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A Loba De Hampshire

Hampshine

Estamos indo embora de New York, é bem estranho pensar que depois de tantos anos, vou abandonar a vida de tenho aqui. Meus amigos, meu colégio, hobbies e lugares favoritos.

Ainda não entendi, por que temos que mudar para cidade do meu avô? Mas meu pai instituiu, dizendo que já está mais que na hora de ficarmos perto família. Em uma coisa ele está certo, por algum motivo, nunca ficamos próximos dos nossos parentes.

Entro no carro com minha mãe e com o Tyler, meus irmão mais velhos, com algum motivo foram no carro com nosso pai, não entendi tal divisão, afinal todas as nossas coisas estão nesse carro.

...Dois Dias depois...

Uma viagem que deveria durar cinco ou seis horas dependendo, do transito, durou três fucking dias, simplesmente porquê o carro do papai parou 6 vezes, do nada, o pior de tudo, sempre durante a noite, o que deixava muito difícil arrumar rápido, isso que tirou a paciência por diversas vezes, mas minha mãe sempre soltava “ Um dia você vai entender”

Finalmente entramos no estado New Hampshine, assim que o carro para na frente da casa nova, o ar montanhoso e limpo, toma meus pulmões, olho para minha mãe que encara os arredores.

— Cadê o papai? – o Tyler pergunta.

— Foi com meus irmãos, direto para casa do vovô depois passamos lá, ok. – Ela diz sorrindo.

Começamos a organizar as coisas, minha mãe deixou que eu escolhesse meu quarto, não escolhi o maior, mas sim o que tinha vista mais bonita, uma vista direta para White Mountains. Sem duvidas a vista de tenho aqui da de 1000 à zero, do que em New York.

Desço as escadas e minha mãe está olhando as janelas, não apreciando a paisagem, mas analisando as coisas, na verdade ela parece bem tensa, deis que meu pai comunicou nos mudaríamos.

— Mãe, vou dar uma volta. – Digo, ela me encara por alguns instantes e joga a chave de casa.

— Não demore. – apenas assinto com a cabeça.

...※...

Uma cidade calma, é bizarro com esse lugar é tranquilo, obvio que estou mais acostumada com o caos da metrópole, só vinha aqui nós finais de ano, para festa e coisa do tipo, nunca ficamos por mais de um dia.

— Sophia? – alguém chama pelo meu nome, olho para trás e lá está o Kayo – O que faz aqui?

 — Nos mudamos. – Digo sendo corteis

 — Nossas que legal. – Ele se aproxima.

O Kayo, é a única pessoa da minha idade, que conheço nesse lugar, a mãe dele é muito amiga da minha, por isso quando víamos para cá, passamos muito tempo juntos, é engraçado ver como ele está diferente, de um menino baixinho, que usava aparelho e se vestia como um Jedi, com rapaz com uns 1,70, com roupas de mauricinho e cabelo alinhadinho.

— Vai estudar na Hams ou na Shine? – ele pergunta.

— Hams. – ao ouvir minha resposta o mesmo sorri de orelha a orelha.

— Nos vemos, no colégio, então. – ele se despede e sai.

Caminho de volta para casa, assim que chego na rua, vejo um bicho estranho olhando para nossa janela, ele me encara, já ta meio escuro então não enxergo bem, mas seus olhos verdes chamam minha atenção, o animal continua me encarando,como estou paralisada, não grito ou corro, sem tirar os olhos de mim o bicho abaixa a cabeça e corri para o outro lado.

Disparo para dentro de casa, entro tão rápido que assusto, meus familiares, tios, avós e primos que estão aqui, aceno rápido e corro para meu quarto, mesmo com a luz desligada o quarto está claro, a luz da lua ilumina tudo, de uma maneira linda, tento acalmar minha respiração.

A porta abre e minha mãe, entra e me encara, encara minha bela vista, senta na minha cama, comigo e segura minhas mãos, magicamente o medo passa, ela sorri para mim.

— O que você viu? – era como se ela lê-se minha mente.

— Como sabe?

— Sou sua mãe, sei quando se assusta com alguma coisa. – Ela continua a sorri.

— Tinha um bicho. - seu olhar se torna preocupada. – Ele está olhando para nossa casa, depois me olhou a abaixou a cabeça e sumiu. – ela continua a me encarar. – O animal tinha olhos verdes, eu fiquei morrendo de medo.

— Não se preocupa meu amor. – ela me abraça. – Tem muitos animais perto das montanhas, tenha certeza eles têm mais medo de você, do que você tem deles.

Turma

Mais uma vez o sol, me tira de um sono perfeito, me sento na cama e vejo o uniforme do colégio, encaro minha vista linda e sorrio.

Já devidamente arrumada, desço as escadas e meu pai está falando com meus irmãos, baixo para ninguém além deles ouvir, me sento na mesa e minha mãe coloca o dinheiro do lanche na mesa.

— Soh. – ela chama minha atenção. – Não vou poder te buscar hoje.

— Ta bom. – Digo.

Minha mãe largou nos três na frente do colégio, o Hector e a Hailey seguem para a sala eles, afinal estão em um ano acima do meu, e fico procurando a sala certa.

— Precisa de ajuda? – Uma voz doce me pergunta, olho para cima e uma menina negra, cabelos cacheados super lindos e sorriso branquinho me encara.

— Estou procurado, a sala 15. – digo.

— Eu sei disso, sou Mia a representante de turma, encarrega de mostrar a escola pra você, Sophia.

— Ahh, prazer então. – A cumprimento e a mesma faz o mesmo.

Ela me mostrou o colégio todinho, é bem maior do que o meu antigo, e bem perto de uma montanha.

Entro para sala e as aulas começam, o Kayo sentou ao meu lado em quase todas elas, falava sobre os professores e suas metodologias, no intervalo sentei com ele e com sua turminha, que consiste na Mia, Kayo, Andy e Rick.

— Como é em New York? Sempre tive vontade de ir visitar, mas nunca tive chance de ir, disse que é incrível. – O Rick pergunta.

— Essa pergunta é muito difícil, quase sempre é monótono, porém quando se está lá, pela primeira vez, deve ser incrível, eu sou de lá, então única tive essa sensação,

— É impressão minha ao o Mathews não para de olhar para cá. – A Mia diz, olho para trás e reconheço o rapaz que nos encara.

— Mason? – me questiono.

— Conhece, ele? – o Kayo pergunta.

— O Pai dele tem negócios com o meu, mas não lembrava dele ser assim.

— Como assim? – a Andy pergunta.

— Ele era magrinho, usava óculos fundo de garrafa, tinha um cabelo grande. – Mais uma vez olho para trás. – Não era esse cara que parece que saiu de uma serie da Netflix.

...※...

Assim que voltamos para sala, o Kayo senta no meu lado e começa a contar coisas sobre a cidade e o colégio, quem é legal, quem fingi ser o que não e outras coisas.

Não foi difícil chegar na conclusão, que todas as escolas são praticamente iguais, só muda os alunos.

— Olá sala. – O professor entra sorrindo e todos se animam.

— Esse é o mister Layer, nosso treinador e professor de biologia. – o Kayo diz. – Também conhecido, como o melhor professor de todos. – ele diz bem baixo.

Ao encara o professor, meus olhos castanhos, me fazem lembrar o animal, que vi na outra noite, sinto um olhar nas minhas costas, olho para trás e a Andy está me olhando.

De fato esse professor é bem legal e engraçado, sem contar que super didático, não tem como não aprender biologia com ele.

O último sinal soa por todo o colégio, espero meus irmãos na companhia a da Andy, assim eles se aproximam o olhar dela mudar, para algo sério e um tanto raivoso, o da minha irmã mais velha também, já o Hector praticamente baba. Não julgo a Andy é linda demais, seus cabelos são um loiro mais escuro, não chegam a ser castanhos, seus olhos são negro como a noite, sua pele é bronzeada e seus estilo é um rock chic.

 — Melhor sairmos daqui. – A  Hailey diz.

Não entendi, só foi arrastada pela minha irmã, de longe vi que o Mason também encarava a Andy, nada feliz, ela olhou para ele e mostrou o dedo do meio, depois saiu andando.

...※...

Acordei de madrugada com sede, enquanto desço as escadas, vejo meus irmãos e pais conversando, assim como tem acontecido pela manhã, dessa última semana que chegamos aqui.

— Sua irmã, faz amizade com quem ela quiser. – Minha mãe disse.

— Mas com um deles? – a Hailey diz brava. – São inimigos.

— Ela esta certa. – meu pai diz. – Não sabemos qual a intenção deles.

— A Sophia, não vai ser proibida de falar com quem ela quer. – minha mãe diz.

— Não sei, do que estão falando, mas realmente não vou para de falar, com quem eu quero. – digo entrando na conversa.

— Soh, você não entende. – Meu pai diz.

— E nem quero, eu já vou fazer 17 anos, parem de contralar, com quem eu falou ou deixo de fala o problema, não é de você, já sei muito bem o que é certo ou errado, que ódio. – pego minha água e subo as escadas.

Não demora muito para minha mãe entrar no meu quarto, me deita na cama comigo e fico de bico.

— Por que não posso falar com a Andy? – mesmo que  não tenham dito, sei que estavam falando dela.

— Você pode. – ela diz. – Pode falar com quem quiser, não permita que os problemas do Chris interfiram nas suas coisas, assim como os seus irmão, que deixam ele controlar tudo em volta deles.

As nuvens que cobriam o lua, finalmente deixam a luz entrar, os olhos da minha mãe se arregalam e a mesma sorri vitoriosa para mim.

— Logo, você entender muita coisa minha pequena, não deixe controlem as suas vontades.

Lobo

O Kayo me convidou para tomar sorvete, tenho que dizer que sair com ele sempre melhora meu dia, esse primeiro mês deis da mudança, foi muito melhor, porquê ele sempre me mostrava as coisas animada e acabava me fazendo rir.

Sentamos no banco do parque, ele vai falando, sobre umas coisas meio nada haver, sei que ele fica confuso quando ficamos muito tempo juntos e sozinhos, afinal ele gosta de mim, não posso dizer quer não gosto dele, eu estaria mentindo, gosto bem mais do que gostava do meu ex, que era um verdadeiro babaca.

— Ai, dizer quem o monstro atacava suas vitimas, buscando vingança, pelo fizeram com a mãe dele. – eu não ouvi, nem uma palavra sequer da historia que ele contou.

— Kayo.- ele me encara dou um selinho nele, fazendo o mesmo ficar quieto, algo que eu queria a algum tempo, gosto de ouvir os pássaros e som do vendo batendo nas arvores.

Um barulho estoura em meus ouvidos do nada, causando uma dor inexplicável e agonizante.

— Aiiiiii.- grito de dor e caiu de joelhos no chão.

— Soh, o que foi? – eu olhei para ele, mas não parecia estar gritando, mas no meus ouvidos parecia que estava com um megafone.

Meu cérebro, parecia que ai explodir, quando sinto minhas costas ser atingida algo molhado, que tampou meus olhos e ouvidos, a água que escorria pela minha pele tirou os sons ao meu arredor, ao mesmo tempo eu sentia cada gota.

...※...

Cheguei em casa com a blusa ainda sobre minha cabeça, não sei porquê, mas toda vez que tira de cima os sons voltavam.

— De quem é? – Tyler puxou a blusa, e automaticamente os sons voltaram, apenas cai no chão gritando. – MÃE.

— PARA DE GRITAR. – Eu disse gritando com ele.

— Tyler, sobe. – ela ordena para ele. – Sobe agora ou vai ficar de castigo.

Não tenho certeza, mas acho que o meu irmãozinho obedeceu na hora, minha mãe se sentou na minha frente e me encarou, eu estava com olhos fechados, em uma tentativa sem noção de fazer parar.

— Abre os olhos. – A voz doce dela toma meus ouvidos de forma baixa, diferente de tudo. Assim que abre ela ergue meu queixo, meus olhos apontaram para blusa e rapidamente ela pegou a roupa e jogou ensina de mim. – Parou?

— Sim. – olhei para o chão e vi marcas de unhas marcando o piso de madeira.

— Vamos subir, já chegou hora de eu falar com você, uma conversa bem mais seria do que sobre a que tivemos sobre meninos.

...※...

— Eu não vou explicar antes, e só depois de mostrar a verdade, você ia rir, então que quero mostrar antes. – ela pegou o espelho e colocou na minha frente.

Assim aqui me encarei, vi meus olhos verdes, um verde brilhante como o daquele animal, porém a parte de dentro tem um leve tom amarelo, ao abrir minha boca vejo caninos bem saltados, bem mais que o normal.

— O que é isso? – começo a entrar em desespero, antes que eu levante entre em s minha mãe, segura minha mãe e magicamente me acalma.

— Sim, como o seu pai e você uma lobisomem. – meu coração betu mais rápido e quase saiu pela boca. – Sei que te pedir calma, agora é meio burro, mas fique tranquila, assim que sua primeira transformação, acontecer seu corpo vai voltar ao equilíbrio de sempre, mas até lá, não tire isso ok.- ela colocou uma pulseira no meu pulso. – Isso é uma pulseira feita de wolfsbane, serve para controlar o lobo em certas doses pode ser letal.

...※...

Minha mãe ficou comigo a noite toda, devo admitir que nem a metade das coisas que ela falou fizeram sentido, muito pelo contratrio parece que estou em um sonho, que te varias coisas bizarras acontecendo, mas por mais que eu tente acordar em um consigo.

Sentei para tomar café, e meus irmãos ficaram me encarando, nunca senti tanta raiva na minha vida.

— Controle. – Meu pai diz. – Seu lobo ainda não despertou por inteiro quando acontecer sua vida se tornara plena.

— Soh, se acalma. – a minha mãe diz – Seus olhos mudam com a raiva.

— Ser um verde bonito que brilha forte, ou são as coisas patéticas que o Hector chama de olhos. – meu pai desmerece meu irmão e ergue meu rosto, assim que encara meus olhos cai para trás. – Meu deus.

— O que foi? – digo sem entender, meu irmãos me encaram surpresos.

— Está tudo bem filha, só o Chris que está fazendo cena, cadê a pulseira? – coloco em meu pulso e como um sedativo, em sinto mais fraca.

 Durante todo o caminho do colégio, a Hailey, só falou de como ser lobo é legal e como vai ser incrível ver meu lobo por inteiro. Uma parte de mim queria cortar a garganta dela fora, a outra me esconder, afinal eu sou uma coisa bizarra e monstruosa.

...※...

Sento no vestiário a Andy fica ao meu lado, o local já está vazio, ela toca na minha pulseira e sorri.

— Não faz muito que tive que usar Wolfsbane. – meu olhar vai em direção ao dela. – A primeira vez é uma bosta, mesmo que todos falem que é um momento único, é uma falácia.

— Você também é uma? – ela aproximou o rosto de mim e mostrou seus olhos verdes.

— Sua vez. – ela disse rindo, tirei a pulseira e ela sorriu.

— Não está assustada com meus olhos? Todos da minha família ficaram. – coloco a pulseira de volta.

— Não, já olhos como os seus antes, olhos de futuros betas são lindos. – Fiquei sem entender. – Eles ainda, não te explicaram nada, Ne? – assinto. – Simples, a cor de mais comum são os verdes, significa que você é uma lobo pertencente a uma matinha, que protegem e guiam. – saímos do vestiário e andamos pelo campo. – Olhos amarelos, são dos betas, são lobos mais fortes, rápidos, uma alcateia comum tem um numero de betas que variam de dois ou três, o seu olho tem as duas cores o que significa que logo você pode ser tornar uma beta.

— A cor do seu olho pode mudar?

— Claro que sim, na maioria das vezes betas eram lobos comuns que roubam a força de outro beta.

— Tem como isso?

— Obvio a maioria dos alfas, são alfas que roubaram o poder dos outros alfas. – ela diz sorrindo. – Falando disso, alfas tem olhos avermelhados, são laranja escuro, mas não chegam a ser vermelhos. – Ela se senta no gramado. – Quando alguém deixa de ser uma matinha, e é um lobo comum, seus olhos se tornam Azuis e apena se torna um Omega.

Durante o Dia a Andy foi me explicando muitas coisas, inclusive o fato, que essa cidade abriga três matinhas diferentes, a da minha família, a dela e mais uma, que atualmente essas matinhas vivem uma guerra, por isso que eles não querem que eu fale com ela.

— Nossa matinha, já lutaram uma contra outra?

— Não, nossa matinha é bem pacifica, na verdade.

— Obvio, se nosso alfa descobre que estamos brigando, por ai o bicho pega.- o Rick diz,

— Você?

— Sim, eu sou como você. – os olhos dele brilham. – Mas relaxa, realmente somos bem da paz. Bem diferente do seu colega de matinha. – Ele aponta para o Mason. – que ta louco para bater na gente.

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