— Você está bem? – Alex sussurrou ao ouvido dela.
Ashley piscou, surpresa e um pouco atordoada, enquanto ainda segurava firme os ombros dele.
— S... Sim – gaguejou, a voz trêmula, mas logo seu semblante mudou.
A irritação tomou conta quando percebeu a maneira como Alex a segurava e a olhava. Num impulso, empurrou-o para longe.
— Você pode me soltar agora.
Alex riu, cambaleando um passo para trás.
— Nossa, que mal-humor! – provocou, fazendo uma careta divertida.
Ashley cerrou os punhos, respirando fundo para conter a irritação. Mas ele, como sempre, apenas aumentou a expressão cômica até que se transformasse naquele sorriso debochado que a tirava do sério.
— O que você quer aqui? – disparou entre os dentes, sentando-se em um dos degraus da escada para recuperar o fôlego. O coração ainda estava acelerado, e ela não sabia se era pelo susto ou pela proximidade dele. – Está me perseguindo por acaso?
Alex cruzou os braços, fazendo a camisa branca esticar sobre o peito largo. A calça cinza justa realçava suas coxas musculosas, e o cabelo castanho, levemente bagunçado, completava o visual.
Era impossível negar: Alex Stella era uma visão.
O tempo foi generoso com ele. Os trinta anos lhe caíram bem, deixando-o ainda mais charmoso e com um físico impecável. Mas, claro, havia aquele maldito sorriso petulante… e a boca, que ele nunca sabia quando manter fechada. Se ao menos falasse menos, talvez fosse mais fácil tolerá-lo. Mas não, ele parecia ainda mais irritante do que antes, e Ashley o odiava por isso.
— Eu estava passando quando vi você em cima da escada. – explicou, apontando para a Toyota preta estacionada ali perto. – Quando percebi as faíscas, pensei em gritar, mas achei que poderia te assustar. Então fiquei por perto, só para garantir que você não caísse.
Alex sorriu de lado, com aquele ar de ironia insuportável.
— Portanto, de nada.
Ashley revirou os olhos, cruzando os braços.
— Obrigada. – resmungou, levantando-se.
— Nossa, mas você está brava de verdade! – disse ele, fingindo surpresa. – Espero que não seja por minha causa.
Ela bufou.
— Embora o mundo não gire ao seu redor como você pensa, sim, você tem parte da culpa por minha manhã estar sendo um completo caos. – Passou a mão pelos cabelos, exasperada. – Para piorar tudo, perdi todas as minhas chaves. Então, se puder sair do meu caminho, ficarei muito agradecida.
Ashley se afastou, chutando algumas pedrinhas do calçamento pelo caminho.
Alex observou a maneira irritada como ela marchava e, incapaz de resistir, decidiu provocá-la um pouco mais.
Levando a mão ao bolso, retirou o chaveiro e o balançou no ar. O tilintar metálico fez Ashley congelar no meio do passo. Lentamente, ela se virou, os olhos faiscando.
— Por acaso seriam estas? – perguntou ele, sorrindo com aquele maldito ar de superioridade.
— Seu bastardo idiota! Você estava com elas o tempo todo?! – Ashley avançou sobre ele, tentando arrancar as chaves de sua mão. – Por que não me entregou antes? Revirei a cafeteria inteira feito uma louca!
Alex ergueu o chaveiro acima da cabeça, mantendo-o fora do alcance dela, enquanto usava a outra mão para pressionar a testa de Ashley e impedi-la de se aproximar.
— Não tão rápido. – disse ele, divertido.
Ashley não hesitou. Agarrando o pulso dele com força, empurrou-o para trás.
— Me dá isso, seu estúpido ignorante!
Alex riu, ainda segurando as chaves no alto.
— Calma, pequena! Tudo a seu tempo.
Ashley bufou, cruzando os braços enquanto recuava.
— O que você quer de mim, Alex?
— Que pergunta interessante – disse ele, um sorriso brincando nos lábios, misturando sedução e malícia. Deu um passo largo na direção dela. – Posso pensar em várias coisas que poderia pedir agora… em troca do seu precioso chaveiro.
Ashley sentiu o rosto esquentar com a insinuação implícita no tom dele. E isso só serviu para deixá-la ainda mais furiosa.
— E eu posso te fazer sentir o gosto do meu punho se não parar com essa palhaçada! – rosnou, cerrando os punhos. – Me dê essa chave e desaparece antes que eu acabe com essa sua cara bonitinha!
Ashley avançou sem hesitar, os olhos fixos no chaveiro que Alex segurava no alto, longe do seu alcance. Alex ergueu ainda mais o braço, rindo da cena ridiculamente frustrada que ela protagonizava. Ashley bufou, saltitando ao redor dele, tentando agarrar o objeto. Seus cabelos balançavam a cada investida, e sua frustração só aumentava conforme os dedos tocavam o vazio.
— Alex, eu juro que se você não me der isso agora…
— O quê? Vai bater o pé? Vai fazer beicinho? – zombou ele, um brilho travesso nos olhos.
Ashley bufou, cerrando os dentes com determinação. Sem dar tempo para Alex reagir, agarrou seus ombros com firmeza e, em um movimento rápido e certeiro, desferiu um chute direto em sua virilha.
— Ah, droga! – Alex grunhiu, seu rosto contorcendo-se em agonia.
A dor o atingiu em cheio, fazendo-o se curvar instantaneamente. Com um gemido sofrido, caiu de joelhos no chão, as mãos instintivamente protegendo o local do impacto.
Ela não perdeu tempo. Aproveitou a distração, arrancou o chaveiro da mão dele e ergueu no ar como um troféu.
— Peguei! – gritou, comemorando.
Alex ainda gemia de dor, tentando recuperar o fôlego, enquanto ela girava as chaves nos dedos, radiante.
— Isso foi um golpe baixo! – ele resmungou, estreitando os olhos para ela.
Ashley apenas sorriu vitoriosa, inclinando-se ligeiramente na direção dele.
— Ah, coitadinho… Devo chorar em solidariedade?
Ashley deu um tapinha no ombro dele antes de se afastar, deixando Alex ajoelhado no chão, ainda gemendo de dor. Sem esperar qualquer resposta, virou-se e foi até a escada, começando a guardá-la com movimentos rápidos e decididos. Assim que reuniu tudo, fez menção de voltar para a loja e devolver a escada, determinada a encerrar aquela interação ridícula.
— Espere, Ashley! – A voz de Alex soou urgente. – Preciso que me faça um grande favor!
Ela revirou os olhos, já cansada daquele jogo.
— Eu não o ajudaria nem por todo o dinheiro do mundo! – retrucou sem nem se virar.
— Estou falando sério, Ash! Só você pode me ajudar!
A súbita seriedade em sua voz fez com que Ashley parasse no meio do movimento. Seu instinto dizia que algo estava diferente. Virando-se devagar, encontrou Alex ainda se recuperando, mas seu olhar sobre ela estava… estranho. Havia hesitação, talvez até um toque de nervosismo, o que era completamente incomum para ele.
— Está bem! Sou toda ouvidos! – disse ela, cruzando os braços.
Alex coçou o queixo, desviando o olhar por um instante, como se buscasse as palavras certas.
— Alex, eu não tenho o dia todo! – apressou ela, impaciente. – E desde quando você fica nervoso?
O silêncio entre eles se estendeu por um segundo a mais do que Ashley achava confortável. Então, finalmente, Alex respirou fundo e perguntou, com uma expressão séria e inesperadamente intensa:
— Você quer casar comigo?
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Atualizado até capítulo 40
Comments
Minha Opnião
Sinceramente ele é muito chato, imaturo e idiota
2025-03-12
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