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A CEO Implacável E O Motorista

| Oito anos antes...

Oito anos antes...

Cecília: Anda Ana, vamos nos atrasar!

Ana: Sempre tem que ser tão pontual? Estou terminando Cecília.

Cecília me arrasta, tomamos café da manhã com os nossos pais e o Felipe. Seguimos com o Maicon para faculdade.

Cecília: Vai me ajudar com festa da faculdade, não vai?

(Maicon. Ex-segurança da Júlia "Simplesmente Ela É Demais II". Atual motorista da Cecília e da Ana)

Maicon: Cecí, vai me trazer problemas com o seu pai!

Cecília: Maicon é o meu parceiro de crimes, barra, o meu motorista. Me ajuda e me protege, não é perfeito?

Maicon: Vou pensar.

Cecília: Pense com carinho Maicon, sabe que te amo.

Solto o meu cinto e dou um beijo na bochecha do Maicon. Ele já foi motorista da minha mãe e agora é o meu e da Cecília, não menti, amo o Maicon e somos grandes amigos. Ele me trata como uma filha.

Maicon: Observo que estamos sendo seguidos.

Coloquem o cinto e se protejam.

Ana: O quê?

Cecília: Olho em volta e vejo alguns carros pretos nos seguindo.

Estamos sendo seguidos?

Maicon: Sim, avisa o seu pai, são pelo menos três carros pretos blindados.

Cecília liga para o Bernardo e peço que ela coloque no viva voz.

Ana: Me desespero e a Cecília tenta me acalmar. Estamos costurando o trânsito, noto um dos nossos carros com seguranças capotar e o Maicon permanece sério.

Maicon: Bernardo dois dos nossos estão fora de combate, estou sozinho.

Bernardo entendeu o que isso quer dizer, seremos pegos.

Entrem no porta malas.

Cecília: Entra você Ana.

Ana: Não!

Cecília: Agora Ana! Eles vão ter que nos pegar rápido e não sairão daqui sem uma de nós duas. O carro é blindado e os vidros são escuros, não terão como saber que estava aqui. Entra e fica bem, o papai vai me encontrar.

Ana: Não Cecília, não consigo.

Maicon: A Cecília está certa, seremos pegos Ana, você pode ficar a salvo e será mais fácil para o seu pai salvar só uma de vocês.

Bernardo: Estou a caminho filha, eu vou te pegar e salvar a Cecília. Entra no porta malas.

Falo desesperado, sei que nesse momento não outra temos escolha!

Cecília: Ajudo a Ana a entrar.

Te vejo em breve, eu te amo.

Ana: Eu te amo mais, volta para mim... por favor.

Cecília: Ana entra, sento e coloco o cinto de segurança. Um dos carros param na nossa frente, outro atrás e um do lado. Sinto o impacto, é tudo muito rápido, Maicon abre a porta e atira em vários deles. Ele é atingido no peito, entra e fecha a porta do carro. Vou até ele desesperada, o meu pai fala e não escuto nada.

Te imploro que lute... por favor, não me deixa Maicon.

Maicon: Te amo Cecí... Desculpa...

Cecília: Maicon fala agonizando, abraço ele implorando que ele reaja e pressiono o local que ele foi atingido. Alguém arromba a porta e tenta me puxar.

Maicon... por favor...

(Mari, aparece no livro "Simplesmente Ela É Demais II". No capítulo 71)

Mari: Merda! Só tem uma, pega ela logo, temos que sair.

Cecília: Não... me solta!

Mari: Vamos agora, esse aí já está morto!

Cecília: Olho o Maicon agonizando, tento lutar para ajudá-lo, mas não consigo. Sinto alguém colocar um pano, com o um cheiro forte no meu rosto e perco a consciência.

Bernardo: Escuto tudo em silêncio, atento a cada detalhe que possa me ajudar, a ligação é encerrada e fico ainda mais aflito. Chego até o local indicado pelo GPS e corro até o carro. A porta do motorista está aberta e encontro o Maicon, ele já está morto e sinto um nó na garganta. Olho em volta e tem vários homens mortos, mesmo sozinho ele promoveu um verdadeiro massacre aqui. Olho no carro e não encontro a Cecília, abro o porta malas e encontro a Ana encolhida, chorando muito. Deixo os seguranças liberarem a Júlia que corre até o carro desesperada. Pego a Ana que não fala nada, só chora, abraço ela apertado com a Júlia.

Te encontro em casa.

Júlia: Bernardo muda a postura, os seus olhos estão escuros, ele sai. Olho para o banco do motorista e mal respiro vendo o Maicon com os olhos abertos, coberto por sangue. Ele era parte dessa família e deu a vida dele, protegendo as minhas filhas. Sigo com a Ana para o carro e peço que retirem o corpo dele com respeito do local. A Ana se desespera ainda mais quando percebe que ele morreu e me esforço para dar apoio a ela. O meu coração mal bate com a Cecília desaparecida. Entramos na mansão, dou um calmante a Ana que dorme. Daniela e Bruno ficam com os nossos filhos, as meninas me dão apoio e os nossos maridos se reúnem com um verdadeiro exército de homens. Ângelo chega com mais homens e começam as buscas pela Cecília.

Bernardo: Já se passam duas horas, eles não podem sumir assim.

Júlia: O que a foto da Mari faz aí?

Bernardo: Conhece ela amor?

Júlia: Na boate amor, a primeira vez que saímos a noite, ela me abraçou no banheiro dizendo que era minha fã, pediu uma foto e depois não parou de mandar mensagens nas redes sociais. Não lembra? No dia que conhecemos a Cinthia! Ela sempre estava na porta dos eventos, gritando!

Bernardo: Merda!

Lorenzo: Calma Bernardo, sabemos quem é um dos sequestradores.

Júlia: Ela fez parte disso?

Bernardo: Ela deu as ordens, ouvi durante a ligação. Provavelmente está liderando esse sequestro. Os nossos amigos do FBI disseram que isso não foi nada repentino, foi planejado a meses e talvez anos.

Lorenzo: Estamos revirando Seattle. Temos uma pista, seguimos com um comboio de carros, com homens armados e policiais. Entramos na propriedade arrombando os portões e começa a troca de tiros. Conforme entramos perdemos vários homens e abatemos o dobro. Ângelo é atingido e puxo ele com dificuldade para dentro do carro blindado.

Fica aqui.

Ângelo: Não...

Falo já tossindo sangue com uma dor insuportável no peito.

Lorenzo: Estou dando cobertura ao Bernardo, se tiver que ficar de baba irei enterrar o meu irmão que parece um louco cego.

Ângelo resolve ficar no carro, continuamos e finalmente nos aproximamos da casa. Bernardo leva um tiro no ombro, mas ignora e continuamos.

São mafiosos Bernardo!

Bernardo: Que se foda, só saio daqui com a minha filha!

Cecília: Acordo com barulhos ensurdecedores de tiros, tem uma mulher me encarando com um sorriso diabólico no rosto.

Como é a sensação de saber que a morte está chegando?

Mari: Soberba como a mãe! Sou esposa do Diablo de Seattle querida. A essa altura os seus familiares estão sendo massacrados!

Cecília: O que quer comigo?

Mari: Vingança! A sua mãe é uma mulher mesquinha, sabia? Amava ela e ela nunca nem se quer me respondeu! Magoei!!!

Cecília: Doente mental!

Termino de falar e sinto uma dor excruciante na perna, a maluca enfia uma pequena faca na minha coxa.

Mari: Não viu nada!

Pego o meu jogo de facas e me aproximo do rosto da Cecília.

Tão linda, que tal marcar o seu lindo rosto com a minha assinatura?

Cecília: Dou uma cabeça na maluca que cai com o nariz sangrando. Bem na hora o meu pai chega com vários homens, dentre eles policiais e algemam a Mari, ela grita que vai me matar enquanto é arrastada. O meu pai me solta e noto o sangue escorrendo pelo seu ombro, ele está pálido e suando frio.

Pai!

Bernardo: Eu disse que ia te salvar.

Faço um torniquete na perna da Cecília e ela me abraça.

Cecília: O meu pai respira com dificuldade, ele desmaia nos meus braços, o tio Lorenzo me segura enquanto um médico atende o meu pai inconsciente.

Pai... por favor!

Lorenzo: Seu pai é forte minha princesa, ele vai ficar bem.

Falo sem convicção alguma. Nem mesmo sei se o Ângelo sobreviveu, ou mesmo se o Miguel ou o Arthur estão bem. Várias ambulâncias chegam, são muitos corpos, a Cecília está coberta de sangue do pai, do Maicon e dela mesma. A pego nos meus braços contra a vontade dela e a levo até uma ambulância. Respiro aliviado vendo o Miguel, ajudando o Arthur a chegar a ambulância. Olho em volta e fico horrorizado com a quantidade de homens mortos sendo colocado em sacos pretos. Somos levados ao hospital e o Bernardo tem uma parada cardíaca no caminho. O Ângelo foi encaminhado direto para cirurgia gravemente ferido. A Cecília e o Arthur estão sendo atendidos quando a nossa família chega a recepção. Cláudia desmaia, Isabella tem uma crise de ansiedade forte e o caos toma conta do lugar. Os meus pais não param de ligar, Alice tenta falar com o Theo para ele não ver as notícias pela televisão e fico sem saber quem socorrer.

Cecília: Mal respiro, a minha mãe está tentando me ajudar, mas a verdade e que não escuto nada, tenho que sensação que o meu coração morreu no peito. A última coisa que ouvi foi a reposta da minha mãe falando que infelizmente o Maicon tinha morrido.

Júlia: Sedam a Cecília, ela estava tendo uma crise de pânico e não estava conseguindo respirar. Ajudo as enfermeiras a limpar ela que está coberta por sangue. A minha mãe avisa que a Ana ainda está dormindo sob o efeito dos remédios. Bernardo sai da cirurgia e vai para UTI, o médico fala que ele corre risco de vida e tento me manter de pé pelas minhas filhas. Ângelo está em coma, o caso dele é ainda mais grave, pois pode ter sequelas. Arthur está bem, o tiro foi só de raspão e o Lorenzo da suporte a todos. As horas passam e somos liberados, ninguém pode acompanhar o Ângelo e o Bernardo. Somente a Cecília vai precisar ficar em observação e a Ana vem para hospital passar a noite connosco. Elas dormem juntas na cama e fico na poltrona de olho nas duas orando e implorando a Deus que não leve o meu marido.

Lorenzo: Como o Theo está?

Alice: Queria voltar, mas não teria nada que poderia fazer.

Lorenzo: Como você está?

Alice: Assustada! Era uma máfia Lorenzo, não acredita que isso terá retaliação pelo Bernardo ter matado o líder deles?

Lorenzo: Não sei anjo. Mas vamos cuidar da segurança de cada uma aqui.

Alice: Isso não impediu a Cecília de ser levada.

Lorenzo: Ficaremos bem.

Abraço a Alice que chora muito. Ela se recompõe e buscamos a Valentina e o Gustavo que também estão assustados. Dormimos todos juntos dando apoio uns aos outros.

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| Oito Anos Depois...

Oito anos depois...

(Ana e Cecília, gêmeas idênticas. 26 anos)

Cecília: Como de costume acordo muito cedo, faço a minha higiene me troco e vou correr. Corro até chegar a exaustão. Sento um pouco no jardim secreto, me levanto quando lembranças de exatos oito atrás, invadem a minha mente. Entro em casa, tomo um banho demorado e entro no closet para escolher um vestido. Pego um vestido preto tubinho, com mangas e um decote em V. Coloco uma meia calça preta e pego um scarpin louboutin preto. Me olho no espelho toda de preto e seguro com força a corrente que era do Maicon.

Ana: Bom dia maninha. Está pronta?

Cecília: Estou sim, desço num instante.

Beijo a bocheca da Anna e ela me puxa para um abraço apertado. Ela me dá um sorriso doce e sai.

Ana: Cecília está agindo como se não fosse nada de mais ir ao cemitério, como se nesses oito anos, ela tivesse superado tudo que passamos, mas eu sei que por trás de toda aquela arrogância, ela sofre. O Maicon não era só o nosso motorista, crescemos brincando com ele, ele sempre nos protegeu e principalmente nos amou como se fossemos as filhas que ele não teve.

Júlia: Bom dia filha.

Ana: Bom dia mãezinha.

Beijo e abraço a minha mãe. Descemos e sentamos na mesa para tomar café da manhã.

Cecília: Bom dia mãe.

Passo pela minha mãe, beijo o topo da cabeça dela e me sento na mesa.

(Júlia, 46 anos e Bernardo, 52 anos. Principais da obra "Simplesmente Ela É Demais II". A foto é só para recordarem dos personagens).

Bernardo: Bom dia.

Cecília e Ana como sempre respondem em coro, beijo primeiro a Júlia e depois beijo o topo da cabeça das minhas filhas.

Júlia: Amor, não vi o Felipe.

Bernardo: Desculpa meu bem, esqueci de avisar, que ele sairia cedo para faculdade e não iria ao cemitério.

Júlia: Tudo bem, mais tarde ligo para saber se ele está bem.

Bernardo: Filha, infelizmente não vamos conseguir, barrar os fotógrafos hoje no cemitério.

Cecília: Pode deixar que lido com os abutres. Tenho algumas reuniões pela tarde e só volto amanhã. Depois vou à casa do Dylan.

Bernardo: Não gosto de Dylan filha.

Cecília: Pai, já falamos sobre isso, ele é o meu noivo e logo vamos nos casar.

Júlia: E estaremos torcendo pela sua felicidade filha.

Falo encarando o Bernardo, que rosna com Cecília falando sobre o casamento.

Bernardo: Vou continuar não gostando dele.

Cecília: Porque não gosta dele pai?

Bernardo: O Dylan gosta mais da fortuna dele, do que qualquer outra coisa.

Cecília: Acredito que ele se importa muito com o trabalho e nesse quesito somos perfeitos, porque para mim as empresas vêm em primeiro lugar. Mas, daí a dar mais valor ao dinheiro, não concordo.

Bernardo: E só disso que ele fala, é desagradável e francamente não te merece.

Cecília: Isso porque ninguém na sua opinião vai me merecer, é doente de ciúmes pai.

Bernardo: Claro que não sou.

Cecília: Expulsou o Dylan, apontando uma arma para cabeça dele, de dentro propriedade! Aonde isso é normal?

Ana: É pai, os homens dessa família são doentes de ciúmes.

Bernardo: Estava se agarrando com você, num almoço de família, deveria ter dado um tiro nele.

Júlia: Vamos encerrar esse assunto, que só de lembrar tenho vontade de te mandar, para o sofá de novo.

Bernardo: Assunto encerrado. Agora, vamos!

Cecilia: Me levanto, saímos de casa e nos encontramos com os nossos familiares saindo da propriedade. No portão tem vários repórteres e os nossos seguranças não os deixam se aproximar do carro. Seguimos em silêncio até o cemitério. Desço do carro e alguns reportes se aproximam.

Repórter: Como se sente Cecília, sabendo que o seu sequestro teve como consequência tantas perdas?

Repórter II: Cecília se sente responsável por todas as mortes para o seu resgate?

Repórter III: Ana, ainda ajudam as famílias das pessoas que deram a vida para salvá-las?

Cecília: Ana, não tem culpa de nada, não deixa que isso te abale.

Visitamos todos os túmulos, fico pouco tempo em casa um. Passo pelo do Maicon e sinto uma angústia grande. Falamos com todos os familiares dos homens, que deram a vida naquele dia para me resgatar e saímos do cemitério.

Ana: Cecília segue para empresa e não consigo fazer mais nada hoje. Volto com os meus pais para casa muito abalada.

Cecília: Sigo para empresa e resolvo entrar pela porta principal, para ver como estão as coisas. Assim que entro, noto as recepcionistas pararem de conversar e ajeitarem a postura, uma delas pega o telefone e disca o número da minha secretária. Me aproximo, ela fica pálida, pego o telefone da mão dela e coloco no gancho.

Da próxima vez que avisar os outros setores que cheguei, estará na rua.

Secretaria: Não vai se repetir senhora Cecília.

Cecília: Subo pelo elevador dos funcionários e assim que as portas se abrem, encontro a Tassiane lixando as unhas, enquanto masca um chiclete de boca aberta, falando no celular, segurando pelo ombro.

Bom dia!

Tassiane: Quase caio da cadeira quando escuro a voz do diabo de prada.

Meu Deus, que susto senhora Cecília. Bom dia!

Cecília: Tassiane desliga o telefone, joga o chiclete fora e se ajeitar na cadeira.

Quero o relatório da Bismarck agora!

Tassiane: O diabo de prada está de péssimo humor e já sei que será um dia longo. Pego o relatório e reviso antes de entregar.

Posso ajudar em algo mais?

Cecília: Vou almoçar na minha sala hoje, reserve o restante de sempre para um jantar a dois e não deixe ninguém entrar até a hora da reunião.

Tassiane: Certo, licença senhora Cecília.

Cecília: Estou no topo do prédio mais alto de Seattle, daqui tenho uma visão privilegiada de toda a cidade, fico uns instantes olhando para tudo isso e pensando se vale a pena. Me sento e reviso cada vírgula do relatório da Bismarck. Eles querem uma parceira e até seria vantajoso, mas não sei se estão dispostos a seguir com essa parceria sobre o meu comando. Tassiane trás o meu almoço, como e fico assinando alguns contratos, enquanto aguardo os representantes da Bismarck.

Tassiane...

Tassiane: Senhora Cecília...

Cecília: O que significa isso?

Tassiane: Foi o senhor Dylan que incluiu.

Cecília: Com ordens de quem?

Tassiane: De ninguém senhora Cecília, só achei, que como ele é o seu noivo, não teria problema.

Cecília: Não é paga para achar nada Tasiane. Ser a noiva do Dylan não é motivo para incluir um contrato de parceria em nome da minha empresa. Leve isso daqui e da próxima vez, não faça um contrato sem me consultar.

Tassiane: Tudo bem senhora Cecília. Sinto muito.

Cecília: Tento ligar para o Dylan e ele não me atende. Talvez tenha sido melhor assim, estou irritada demais para conversar com ele agora.

|Não Quero Falar Com Uma Represente

Tassiane: Senhora Cecília, o Cameron, presidente da Bismark está na sala de reuniões.

Cecília: Obrigada Tassiane.

Leio algo interessante no relatório do meu investigador sobre a empresa do Cameron. Sigo para sala de reuniões e assim que entro na sala, o Cameron me olha de cima a baixo.

Cameron: Pode me trazer um café?

Cecília: Até poderia, mas para otimizar o meu tempo, contratei pessoas para fazer esse trabalho.

Cameron: Não quero falar com uma represente, quero falar com o presidente da empresa.

Cecília: Pois bem Cameron, pode falar. Me chamo Cecília e sou a presidente da empresa.

Cameron: Começo a rir.

Cecília: Contei alguma piada?

Cameron: Serei claro, não acredito que seja capacitada para assumir o nível de contrato que temos intenção de fechar com a sua empresa.

Cecília: E isso, porque acredita que por não ter bolas, não tenho capacidade para liderar a minha empresa?

Cameron: Sinceramente? Esse é um trabalho para homens e exige capacidade, foco e não uma crise de choro por uma tensão pré-menstrual.

Cecília: Com essa visão machista imagino que não seja casado, mas se for, tenho pena da sua esposa. Quanto a capacidade, não tenho interesse em fazê-lo mudar de opinião com meras palavras, acredito que os números falam por si só.

Jogo um documento a frente do Cameron, que lê abismado. Me sento e fico encarando ele.

Cameron: Devo confessar que estou surpreso. Talvez, você seja uma em um milhão.

Cecília: Facilmente poderia dizer que a decisão de fechar essa parceria está nas suas mãos, mas a verdade é que a decisão é minha. E se quer saber, estou muito confortável por não ter bolas para discutir com você, o quanto isso pode ou não me deixar vulnerável quanto estiver de TPM. Sendo assim, pega essa merda de contrato e saia da minha empresa.

Cameron: Vai se arrepender Cecília, sabe que essa parceria seria importante para as duas empresas.

Cecília: Vai sair andando ou devo ligar para segurança e mandar te jogar para fora da empresa?

Cameron: Vou aguardar você me ligar, com um pedido de desculpa Cecília.

Cecília: Cameron sai e fico rindo sozinha da cara de espanto dele com os resultados da empresa, desde que assumi o comando. Volto ao trabalho e algumas horas depois o Dylan é anunciado, ele entra todo sorridente e logo desfaz o sorriso vendo a minha cara.

(Dylan, 36 anos)

Dylan: Que cara é essa amor? Tenho uma ótima notícia. Acabo de fechar um contrato muito vantajoso com a Bismarck, acredita que nos procuraram primeiro, dessa vez?

Cecília: Não te procuraram primeiro Dylan, e deveria ler com mais atenção o relatório da Bismarck, antes de fechar um contrato. Estiveram aqui e dispensei o Cameron, eles estão falindo e estão procurando um meio de se manterem.

Dylan afrouxa a gravata e pega o telefone, ele liga na empresa dele e fico só observando o quanto isso o deixou nervoso.

Dylan: Olhei o relatório amor, não tem nada.

Cecília: Não mandou investigá-los?

Pego o relatório do meu investigador particular e entrego ao Dylan.

Dylan: Desgraçados, esconderam essa sujeita em baixo do tapete.

Cecília: Me de o seu contrato.

Pego o contrato do Dylan e avalio minuciosamente.

Dylan: Ligo para os meus advogados e eles me dizem que não tem como rescindir o contrato.

Cecilia: Aqui...

Dylan: O quê?

Cecília: Pode rescindir o contrato com base nessa cláusula, mas vai precisar de um bom advogado. Do jeito que a empresa do Cameron está, ele não vai arriscar um processo.

Dylan: Vou precisar do seu advogado emprestado. Demiti o Lucca.

Cecília: Porquê? Ele é excelente Dylan.

Dylan: Estava atrasando, faltando e me irritou isso.

Cecília: Procurou saber porque ele estava atrasado?

Dylan: E isso importa? Pago ele para trabalhar.

Cecília: Se o presidente da empresa não se importa com os funcionários, é só questão de tempo para não ter o que comandar. Acredita que um bom funcionário, faltaria e se atrasaria por nada?

Dylan: Agora pouco importa, não irei voltar atrás na minha palavra. Mudando de assunto ainda não me deu um beijo.

Cecília: Antes quero saber que história é essa de incluir a minha empresa num contrato sem me avisar.

Dylan: Qual o problema?

Cecília: Negócios a parte, já te falei isso. Quer que feche um contrato? Agende uma reunião, me apresenta a proposta e te darei uma resposta.

Dylan: Sabe que amo essa sua marra, não é mesmo?

Cecília: Dylan se aproxima me evolve nos braços dele e me beija até faltar o ar, enquanto percorre as suas mãos pelo meu corpo.

(Camila, 18 anos)

Camila: Bom tarde!

Dylan: Porque a Camila não é anunciada para entrar?

Camila: Porque a Camila não precisa ser anunciada em lugar nenhum lugar! Oi Dylan.

Dylan: Oi Camila.

Tenho que ir amor.

Cecília: Pedi a Tassiane para fazer uma reserva hoje as 19:00 horas, tudo bem?

Dylan: Claro! Quanto ao advogado?

Cecília: Mesma resposta, negócios a parte! Se não cuidou dos seu, não irei te emprestar o meu advogado!

Dylan: Justo. Te amo.

Beijo a Cecília, me despeço da Camila e saio.

Camila: Ele pode até ser gato, mas não sei não!

Cecília: É um homem inteligente, não se envolve em polêmica, é um empresário bem sucedido que sabe o custo desse sucesso, não me cobra atenção, entende quando não compareço a um jantar ou chego tarde de uma reunião. Não tenho que do reclamar.

Camila: Não falou que ele te faz suspirar, que depois de um dia ruim tudo que quer é um abraço dele e que o ama!

Cecília: Deixo o relacionamento perfeito, para quem gosta de acreditar que o príncipe encantado existe. Está bem Mila?

Camila: Não, apesar de só ter dez anos na época, esse dia ainda me dá pesadelos.

Cecília: Não é um dia fácil.

Camila: O Dylan pelo menos lembrou?

Cecília: Não, mas conversar a respeito não é algo que não gosto, então prefiro assim. O Theo chega de viagem amanhã.

Camila: O que eu tenho com isso?

Cecília: Pode me dizer com sinceridade porque nunca namorou?

Camila: Obviamente, porque não encontrei a pessoa certa.

Cecília: Não seria porque ninguém é o Theo?

Camila: Não diga besteira, ele escolheu me excluir da vida dele e éramos amigos. Não quero nem conversar com ele.

Cecília: Ele não fez errado, estava gostando dele, uma paixonite infantil que poderia facilmente levar a um desastre familiar. Não percebeu que está votado logo quando completou 18 anos? Algo me diz que é porque a menina que ele gosta, agora é maior de idade!

Camila: Pois espero que seja, porque quero ter o prazer de chutar aquele traseiro presunçoso longe!

Cecília: Acabo rindo da Camila.

Aonde vai assim?

Camila: Acabei de chegar da faculdade. Sabe que estagiava na empresa de segurança desde os dezesseis anos, agora vou assumir algumas coisas. Acredita que estou pronta?

Cecília: Nasceu para mandar na porra toda Camila! É uma mulher forte, decidida e tem tudo para causar um grande alvoroço, liderando uma empresa de segurança.

Camila: Era tudo que precisava ouvir. Quanto ao Theo, é como disse, era uma paixonite de criança, nem sabia o que era gostar de algum e ele era meu melhor amigo.

Cecília: Se acredita no que fala, tudo bem.

Camila: Vai me dizer como está de verdade?

Cecília: Não mudaria nada, prefiro não falar.

Camila: Tudo bem. Vou te respeitar, preciso ir que ainda quero ver a Ana.

Cecília: Camila me abraça e sai. Fico instante lembrando das minhas brincadeiras com o Maicon e resolvo ir até o túmulo dele. Há essa hora os repórteres já devem ter se dispersado.

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