Quando eu nasci, minha família já era pobre, talvez pobre ainda seja considerado um luxo, a minha família apenas sobrevive dia-a-dia, já tomamos chá de água cosida, água com casca de árvore, bom já deu para entender como a nossa família era azarenta culpo o maldito do meu pai, ele virou um cachaceiro depôs que a minha amada mãe Lúcia morreu no seu quinto parto, os meus outros irmãos e eu trabalhávamos limpando as casas dos ricos, lavando roupas, qualquer tipo de trabalho que fosse oferecido. Ata eu ainda não me apresentei o meu nome e Amélia, tenho 19 anos sou a irmã, mas velha de uma família de cinco pessoas eu tenho cabelos loiros até a cintura de cor castanho meio loiro tenho um tom vivido de azul nos olhos a minha pele e pálida, e magro talvez fosse da desnutrição.
Eu lembro um pouco a minha mãe, os meus irmãos têm cabelos escuros e olhos escuros talvez por isso o meu pai odeie-me ele vivia a falar que a minha mãe avia-lhe traído de forma sórdida e mesquinha, ele afirma que ela teve um caso com um barão das redondezas em quanto ela lavava as suas roupas eu não acredito mesmo se ela por alguma razão tenha feito isso eu não a julgaria, quem ficaria com um velho asqueroso que só sabe beber e bater nas pessoas que não dá conta de sustentar os seus próprios filhos que deixa a sua mulher morrer por não ter forças para dá à luz, em fim já contei essa parte patética da minha vida agora vou contar como eu fui para na casa de uma homem um tanto quanto peculiar tudo começou quando o meu pai chegou em casa morto de bêbado quebrando o pouco que ainda nós restava.
- PARA COM ISSO PAI!
grito desesperada
- cala boca, sua vadia asquerosa.
Ele foi em minha direção e me bateu uma das crianças jogou uma garrafa nele na tentativa de me defender.
- VEM AQUI SEU MOLEQUE!
Meu pai agarrou meu irmão e começou a espancar ele, eu juntei minhas forças e pulei dando socos e pontapés.
- SOLTA MEU IRMÃO SEU BÊBADO Asqueroso
Ele soltou meu irmão e começou uma luta corporal comigo mesmo bêbado e velho ele ainda tinha muito vigor, meu corpo já estava fraco então caí no chão sem um pingo de forças.
- sabe oque você é? uma prostituta igual sua mãe
- NÃO FALA ASSIM DELA!
mesmo se eu gritasse por horas por dias ele não pararia então assim que a sessão de espancamento acabou ele foi até uma das paredes da casa e pegou uma corda e amarou minha mão com muita força.
- finalmente você vai dar algum lucro pra essa família.
ele me bateu tanto que não conseguia me Mater de pé, eu fui praticamente estrada o caminho todo até a cidade, sempre acontecia vendas ilegais de pessoas bom e legal pra época.
- pai, você não pode fazer isso
- agora você é problema de algum cafetão da cidade.
- por favor, pai não faz isso, eu sou sua filha
- Aí eu já não tenho tanta certeza.
se ele me vendesse e usasse esse dinheiro para recomeçar uma vida nova junto com meus irmãos eu não me importaria mas eu tenho certeza que assim que ele pegar o dinheiro ele vai para o bar mais próximo e quando não tiver mais ele vai fazer a mesma coisa com meus outros amados irmãos, eu até tentei fugir mas eu não tinha forças para lutar eu estava em pé em uma fileira de garotas um homem começou da preços nas garotas uma, uma as garotas foram diminuindo eu tive muito medo mais eu não ia dá o gosto de mostrar ser fraca na frente desses asqueroso.
- Aqui temos uma linda garota virgem de 19 anos olhem cheguem perto só não toquem no produto ainda, esperem até pagar
alguns homens gritavam 5 moedas de prata e outro gritava 1 moeda de ouro, eu não vali nem uma tigela de arroz com um pedaço de carne de vaca.
- vamos gente olhem pra ela, debaixo de toda essa sujeira de todos os machucados a uma linda jovem.
ele levantou meu rosto e um clarão de luz veio em meu rosto.
- ela só precisa de um banho, vamos
ao fundo um homem gritou..
- 100 moedas de ouro
Eu tentei ver quem era, porém ele usava uma capa cobrindo todo o seu corpo ele tinha ao seu lado um cavalo de um belo porte.
- vendida! pode vim buscar sua mercadoria.
Eu não quis levantar a cabeça o meu corpo tremia de frio e de dor o homem chegou bem perto tirou a capa e cobriu-me soltou as minhas mão eu levantei a cabeça e eu vi um homem de cabelos compridos as suas roupas eram limpas, porém pareciam velhas ele era muito alto eu notei que ele tinha um porte físico muito bom o seu rosto e sério um tanto meio amargurado.
- vem! (homem misterioso)
Andamos um pouco até uma taberna, entramos, ele sentou em uma mesa, eu fiquei em pé olhando pra ele
- vai ficar parada aí em pé?
Eu me sentei na cadeira do outro lado da mesa, eu nem podia imaginar que tipo de coisas esse homem estava planejando fazer comigo; ele pediu uma refeição bem generosa quando a comida chegou na mesa meu olho se acendeu uma sopa grossa de batata e frango na mesa também ainda tinha pão e vinho, eu fiquei olhando pra a comida por um tempo sem acreditar naquela fartura.
- come rápido temos que partir.
eu avancei na comida, peguei com a mão mesmo eu arrancava uma coxa de galinha e enfiava na boca às vezes até me engasgava, quando a comida finalmente chegou no meu estômago as lágrimas correrem no meu rosto, eu não conseguia mais me conter e chorei, chorei e chorei baixinho até que o homem misterioso põem a mão a baixo do meu queijo e o levanta.
- tá chorando porque?
- porque eu tô comendo toda essa comida e meus irmãos talvez estejam morrendo de fome em casa.
- É melhor você parar de chorar e comer, o caminho que vamos fazer e bem logo.
O homem voltou a comer normalmente, eu limpei as lágrimas e comi, escondi um pouco de carne na capa daquele homem, eu já bolei um plano de fuga, no meio do caminho eu iria roubar o seu dinheiro e iria salvar os meus irmãos e iríamos pra bem longe e viveremos felizes para sempre. Assim que terminamos de comer partimos em viagem quando eu percebi que estávamos bem perto da minha casa eu comecei a pôr o plano em prática.
Ele caminha em passos largos e eu tinha que dar pequenas corridas para alcançar ele, eu vi que ele tinha uma faca na sua cintura então disfarcei e peguei um pedaço de madeira então num movimento rápido o acertei precisamente na sua cabeça com toda força que existia no meu corpo, ele caiu meio que desorientado no chão, eu podia ter pegado o cavalo, porém eu não sabia andar a cavalo então quando ele caiu no chão eu saí correndo em direção a floresta, eu corri com todas forças do mundo eu não olhei para trás em nenhum segundo se quer, eu estava ofegante meu cabelo voava e se entrelaçam um nos outros, eu até que era um pouco ágil um ponto positivo para mi há fuga era que conheço aquela floresta já que eu caçava pequenos coelhos para dar de comida para os meus irmãos; quando eu achei que já estava bem linge eu parei um pouco pra respirar.
- duvido ele alcançar-me.
Dei um grito na direção que vim
- OBRIGADA PELA COMIDA, espero que eu não tenha matado ele, mas se isso aconteceu antes dele do que eu.
quando eu havia recuperado todo o meu fôlego voltei a caminhar toda sorridente e Alegre, mas então senti algo pesado cair sobre o meu corpo, bolamos no chão.
- te peguei!
- ME LARGA, ME SOLTA!
Eu estava furiosa como ele me alcançou tão rápido?
- quem você pensa que é?
- esqueceu eu te comprei, então é melhor deixar os seus planos de fuga de lado.
Ele se levantou e me puxou me fazendo levantar de forma brusca, ele saiu me arrastando pela floresta, por todo o caminho eu tentei barganhar.
- me solta por favor.
Falei quase que suplicando
- eu paguei muito dinheiro por você
- eu juro que eu te devolvo cada centavo
- como?
- eu vou trabalhar muito e te pago, mas agora por favor me deixe ir, eu preciso salvar meus irmãos.
ele não deu ouvidos e continuou me arrastando pela floresta, e não eu não corri muito, foi apenas poucos metros o cavalo ainda estava lá parado esperando assim que chegamos perto dele ele me agarrou e me pôs montada no cavalo.
- por favor deixe-me ir
Pedi pela última vez
- dá para você calar a boca por um instante
- se me deixar ir embora vai ficar tudo em silêncio
Ele se sentou atrás de mim no cavalo e apressamos o passo por alguns quilômetros foi só silêncio, silêncio da parte dele porque da minha eu ficava cantarolando falando sozinha eu estava fazendo aquilo para o tortura mesmo, fazendo questão de ser bem chata.
- eu posso saber seu nome?
ele continuou em silêncio
- eu vou tentar adivinhar lá vai
eu soltei vários nomes em disparada e ele não teve reação com nenhum nome.
- vai cara e só falar seu nome oh o meu e Amélia tenho 19 anos eu só quero saber seu nome qual é o mal? Então eu vou te dá um nome deixa eu pensar que nome combina com você.
eu virei meu rosto pra dar uma analisada em suas feições ele tem uma cara zangada eu não tinha nada que combinava com ele eu fiquei um tempo pensando em algo.
- já sei zangado não, não senhor trevoso (risos)
- fica quieta!
- tá longe ainda? meu bumbum tá doendo e eu tô ficando enjoada acho que vou vomitar.
Bem, eu não estava acostumado com aqueles movimentos que o cavalo fazia, então eu acabei vomitando isso mesmo eu dei uma vomitada federal que tivemos que parar perto de um lago pra me lavar isso levou o senhor trevoso a não parar de reclamar.
- garota, você não pode só cooperar? Eu tenho coisa pra fazer.
Dessa vez foi minha vez de dar um gelo nele enquanto ele reclamava eu apenas permanecia em silêncio, acho que aquilo o deixou um pouco mais bravo, eu não me importava, vai que ele iria me matar então eu tinha que aproveitar um pouco. depois de três finalmente chegamos a noite já estava caindo quando chegamos em uma vila bem grande tinha crianças brincando na rua tudo era bem organizado pareciam todos uma família grande e feliz, por onde passávamos as pessoas pareciam mostrar respeito, talvez esse cara fosse alguém importante.
- você conhece todas essas pessoas?
- sim
- uauuuu! que legal oque vocês são?
- uma alcatéia, uma família
- isso é bem interessante
não esse povo são apenas um bando de loucos, que nada de alcatéia são lobos por acaso? Ele parou o cavalo em uma pequena loja, me ajudou a descer do cavalo, ele foi conversa com o homem que estava ao lado da sua esposa eu deduzi isso já que estavam de mãos dadas ela estava com um barrigão, o senhor trevoso logo se transformou em uma manteiga derretida ele até sorriu um pouco, já comigo as pessoas me olhavam de cima a baixo tentando entender o porquê de eu estar alí eu fiquei com um pouco de vergonha não gostava de ter pessoas me observando eu estava um pouco arisca então me escondi atrás do senhor trevoso ele andava pro lado eu andava também ele tentou me tirar de trás dele porém não conseguiu eu parecia um animal acuado com medo na verdade eu era um animal com medo.
- agora você dá uma de tímida? Para de se esconder!
Ele tentou tirar-me de trás dele, mas falhou miseravelmente
- quem e ela? ( o vendedor )
- Amélia, Amélia e o nome dela.
Eu saí de trás dele e levantei a cabeça, eu estava tímida no início mas logo me senti à vontade.
- Oi Amélia eu me chamo James e essa e minha esposa Lilian.
ele estendeu a mão e eu levei a minha ao seu encontro, eles faziam um casal muito bonito ele aparentava ter uns 30 anos e ela uns 28 ou 29 os dois tinham cabelos castanhos de pele escura quanta a noite aquilo me chamou atenção eles eram tão bonitos.
- eu preciso de umas roupas pra ela
- roupas? Para mim?
Falei toda animada nem me lembrava quando foi a última vez que comprei algo novo para vestir.
- viram, ela fala!
todos sorriram, a gentil senhora Lilian separou alguns vestidos, roupas íntimas, eu nunca tive tanta coisa bonita, tudo me chamava atenção eu estava com uns 10 vestidos na mão.
- Quer todos eles?
ele tentou tirar os vestidos da minha mão, porém eu me agarrei firme e não larguei.
- calma, eu não vou tomar eles, só vou segurar para você poder escolher alguns outros.
- então você vai devolver-me eles?
- sim,
- então pode me dar aqueles sapatos também?
apontei para um par de sapatos na prateleira, ele fez uma cara feia porém ele acabou aceitando.
- você só tá me dando prejuízo, ok! Lilian embrulha tudo que ela gostou.
- já que compraram bastante vou por um presentinho pra vocês. ( Lilian)
Eram vários embrulhos e ele me fez carregar tudo até chegar na casa dele eu não consegui ver os detalhes perfeitamente já que estava escuro eu só entrei e senti aquele aconchego, a casa tinha um cheiro amadeirado com poeira ele acendeu algumas velas e eu consegui ver alguns móveis tinha bastante bagunça pela casa.
- vem você vai dormir aqui.
quando ele abriu a porta eu me senti a garota mais sortuda do mundo era um quarto grande com uma cama com lençol de limpos, um armário e uma mesinha com livros.
- deixa as coisas em cima da cama e vai tomar um banho
- banho? pra que ?
será que ele queria fazer coisas erradas comigo?
- você não pode dormir fedendo a vômito
eu fui para o banheiro, tinha uma banheira bem grande de madeira com água quente ele me deu uma toalha eu fiquei lá dentro por horas e saiu tanta sujeira do meu corpo.
- você vai dormir aí no banheiro?
Ele gritou atrás da porta
- já vou sair
- já tem uma hora que você tá aí
- já falei que vou sair
Eu saí da banheira e me sequei, peguei um dos embrulhos que estava o vestido que Lilian tinha me dado de presente, ela falou-me para usar na minha primeira noite acho que era minha primeira noite nessa casa, era um vestido logo e branco de toque gostoso ele tinha um trabalho de renda que deixava a pele a mostra era algo tão belo queria poder ficar com ele todos os dias.
eu me vesti, penteei meus cabelos e abri a porta, caminhei um pouco tentando me situar então encontrei o zangado em um dos cômodos.
- finalmente você sai....
ele parou de falar assim que me viu e tampou os olhos.
- oque foi?
- nada vai para o seu quarto dormir e não sai de lá
- eu não tô com sono
- vai logo
mesmo escuro eu via seu rosto vermelho eu não entendi bem a situação só fiz oque ele mandou.
Eu nunca dormi tão bem assim na minha vida, a cama era tão confortável e quentinha eu dormi a noite toda, relaxei tanto que acordei extremamente disposta levantei, amarei o cabelo e fui pra a cozinha para preparar o café da manhã, lá estava uma zona tudo muito bagunçado quase não tinha ingredientes para para comer, eu fiz um pão e preparei um café bem fresquinho eu fiquei contra a luz e, entendi o porquê do senhor trevoso ter aquela reação meu corpo está a todo a mostra literalmente nua eu corri para o quarto e troquei de roupa pus um vestido verde com detalhes em branco ele tinha amarrações delicadas na costa me troquei e voltei pra cozinha e me servi, eu estava comendo quando o trevoso apareceu por um momento eu quis enfiar minha cara em um buraco.
- achei que dormiria o dia todo
- dormi o suficiente
- você fez isso do nada?
Falou ele olhando para a comida na mesa
- sim, você precisa comprar algumas coisas pra cá
ele serviu uma xícara de café e comeu um pedaço de pão ele comeu um pouco em silêncio.
- Max
- Max?
- meu nome é Max
- prazer Max
ele abaixou a cabeça e continuou comendo, Max era um nome que combinava com ele, bom olhando agora com calma ele é realmente bonito.
- porque me comprou?
- você parecia precisar de ajuda
- oq vai fazer comigo? tem algum plano?
- não pensei bem sobre isso ainda.
e terminou seu café da manhã e estava se preparando pra sair.
- pra onde você vai?
- tenho coisas pra resolver
- e eu?
- não sei tirar uma soneca, sei lá só não fuja
- não prometo nada
- eu tô falando sério se você fugir, eu vou te achar e não vai ser legal
- credo, entendi.
ele saiu e eu fiquei sozinha, a casa estava bem bagunçada, a casa tem dois andares, dois quartos na parte de cima e sala e cozinha na parte de baixo. A casa tinha uns detalhes em pedra e madeira, tudo só precisava de uma boa limpeza.
- e hora de pôr a mão na massa
eu comecei a limpar tudo, ele tinha várias coisas guardadas, panelas, lençóis etc. eu tirei poeira, lavei o chão enquanto eu preparava mais alguns pães acho que o cheiro do pão atraiu algumas crianças.
- Oi, vocês querem pão?
- o senhor Max pediu pra vigiar a senhora
- nossa, achei que vieram pelo pão
- pão?
- querem um pouco
- SIMMMM
- antes vocês precisam fazer um favor para me ajudar a limpar o jardim.
eram umas 5 crianças, 2 meninas e 3 meninos, acho que uns 8 anos eu pedi pras meninas colherem algumas flores e os meninos a limpar ao redor da casa em quanto eu continuava limpando lá dentro o dia foi passando eu fiz um almoço bem rápido pra nós e continuamos o dia estava quase acabando quando eu terminei.
- ficou lindo, agora vou fazer um bolinho pra vocês, querem?
- sim, senhora.
eu cozinhei uns bolinhos de abóbora, ele tinha um jardim bem mal cuidado porém deu para o gasto as crianças foram embora eu acendi as velas pela casa e fiquei esperando o Max voltar ele não voltou pra o almoço e o jantar já tinha passando a muito tempo, tudo estava em silêncio e parado eu dei uma cochilada na sala acordei escultamos uns barulhos estrando vindo da porta corri e peguei uma vassoura, me escondi em um lugar que me dava bastante visibilidade da entrada quando a porta foi aperta eu pulei dando vassouradas.
- calma sou eu o Max
eu abri os olhos e vi ele com o rosto todo espantado assim que o susto passou eu comecei a chorar não sei o que aconteceu eu só me senti aliviada.
- você me assustou
- tá chorando porque?
- eu fiquei com medo, só isso achei que tinha acontecido algo
- eu fui resolver algo, vejo que você andou bem ocupada, quase não reconheci a casa.
- tá com fome eu fiz bolinho de abóbora
- eu aceito
eu cervi um chá com o bolinho ele estava comendo, parecia ter gostado.
- por que você demorou? oq você tinha pra resolver?
- eu fui buscar seus irmão
eu dei um pulo da cadeira gesticulando loucamente.
- onde eles estão?
- eu enviei eles pra uma cidade com uns parente meus.
- porque não trouxe eles pra cá? eu queria velos
- lá eles vão ter uma vida boa estudando com boa comida quando você quiser ver eles eu te levo lá
- eu quero ir agora
- agora não dá e muito longe você pode mandar cartas
- não
- são só cartas
- e que eu não sei
- não sabe o quê?
- eu não sei escrever
- eu posso te ensinar
- sério?
- sim claro, começamos amanhã.
ele se levantou e começou a se preparar pra sair de casa.
- vai sair de novo?
- eu tenho que fazer umas coisas
- essa hora? e lua cheia.
- e qual é o problema?
- lua cheia, homen que se transforma em lobo não sabe da lenda ninguém sai de casa na lua cheia
- isso é só uma lenda
- mesmo assim
- você tem medo?
- eu, não, eu já tive um amigo lobo.
- como?
- quando eu era criança achei um lobo machucado na floresta e eu cuidei dele até ele melhorar
- só por isso você deduziu que era um homem que se transforma em lobo?
- eu senti que ele me entendia
- e oq aconteceu com ele?
- não sei, um dia ele só não voltou
- tô indo se eu ver teu amigo lobo eu mando um oi
- como você é hilário
ele partiu na escuridão e eu tomei um banho e fui pra cama quando eu estava quase pegando no sono, escutei alguns uivos de lobo pareciam estar tão perto quase tão perto que pareciam estar do lado da minha cama eu não tinha medo aquilo me fazia sentir segura de alguma forma e logo eu peguei no sono sem nenhuma preocupação meus irmãos estavam em um bom lugar eu tenho um lar com comida quentinha roupa limpa, numa aldeia com pessoas boas por falar nisso eu tenho que ir lá conhecer as pessoas daquele lugar já que eu ia morar aqui eu preciso me enturmar. De manhã quando eu levantei achei algumas roupas do Max rasgadas pela casa com um pouco de sangue ele estava saindo do banheiro sem camisa eu pude ver alguns arranhões em seu braço e na sua barriga.
- o que aconteceu com você?
- eu estava caçando e tive um acidente não se preocupa não e nada grave
- deixa eu cuidar disso
- não precisa
- vem...
ele sentou-se e eu fiz um curativo nele ele não fez nenhuma careta só ficou me observando cuidar dos seus ferimentos em algum momento eu olhei pra cima e trocamos olhares, e tinha algo que me puxava pra ele os olhos profundos que me hipnotizava.
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