Capítulo 1 — A Semente da Retaliação
Quinze anos atrás...
O silêncio da sala de reuniões era tão denso que qualquer palavra parecia um disparo. Do lado esquerdo da mesa, o Sr. Lancaster apertava os punhos sobre o tampo de vidro. Seus olhos, outrora cheios de confiança, agora queimavam com raiva e incredulidade.
— Vocês planejaram isso desde o início, não foi? — perguntou ele, a voz rouca de decepção. — Fingiram ser nossos aliados... para nos trair no momento mais vulnerável.
Do outro lado da mesa, o Sr. Prescott ajeitou os punhos da camisa com uma calma cruel.
— No mundo dos negócios, Richard, só sobrevive quem aprende a morder antes de ser mordido. Se você não entendeu isso até agora... não foi culpa minha.
Richard Lancaster se levantou com violência, a cadeira arrastando no chão de mármore. A decepção vibrava em cada músculo de seu rosto.
— Isso não vai ficar assim, Charles. Um dia, você vai assistir tudo o que construiu desabar — e eu estarei sorrindo entre os escombros.
A porta se abriu bruscamente.
— Pai? — a voz do pequeno Ethan quebrou o clima como um fio de luz na tempestade. Tinha apenas onze anos, e os olhos grandes encaravam a tensão com inocência.
George respirou fundo. Caminhou até o filho, passou a mão por seus cabelos e disse com uma firmeza contida:
— Venha, Ethan. Lembre-se disso... Lembre-se de quem nos tirou tudo.
E então foram embora — sem aplausos, sem adeus. Mas com a promessa de um retorno silencioso, que um dia se cumpriria.
Atualmente
A cidade ainda acordava quando o telefone da sala executiva tocou.
— Senhor Lancaster? — era Lian, seu assistente. — Descobrimos. A filha dos Prescott... não mora mais na mansão.
Ethan Lancaster olhava pela janela do último andar do Lancaster Company , observando os carros correrem como formigas apressadas. Sua silhueta era a de um homem no controle: terno escuro, postura imponente, um olhar que atravessava vidros e segredos.
— Onde ela está? — sua voz era baixa, mas letal.
— Em um pequeno apartamento no centro. Está fora dos círculos sociais há mais de um ano. Aparentemente... levou uma vida comum desde que saiu da mansão.
Ethan sorriu de lado, sem humor.
— Irônico. A herdeira da família que destruiu a minha... vivendo como uma desconhecida.
— O que deseja que eu faça?
Ele girou devagar, encarando o próprio reflexo no vidro.
— Descubra tudo. Quem são seus amigos. Com quem ela fala. O que ela sonha. Eu quero cada detalhe, Lian... cada maldito detalhe.
— Sim, senhor.
E então, silêncio.
Mas dentro de Ethan, algo se movia — não ódio apenas, mas o desejo de justiça que envelheceu como vinho... e agora estava pronto para ser servido.
...~✿~...
Em outro canto da cidade, Anelise Prescott acordou com o som insistente do despertador e a luz suave atravessando as cortinas brancas. Espreguiçou-se como alguém que havia dormido pouco, mas sonhado muito.
Fez sua rotina matinal no piloto automático: escovar os dentes, prender o cabelo num coque bagunçado e ir para a cozinha preparar o café.
— Bom dia, nerd! — Nick apareceu na porta com a cara amassada e um moletom velho.
— Se você continuar me chamando assim, vou colocar sal nas panquecas. — Anelise lançou um sorriso travesso enquanto mexia a massa.
— Justo — ele riu e se encostou no balcão. — O que temos hoje?
— Faculdade. Aula de escrita criativa com o professor que acha que Shakespeare era um youtuber incompreendido. Depois... vou revisar o capítulo do livro. E você?
— Restaurante. Mais um dia tentando convencer clientes que vinho tinto combina com peixe. — Ele se esticou para roubar uma fatia de fruta, e ela bateu em sua mão.
— Vai se atrasar. Vai, vai, vai!
Depois do café, se separaram como todos os dias. Nick foi cuidar do restaurante deixado pelo pai, e Anelise, com sua mochila leve e olhar determinado, partiu para mais um dia na universidade.
(...)
De volta ao apartamento, Anelise se jogou no sofá com seu caderno no colo. As palavras vinham como respiração — fluídas, sinceras, suas.
Até que o celular vibrou. Uma chamada de número desconhecido.
— Alô?
— Senhorita Prescott, que prazer ouvir sua voz. Aqui é Hector Mulligan.
Ela sentou de imediato.
— Senhor Hector?! Nossa... eu nem esperava...
— Espero que esteja escrevendo, Anelise. Um talento como o seu não pode ser desperdiçado. Tenho uma hora livre hoje. Pode me encontrar às três?
— Claro! Eu... estarei lá.
Assim que desligou, Anelise apertou o caderno contra o peito e fechou os olhos. A chance de sua vida estava batendo à porta — e ela não podia errar.
Mas do outro lado da cidade, um homem já havia decidido que sua vida não pertenceria mais a ela.
Capítulo 2 – O Encontro Inesperado
Ethan Lancaster finalizava mais uma das incontáveis reuniões do dia. O relógio marcava 14h07. Seu andar pelos corredores de vidro da Lancaster Company era como o de um predador em seu território — seguro, discreto, imponente. Com o paletó de corte italiano levemente aberto, a gravata cinza escura ajustada com precisão cirúrgica e os sapatos Derby impecáveis, ele era o retrato da elegância letal. Mas o que mais chamava atenção não era seu cargo de presidente, nem seu rosto simétrico e frio como mármore, e sim as tatuagens que espreitavam do colarinho e da manga da camisa, como cicatrizes mal escondidas de uma história que poucos ousavam perguntar.
Ao alcançar a porta de seu escritório, prestes a girar a maçaneta, a voz de Lian Davins — seu assistente pessoal — o interceptou.
— Senhor Lancaster… consegui tudo. — Lian entregou uma pasta branca com um selo discreto e confidencial.
Ethan pegou o material sem dizer uma palavra. Seus olhos, mais escuros do que o necessário para serem apenas castanhos, pareciam pesar sobre a pasta um julgamento silencioso.
— Está dispensado, Lian. Vá para casa. — murmurou, antes de entrar e fechar a porta com um estalo contido.
No silêncio do escritório, ele se sentou, abriu a pasta e espalhou sobre a mesa fotos, relatórios e certidões. Sua atenção recaiu sobre uma imagem específica: uma jovem de perfil em um cyber café, cabelos soltos, rindo com uma amiga. O nome destacado na folha de rosto o fez franzir levemente a testa.
Anelise Prescott.
— Então é assim que você ficou... — disse em voz baixa, quase com ternura. Passou o polegar sobre a imagem e completou com amargura: — Pena que pertence a uma linhagem tão podre.
Seu olhar endureceu. O sorriso sumiu, como se nunca tivesse existido.
Durante a leitura dos arquivos, algo começou a incomodá-lo. Anelise parecia... deslocada. As ligações com os Prescott eram frágeis, superficiais demais. Por um momento, Ethan hesitou. Se os Prescott mal se importavam com ela, valia a pena colocá-la no centro da sua vingança?
Mas antes que pudesse aprofundar as dúvidas, o celular vibrou.
— Oi, Amy. — disse ele, com a voz baixa e cansada.
— Ethan? Está tudo bem? Você parece esgotado.
— Só estou... repensando algumas coisas. — Ele recostou na cadeira, olhando para o teto.
— Pense nisso aqui comigo então: Mathew quer passar a tarde com você. Pode buscá-lo mais cedo?
Ao ouvir o nome do sobrinho, Ethan sorriu, pela primeira vez genuinamente.
— Claro que posso. Estou indo agora.
— Você é o melhor. Sabe disso, né?
— Amy... o que você fez por todos nós, ninguém teria feito. Não hesite em me pedir qualquer coisa.
Quando a ligação terminou, Ethan ficou por alguns minutos em silêncio. O passado bateu à porta de sua mente, como sempre fazia quando o nome de Amy surgia. Lembrou-se da irmã mais velha, apenas uma adolescente, oferecendo o próprio destino para salvar a família. Um casamento forçado com um magnata mais velho em troca de um cheque que salvou os negócios dos Lancaster da ruína.
O casamento não foi genuíno, mas o filho dele sim — Mathew. A única coisa pura que restara daquele sacrifício.
Ethan levantou-se, prendeu a pasta com as informações sobre Anelise em uma maleta de couro, e saiu do prédio.
Após um banho rápido e roupas mais casuais, Ethan dirigia sua Range Rover até o condomínio onde Amy morava. Ainda de longe, avistou a irmã e o pequeno Mathew saindo da portaria.
O menino correu em sua direção com a energia explosiva de quem sabe que está seguro.
— Tio Ethan!
Ethan se abaixou e o pegou no colo, sorrindo.
— E aí, garotão?
— Vai me levar pra ver os patinhos no parque? — Mathew perguntava com os olhos brilhando.
— Os patinhos e um sorvete depois. Mas só um. — advertiu, já prevendo o desfecho.
— Obrigada, maninho. — Amy se aproximou, beijando o irmão e o filho com pressa. — Cuida bem dele, como sempre.
— Vai com calma no trânsito. E avisa quando chegar. — respondeu ele, sério como sempre, mas com olhos de irmão protetor.
No parque, Mathew correu até cansar. Depois, foram à sorveteria da esquina. Enquanto o garoto se lambuzava com o terceiro sorvete, Ethan observava a rua pela grande janela, o celular repousando sobre a mesa. Quando o aparelho tocou, ele já sabia quem era.
— Lian? Fala.
— Tem algo que não estava nos arquivos, chefe. Importante.
Ethan se levantou.
— Um minuto. Mathew, o tio já volta, fique aqui e não saia, ok?
— Uhum! — disse o menino, com sorvete no queixo.
Do lado de fora, Ethan atendeu à ligação, mas a conversa mal havia começado quando escutou um barulho de pneus cantando no asfalto. Instintivamente, girou a cabeça — e seu coração parou.
Mathew havia saído da sorveteria, correndo atrás de um cachorro.
Um carro dobrava a esquina em alta velocidade, indo direto na direção do menino.
E então, algo inesperado aconteceu. Uma jovem atravessou a calçada, correu como se não houvesse amanhã e puxou Mathew no último segundo. Os dois rolaram juntos até a calçada. O carro passou sem parar, sumindo logo em seguida.
Ethan correu. A adrenalina o impedia de pensar.
— MATHEW! — sua voz saiu mais alta do que esperava.
Quando chegou perto, seu olhar cruzou com o da mulher que salvara seu sobrinho.
E congelou.
Era ela.
Anelise Prescott.
O rosto da foto. Agora real, viva, com respiração ofegante e olhos assustados. E pela primeira vez, Ethan perdeu o chão.
— Tio... me desculpa... — disse Mathew, assustado.
Ethan se ajoelhou, pegou o garoto nos braços e o examinou.
— Está tudo bem. Vai ficar tudo bem. — disse, mesmo não sabendo se falava para o garoto ou para si mesmo.
— Moça, obrigada por me salvar... — Mathew disse com um sorriso culpado.
— Não faça isso de novo, ouviu? — disse Anelise, com um carinho natural na voz.
— Tchau, moça bonita! — o menino acenou, correndo de volta ao carro.
Ethan ainda estava parado, como se lutasse contra o próprio instinto.
— O senhor está bem? — Anelise perguntou, inclinando levemente o corpo.
Ele piscou, como se despertasse.
— Sim. Sim... obrigado. — respondeu, sem conseguir esconder o abalo.
— Então... bom, vou indo. — disse ela, ajeitando a alça da bolsa e virando-se.
Ethan apenas observou. Sentia o sangue correr diferente nas veias.
Ela era diferente. Real. Inesperada. E agora, por um capricho do destino, ele lhe devia a vida do sobrinho.
Mas ela ainda era uma Prescott.
E a vingança… estava apenas começando.
Capítulo 3 — Vozes e Silêncios
A mansão Lancaster sempre pareceu um cenário intocável, onde o tempo se curvava à rotina meticulosamente programada dos seus moradores. Naquela tarde, porém, havia algo fora do lugar. Ethan Lancaster retornou com Mathew e, ao entrar no suntuoso hall, deixou o sobrinho aos cuidados dos avós que conversavam na varanda. Com passos lentos e pesados, ele pegou a pasta no banco traseiro do carro e subiu direto para o quarto.
O cômodo refletia perfeitamente sua personalidade: sofisticação fria. Móveis escuros, linhas retas, ausência de excessos. Assim que se jogou na poltrona de couro diante da lareira apagada, passou a mão pelos cabelos e soltou um longo suspiro, inclinando a cabeça para trás como se buscasse respostas no teto.
— O que houve comigo? — murmurou, franzindo o cenho. — Meu coração... disparou? Não. Deve ter sido o susto.
Fechou os olhos por um momento, mas a imagem de Anelise retornou com força total. A mulher que arriscou a vida para salvar Mathew. A mesma que, segundo os arquivos em sua pasta, era parte de uma família que ele desprezava profundamente.
— Aquela mulher... — sussurrou, mais para si. — Tentando me enganar com essa pose de boa samaritana. Filha dos Prescott... manipuladora, como os pais. Ela não pode ser tão ingênua quanto parece.
Apesar da firmeza em suas palavras, sua mão tremeu ao abrir a pasta mais uma vez. Dentre os vários documentos, fotos e relatórios, ele retirou uma imagem onde Anelise estava de pé sob uma árvore na universidade, sorrindo para alguém fora do enquadramento.
O sorriso dela era aberto, gentil, quase inocente. Era o tipo de sorriso que desconcertava. Ethan encarou a imagem por longos segundos, como se estivesse diante de um quebra-cabeça.
— Tenho que admitir... pessoalmente, ela é ainda mais bonita do que nas fotos.
Havia algo ali que o incomodava profundamente. Não o rosto dela, mas a forma como ele reagia a ele. Estava preso naquela imagem como um viciado em uma droga que se recusa a admitir. Num gesto brusco, jogou as fotos sobre a mesa de centro e se levantou.
Caminhou até o closet e abriu a cristaleira embutida. Retirou a primeira garrafa de vinho tinto que viu e serviu-se sem medir. Observou o líquido escarlate girar na taça antes de levá-lo aos lábios.
— Não posso perder o foco. — disse entre dentes. — Isso ainda é sobre vingança.
Enquanto isso, a outra ponta da cidade vivia um ritmo mais humano e caótico.
Anelise chegou em casa e, ao abrir a porta, viu Nick jogado no sofá assistindo a um programa de culinária.
— Chegou cedo hoje — comentou ela, fechando a porta atrás de si.
— Onde você foi? — perguntou ele, sem desviar os olhos da TV.
— Fui visitar o Sr. Hector — respondeu, tirando os sapatos.
— O escritor que tá te ajudando?
Ela assentiu. Nick virou o rosto para olhá-la, e notou os joelhos sujos de poeira no short jeans claro.
— O que aconteceu com a sua roupa?
— Eu caí tentando salvar um garotinho que ia ser atropelado — disse casualmente, já subindo a escada.
— Anelise! Você tem que parar com essa impulsividade. E se tivesse acontecido algo com você? — Nick levantou do sofá e foi atrás dela.
— Eu sei... Mas você faria o mesmo! — rebateu ela com um meio sorriso.
— Não tenta inverter a situação — resmungou ele, já no quarto.
— Tá, tá bom... Você se preocupa demais. — virou-se e o viu parado na porta, braços cruzados.
— Você precisa se cuidar. De verdade.
— Já entendi! Deixa de ser chato! Se continuar assim, vai acabar ficando feio — provocou ela, apertando as bochechas dele com os dedos.
— Ai! Para com isso! Se chegar tão perto assim, eu te beijo — ameaçou ele em tom brincalhão.
— Hahaha! Pervertido!
Nick não deixou barato. Puxou os braços dela para trás e a prendeu de leve.
— Eu nem dei motivo pra você me chamar assim. Se eu der... só espero que não fique brava depois.
— Solta! Preciso tomar banho e ir trabalhar. O jantar é por sua conta hoje!
Anelise se desvencilhou e virou o rosto. Estava corada, embora tentasse disfarçar. Nick, distraído, cruzou os braços e a observou.
— O que foi? — perguntou ela, pegando a toalha. — Por que tá me olhando assim?
— Tínhamos marcado de ver um filme hoje... lembra?
Ela parou por um instante.
— Ai, Nick... desculpa. Meu chefe pediu que eu cobrisse o turno da Mary, ela ficou doente.
— Tá bom... a gente marca outro dia. Só espero que o Thomas não me dê spoiler.
— A Layla não vai deixar. — Ela sorriu e entrou no banheiro.
Após o banho, Anelise vestiu um conjunto de moletom cinza, amarrou o cabelo em um rabo de cavalo, pegou a bolsa e o celular e se despediu de Nick. O relógio marcava seis horas. O turno começava às seis e meia e ela teria que correr, já que a livraria ficava do outro lado da cidade. Saiu apressada, sem pedir carona.
Na manhã seguinte, o sol brilhou com intensidade sobre os prédios envidraçados da Lancaster Corp. Ethan chegou cedo, como sempre, e mergulhou no trabalho. Documentos, contratos, reuniões. O som dos saltos e dos telefones misturava-se à rotina de poder.
Sentado à sua mesa, concentrado em um contrato, ouviu três batidas na porta.
— Entre.
O assistente entrou e deixou um envelope sobre a mesa.
— Aqui está o relatório das obras que estavam pendentes, senhor.
— Obrigado. Pode sair.
Antes que a porta se fechasse por completo, dois rostos familiares surgiram. Um homem alto, de pele bronzeada e sorriso fácil, e uma mulher elegante, de postura impecável.
— Chefão! — disse o homem, abrindo os braços.
— Simon? O que está fazendo aqui?
— Vim visitar meu amigo de longa data. Mas pelo visto, ele esqueceu como se recebe visitas.
— Você sabe que não sou muito dado a recepções calorosas.
A mulher, por sua vez, ergueu uma sobrancelha com charme e ironia.
— Olívia! Que surpresa.
Ethan finalmente sorriu — um raro sinal de afeto — e Simon, notando a diferença no tom, revirou os olhos.
Simon, Olívia e Lian eram os únicos em quem Ethan cogitava depositar ao menos um pouco de confiança, e ainda sim não os contava tudo, pois a traição do passado o fez ser alguém que não confia facilmente em ninguém. Lian era seu secretário, discreto e leal; Simon, um velho amigo do tempo de colégio; e Olívia, alguém que sempre esteve entre o afeto e a provocação desde sua juventude difícil.
Os três conversaram por um tempo, até que Ethan checou discretamente o relógio. Sabia que Anelise estaria saindo da faculdade por volta daquela hora. A pasta com seus dados tinha mais do que ele precisava para encontrá-la — e usá-la. A vingança, como vinho, precisava do tempo certo para fermentar.
— Eu adoraria continuar a conversa... — disse, se levantando.
Olívia arqueou uma sobrancelha. — Mas?
— Mas eu tenho um compromisso que não pode ser adiado.
Ethan recolheu a pasta com as informações de Anelise e saiu do escritório. Estava pronto para dar o próximo passo.
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