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Casado Com Uma Virgem

1 Capítulo (Corrigido)

Meu nome é Alerrandro Ortengar. Foi assim que me apresentei. Sou um empresário bem-sucedido, embora ainda não seja oficialmente dono da empresa. Estou em disputa com meu irmão para ver quem herdará o controle quando meu pai decidir passar o comando. Ele sempre está no meu pé, mas isso não me incomoda. Sou um dos homens mais cobiçados do país. Todas as mulheres me querem, sempre pelo meu dinheiro, mas eu não me importo. Tenho dinheiro para gastar, então gasto.

Assino contratos bilionários, nunca casei e nem pretendo casar. Não consigo ficar com uma mulher só. Gosto de variedade, de conhecer mulheres diferentes. Frequento boates e baladas, e vivo estampando revistas com fotos ao lado de mulheres diferentes. Hoje mesmo saiu em uma revista que eu deixei uma boate badalada acompanhado de cinco mulheres. Eu adoro essa exposição.

Filhos? Não quero. Se algum dia eu morrer, e meu pai já tiver deixado a empresa para mim, tudo ficará para a minha irmã mais nova. Já tenho 34 anos, e minha mãe vive insistindo para que eu mude, para que encontre uma esposa e tenha uma família. Mas eu não nasci para isso. Quero ver todas as mulheres ao meu redor, implorando por uma noite comigo. Muitas já fazem isso, mas eu quero todas, até as mais difíceis.

...Alerrandro👇🏻...

...----------------...

✨Alerrandro narrado ✨

Hoje era um dia especial: o almoço em família em comemoração ao aniversário da minha mãe. Eu havia chegado tarde da boate na noite anterior, então o cansaço me dominava. Quando abri os olhos e olhei para o relógio, fiquei em choque. Já eram 12h27.

Levantei da cama num salto. Corri para o banheiro e tomei um banho rápido, tentando me livrar do cheiro da noite passada. Vesti a primeira roupa que encontrei no guarda-roupa, tentando não perder muito tempo. Antes de sair, passei pela mesa de cabeceira, peguei as chaves do carro e o celular, e desci as escadas apressado.

Cheguei até o carro quase sem fôlego. Destravei as portas com um clique, entrei rapidamente e liguei o motor. O barulho familiar do motor me trouxe um pouco de calma, mas a pressa ainda me consumia. Saí dirigindo em direção ao almoço, torcendo para que não estivesse tão atrasado assim.

...Roupa👇🏻...

...Celular👇🏻...

...Carro👇🏻...

Assim que cheguei, estacionei o carro rapidamente e saí, travando as portas logo em seguida. Caminhei em direção à casa, respirando fundo para disfarçar a pressa e o atraso.

Ao entrar, fui recebido pelo som de risadas que ecoavam pela sala. O ambiente tinha aquele ar acolhedor de encontros familiares. Coloquei minhas chaves na mesa de centro e segui em direção à sala de jantar.

Lá estavam todos reunidos: meu pai, sentado na ponta como sempre; minha mãe, radiante e feliz; minha irmã mais nova; meu irmão, que parecia se divertir com o meu atraso; minha tia e meu tio, conversando animadamente; meus dois primos, que sempre enchiam a casa de barulho; e minha única prima.

Ela tinha um jeito peculiar de agir quando eu estava por perto. Seus olhos brilhavam mais intensamente, e o sorriso atrevido no canto de seus lábios entregava que ela sentia algo além do normal. Era evidente que ela gostava de mim, e, embora nunca tivesse dito nada diretamente, seus gestos e olhares falavam por si só.

Eu mantinha tudo no nível da cordialidade. Afinal, éramos família, e essa situação poderia se tornar desconfortável se eu reagisse de forma errada.

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...Meu Pai Ricardo Miler Escort👇🏻...

...Minha Mãe Emília Ortengar Escort👇🏻...

...Minha Irmã Diana Ortengar Escort👇🏻...

...Meu Irmão Guilherme Ortengar Escort👇🏻...

...Minha Tia Fernanda Ortengar Dîner👇🏻...

...Meu Tio Danilo Rover Dîner👇🏻...

...Primo Weslley Rover Dîner👇🏻...

...Primo/Amigo Flávio Rover Dîner👇🏻...

...Prima Tatiana Rover Dîner👇🏻...

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Guilherme: Chegou atrasado mais uma vez, irmão. Que falta de consideração pela nossa mãe.

Meu sangue ferveu com as palavras dele. A vontade de me levantar e fazê-lo engolir cada sílaba era enorme, mas antes que eu pudesse reagir, meu pai interveio.

Ricardo: Sente-se, Alerrandro.

A voz dele soou fria, tão gelada que parecia cortar o ar ao meu redor. Sem dizer nada, me sentei ao lado da minha prima. Assim que me acomodei, senti o olhar dela sobre mim, carregado de algo entre provocação e sedução. Ignorei aquilo e virei o rosto para a empregada que trazia meu prato. Ela o colocou na mesa, e eu comecei a comer em silêncio.

Quando terminei, meu pai se levantou.

Ricardo: Alerrandro e Guilherme, me acompanhem até o escritório.

Eu já sabia que não vinha coisa boa. Levantei-me e segui para o escritório, com Guilherme logo atrás.

Guilherme: Acho que alguém vai perder a empresa.

Aquela provocação quase me fez perder o controle. A raiva subiu com tanta intensidade que só não o acertei porque nosso pai estava por perto.

Ao entrar no escritório, meu pai já estava sentado em sua cadeira. Me sentei na cadeira à frente dele, enquanto Guilherme se acomodava ao meu lado.

Ricardo: Vou ser direto, Alerrandro. Quero você casado. E não quero uma dessas mulheres com quem você anda. Você está manchando a imagem da empresa saindo de boates com cinco mulheres.

De tudo o que ele poderia me pedir, tinha que ser isso: um casamento. Era o cúmulo.

Guilherme: Ele tem que se casar? Hahaha!

Meu pai lançou um olhar penetrante para Guilherme, que imediatamente parou de rir, calando-se. Mas minha raiva só aumentava.

Ricardo: Se você não se casar, a empresa e tudo o que me pertence vão para o seu irmão.

Com essas palavras, algo dentro de mim se revoltou. Eu não ia deixar nem um centavo para Guilherme.

Alerrandro: Eu farei como o senhor quiser.

Ricardo: Muito bem. Agora saiam os dois.

Levantei-me rapidamente e saí antes que meu pai dissesse mais alguma coisa. Guilherme veio logo atrás. Ao chegar no corredor, ouvi a voz dele novamente.

Guilherme: Boa sorte, irmão. Vai ser bem difícil encontrar uma esposa, já que você anda com tantas... mulheres.

A provocação quase me fez voltar e socar aquele sorriso da cara dele, mas respirei fundo. Não queria que nossa mãe visse seus dois filhos adultos brigando.

Guilherme: Eu não vou permitir que você fique com a empresa e a herança do nosso pai.

Ignorei e continuei andando até a sala, onde o resto da família conversava animadamente. Quando me despedi, minha mãe insistiu para que eu ficasse.

Emília: Fique mais um pouco, meu filho.

Alerrandro: Tudo bem, só porque hoje é seu aniversário.

Ela me puxou para um abraço apertado, e aquilo me trouxe uma paz momentânea. Fechei os olhos enquanto ouvia sua voz suave.

Emília: Eu te amo, meu filho.

Alerrandro: Eu também te amo, mãe.

Saí do abraço e me sentei no sofá. Tatiana, minha prima, aproveitou a oportunidade para puxar conversa.

Tatiana: Quanto tempo não te vejo.

Alerrandro: Estava muito ocupado.

De repente, meu celular começou a vibrar no bolso. Peguei-o rapidamente.

Alerrandro: Com licença, preciso atender.

Fui até o jardim e atendi a ligação.

Leonardo: Chefe, preciso que você assine um documento com urgência.

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...Detetive/Amigo Leonardo Fagundes Neves👇🏻...

Esse é Leonardo, meu ajudante. Ele me ajuda em tudo. Se faço uma festa, ele organiza; se preciso de roupas, ele providencia. Além disso, é um excelente detetive e um amigo leal. Leonardo será minha única salvação para conseguir uma esposa.

Alerrandro: Traga aqui na casa do meu pai, estou aqui.

Leonardo: Estarei aí em cinco minutos.

Desliguei o telefone, entrei na casa e fui direto para o meu antigo quarto. Ao abrir a porta, a nostalgia tomou conta. Fechei-a e me joguei na cama. O cansaço me venceu, e acabei pegando no sono.

Acordei com uma voz conhecida me chamando.

Leonardo: Acorda, Alê.

Abri os olhos e sentei na cama, recostando-me à cabeceira. Leonardo estava ali, com uma pasta nas mãos.

Leonardo: Aqui está. Só precisa assinar.

Alerrandro: É sobre o quê?

Leonardo: O contrato com os europeus.

As palavras dele me despertaram completamente. Eu estava esperando esse contrato há três anos. Os europeus sempre enrolavam, mas finalmente havia chegado.

Alerrandro: Finalmente!

Leonardo: Preciso que você assine logo. Tenho que enviá-lo amanhã bem cedo.

Peguei a pasta, assinei o documento e entreguei de volta. Mas minha mente ainda estava presa ao pedido absurdo do meu pai. Resolvi confiar em Leonardo.

Alerrandro: Preciso muito da sua ajuda.

Leonardo: Diga.

Alerrandro: Meu pai quer que eu me case. E não pode ser com nenhuma das mulheres com quem costumo sair.

Leonardo arregalou os olhos, chocado. Ele se sentou na ponta da cama, claramente tentando processar o que acabara de ouvir.

Leonardo: Seu pai?

Alerrandro: Sim. Se eu não me casar, perco tudo.

Leonardo se levantou e começou a andar de um lado para o outro. Parecia procurar uma solução, e, de repente, parou e me encarou.

Leonardo: Vou conseguir várias mulheres para você entrevistar. Todas com um perfil limpo.

Alerrandro: Para amanhã. Não quero perder tempo. Meu pai não me deu prazo, mas não quero arriscar.

Leonardo: Ok. Preciso ir. Tenho que encontrar as mulheres perfeitas para a entrevista.

Ele saiu apressado, mas eu permaneci ali, perdido em pensamentos. Ficar sem a empresa não era uma opção, mas a ideia de me casar ainda me parecia um pesadelo.

Enquanto encarava a parede, absorto, a porta se abriu de repente. Era Tatiana, minha prima. Ela entrou devagar, usando um vestido branco com duas fendas generosas e detalhes em renda. Nos pés, saltos altos de ponta agulha que ecoavam no chão do quarto.

Ela se aproximou com aquele olhar de sempre, carregado de uma ousadia que me deixava desconfortável e confuso.

...Roupa da Tatiana👇🏻...

...Sapato da Tatiana👇🏻...

Tatiana: Você não vai se arrumar?

Alerrandro: Pra quê?

Tatiana: Seu pai organizou uma festa surpresa para sua mãe. Sua roupa está no closet.

Claro que era ideia do meu pai. Tudo nele parecia calculado, e isso me deixava com a pulga atrás da orelha. Mas hoje era um dia importante para minha mãe, então eu faria um esforço para estar elegante.

Alerrandro: Vou me arrumar. Já desço.

Tatiana: Te espero lá embaixo.

Ela saiu, e eu fui direto para o banheiro. Tomei um banho demorado, deixando a água escorrer pelo meu rosto enquanto pensava em como aquela festa provavelmente teria mais segundas intenções do que parecia. Ao sair, enrolei uma toalha na cintura e caminhei até o closet.

Lá estava o terno, impecavelmente passado e pronto para ser usado. Peguei-o do cabide, levei até o banheiro e comecei a me vestir, ajeitando cada peça com cuidado.

Hoje, pelo menos por algumas horas, eu faria o papel do filho perfeito.

...Terno👇🏻...

Peguei meu celular na cama e, em seguida, desci. No entanto, não encontrei ninguém. De repente, minha prima apareceu.

Tatiana: Como você está lindo!

Alerrandro: Obrigado.

Fui até a mesa de centro e peguei as chaves do meu carro.

Tatiana: E eu vou?

Alerrandro: Tá, todos já foram?

Tatiana: Sim.

Fui até a porta, segurei para minha prima passar e, após ela sair, fechei a porta. Destravei meu carro, abri a porta para ela e, depois, entrei no lado do motorista. Dirigi até o local da festa, com a mente ainda agitada com tudo que havia acontecido antes.

Ao chegar, saí do carro, abri a porta para minha prima, fechei a porta e tranquei o carro. Entramos no local da festa, que estava deslumbrante. Tudo estava impecável. Além de ser o aniversário da minha mãe, a celebração marcava também seus 50 anos, o que tornava a noite ainda mais especial.

...Arrumação👇🏻...

Fui até minha mãe, que estava deslumbrante em um vestido preto, com mangas brilhantes. Com certeza, era um vestido novo — eu sempre reparei nas roupas que ela usava. Mesmo sendo fechado e reservado como sou, não deixo de observar tudo o que acontece ao meu redor, até os menores detalhes.

...Vestido da Emília👇🏻...

Emília: Você está muito lindo, meu filho.

Alerrandro: Obrigado, mãe, você também está maravilhosa.

Logo meu irmão se aproximou, e eu nem quis olhar na cara dele. Minha prima estava sempre ao meu lado, parecia que não sabia andar sem mim.

Guilherme: Mãe, vamos tirar uma foto?

Emília: Claro, vem aqui, Alerrandro.

Meu irmão fez uma cara feia assim que minha mãe me chamou. Para provocar, eu segui minha mãe e meu irmão até o fotógrafo. Ele tirou a foto, e eu fui em direção ao meu pai, que me chamou com um gesto da mão.

Ricardo: Esse é meu filho, Alerrandro.

Desconhecido: Muito prazer, Alerrandro.

O homem estendeu a mão e eu a apertei, mantendo a postura. Quando soltamos as mãos, falei:

Alerrandro: O prazer é todo meu.

Ricardo: Alerrandro, esse é o novo investidor da empresa, o Senhor Oliveira.

Alerrandro: A empresa e nós agradecemos por ser o novo investidor.

Ao terminar de falar, meus olhos se cruzaram com uma mulher incrível que estava sentada em uma das mesas. Não consegui entender como nunca a vi antes. Mas rapidamente desviei o olhar quando meu pai falou novamente:

Ricardo: Ele vai conhecer a empresa amanhã.

Amanhã eu teria que dar um jeito de organizar a entrevista e apresentar a empresa para o Senhor Oliveira.

O Senhor Oliveira era um homem muito educado, um dos melhores investidores que poderíamos ter. Já estava na faixa dos 56 a 60 anos e usava aliança na mão esquerda. Com certeza, era casado.

...Senhor Oliveira👇🏻...

Meu celular começa a vibrar, e eu o tiro do bolso do meu terno.

Alerrandro: Com licença, preciso atender.

Saí em direção a um canto mais tranquilo, onde pudesse conversar em paz. Logo atendi a chamada.

Alerrandro: O que você quer?

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✏️ Pode ter erros ortográficos ✏️

🌐 Todas as imagens são tiradas da internet 🌐

📲 Responderei a todos os comentários quando puder 📲

☑️ Eu aceito todos os tipos de comentários, mesmo que não goste, vou tentar entender o lado de todos vocês ☑️

📌 Espero que gostem da obra. Tenho outras obras; se quiser, todas estão no meu perfil 📌

Essa obra está em atualização e modificação para uma melhor leitura.

2 Capítulo (Corrigido)

Começamos a cantar os parabéns para minha mãe. Quando terminamos, ela começa a cortar o bolo. O primeiro pedaço, claro, ela entrega ao meu pai, seu esposo. Em seguida, ela tira três pedaços, coloca cada um em um prato e entrega ao Guilherme, à Diana e a mim. Depois, uma moça assume o corte do bolo enquanto os garçons se encarregam de distribuí-lo para os convidados.

Todos nós seguimos para uma mesa reservada apenas para a família e nos sentamos.

Guilherme: Mãe, agradeço à senhora pelo amor que sempre nos deu. Somos três filhos muito sortudos. Desejo tudo de bom para a senhora.

Emília: Obrigada, meu filho. Saibam que amo todos vocês da mesma forma.

Penso em dizer algo também, mas não sou do tipo que expõe sentimentos. Prefiro guardar tudo para mim.

De repente, uma música calma começa a tocar, e alguns casais se levantam para dançar uma valsa. Meu pai se levanta, vai até minha mãe e estende a mão para ela.

Ricardo: Me concede esta dança?

Emília: Sim.

Eles caminham até a pista de dança e começam a rodopiar ao som da música.

Diana: Alerrandro...

Alerrandro: Oi.

Diana: Você viu a fofoca que saiu com seu nome?

Minha irmã sempre foi preocupada comigo. Desde pequena, ela cuida de mim como se fosse mais velha, mesmo sendo mais nova.

Guilherme: Não sei por que você ainda se preocupa com o Alerrandro.

Diana: Porque ele é meu irmão, e não quero que falem mal dele por aí.

Enquanto eles discutiam, eu ria por dentro.

Alerrandro: Respondendo à sua pergunta, Diana, eu já vi, sim.

Diana: Sei que você não gosta que eu diga isso, mas precisa parar de ficar com várias mulheres, Alerrandro.

Guilherme: Pode ficar tranquila, irmã. O pai já deu uma boa lição nele.

Senti vontade de enforcar o Guilherme naquele momento. Quem pediu para ele comentar isso?

Diana: Ele te bateu, Alerrandro?

Alerrandro: Não, só conversou.

Diana: Ainda bem.

Me levanto, dou um beijo na bochecha da minha irmã e sigo em direção à saída.

Tatiana: Já vai embora?

Parece que minha prima nasceu para testar minha paciência. Eu gosto dela, mas essa insistência está insuportável.

Alerrandro: Já sim.

Tatiana: Eu vou com você.

Alerrandro: Acho melhor não. Preciso ficar sozinho.

Eu sabia muito bem o que ela queria, mas isso nunca vai acontecer.

Tatiana: Tudo bem. Mas, se precisar de algo, é só me ligar.

(Ela fala enquanto passa a mão no meu ombro.)

Não respondo, apenas saio. Vou até meu carro, entro, ligo o motor e dirijo direto para casa.

✨Alerrandro narrando ✨

Alerrandro: O que você quer?

Desconhecida: Só quero conversar com você sobre um assunto bem delicado.

Assim que ouço essas palavras, já sei que coisa boa não vem por aí.

Alerrandro: Amanhã a gente conversa, Pâmela.

Sem esperar uma resposta, desligo.

A Pâmela é uma das mulheres com quem já fiquei. Conheci ela em um desfile de moda em Nova York. Depois do desfile, ofereci uma grana para que ela viesse trabalhar na "minha empresa". Ficamos juntos uma vez, como todas as outras. Ela é uma mulher bonita, com um corpo de deixar qualquer uma com inveja, mas odeio que me liguem sem necessidade. Só mantenho o número dela porque é uma das modelos da "minha empresa".

Tatiana: Estava te procurando.

Minha paciência já está se esgotando com a minha prima. Ela está o tempo todo atrás de mim. Isso é irritante. Acho que ela faz isso porque quer que eu a leve para a cama, mas isso nunca vai acontecer. Somos primos, e nada além disso. Ela pode tentar o que quiser, mas não faz meu tipo.

Alerrandro: Para quê?

Tatiana: Para você me fazer companhia. Você sabe que eu odeio ficar sozinha.

Reviro os olhos. Só não digo o que realmente quero dizer para evitar confusão. Há muitos fotógrafos e páginas de fofoca prontos para captar qualquer deslize e transformar em manchete. Alguns até ameaçam soltar a notícia em troca de dinheiro.

Minha sorte é ouvir meu pai chamando meu nome. Ele estava à frente com um microfone, ao lado da minha mãe e do meu irmão. Minha irmã já estava subindo para se juntar a eles.

Sem falar nada, deixo Tatiana para trás. Ela também ouviu meu pai me chamar e sabia que não devia me impedir. Quando chego ao lado da minha irmã, meu pai começa a falar:

Ricardo: Hoje é um dia muito especial para mim, porque posso comemorar mais um ano ao lado da minha esposa. Este é o aniversário de 50 anos dela, e eu quero fazer um brinde em sua homenagem.

Todos são servidos com taças de champanhe. Levantamos as taças, incluindo eu e meus irmãos que estávamos na frente, e brindamos.

Emília: Eu gostaria de dizer algumas palavras. Quero agradecer a todos que participaram dessa surpresa. Agradeço principalmente à minha família, que está aqui. Aos meus dois filhos, Alerrandro e Guilherme, e à minha única filha, Diana. Neste dia tão especial, quero fazer um brinde à minha família, que sempre está ao meu lado em todos os momentos e situações.

Brindamos novamente.

Ricardo: Agora, vamos cantar os parabéns!

Todos vão até o local onde estava o bolo. Se foi o meu pai que organizou tudo isso, ele merece elogios. Ficou tudo perfeito, até o bolo estava impecável.

...Bolo da Emília👇🏻...

Começamos a cantar os parabéns para minha mãe. Quando terminamos, ela começa a cortar o bolo. O primeiro pedaço, claro, ela entrega ao meu pai, seu esposo. Em seguida, ela tira três pedaços, coloca cada um em um prato e entrega ao Guilherme, à Diana e a mim. Depois, uma moça assume o corte do bolo enquanto os garçons se encarregam de distribuí-lo para os convidados.

Todos nós seguimos para uma mesa reservada apenas para a família e nos sentamos.

Guilherme: Mãe, agradeço à senhora pelo amor que sempre nos deu. Somos três filhos muito sortudos. Desejo tudo de bom para a senhora.

Emília: Obrigada, meu filho. Saibam que amo todos vocês da mesma forma.

Penso em dizer algo também, mas não sou do tipo que expõe sentimentos. Prefiro guardar tudo para mim.

De repente, uma música calma começa a tocar, e alguns casais se levantam para dançar uma valsa. Meu pai se levanta, vai até minha mãe e estende a mão para ela.

Ricardo: Me concede esta dança?

Emília: Sim.

Eles caminham até a pista de dança e começam a rodopiar ao som da música.

Diana: Alerrandro...

Alerrandro: Oi.

Diana: Você viu a fofoca que saiu com seu nome?

Minha irmã sempre foi preocupada comigo. Desde pequena, ela cuida de mim como se fosse mais velha, mesmo sendo mais nova.

Guilherme: Não sei por que você ainda se preocupa com o Alerrandro.

Diana: Porque ele é meu irmão, e não quero que falem mal dele por aí.

Enquanto eles discutiam, eu ria por dentro.

Alerrandro: Respondendo à sua pergunta, Diana, eu já vi, sim.

Diana: Sei que você não gosta que eu diga isso, mas precisa parar de ficar com várias mulheres, Alerrandro.

Guilherme: Pode ficar tranquila, irmã. O pai já deu uma boa lição nele.

Senti vontade de enforcar o Guilherme naquele momento. Quem pediu para ele comentar isso?

Diana: Ele te bateu, Alerrandro?

Alerrandro: Não, só conversou.

Diana: Ainda bem.

Me levanto, dou um beijo na bochecha da minha irmã e sigo em direção à saída.

Tatiana: Já vai embora?

Parece que minha prima nasceu para testar minha paciência. Eu gosto dela, mas essa insistência está insuportável.

Alerrandro: Já sim.

Tatiana: Eu vou com você.

Alerrandro: Acho melhor não. Preciso ficar sozinho.

Eu sabia muito bem o que ela queria, mas isso nunca vai acontecer.

Tatiana: Tudo bem. Mas, se precisar de algo, é só me ligar.

(Ela fala enquanto passa a mão no meu ombro.)

Não respondo, apenas saio. Vou até meu carro, entro, ligo o motor e dirijo direto para casa.

...----------------...

...🏠Na casa do Alerrandro🏠...

Chego em casa, abro a porta e imediatamente percebo algo fora do comum. Uma mulher de cabelos castanhos bem escuros está sentada no meu sofá. Ela está de costas para a porta, então, consequentemente, não me viu entrar.

Na mão, segura uma taça de vinho branco, bebendo tranquilamente como se estivesse completamente à vontade. O aroma do vinho se mistura com o perfume que ela usa, um cheiro marcante e sofisticado que invade o ambiente.

Fico parado por alguns segundos, observando a cena e tentando entender quem ela é e o que está fazendo na minha sala. Minha primeira reação é fechar a porta de leve, sem fazer muito barulho, e caminhar alguns passos à frente.

...Mulher👇🏻...

Pâmela: Que bom que você chegou, Alerrandro.

Eu reconheço a voz imediatamente. Era a Pâmela. Caminho até onde ela está sentada e fico em pé, bem na frente dela.

Alerrandro: Como você entrou aqui? Eu disse que íamos conversar amanhã.

Pâmela: Calma, Alerrandro. Eu dei meu jeito de entrar. Mas acho melhor conversarmos no escritório.

Alerrandro: Aqui na minha casa, você não decide nada.

Quem ela pensa que é para dizer o que é melhor ou não na minha casa? Aqui, quem manda sou eu, e ninguém mais.

Pâmela: O assunto é bem sério. Se você quiser que seus empregados ouçam, por mim tudo bem.

(Ela fala enquanto coloca a taça de vinho na mesa de centro.)

Engulo minha irritação. Odeio ser obrigado a obedecer alguém, ainda mais uma mulher como a Pâmela, mas não quero fofocas ou confusões desnecessárias.

Guio a Pâmela até meu escritório. Sento na minha cadeira enquanto ela caminha atrás de mim. Sem pedir, ela coloca as mãos nos meus ombros e começa a massageá-los.

Pâmela: Você lembra dessa roupa que eu estou usando?

Claro que lembro. Era exatamente a mesma roupa que ela usava no dia em que ficamos no meu escritório.

...Roupa👇🏻...

Alerrandro: Não, agora deixa de enrolar e me fala logo o que você veio dizer.

Tiro as mãos da Pâmela dos meus ombros. Ela caminha até a cadeira em frente à minha mesa e se senta. Agora, o que nos separa é a madeira fria da minha mesa de escritório.

Pâmela: Lembra quando nós ficamos?

Suspiro, já sentindo a irritação subindo. Odeio quando tentam trazer à tona coisas que, para mim, ficaram no passado. Eu não sou museu para ficar revivendo histórias antigas.

Alerrandro: Se você veio aqui para falar disso, pode ir embora.

Minha voz sai fria, seca, mas parece não ter o efeito que eu esperava. Pâmela permanece impassível, com uma expressão firme.

Pâmela: Eu quero dizer que, depois daquela vez que ficamos, aconteceu uma coisa.

Alerrandro: O que aconteceu?

Minha paciência está no limite, mas a curiosidade me impede de simplesmente mandá-la embora. O tom dela é sério, e algo me diz que essa conversa está longe de ser algo que eu queira ouvir.

3 Capítulo (Corrigido)

Ela hesita por um segundo, mas logo solta a bomba:

Pâmela: Eu estou grávida, Alerrandro.

Sinto meu corpo inteiro travar. Grávida? Comigo? É difícil acreditar que, em uma única vez, isso pudesse ter acontecido.

Alerrandro: Então você quer me dizer que vai ter um filho meu?

Pâmela: Isso mesmo. Eu sei que isso não estava nos nossos planos, mas agora vamos ter um herdeiro.

Herdeiro? Ela acha mesmo que vou aceitar isso como se fosse um fato consumado? Conhecendo o histórico de Pâmela, sei que ela já teve outros relacionamentos. Não sou ingênuo a ponto de acreditar cegamente em suas palavras.

Alerrandro: Eu quero um teste de DNA para comprovar que esse bebê é realmente meu.

Pâmela: Você vai duvidar da minha palavra?

Ela parece indignada, mas eu já vi mulheres tentarem aplicar o golpe da barriga antes. Eu sempre me cerco de profissionais confiáveis e não será diferente agora.

Alerrandro: Claro que vou. Nós ficamos uma única vez e, de repente, você está grávida. Isso é, no mínimo, suspeito.

Pâmela: Então você acha que é impossível uma mulher engravidar em uma única vez?

Sei que não é impossível, mas não vou aceitar nada sem provas concretas. Muitas mulheres já tentaram se aproveitar da minha posição e dinheiro, e Pâmela não será exceção.

Alerrandro: Eu vou marcar um médico de minha confiança e te aviso. Agora você pode ir.

Pâmela: Eu vou morar aqui. Estou esperando um filho seu, que provavelmente será seu herdeiro. Quero o melhor para o nosso bebê e, claro, para mim, como mãe dele.

Era exatamente isso que eu esperava. Felizmente, estou sempre preparado para situações como essa.

Alerrandro: Ninguém mora aqui, a não ser eu. Vou te dar uma pensão mensal que será suficiente para cuidar do seu filho.

Pâmela: Você acha que isso vai ficar assim? Está enganado. Se eu sair daqui, vou direto para a mídia e conto que o pai do meu filho é ninguém menos que Alerrandro Ortegar, o homem que faz filho e não assume.

Dou um sorriso frio. Ela realmente acredita que me intimidaria com ameaças tão banais.

Alerrandro: Tenta fazer isso. Assim que essa notícia sair, vou para a mídia revelar o seu passado. E, quando isso acontecer, adeus carreira de modelo. Pense bem, Pâmela. Você quer mesmo colocar o futuro do seu filho em risco?

Ela congela, claramente abalada.

Pâmela: Quero um apartamento com vista para a praia e a pensão mensal.

Alerrandro: Ótimo. Amanhã mesmo o dinheiro e a chave do apartamento estarão em suas mãos. Agora pode ir embora.

Pâmela: Qualquer coisa, você sabe onde me encontrar.

Quando ela está prestes a sair, faço questão de deixar um último aviso:

Alerrandro: E outra coisa, não venha mais aqui e nem me ligue. Odeio ligações.

Ela me encara por um momento, mas logo vai embora, derrotada.

Depois que a porta se fecha, pego uma garrafa de uísque no bar e vou até a varanda. Tomo um gole enquanto observo a vista. Odeio quando pessoas tentam me ameaçar, mas Pâmela não tem ideia de com quem está lidando.

 

🌄 Dia seguinte 🌄

Acordo às 5h18 e vou direto para a varanda, como sempre. O sol está nascendo, iluminando a cidade aos poucos. De lá, vejo minha empregada ajudando uma mulher com caixas que parecem ser de comida. Quando a mulher ergue o olhar, nossos olhos se encontram por um instante. Ela fica visivelmente envergonhada e desvia rapidamente.

Dou um sorriso de canto e me preparo para o dia. Hoje, o novo investidor visitará a empresa, e tudo precisa estar impecável. Já posso sentir que será um dia cheio.

Quando desço meu olhar para o portão, vejo minha empregada indo ajudar uma mulher com algumas caixas. Pelo jeito, parecem ser de comida. Meu olhar se fixa na mulher que está logo atrás, com os braços ocupados. Quando ela percebe que estou observando, seus olhos encontram os meus por um instante. Sua expressão muda rapidamente: ela fica vermelha, como se estivesse constrangida, e logo abaixa a cabeça antes de seguir para dentro da casa.

Dou uma risada discreta, quase imperceptível. Não consigo evitar, essas reações sempre me divertem. Em seguida, vou até o banheiro e tomo um banho bem relaxante. Sei que hoje será um dia cheio, e nada melhor do que começar assim.

Depois de me secar, caminho até o closet e escolho um dos meus ternos mais caros. Não estou me vestindo para impressionar mulheres, mas sim para causar a melhor impressão no novo investidor. A imagem é importante, e o chefe da empresa não pode ser visto de qualquer maneira. Todos os meus ternos são caros, mas este em especial é um dos mais valiosos, e eu gosto de me sentir à altura do dia que está por vir.

...Terno👇🏻...

Eu escolho um dos meus relógios mais caros para completar o visual. Ele é feito de ouro 18 quilates, uma peça de puro luxo. Sei que é extremamente caro, mas isso não é um problema para mim. Como empresário, a imagem é tudo, e usar itens de qualidade inferior está fora de questão.

Coloco o relógio no pulso, ajusto os detalhes finais do meu terno e olho no espelho. Tudo está impecável, exatamente como deveria estar. Afinal, cada detalhe importa quando se trata de impressionar e manter minha posição no topo.

...Relógio👇🏻...

Pego minha pasta e meu celular, verificando rapidamente as notificações enquanto me encaminho para o andar de baixo.

...Pasta👇🏻...

...Celular👇🏻...

Quando chego à mesa, me sento e coloco minha pasta na cadeira à minha esquerda, organizando a área ao redor de maneira a não me distrair com nada desnecessário. A mesa está arrumada de forma discreta, com apenas o que eu gosto: pães frescos, frutas selecionadas e o café forte que sempre peço.

Eu sou bem exigente quanto ao que colocam à mesa; não gosto de excessos, então minha empregada já sabe o que incluir no meu café da manhã. Ela tem uma lista precisa do que posso comer, o que facilita as coisas. Eu não sou fã de desperdício e, por isso, prefiro que ela misture com o que acabou de preparar, garantindo que não haja nada sobrando.

Enquanto degusto meu café, continuo revisando mentalmente a agenda do dia, verificando se tudo está em ordem para a reunião com o investidor. Não gosto de imprevistos, e hoje não será diferente.

...Café da manhã👇🏻...

...Roupa👇🏻...

Tatiana: Gostou da visita?

Não! Eu odeio que venham sem avisar. Eu tenho que tirar ela logo daqui antes que as mulheres cheguem.

Alerrandro: O que te traz aqui?

Tatiana: Eu soube que você vai ter que se casar.

Como ela está sabendo disso? Com certeza o Guilherme falou. Uma coisa que o Guilherme não sabe fazer é ficar com a boca calada.

Alerrandro: Eu já vou me casar, só falta eu pedir ela em casamento.

Tatiana: Quem é?

Alguém bate na porta. Isso me salvou.

Alerrandro: Pode entrar.

O Leonardo entra.

Alerrandro: Eu já tava indo, já tô até atrasado.

Pela expressão do Leonardo, não entendeu, mas eu fiz uma cara para ele concordar.

Leonardo: Por isso vim te chamar.

Alerrandro: Vamos logo, antes que eles vão embora.

Tatiana: Eu vou te esperar aqui, Alerrandro.

Ela não é doida de ficar aqui, eu tenho que arrumar um jeito dela ir embora.

Alerrandro: Acho melhor não, Tatiana, eu só vou voltar às 14h.

Tatiana: Então vamos jantar de noite.

Só me faltava essa, ela me chamando para jantar, mas o que fazer? Vou aceitar.

Alerrandro: Tá bom, agora preciso ir.

Eu saio da sala, e o Leonardo vai para a sala dele. Eu vou para a sala de reunião, que estava vazia, é claro, foi tudo uma farsa para ela sair da empresa, porque se ela ver as mulheres, ela vai tentar de algum jeito me ameaçar, e isso eu não posso deixar acontecer.

Depois de 20 minutos, eu volto para minha sala. O Leonardo vem falar comigo.

Leonardo: Você vai ter que escolher uma mulher pelo notebook.

Alerrandro: Eu queria conhecer elas pessoalmente.

Leonardo: Não tem como, seu pai vai vir para a empresa hoje.

O que meu pai quer fazer aqui na empresa? Daqui a pouco ele vai me observar bem de perto.

Alerrandro: Meu pai? O que ele vem fazer aqui?

Leonardo: Sim, não sei, mas ele já deve estar chegando.

Tantos dias para meu pai vir na empresa, e ele vem justo hoje.

Alerrandro: Como você sabe?

Leonardo: Ontem a Verônica me avisou que seu pai ia vir, e mandou ela cancelar todas as reuniões que você tinha. Aí, como eu tinha que ver se nenhuma ia prejudicar a empresa, eu andei desmarcando.

Meu pai nunca fez isso. Alguma coisa ele descobriu. Será que ele sabe que estou procurando uma mulher?

Alerrandro: Será que ele desconfiou de alguma coisa?

Leonardo: Acho que não, porque ele vai trazer uns sócios.

Alerrandro: Já que meu pai tá para chegar, vamos ver isso lá em casa à noite. Pelo menos não temos risco.

Quando acabo de falar, meu pai entra pela porta do meu escritório.

Ricardo: Risco de quê, Alerrandro?

Leonardo: Risco...

(É interrompido)

Ricardo: Eu quero que meu filho fale, Leonardo. Estou esperando, Alerrandro, você me dizer.

Merda! Agora mais essa, eu vou ter que inventar uma desculpa, porque não posso falar a verdade. Se eu falar, tenho certeza que ele já sai daqui falando com os advogados que eu não sou mais o herdeiro de tudo isso.

Alerrandro: Risco de perder os 40 milhões dos europeus.

Ricardo: Se você perder esse dinheiro, você já sabe.

Agora ele tá dando uma de ameaçador.

Leonardo: Você aceita alguma coisa, senhor?

Ricardo: Não. Alerrandro, me acompanhe, os novos sócios estão nos esperando.

Eu levanto e vou logo atrás do meu pai, e o Leonardo me acompanha, porque todas as reuniões ele está comigo.

...----------------...

...🌃De noite🌃...

Depois de uma reunião que meu pai fez com os novos sócios, o Senhor Oliveira não pôde ir, teve um imprevisto. Aí eu trabalhei tanto porque, daqui a 7 dias, vamos ter um desfile e nada pode dar errado. Quando olhei a hora, já eram 20h. Eu recolho todas as minhas coisas, quando alguém bate na porta.

Alerrandro: Entra.

O Leonardo entra e vem até a mesa.

Leonardo: Achei que você já tinha ido se arrumar.

Por que ele falou isso? Será que eu marquei alguma coisa e acabei esquecendo?

Alerrandro: Me arrumar?

Leonardo: Você não ia jantar com sua prima?

Esqueci completamente, mas também não fazia questão de ir jantar com ela. Qualquer coisa, eu dou uma desculpa.

Alerrandro: Esqueci, mas vamos?

Leonardo: Vamos.

Eu e o Leonardo saímos da empresa e fomos direto para minha casa. Essa será minha primeira noite que não estou saindo da empresa para uma balada ou uma boate.

Quando chego em casa, vejo minha empregada passando um pano na mesa. Ela vê eu e o Leonardo e fala:

Empregada Joséfa: Boa noite, senhores.

Leonardo: Boa noite, Joséfa.

Alerrandro: Boa noite, Joséfa. Pode colocar a mesa para dois.

Ela me olha e concorda com a cabeça, e logo sai.

Alerrandro: Vou subir e tomar um banho.

Leonardo: Ok, vou te esperar aqui.

Eu subo e deixo minha pasta e meu celular, que tiro do bolso, coloco em cima da cama e vou direto para o chuveiro. Tomo meu banho e visto uma roupa bem confortável.

...Roupa👇🏻...

Depois, desço e vou até a sala onde estava o Leonardo mexendo no notebook. A mesa já está pronta.

Alerrandro: Vamos jantar logo.

Leonardo: Tá.

O Leonardo fecha o notebook e a gente se senta à mesa.

Alerrandro: Você deu o contrato para elas não falarem nada?

Leonardo: Nem precisou. Elas nem imaginam que você pode escolher uma delas.

Como assim elas não sabem?

Alerrandro: Como assim?

Leonardo: Quando eu estava fazendo o contrato, a Verônica me falou que seu pai ia à empresa. Como eu sabia que você já estaria dormindo, eu resolvi procurar tudo sobre elas, claro, com a ajuda do seu primo, e salvar no notebook, para você escolher uma. Assim, não ia ter muito risco delas abrirem a boca, e também para evitar que saia em uma revista de fofoca.

Alerrandro: Ótimo. O Flávio te ajudou?

Eu confio muito no meu primo Flávio, mas o Wesley sempre está querendo saber tudo que estamos fazendo, então tenho um certo receio de ele achar alguma coisa sobre isso.

Leonardo: Sim, não se preocupe. Ele fez tudo pelo meu outro notebook, então não tem risco de o Wesley achar nada.

O Leonardo sabe muito bem como é o Wesley. Ele faz tudo perfeito, sem deixar nada escapar.

Alerrandro: Ótimo.

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