas não é isso. Seleciono cada ingrediente com amor e cuidado, pois estou compartilhando com o outro, parte de quem eu sou. Quando abrir meu restaurante, é exatamente assim que vou me destacar. Minha mãe me ensinou que pra fazer sem amor, é preferível nem fazer rs.

Já tenho em minha imaginação cada pedacinho de como vai ser meu restaurante... Muito bem iluminado... nas paredes tons laranjas, que remetem a uma sensação de acolhimento... nas mesas, toalhas brancas e um pequeno arranjo de flores combinando com o tom laranja da parede. Uma cozinha com a parede de vidro, onde o cliente poderá acompanhar o preparo de sua comida... cada detalhe pensado com amor e carinho por minha mãe e eu.

Mas como tudo isso ainda é um sonho, que possivelmente está bem longe de se realizar... mas nem por isso deixo de acreditar que um dia vou realiza-lo... continuo na minha busca por um emprego que me ajude a colocar comida na mesa.

Sou uma pessoa muito otimistas e amo o que faço... mas preciso ser realista, ou então vamos passar fome rs.

Hoje tenho uma entrevista... entreguei meu currículo lá faz alguns meses. Como não estava conseguindo nada na minha área, resolvi ampliar o campo de busca e tentar algumas outras vagas. É uma mineradora, mas não tem nada nesse mundo que uma mulher não possa fazer... bem diz minha mãe rs.

Leia – Já está indo, filha?

Eloá – Estou sim... me deseje sorte!

Leia – Vai precisar mesmo... ouvi dizer que o dono dessa mineradora é um porre.

Eloá – Eu sei, mas preciso do emprego.

Leia – Já disse que vamos dar um jeito, você não precisar se humilhar assim!

Eloá – Vai ser por pouco tempo, mãe. Não posso me dar o luxo de recusar se me oferecerem a vaga.

Leia – OK, filha... mas cuidado, esses homens costumam se aproveitar de meninas como você!

Eloá – Não sou mais criança, mãe kkk. Não se preocupe, se ele tentar alguma coisa, vai ter o que merece.

Leia – Um chute bem dado no meio de suas pernas kkkk

Solto uma gargalhada e lhe dou um beijo na testa...

Eloá – Estou indo, se cuide!

Leia – Sabe que a mãe sou eu, né? Kkk

Eloá – E a filha sou eu... tá na hora de cuidar da senhora agora rs

Leia – Boba rs.. seu pai teria muito orgulho de você!

Lhe dou um sorri e saio antes de me emocionar... Falar do meu pai é muito difícil pra mim. Não o conheci, mas minha mãe me contou que era um bom homem. Segundo ela, era pra ser um caso de uma noite só, mas eles se apaixonaram perdidamente.

Uma noite virou semanas até ele morrer... ela não sabe ao certo o que aconteceu com ele, mas um amigo em comum lhe avisou da morte e pediu pra ela não ir ao enterro, pois os pais dele nunca aprovou o relacionamento... Achei estranho? Muito, mas sei que minha mãe me disse a verdade. Às vezes me pego pensando que um dia vou me deparar com ele na rua rs... se isso acontecer, vou quebrar a cara dele toda por ter feito minha mãe me criar sozinha. Que ela não me escute falar assim kkk

Do lado de fora, entro no taxi que havia pedido e lhe dou o endereço... por sorte, vou chegar 30 minutos antes. Na cozinha, se você não se adiantar acaba ficando com os piores ingredientes. Por isso o melhor horário pra se compra os ingredientes, é de madrugada.

Com esse hábito, acabei me acostumando a chegar sempre com antecedência nos lugares.

Levou quase uma hora pro motorista parar em frente a um lindo edifício... acabo ficando confusa, pois na minha cabeça, uma mineradora tem barro e terra pra todo canto kk. Mas acho que as coisas mudaram um pouco kkk

Pago o motorista e ele se vai... ao entrar no edifício, me surpreendo ainda mais com a beleza do lugar. O dono pode ser ranzinza, porém tem bom gosto. Caminho ate a recepção onde tem uma mulher que atende a todos com um sorriso no rosto...

Eloá – Bom dia, eu tenho uma entrevista marcada para as 09h!

Recepcionista – Bom dia, qual seu nome?

Eloá – É Eloá Martins!

Recepcionista – Chegou cedo, Eloá!

Ela abre um sorriso simpático enquanto digita meu nome no computador...

Eloá – Costume rs

Recepcionista – Continue assim... aqui os patrões gostam de pontualidade!

Eloá – Então já tenho algo em meu favor rs... o Sr. Erick costuma ser muito rígido nas entrevistas?

Mulher – Quem deseja saber?

Uma voz feminina ecoa atras de mim, e a recepcionista abre um pequeno sorriso... fecho os olhos e respiro fundo.

Mulher – Vamos, me diga... por que quer saber se meu irmão costuma ser rígido nas entrevistas?

Me viro lentamente e vejo a figura de uma mulher imponente diante de mim... sua expressão dura me assusta um pouco e seu olhar frio, me faz repensar minha pergunta.

Eloá – Desculpe senhora!

Mulher – Você não é mais uma oferecida que veio se jogar no Erick não, né?

Eloá – Não senhora... estou aqui pela vaga de trabalho.

Mulher – Hum... mas não se preocupe com quem fará sua entrevista, eu mesmo vou lhe entrevistar!

Olha, não se essa informação me ajudou muito... pois ela parece ser bem rígida!

Mulher – Todas já chegaram, Gabrielle?

Gabrielle – Não senhora, somente a menina Eloá!

A mulher me olhou de cima a baixo e um pequeno sorriso se formou no canto de boca... a principio pensei que ela estava debochando de minhas roupas, pois ela estava perfeita em um lindo vestido tubinho preto e uma linda sandália na cor bege. Mas logo o sorriso que parecia ser de desdém, deu lugar a uma simpatia sem tamanho. Seus olhos não estavam tão frios e sua expressão, já não era indiferente...

Mulher – Gostei... espere um pouco e já vou te chamar. Sirva um café pra moça, Gabrielle!

Gabrielle concorda e a mulher entra no elevador....

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