Capítulo 6 - Acira

O tempo estava nublado em Lakehaven e já escurecia. Os pais de John haviam saído para caçar, junto de seus amigos.

John com seus 10 anos de idade, acordou num sofá e viu Acira sentada no chão de costa para ele. Ela era filha dos amigos de seus pais, que os visitavam de tempos em tempos. Sentada no sofá e encostada em seu pé, encontrava-se Leonor, tia de Acira. Ambas assistiam TV, mas ao notar que John acordara, Leonor comentou:

— Já acordou John! — e o cutucou no pé. — Levanta! Daqui a pouco eles estarão de volta com o jantar. — disse sorrindo. Acira o encarou e sorriu. Ambas eram loiras de olhos castanhos claros e com a pele similar a neve.

John obedeceu sem dizer nada e se sentou no sofá. Escutou um choro de bebê vindo do andar superior, supôs que fosse Allec. Leonor se levantou e caminhou em direção ao quarto do bebê, dizendo as duas crianças, que voltaria logo. Ao sumir nas escadas, Acira levantou rapidamente e o puxou pra fora da casa dizendo:

— Vem John, tava esperando você acordar.

— Por que Acira?

Ela apenas sorriu em resposta e o largou, começando a correr em direção as árvores.

— Espera Acira! Não é melhor avisar a tia Leonor? — John correu atrás dela, mas ela não respondeu.

Correram por alguns minutos e desceram uma ribanceira. Acira se agachou num arbusto e John a imitou.

— Olha. — disse Acira mostrando um alce ferido e parecia ter sido abandonado pelo bando, mas era só um filhote. — Eu o farejei John! — disse rindo baixinho.

— Lá de casa? — perguntou surpreso, pois ela era dois anos mais nova do que ele.

Ela apenas balançou a cabeça positivamente.

— Que incrível Acira! Mas o que vamos fazer?

— Vou chamar a tia para abatê-lo...

— Hum... Vamos então. — disse pegando na mão dela se levantando. Ao se virarem, se depararam com a suposta mãe do filhote ferido, que batia os cascos no chão, demonstrando hostilidade.

Acira começou a tremer, John apertara sua mão e sussurrou:

— Corra quando eu disser...

O alce não tirava os olhos deles, até que avançou.

— Agora! — gritou John a puxando para outro lado. Os dois eram apenas crianças e mesmo sendo lycans, um alce possuía força suficiente pra matá-los.

— John! — Acira gritou ao prender o pé num buraco. Ele ficou sobre ela e se preparava pra receber a pancada no lugar dela.

— Corra John... — ela gritou e o empurrava chorando, para que fugisse. — Nãooo!

Com a adrenalina ao extremo, ele não a ouviu e quando a mamãe alce empinou-se pra cima para golpeá-lo com seus cascos, ele apenas fechou os olhos e pôde ouvir as batidas de seu coração acelerado.

Por um milagre, quando os abriu novamente, seu pai e mais dois lobos a derrubavam.

Olhou para o lado e avistou uma loba de pelos dourados se aproximando dos dois, que estavam caídos no chão.

— Mãe? — perguntou John entre lágrimas.

— Vocês estão bem? — perguntou a loba e ele a abraçou com força.

— Tia! — Acira também a abraçou.

— Escutamos os gritos, por sorte estávamos por perto.

— O que diabos estão fazendo aqui John? — seu pai perguntou se aproximando grunhindo os dentes, após abater a mãe e o filhote de alce. — Se chegássemos apenas um minuto mais tarde, vocês poderiam estar mortos! — ele rosnou. — Está de castigo!

— Desculpa pai. — as duas crianças começaram a chorar.

— Calma amor, vamos pra casa e lá conversamos ok. — disse Barbara, pegando os dois no colo e andou sobre as duas patas.

Charles rosnou e voltou sua atenção para os amigos.

— Vamos levá-los, avise a Glória e Richard que estão com o outro alce. — ordenou e começou a puxar o filhote sozinho. Enquanto um dos amigos uivava, o outro lycan começou a arrastar a mãe alce.

Ao se aproximarem da casa, John avistou Leonor na porta com Allec no colo, com uma expressão preocupada.

— Graças a Deus! — ela correu e foi até John e Acira, que andavam com as mãos dadas com Barbara. Sua visão começou a embaçar quando ela se aproximava.

— John... — escutou ela chamar. — John... — a voz dela foi ficando distante.

— John! — gritou seu irmão. — Você está bem mano?

— Hã? — ele despertou assustado e suando. — Foi um sonho? — ele levou suas mãos a sua cabeça. — É a terceira vez que tenho o mesmo sonho nesta semana.

— Quem é Acira John? Você diz o nome dela às vezes quando está sonhando.

— Era uma amiga de infância, faz mais de 10 anos que não tenho notícias dela, nem de sua família. — ficou com um olhar distante por um momento, se recordando que depois do incidente com a mamãe alce, a família de Acira nunca mais os visitaram e se questionou o que teria acontecido com eles.

— Bom, eu já vou indo então... — Allec disse pegando a mochila.

— Que horas é Allec?

— 7h45min...

John pulou da cama e correu para o armário.

— Droga, por que não me chamou? Estou atrasado para o serviço!

— Mas você mesmo me disse ontem, que ia entrar depois do almoço, esqueceu?

— É verdade...

— Tá com a cabeça aonde John? Eu hein... Falou! — disse fechando a porta.

— Nem eu sei... — John pegou algumas roupas e foi se banhar. No banho se refugiou em seus pensamentos e sentia-se inquieto, por estar revivendo estas lembranças e ainda mais recordando-se de sua única amiga, como se fosse um pressentimento. Desligou o chuveiro e pensou alto: — Eu devo estar delirando, ela pode até estar morta.

Tinha se passado um mês, desde que John comera carne humana e seu organismo ansiava novamente pelo sangue deles. John passara a maior parte do tempo meio aéreo. A abstinência por sangue humano, dava a sensação de que enfraquecia. No café da tarde, ficou tomando um ar na saída dos fundos da cozinha, com acesso a um pequeno corredor, que destinava-se a rua e no caminho havia algumas caçambas de lixo.

Uma jovem moça loira o avistou e se aproximou para pedir-lhe informação. Ela usava óculos escuros, carregando apenas uma pequena mala e vestia uma calça social preta e um casaco azul marinho. Ela o cumprimentou e John retribuiu, lançando um olhar ligeiro para o corpo da moça.

— Moço, por gentileza, eu estou procurando por um homem que trabalha neste hotel... Eu iria pedir informação para a balconista, mas acho meio inconveniente conversar com ele em pleno expediente.

— Qual o nome dele?

— É John... Na verdade, não sei se é exatamente neste hotel que ele trabalha... Só sei que ele trabalha nesta rua.

— Bom, depende... — John fez uma cara pensativa e desconfiado, pois o cheiro da moça era diferente das fêmeas humanas. — Eu conheço duas pessoas com esse nome, mas quem os procura?

— Eu preciso conversar com ele urgente, sou uma amiga.

— Hum, entendo... Na verdade um trabalha neste hotel, mas já foi embora. Tente vir amanhã... — disse andando até a porta. — Preciso ir, me desculpe.

A moça não respondeu, mas deu um sorriso discreto quando John abriu a porta e ela disse:

— Nossa... Grande amigo você... JOHN MOOL. — disse bem lentamente o nome dele, com um sorriso de orelha a orelha.

John se virou rapidamente surpreso, porque há muitos anos não usava seu verdadeiro nome.

— Não me reconhece depois de todos esses anos? — ela retirou os óculos.

“Não acredito... Os mesmos olhos de boneca, só podem ser da...”, pensou. — É você mesma... A-Acira? — John perguntou quase que gaguejando e desconfiava que seu cheiro fosse familiar, sendo que na última vez que a vira, seu olfato não era tão bom como agora.

— Há quanto tempo John!

Já fazia um mês, em que Allec pedira Jennifer em namoro aos pais dela. Desde que começaram a namorar, Allec passava bastante tempo na casa dela, que foi uma das exigências dos pais de Jenny, pois assim saberiam que sua filha sempre estaria em um lugar seguro. Allec concordou, até porque ambos eram bem caseiros. Cada vez mais se apaixonava pela garota, que tinha um ar misterioso e meigo ao mesmo tempo, além de partilharem os mesmos gostos por vídeo games e estudos, mas não contara nada a John.

John acompanhara Acira até sua humilde casa.

— Fique à vontade. — disse ele enquanto fechava a porta. — Só não ligue pra bagunça...

— Relaxa, estou acostumada e não mudou nada desde aquela época... Seu quarto era exatamente igual. — disse rindo e se acomodando no sofá.

— Muito engraçado, vindo da destruidora de roupas! — John lançara um olhar sarrista e foi até a geladeira. — Quer alguma coisa pra beber ou comer?

— Não obrigada, eu já comi.

— Está bem. — John encostou-se na mesa da cozinha e fixou o olhar nela.

— Que foi? — perguntou encabulada.

— Não consigo acreditar que está aqui... Depois de todos esses anos.

— O tempo passou muito rápido, não é? — ela sorriu e desviou o olhar.

— E como... — John cruzara os braços. — Acira... Não querendo ser indelicado, mas não está me parecendo que veio apenas como visita, você cheira a nervosismo desde que me encontrou... — John riu e disse. — Não se intimide por causa deste belo macho a sua frente, você não é assim.

— O quê? Cala boca John! — disse lançando uma almofada na cara dele e riu. — Não seja convencido!

— Não, mas sério agora, tem algo te incomodando... O que é?

— Você tem razão... — o sorriso cessou-se. — Eu estava de passagem, mas senti seu cheiro na região e resolvi vim alertá-lo.

— De quê?

— Há caçadores nesta cidade.

— Como pode ter certeza?

— Estão suspeitando de alguns casos...

— Do que você está falando?

Ela não respondeu e mexeu em sua bolsa, tirando alguns papéis dobrados e entregou a John. Quando ele olhou as manchetes de jornais, se espantou e perguntou:

— Como conseguiu isso?

— São casos atuais, alguns curiosos devem ter tirado fotos antes da polícia encontrá-los, que acabou parando na internet... E se eu consegui te encontrar, eles também irão...

John apertou as folhas e ficou pensativo, pois eram os casos de assassinato, que ele havia cometido.

— Uma família que veio morar recentemente aqui, notou a “movimentação” fora do período da lua cheia e estão chamando os companheiros para cá... Mais deles virão. — ela continuou se referindo aos Evis e caminhou até John. — É por isso, que preciso da sua ajuda... — disse levando sua mão ao rosto dele.

— Minha ajuda pra quê? — perguntou lhe entregando as folhas.

Ela se aproximou do ouvido dele e sussurrou:

— Matar todos eles...

John se surpreendeu com as palavras dela e a afastou de si.

— Não matamos humanos é proibido! — afirmou John engolindo em seco, suas próprias palavras.

Acira riu e abriu as manchetes em sua direção. — Estas fotos dizem ao contrário de você ou será o seu irmão?

John pegou as fotos com as notícias novamente e guardou em seu bolso, mais tarde se livraria delas e suspirou antes de dizer:

— Você não entende... Eu precisei.

— Admita John, as carnes deles são até melhores do que de alces... Eu também já provei. — Acira sentou-se no sofá novamente. — Além de ser um alimento em abundância, uns três ou quatro por mês não fará falta.

“Essa não é a doce e gentil Acira que eu conhecia...”, pensou e se sentou ao lado dela no sofá e manteve o olhar longe por alguns segundos, antes de dizer: — Só me diga o verdadeiro motivo de estar fazendo isso.

— Vingança! Irei me vingar deles, por terem destruído toda a minha família e a de todos os outros, que também foram vítimas desses desgraçados.

— Você sabe que nem tudo se resolve na violência... E matá-los não irá trazê-los de volta.

— Eu sei, mas não posso mais voltar atrás John, já percorri um longo caminho e vi muitos dos nossos serem massacrados, sem um pingo de piedade... Estão planejando um extermínio de nós “puros”, que é como eles nos chamam, pois somos a fonte do sangue da licantropia. — ela desviara o olhar. — Se não quiser se envolver eu entendo, afinal você tem que cuidar de seu irmão também.

— Você só pode estar brincando, se pensa que vou deixá-la se envolver nessa sozinha, afinal é muito perigoso. — John levou sua mão ao rosto dela, a guiou suavemente, para que o encarasse e continuou:

— Que lycan eu seria, se abandonasse alguém de minha própria espécie... Eu meio que estava pressentindo isso.

— Como assim?

— Esses dias eu andei sonhando com aquela caçada ao filhote, em que fomos escondidos e tomamos um grande susto.

— Eu me lembro... Foi horrível...

— Eu fiz uma promessa a mim mesmo naquele dia, que não a deixaria se machucar... E uma promessa para um lycan é dívida... Só peço que por favor, não conte sobre essas fotos ao meu irmão.

— Tudo bem... Obrigada John! — ela o surpreendeu com um abraço, suspirou e disse em seguida, com uma voz nostálgica: — Essas lembranças... Eu fui uma tola na época, fiz aquilo pra te impressionar e eu quase matei a gente.

— Nós éramos crianças. — John riu.

— Eu não sabia mais a quem recorrer... — ela se afastou lentamente e agradeceu. — Obrigada. — disse com seu rosto bem próximo ao dele.

John notara que o coração de ambos se acelerara e haviam corado suas bochechas.

— Não é nada. — John respondeu baixo e sentindo a respiração dela. Estavam quase completando o caminho do beijo, até que escutaram a porta destravar e pularam do sofá, ficando ambos em pé quando Allec entrou.

— Olá? — Allec parou na porta ao avistar Acira.

— Olá! — respondeu tímida.

— Allec, esta é Acira, ela é uma amiga de infância. — disse gesticulando para ela, enquanto Allec se aproximava. — E Acira, lembra-se de Allec?

— Me lembro sim! Como você está enorme! É a cara do John de quando era mais novo.

— Me desculpe, mas não me lembro de você...

— Não é pra menos, você tinha um ano da última vez que ela nos visitou. — respondeu John.

— De qualquer maneira, é um prazer conhecê-la. — Allec disse a cumprimentando com um aperto de mão animado, porque há muitos anos não via alguém, além de seu irmão de sua própria espécie.

— O prazer é todo meu querido.

— Bom, fique à vontade, vou dar mais uma estudada, porque amanhã tem prova, com licença. — disse caminhando até a bicama.

— Vai lá mano, você vai passar com certeza!

— Tomara! — respondeu Allec, revirando o material em sua mochila.

John fizera um sinal com os olhos para Acira em direção à porta, como se dissesse para ela se retirar junto dele, para darem continuidade ao ato interrompido por Allec, mas ela apenas lhe lançara um sorriso.

— Bom, já está tarde, eu já estou indo dormir gente. — disse Acira se ajeitando no pequeno sofá de dois lugares.

John e Allec olharam surpresos pra ela.

— Não quer dormir aqui na cama? Afinal você é uma convidada. — perguntou Allec.

“Não me lembro de ter dito para ela ficar aqui... Pensei que estivesse hospedada em algum hotel.”, pensou John e coçou a cabeça.

— Não se preocupe, aqui está confortável, obrigada!

— Tudo bem. — Allec respondeu voltando a ler.

— Er... Vou pegar um edredom... — John disse abrindo o armário e jogando o cobertor sobre ela em seguida, que beliscou sua perna e piscou pra ele.

— Obrigada! — virou-se de costas para os irmãos. — Boa noite!

— Boa noite! — respondeu ambos e Allec lançara um sorriso maroto para John, que deu de ombros e acabaram adiando a caçada, que iriam na madrugada.

Na manhã seguinte, John acordara assustado, por causa de um sonho, em que ele fugia de caçadores, mas que logo esqueceu ao notar que Acira não se encontrava no sofá.

— Acira? — perguntou olhando ao redor, mas também não viu nenhum sinal dela no banheiro.

Allec despertou com o chamado de seu irmão e se sentou na cama. Enquanto o irmão guardava o edredom dobrado no sofá, perguntou:

— Você gosta dela, né John?

— Do que você está falando?

— Eu vi o jeito que vocês se olharam ontem à noite...  — comentou com um sorriso maroto.

John erguera uma sobrancelha para ele e retrucou indo até a geladeira. — Somos apenas amigos... Aliás, desde quando você entende sobre fêmeas?

— Desde que comecei a namorar... — Allec disse se debruçando na janela, que era encostada em sua cama e tomou coragem para contar a seu irmão, pois se John tinha uma namorada, ele também poderia ter.

— O quê?

— Relaxa John, é apenas uma humana, ela estuda comigo...

— Deve terminar com ela, você sabe muito bem, que é muito perigoso o relacionamento com humanos! — afirmou sério, batendo a porta da geladeira com força e com os olhos de sua forma lycan. — Já conversamos sobre isso, é bom fazer o que eu tô pedindo! — John rosnou indo até a porta de entrada.

— Você é que tá ficando paranóico! E se você tem, eu também posso ter! — retrucou enquanto caminhava até o banheiro e fechou a porta com força.

— Já disse que somos apenas amigos! — reafirmou em tom alto e levou sua mão na maçaneta, que girou no mesmo instante em que puxou.

Acira tinha empurrado a porta e se desequilibrara, caindo em cima dele e foram ao chão, chocando suas cabeças um no outro.

— Hã? — John sentiu-se levemente atordoado, devido a cabeçada e também algo macio em seu peito. Seus pelos se arrepiaram e seu corpo começou a ferver, quando notou que eram os seios de Acira. Algo mais embaixo começara a formigar entre as pernas dela e gritou: — Acira!!!

— John?! Ai meu Deus, me desculpe por isso... — disse corando e se levantando, saindo de cima dele envergonhada, pois estavam numa pose constrangedora.

— N-Não é nada... O-Onde você estava?

— Fui buscar o café! — disse mostrando duas sacolas de plástico, que estavam com as alças amarradas.

John observou as sacolas e em seguida olhou pra ela.

— Que cara é essa? Não achou mesmo que eu iria embora sem me despedir, achou? — disse levando as sacolas até a pia e mexendo nos acessórios, ficando de costas para John, que também se levantou.

— Em questão a isso você não mudou nada. — ele comentou e começou a observar as curvas, que ela possuía. Sentiu vontade de lambê-la e enquanto a admirava, lambeu os beiços, desejando-a. Acira, sua companheira de aventuras na infância, era vista com outros olhos agora. John ficou hipnotizado pela bela visão a sua frente, da pequena ser frágil e atraente em que ela tinha se tornado. — Uma bela fêmea. — pensou alto falando bem baixinho.

— O que disse? — voltou seu olhar pra ele, que corou.

— Hã? Não... Nada...

— Tá bem, mas venha me ajudar com isso aqui. — pediu, pegando as carnes. — Onde estão as panelas?

Allec saíra do banheiro enxugando o cabelo e disse:

— Bom dia Acira!

— Bom dia querido!

Allec encarara John e sorriu maliciosamente, sem que ela notasse.

John apenas deu de ombro e erguera as sobrancelhas.

— Sabe Acira... Estávamos comentando, se você por acaso, não gostaria de caçar conosco hoje à noite? — Allec mentiu, pois não comentara nada.

— Mas é claro! Eu adoraria! — ela sorriu e socara John levemente no ombro. — Por que não me disse nada John?

— Eu iria dizer, mas você já aceitou... Então, não preciso mais. — disse em seguida encarando seu irmão.

— Está bem... — ela sorriu pra ambos e deu continuidade ao café, que preparava para eles.

Acira em forma lupina.

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