Capítulo 13 - O jogo do destino

O relógio na parede marcava pouco depois das dezoito horas quando Ashley se serviu de uma porção modesta da salada de batatas preparada por sua tia. O aroma do assado recém-saído do forno ainda pairava no ar, mesclando-se ao perfume amadeirado que entrava pela janela aberta. O ambiente era acolhedor, mas ela mal tocava na comida. Com o garfo em mãos, mexia distraidamente no prato, a mente vagando para longe daquela mesa.

Do outro lado, tia Nora a observava com atenção. Seus olhos astutos, sempre atentos aos menores detalhes, não demoraram a perceber a inquietação da sobrinha. O silêncio prolongado de Ashley era incomum, especialmente quando estavam sozinhas.

— Você está muito quieta hoje, querida. – comentou Nora, pousando os talheres e entrelaçando os dedos sobre a mesa. – Está pensando na proposta de Alex?

Ashley piscou algumas vezes, como se despertasse de um devaneio. Hesitou por um momento antes de suspirar e recostar-se na cadeira.

— Sim… – admitiu, sem rodeios. – É absurda, mas resolveria muitos dos nossos problemas.

— Bem, você já sabe minha opinião.

— Não vou vender as lojas, tia. Isso está fora de questão.

— E o que pretende fazer?

— Ainda não sei. Pensei em vender o casarão, mas, com todas as reformas de que ele precisa, o preço de avaliação pode despencar. Nem mesmo as peças que pretendo leiloar serão suficientes para cobrir os custos de uma reforma, muito menos duas.

Nora assentiu lentamente, sem desviar o olhar. Ashley passou os dedos pelo copo d’água à sua frente, observando as pequenas gotas de condensação escorrerem pela superfície lisa.

— Qualquer outra pessoa aceitaria a proposta de Alex sem hesitar, mas eu… não sei se estou pronta para isso. – confessou, sua voz quase um sussurro. – Levei tanto tempo para esquecer aquela paixonite infantil. Fingir estar apaixonada por ele? Não sei se consigo.

Um sorriso sutil surgiu nos lábios de Nora, enquanto ela se inclinava um pouco mais sobre a mesa.

— Sabe o que eu acho? Que o que te assusta não é a proposta em si, e sim o que ela pode despertar em você. – A suavidade na voz de Nora fez Ashley franzir a testa. – Mas talvez o que você precise agora não seja de certezas, e sim de coragem para descobrir a resposta.

Nora se ergueu da cadeira e, antes de sair, pousou uma das mãos no ombro da sobrinha.

— Lembre-se, querida: não importa como uma história começa, mas como ela termina. E seja qual for sua decisão, eu estarei ao seu lado.

Beijou a testa de Ashley e, com um sorriso travesso, acrescentou:

— Você lava os pratos.

Ashley suspirou, absorvendo as palavras da tia enquanto a via desaparecer rumo à sala, provavelmente para assistir à novela. Embora fizessem sentido, nada na proposta de Alex lhe parecia simples. Como aceitar fingir ser a noiva de um sedutor incorrigível sem colocar o próprio coração em risco?

Após terminar o jantar, Ashley lavou a louça e guardou tudo em seu devido lugar. Ao passar pela sala, sorriu ao ver a tia entretida com seu novelo de lã enquanto assistia à televisão. Aproximando-se, inclinou-se para depositar um beijo carinhoso em sua testa.

— Vou me recolher.

Nora ergueu os olhos com uma expressão surpresa.

— Tão cedo, querida?

— Acho que vou ler um pouco para me distrair até o sono me vencer – respondeu Ashley, deixando outro beijo na tia. – Tenha uma boa noite!

— Boa noite, querida. – respondeu Nora com um sorriso, voltando sua atenção para a tela.

Ashley subiu as escadas e entrou em seu quarto. Ela sentiu o peso da exaustão sobre os ombros. O dia havia sido longo, e sua mente não lhe dava trégua desde a conversa com sua tia. Assim que entrou no quarto, decidiu tomar um banho quente, deixando a água escorrer por seu corpo e aliviar a tensão acumulada.

O vapor preencheu o banheiro enquanto ela fechava os olhos e tentava esvaziar os pensamentos. Mas, mesmo ali, sozinha e envolta pelo calor relaxante, a dúvida persistia como um sussurro incômodo ao fundo de sua mente.

Quando finalmente saiu do banho, vestiu um pijama confortável e foi até a janela. O quarto estava silencioso, iluminado apenas pelo abajur ao lado da cama. Ashley encostou a testa no vidro frio e olhou para fora.

Do segundo andar, sua vista recaía diretamente sobre a casa do outro lado da rua. Mais especificamente, sobre a janela do quarto de Alex. Ela estava fechada, e a escuridão no interior indicava que ele não estava lá ou já havia ido dormir.

Ashley soltou um suspiro, observando o céu noturno e o reflexo difuso das luzes da rua no asfalto úmido. Perdeu-se em pensamentos, sem notar a mudança sutil no ambiente ao seu redor.

De repente, a luz do quarto de Alex se acendeu.

Ashley continuou absorta, alheia ao que acontecia. Foi só quando sentiu um movimento em sua visão periférica que piscou e focou no outro lado da rua.

Alex estava ali, parado na janela, observando-a.

O coração de Ashley deu um pequeno salto. Por um instante, ela hesitou, sem saber se deveria desviar o olhar ou manter o contato. Mas Alex apenas sorriu, um daqueles sorrisos despreocupados que sempre pareciam carregar algo a mais.

Ela permaneceu encarando-o por alguns segundos, como se tentasse decifrar o que se passava na mente dele. Depois, soltou um suspiro e se afastou da janela.

Sem olhar para trás, caminhou até a cama e se deitou, puxando o cobertor até os ombros. Mas, mesmo com os olhos fechados, a imagem do sorriso de Alex permaneceu viva em sua mente.

O sono de Ashley foi inquieto, repleto de sonhos confusos que mais pareciam fragmentos de memórias e sentimentos soltos do que histórias coerentes. Quando o despertador tocou, ela abriu os olhos com dificuldade, sentindo-se ainda mais exausta do que na noite anterior. O travesseiro amassado sob sua cabeça e os lençóis revirados denunciavam as horas de agitação.

Esfregando os olhos, suspirou e se levantou. Um banho frio ajudou a dissipar parte da sonolência, mas não o peso que ainda carregava nos ombros. Precisava sair um pouco, respirar ar fresco. A ideia de tomar café na sua cafeteria favorita soou irresistível – talvez a rotina matinal ajudasse a organizar seus pensamentos.

Vestiu jeans e um suéter leve, prendeu o cabelo em um coque despretensioso e calçou os tênis. Antes de sair, passou pela cozinha, onde encontrou Nora terminando de preparar o café.

— Vai sair? – a tia perguntou, levantando os olhos do jornal.

— Sim, preciso de um café forte para começar o dia. Quer que eu traga algo?

— Não, querida. Aproveite seu passeio.

Ashley sorriu e saiu de casa, inspirando profundamente ao sentir o ar fresco da manhã. Enquanto caminhava pela viela em direção à rua principal, o aroma do orvalho sobre os canteiros das casas lhe trouxe um momentâneo alívio.

Ao virar a esquina, seus passos vacilaram por um instante. Ali estava o apartamento de Alex. Instintivamente, seus olhos recaíram sobre a porta de madeira no topo dos três degraus e a janela da sala. Estava fechada, sem sinal de movimento. Ela apertou os lábios, sentindo o incômodo retornar. As palavras dele no dia anterior ainda ecoavam em sua mente, acompanhadas daquele sorriso despreocupado.

Suspirando, forçou-se a seguir em frente. Havia coisas mais importantes a considerar.

Na quadra seguinte, um movimento familiar chamou sua atenção. Kyera saía do apartamento de Alec, ajeitando a bolsa no ombro enquanto mexia no celular. Ashley arqueou uma sobrancelha e, sem pensar muito, acelerou o passo para alcançá-la.

— Kye! – chamou, ao se aproximar.

Kyera ergueu os olhos do celular e sorriu ao reconhecê-la.

— Ash! Que surpresa! Como você está?

— Bem, eu acho. – Ashley indicou o prédio com um movimento de cabeça. – Está morando com Alec?

Kyera riu, balançando a cabeça.

— Acabei assumindo a floricultura no lugar de Myka. E morar com Alec pareceu mais viável do que ir e vir do haras todos os dias. – Um sorriso insinuou-se em seus lábios. – Além de ser muito prazeroso.

Ashley riu, mas logo corou ao captar o significado nas palavras da amiga.

— E o seu trabalho no haras? Não me diga que desistiu de ser veterinária?

— Claro que não! – Kyera revirou os olhos, divertida. – Ainda cuido dos cavalos três vezes por semana, ao lado de Allan e canto à noite no Luck's.

Ela deslizou o celular para dentro da bolsa e olhou para Ashley com um brilho travesso nos olhos.

— Que tal irmos à cafeteria? Assim, eu agradeço por trazer meu carro e aproveito para te contar todas as novidades.

— Ótima ideia! Eu já estava indo para lá!

Sorrindo, as duas seguiram juntas pela rua, a conversa fluindo naturalmente até chegarem ao Dallas Café.

O aroma quente de café e o doce perfume de bolinhos recém-assados preenchiam o ar no Dallas Café. Ashley segurava seu copo de café expresso entre as mãos, absorvendo o calor reconfortante da bebida, enquanto Kyera, ao seu lado, soprava levemente a superfície do chá antes de dar um gole. Entre uma mordida e outra nos bolinhos, a conversa fluía de maneira descontraída até que Kyera mudou de assunto.

— Fiquei sabendo do estrago nas lojas. – Ela franziu o cenho, demonstrando preocupação. – Você vai vender o casarão para cobrir os prejuízos?

Ashley suspirou, mexendo distraidamente na borda do copo.

— Ainda não sei… – admitiu Ashley, soltando um suspiro. – Mas, para ser sincera, eu adoraria transformar aquele espaço em uma pousada. A ideia de vender mexe com os meus planos.

Kyera arqueou uma sobrancelha, interessada.

— Você já havia mencionado essa ideia antes. Mas pensou em como viabilizar a reforma do casarão e das lojas?

— Fiz o que você sugeriu e solicitei uma avaliação do imóvel, caso precise vendê-lo, além da análise das peças que vou leiloar.

— E já recebeu uma resposta?

— Ainda não fui até a imobiliária, mas vou passar lá hoje. – Ela hesitou por um instante antes de completar, num tom mais baixo: – Espero ter boas notícias e não precisar recorrer ao Alex.

Kyera estreitou os olhos, intrigada.

— Como assim?

Ashley mordeu o lábio, avaliando a reação da amiga.

— Ele ou um dos irmãos comentou algo com você?

— Sobre o quê? – Kyera perguntou, agora ainda mais curiosa.

Ashley hesitou por um momento e contou sobre a proposta de Alex. Assim que terminou, Kyera arregalou os olhos e soltou uma risada divertida.

— Alex? Noivo? – comentou, rindo. – Isso só pode ser uma piada. Aposto que deve estar desesperado para recorrer a algo que ele abomina, com você sendo sua tábua de salvação. Como a vida dá voltas.

— Ele que se afogue, pois não pretendo ajudá-lo mesmo. – Ashley retrucou, revirando os olhos, cruzando os braços. Isso fez Kyera rir.

De repente, o semblante de Kyera mudou e ela foi ficando pálida. Ela levou uma das mãos à têmpora e fechou os olhos por um instante, como se tentasse se recompor.

— Kye? – Ashley se endireitou na cadeira, observando a amiga com preocupação. – Você está bem?

— Sim, sim… – Kyera sorriu de forma tranquilizadora, enquanto respirava fundo. – Acho que foi apenas uma queda de pressão. O calor tem me deixado assim ultimamente.

— Isso tem acontecido com frequência? – Ashley insistiu, desconfiada.

— Algumas vezes, sim. Mas não é nada de mais. – Kyera minimizou, pegando o chá novamente. – Só preciso me hidratar melhor, só isso.

— Você devia ir ao hospital.

— Não exagere, Ash. – Ela riu, já parecendo mais firme. – Estou bem, prometo.

Kyera respirou fundo, ficando de pé.

— Agora, preciso ir para a floricultura.

Ashley suspirou, não totalmente convencida, mas aceitou a resposta.

— Deixe-me acompanhá-la até lá.

Após se despedir de Kyera na porta da floricultura, Ashley seguiu direto para a imobiliária. Assim que chegou, solicitou os resultados da avaliação do casarão e das peças que seriam leiloadas.

Quando recebeu os papéis, seus olhos percorreram os números rapidamente, e seu estômago revirou.

— Isso não pode estar certo… – murmurou, incrédula. – Esses valores estão errados, só podem estar.

Mas não estavam. Como temia, os números eram desanimadores. O valor arrecadado dificilmente cobriria os prejuízos, e qualquer esperança de restaurar as lojas por conta própria parecia fora de questão.

O corretor ajeitou os óculos e voltou a explicar, num tom profissional, porém cauteloso:

— Como mencionei antes, o casarão é antigo e exigirá uma reforma significativa. Será necessário substituir o assoalho, reparar a instalação elétrica e revitalizar o jardim, entre outras melhorias. Algumas das peças que você pretende leiloar têm boas estimativas de lucro, mas o custo da reforma consome quase metade do valor de venda do imóvel. E, sendo sincero, mesmo que consiga um comprador, dificilmente ele pagará um preço realmente vantajoso.

Ashley soltou um suspiro contido e fechou a pasta com os documentos.

— Entendo… De qualquer forma, agradeço sua ajuda. – Disse, levantando-se. – Voltarei a contatá-lo para organizarmos o leilão.

O corretor assentiu, profissionalmente solícito.

— Fico no aguardo. Já entrarei em contato com minha referência na casa de leilões.

Ashley saiu da imobiliária sentindo o peso da realidade sobre os ombros. Desanimada, decidiu caminhar um pouco. No percurso de volta para casa, cruzou com alguns conhecidos que mencionaram o quanto sentiam falta dos serviços que Nora oferecia na farmácia e na petshop. A localização das lojas mais próximas, na Lone Ridge Store, na entrada da cidade, tornava tudo menos acessível para os moradores locais. Para piorar, a farmácia não fazia entregas e a pet shop não dispunha de alguém para buscar os animais e depois levá-los de volta. Algo que Nora sempre disponibilizou para seus clientes.

Refletindo sobre isso, Ashley parou diante das lojas fechadas. O letreiro apagado e as portas enferrujadas a fizeram suspirar. Mexendo na mochila, retirou o cartão de Alex e girou o pequeno retângulo entre os dedos. Odiava a ideia de depender dele, mas a verdade era que não tinha muitas opções.

Ela encarou o cartão por mais alguns instantes, hesitando. No fundo, sabia que acabaria aceitando a proposta. Mas ele não precisava saber disso imediatamente.

Com um pequeno sorriso travesso, guardou o cartão de volta na mochila, decidida a dar a resposta na manhã seguinte.

— Um pouquinho de tortura, Stella! Só um pouquinho mais de tortura.

Capítulos
1 Capítulo 01 - A Volta da Garotinha Indefesa (Ou Não)
2 Capítulo 02 - Não Mexa com a Garota Errada
3 Capítulo 03 - Um retorno triunfal!
4 Capítulo 04 - Um despertar nada agradável
5 Capítulo 05 - Um Cretino Incorrigível
6 Capítulo 06 - Um encontro inesperado
7 Capítulo 07 - Sombra do Passado
8 Capítulo 08 - Destino ou Azar?
9 Capítulo 09 - Quem Rir Por Último… Casa?
10 Capítulo 10 - Uma Proposta Indecente
11 Capítulo 11 - O Preço de um Resgate
12 Capítulo 12 - Possibilidades
13 Capítulo 13 - O jogo do destino
14 Capítulo 14 - A Última Cartada
15 Capítulo 15 - Prova de Fogo
16 Capítulo 16 - Promessa de Vingança
17 Capítulo 17 - Que comecem os jogos…
18 Capítulo 18 - Coração Blindado… Ou quase.
19 Capítulo 19 - Lembranças de Vidro e Madeira
20 Capítulo 20 - Vulnerável Silêncio
21 Capítulo 21 - Desafios no Caminho
22 Capítulo 22 - Inimiga á vista
23 Capítulo 23 - Provocações Perigosas
24 Capítulo 24 - Mentiras Brilhantes
25 Capítulo 25 - Segurança ou Tentação?
26 Capítulo 26 - O Preço do Jogo
27 Capítulo 27 - Identidade Oculta
28 Capítulo 28 - Rock 'N' Rose
29 Capítulo 29 - Olhos Invisíveis
30 Capítulo 30 Proteção Proibida
31 ​​Capítulo 31 - Armadilha Silenciosa
32 Capítulo 32 - Um Lobo Entre Raposas
33 Capítulo 33 - A Vingança Tem Um Belo Sorriso
34 Capítulo 34 - Intriga e Desejo
35 Capítulo 35 - Jogos de Espiões
36 Capítulo 36 - Vigiada
37 Capítulo 37 - Pacto de Veneno
38 Capítulo 38 - Laços Invisíveis
39 Capítulo 39 - Entre a Raiva e o Desejo
40 Capítulo 40 - Entre Beijos e Espinhos
Capítulos

Atualizado até capítulo 40

1
Capítulo 01 - A Volta da Garotinha Indefesa (Ou Não)
2
Capítulo 02 - Não Mexa com a Garota Errada
3
Capítulo 03 - Um retorno triunfal!
4
Capítulo 04 - Um despertar nada agradável
5
Capítulo 05 - Um Cretino Incorrigível
6
Capítulo 06 - Um encontro inesperado
7
Capítulo 07 - Sombra do Passado
8
Capítulo 08 - Destino ou Azar?
9
Capítulo 09 - Quem Rir Por Último… Casa?
10
Capítulo 10 - Uma Proposta Indecente
11
Capítulo 11 - O Preço de um Resgate
12
Capítulo 12 - Possibilidades
13
Capítulo 13 - O jogo do destino
14
Capítulo 14 - A Última Cartada
15
Capítulo 15 - Prova de Fogo
16
Capítulo 16 - Promessa de Vingança
17
Capítulo 17 - Que comecem os jogos…
18
Capítulo 18 - Coração Blindado… Ou quase.
19
Capítulo 19 - Lembranças de Vidro e Madeira
20
Capítulo 20 - Vulnerável Silêncio
21
Capítulo 21 - Desafios no Caminho
22
Capítulo 22 - Inimiga á vista
23
Capítulo 23 - Provocações Perigosas
24
Capítulo 24 - Mentiras Brilhantes
25
Capítulo 25 - Segurança ou Tentação?
26
Capítulo 26 - O Preço do Jogo
27
Capítulo 27 - Identidade Oculta
28
Capítulo 28 - Rock 'N' Rose
29
Capítulo 29 - Olhos Invisíveis
30
Capítulo 30 Proteção Proibida
31
​​Capítulo 31 - Armadilha Silenciosa
32
Capítulo 32 - Um Lobo Entre Raposas
33
Capítulo 33 - A Vingança Tem Um Belo Sorriso
34
Capítulo 34 - Intriga e Desejo
35
Capítulo 35 - Jogos de Espiões
36
Capítulo 36 - Vigiada
37
Capítulo 37 - Pacto de Veneno
38
Capítulo 38 - Laços Invisíveis
39
Capítulo 39 - Entre a Raiva e o Desejo
40
Capítulo 40 - Entre Beijos e Espinhos

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