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Um Amor Para Vida Toda...

Capítulo 1

Oi, meus amores! Essa história foi revisada e está completamente diferente do que era antes. Foi reescrita seguindo o novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa.

.........

...Zoe Beck, com apenas 25 anos, está iniciando seu internato em medicina. Durante esse período, ela se especializará no hospital onde seu pai trabalhou por muitos anos, ao lado de sua mãe. Atualmente, seu pai está aposentado e sua mãe reside em um asilo. A vida de Zoe sofreu uma reviravolta quando sua mãe descobriu a traição do pai com uma enfermeira que era considerada a "melhor amiga" dela....

...Zoe é uma pessoa reservada, ostentando uma beleza que chama atenção. Teve alguns relacionamentos, mas viu isso como meras "fases" da sua vida. Filha de um casal de médicos, ela agora se torna uma médica, uma escolha que nunca foi imposta pelos pais, mas que sempre foi sua verdadeira paixão....

...🩺...

...Lorenzo Slogan, aos 33 anos, é o neurocirurgião mais renomado do país. Muitas pessoas viajando de diversas nações o procuram, atraídas por suas "mãos milagrosas", como carinhosamente o chama seu amigo Benjamin, que é gay....

...Embora Lorenzo seja um homem impaciente e não muito culto, ele possui um lado brincalhão, especialmente com os amigos mais chegados. Ele leva sua profissão extremamente a sério, ciente de que suas decisões impactam vidas....

...ΩΩΩ...

O despertador toca cedo demais, mas Zoe já estava meio acordada, os olhos fixos no teto, a ansiedade e o medo pulsando no peito. Hoje era o primeiro dia dela como interna, e a expectativa do desconhecido tornava tudo mais intenso. Com quem será que vou trabalhar? Será que vou dar conta? Essas perguntas vinham e iam como ondas, enquanto ela se levantava devagar.

O apartamento onde mora sozinha é espaçoso, mas caótico, como uma extensão da bagunça que ela sente dentro de si. Roupas jogadas no sofá, papéis espalhados pela mesa da sala, pratos empilhados na pia.

— Meu Deus, preciso lembrar de contratar uma diarista… Isso aqui tá um caos. — murmurou, passando a mão pelos cabelos desgrenhados.

Depois de se arrumar com rapidez, ainda tentando domar os fios rebeldes, ela desce até a garagem, pega o carro e dirige rumo ao hospital, que ficava a uns bons minutos de distância. O som do rádio preenchia o silêncio do trajeto, e ela tentava usar a música como um calmante improvisado.

Ao estacionar em frente ao hospital, ficou alguns segundos no carro, observando o edifício imponente. "É aqui que minha vida muda", pensou, sentindo o estômago revirar. Enquanto ainda respirava fundo, um rapaz se aproximou com um sorriso aberto.

— Primeiro dia? — perguntou ele, sem cerimônias.

— Sim. — respondeu Zoe, cautelosa, analisando o estranho.

— O meu também! Sou Augusto.

— Zoe. — disse, estendendo a mão.

O aperto foi rápido, mas amigável, e antes que pudessem conversar mais, ambos foram chamados para uma sala onde o diretor aguardava. Ele deu as boas-vindas, explicou as regras e, sem muita enrolação, liberou os internos para os vestiários.

Zoe colocou o uniforme azul-claro e ajustou o jaleco branco, o estetoscópio agora pendurado no pescoço como um emblema. Ao sair do vestiário, avistou seu grupo e se aproximou com um sorriso hesitante.

— Oi, vocês estão com a Velma, certo? — perguntou.

— Sim, sou Carolaine. — respondeu uma garota alta, com cabelo preso em um rabo de cavalo.

— Zoe. — disse, trocando cumprimentos.

— E eu sou Kira. — completou outra, que parecia mais descontraída, sorrindo largo.

Antes que pudessem dizer mais, Velma, a supervisora, chegou com passos rápidos e uma expressão séria.

— Vamos lá, aqui não é lugar pra relaxar. — decretou, sem cerimônias.

Todos se entreolharam, surpresos, mas a seguiram. Velma começou a explicar suas regras rígidas enquanto os guiava até a emergência, onde o caos já reinava. Pacientes preenchiam os corredores, e o som constante de vozes e aparelhos tornava o ambiente quase claustrofóbico.

— Vamos passar o dia suturando? — perguntou Carolaine, tentando quebrar o gelo.

— Não, só você! — Velma disparou, entregando uma ficha a ela. — Becker, você vai com o Slogan. Blossom, com o Doutor Marcel.

Zoe recebeu sua ficha e se aproximou de sua primeira paciente, uma menina de quatro anos que chorava baixinho. O exame foi rápido, e Zoe conseguiu tranquilizá-la com algumas palavras gentis. Após anotar as informações, foi procurar pelo "famoso" Doutor Slogan, que tinha a reputação de ser um dos médicos mais bonitos do hospital.

Ela avistou um homem alto conversando com Kira e resolveu se aproximar.

— Ei, sabe onde posso encontrar o Doutor Slogan? — perguntou, tentando parecer confiante.

Ele virou-se, um sorriso brincando nos lábios.

— Ah, o Lolo deve estar por aí. Provavelmente na sala de tomografia, gata.

"Lolo? Eu ouvi certo?" Zoe segurou uma risada enquanto agradecia e se afastava. Entrou no elevador, apertando o botão para o andar da tomografia. Quando as portas estavam quase fechando, um homem alto e absurdamente bonito entrou apressado, segurando a porta com uma mão firme.

Zoe ergueu os olhos e congelou por um instante. Ele tinha uma presença intensa, com olhos que pareciam enxergar além da superfície. O silêncio entre eles era carregado, e Zoe sentiu o coração acelerar sem motivo aparente.

"Será que é ele?" pensou, tentando disfarçar o nervosismo.

Capítulo 2

Lorenzo recebeu a notícia de que os novos internos haviam chegado, mas não sentiu qualquer motivação para conhecê-los. Sua mente estava completamente focada no caso de Lia, uma menina de quatro anos que seria submetida a uma cirurgia delicada em poucas horas.

Enquanto se dirigia à sala de traumas, entrou no elevador e percebeu a presença de uma jovem deslumbrante encostada na parede. Cabelos loiros caíam de forma despreocupada sobre seus ombros, e sua pele clara contrastava com o uniforme azul-claro.

— Bom dia. — Lorenzo cumprimentou com a voz baixa, mais por educação do que por interesse.

— Bom dia.

O silêncio se instalou entre eles, cada um perdido em seus próprios pensamentos. Zoe, distraída, não se deu conta de que estava dividindo o espaço com o tão falado Doutor Slogan.

Ao chegarem ao segundo andar, seguiram juntos para a mesma direção. Assim que Lorenzo entrou na sala, entregou o prontuário de Lia ao atendente, sem sequer notar que Zoe estava logo atrás dele. Mas ela percebeu imediatamente o nome no prontuário e, sem hesitar, se pronunciou:

— Você é o Doutor Slogan? — perguntou, confusa e curiosa.

Ele ergueu as sobrancelhas, analisando-a rapidamente antes de responder:

— Sou eu. De parte de quem?

— Zoe... Zoe Becker.

— Becker... hã.

— Então, sou a interna responsável pela...

— Desculpe, estou ocupado. — interrompeu bruscamente, sem paciência.

— Eu só queria discutir sobre Lia.

— Estou ouvindo.

— Precisamos levá-la para fazer a tomografia, mas eu não conseguia te encontrar.

— Agora você encontrou.

— Certo... – e começou a explicar.

Ele apenas assentiu, e Zoe saiu da sala logo em segudia, contendo a frustração. Lorenzo era claramente um homem difícil: autoritário, impaciente e pouco disposto a ouvir qualquer coisa que não viesse de si mesmo.

Na emergência, Carolaine avistou Zoe com uma expressão desconcertada e foi até ela.

— Está tudo certo?

— Aquele homem é insuportável! — Zoe cochichou, irritada.

— Que homem?

— O Doutor Slogan.

— Aquele gato?

— Melhor ele não ouvir isso. — Zoe respondeu com uma risadinha nervosa.

De volta ao quarto de Lia, Zoe encontrou a menina dormindo. Ela se aproximou, acariciando os fios macios do cabelo da criança, enquanto seus pensamentos divagavam. O momento foi interrompido pela entrada inesperada de Lorenzo, que parecia ainda mais apressado.

Algum tempo depois, eles levaram Lia para a tomografia e, após o exame, começaram os preparativos para a cirurgia. Zoe, sendo interna, ainda não participaria ativamente do procedimento, mas assistiria da sala de observação, ansiosa para aprender.

O plantão era longo — 48 horas —, e apenas oito tinham se passado. Exausta, Zoe juntou-se aos colegas no corredor onde as camas de descanso estavam.

— O primeiro plantão é sempre o pior. — Kira reclamou, se jogando em uma das camas.

— Nem me fale. — Carolaine concordou, esfregando os olhos.

Marcel entrou, segurando uma bandeja com copos de café.

— Café? — perguntou, dando duas batidinhas na porta.

— Eu quero! — Zoe respondeu, apressada. — Obrigada.

— Vocês viram o Stefan? — Kira perguntou, pegando um dos cafés.

— Deve estar procurando alguém para atender. — Carolaine deu de ombros.

Depois de pegar seu café e um livro, Zoe foi para a sala de observação, onde acompanharia a cirurgia. Carolaine a seguiu, e as duas assistiram juntas ao procedimento, que correu sem complicações.

Lorenzo, por sua vez, notou Zoe na sala superior enquanto realizava a cirurgia. Por um breve instante, sentiu uma pontada de culpa por não permitir que ela ajudasse. Ele sabia bem como era frustrante ser um interno novato.

Após a operação, Lorenzo lavou as mãos e foi informar aos pais de Lia que tudo tinha corrido bem. No caminho de volta, encontrou Zoe encostada na parede do corredor.

— Oi.

— Oi. — respondeu ela, sem emoção.

— Me desculpe por não ter permitido que você participasse.

— Está tudo bem. Fico feliz que tudo tenha dado certo. Agora, com licença.

— Ah, claro.

Assim que Zoe se afastou, Marcel apareceu com um sorriso provocador.

— Que cara é essa?

— É a minha cara normal. — Lorenzo respondeu seco.

— Sei... Mas e a novata, hein? Ela é gata.

— Pensei que você fosse gay.

— Sou, mas isso não me impede de reconhecer quando uma mulher é gostosa.

Marcel saiu rindo, divertindo-se com a própria provocação. Lorenzo ficou parado por um instante, tentando processar o comentário. Mas, no fundo, a confusão que sentia não era por Marcelo. Era por Zoe.

Capítulo 3

Na hora do almoço, todos estavam reunidos na cantina do hospital, exceto Zoe, que preferiu comer sozinha em uma mesa afastada.

Na mesa principal, estavam Kira, Carolaine, Augusto, Stefan e Marcel, conversando enquanto comiam.

— Ela é tão na dela... — comentou Augusto, lançando um olhar discreto para Zoe, que comia tranquilamente em outra mesa.

— A Zoe? Ah, sim, ela é bem reservada. — Carolaine respondeu, dando de ombros.

— Ouvi dizer que a mãe dela era médica. — Stefan acrescentou, curioso.

— Como se não fosse comum médicos terem pais médicos... — Kira comentou, com um tom levemente irônico.

— Tá brincando? Ela é filha da Elisabeth Becker! — Carolaine revelou, fazendo os outros arregalarem os olhos.

— Uau. — Stefan exclamou, impressionado. — Vai ser bastante favorecida, então. A mãe dela era uma das melhores.

— Além de tudo, ela é bonita. — Augusto murmurou, meio distraído.

— Eu diria sexy e gostosa, mas ela não faz a minha praia. — Marcelo comentou casualmente, arrancando risadas dos colegas.

— Augusto tá muito na dela. — Stefan provocou, rindo.

— Cala a boca, cara. — Augusto respondeu, revirando os olhos.

Enquanto os comentários rolavam na mesa, Carolaine se levantou com seu prato e foi até onde Zoe estava. Sentou-se ao lado dela, puxando conversa. Zoe, a princípio, ficou surpresa, mas logo se soltou e começou a conversar animadamente.

O momento, no entanto, foi interrompido pelo beep do pager de Zoe. Ela suspirou, levantou-se e foi até o local indicado.

Uma enfermeira com uma expressão nada amigável veio ao seu encontro.

— Você vai assumir o paciente da sala 204. Agora é sua responsabilidade.

— Mas ele não é meu paciente. — Zoe argumentou, confusa.

— O doutor Kennedy decidiu que agora é.

— Quem é Kennedy? — Zoe perguntou, mas a enfermeira já tinha se afastado. Ela bufou. — Beleza, vou cuidar de um paciente que nem sei quem é.

Zoe respirou fundo, colocou um sorriso simpático no rosto e entrou no quarto. Encontrou um senhor de mais de 60 anos, desacompanhado.

...[...]...

...Do outro lado do hospital......

Marcus Kennedy, o novo cardiologista, já estava causando alvoroço. Arrogante e prepotente, ele havia afetado o ego de vários neurocirurgiões em pouco tempo.

— Quem é ele, William? — Lorenzo perguntou, irritado, ao colega.

— Ele veio do Texas. É o nosso novo cardiologista.

— E já chega mandando? Ele teve a audácia de achar que eu era enfermeiro!

— Ele sabe muito bem quem você é, Lorenzo. Só estava tirando onda.

— Ótimo. Quando o Smith volta?

— Ele pediu um tempo, com prazo indeterminado.

— Que saco! — Lorenzo exclamou, saindo da sala visivelmente irritado.

Na sua sala, Lorenzo tentava se concentrar, mas a presença de Marcus no hospital parecia ferir profundamente seu ego. Ele ficou batendo a caneta na mesa até perceber uma movimentação fora da sala.

Ao sair, uma enfermeira informou que várias vítimas de um acidente de carro haviam acabado de chegar. Lorenzo correu para a emergência, onde a situação era caótica.

No meio da confusão, ele viu Zoe realizando massagem cardíaca em um garoto gravemente ferido.

— Vamos, fica comigo! — Zoe dizia com determinação, pressionando o peito do paciente.

— O que você está fazendo, garota? — Marcus chegou, esbravejando.

— Ele teve uma parada cardíaca. Estou tentando reanimá-lo! — Zoe respondeu sem parar o procedimento.

— Sai da minha frente, sua incompetente! — Marcus gritou, tomando o controle da situação.

Os aparelhos apitaram, mas o garoto não resistiu. Zoe ficou imóvel, olhando para o monitor que agora exibia uma linha contínua.

— Parabéns, você matou o garoto! — Marcus disparou friamente.

— Eu tentei... eu juro que tentei... — Zoe sussurrou, incrédula.

— Incompetente. — Marcus soltou antes de se virar, deixando Zoe arrasada.

Ela saiu correndo da emergência, escondendo as lágrimas. Entrou na primeira sala que encontrou e desabou, chorando.

Pouco depois, Carolaine, percebendo a ausência de Zoe, delegou um paciente a Marcel e foi atrás da amiga. Encontrou-a em prantos, abraçada aos próprios joelhos.

— Olha, não foi sua culpa. — Carolaine disse, sentando-se ao lado dela.

— Foi, sim. Ele estava nas minhas mãos. Eu matei ele. — Zoe respondeu, com a voz embargada.

— Cara, ele estava muito machucado. Não havia nada que você pudesse fazer.

— Eu poderia ter feito mais.

— Você fez mais do que o suficiente!

Carolaine entregou um copo de água para Zoe, mas precisou voltar à emergência, já que Velma, a chefe dos residentes, não tolerava ninguém sem fazer nada. Enquanto Carolaine saía, cruzou com Lorenzo, que caminhava apressado e com uma expressão sombria.

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