Dentro do bar, a energia vibrava no ar. A música country que ecoava da jukebox ditava o ritmo da noite, enquanto homens disputavam partidas acirradas de bilhar entre gargalhadas, casais se balançavam ao som da melodia na pista de dança e grupos animados trocavam histórias no balcão e ao redor das mesas. Ashley, acostumada ao frenesi das boates nova-iorquinas, precisou admitir: aquele ambiente, com sua simplicidade e autenticidade, era infinitamente mais acolhedor do que qualquer pista de dança repleta de luzes estroboscópicas.
Assim que entrou, sentiu os olhares recaírem sobre ela como uma onda inevitável. Curiosidade e desconfiança se misturavam nos rostos à sua volta, sentimentos típicos de uma pequena cidade diante do retorno inesperado de alguém que partiu há muito tempo. Para alguns, Ashley não passava de uma memória distante; para outros, a transformação que o tempo lhe trouxera era quase inacreditável.
Mantendo a cabeça erguida e sustentando a confiança que levou anos para construir, ela atravessou o salão até o balcão. Esperava encontrar Kyera, talvez preparando um coquetel ou se aquecendo para mais uma apresentação, como fazia tão bem. No entanto, quem estava ali era Luck, o dono do bar, ocupado lavando copos com a tranquilidade de sempre. A ausência de Kyera provocou um incômodo sutil, uma pontada de preocupação que Ashley não conseguiu ignorar.
— Boa noite, Luck! — saudou, apoiando-se no balcão.
Luck, um homem de meia-idade, ergueu o olhar, estudando-a com a mesma astúcia de sempre. Magro, com um bigode espesso, cabelos grisalhos e o inconfundível dente de ouro, ele parecia uma figura saída direto do Velho Oeste.
— Ashley Keller! — exclamou, abrindo um sorriso largo que destacou o brilho dourado no meio dos dentes. — Ora, vejam só! Que surpresa te ver em Lone Ridge de novo, menina! Vem cá, me dá um abraço!
Ele saiu de trás do balcão e a envolveu em um abraço apertado, quase esmagador, arrancando dela uma risada sincera.
— Você está mais bonita do que nunca. — disse ele, afastando-se para avaliá-la melhor. — Aposto que deixou um rastro de corações partidos em Nova York.
— Que nada! — respondeu ela, divertida, dando de ombros. — Você sabe que meu coração sempre foi e sempre será seu.
Luck soltou uma gargalhada enquanto Ashley depositava um beijo estalado em sua bochecha rechonchuda. Apesar da aparência rústica, ele sempre foi um homem gentil com ela. Quando Ashley ainda trabalhava fazendo entregas da farmácia, ele lhe oferecia refrigerantes de cortesia e se certificava de que bolinhos fossem deixados para ela na cafeteria ao fim do expediente. Era um gesto de carinho que ela jamais esquecera.
— E Kyera? — perguntou ela, após o abraço. — Combinei de encontrá-la aqui para devolver a caminhonete.
Luck fez uma careta.
— Kyera tirou o dia de folga. Disse que não estava se sentindo bem e resolveu ficar em casa.
— Isso tem acontecido bastante ultimamente… — comentou Allan, aproximando-se com uma garrafa de cerveja na mão.
Ashley ergueu os olhos e abriu um sorriso.
— Allan!
Allan abriu um sorriso caloroso ao vê-la, inclinando a cabeça levemente, como se ainda estivesse absorvendo a surpresa de sua presença ali.
— Ora, ora… se não é a pequena Ashley Keller. — disse ele, aproximando-se mais. — Achei que você nunca mais voltaria para Lone Ridge.
Ela riu, cruzando os braços.
— Pois é, parece que a cidade pequena ainda tem um certo magnetismo.
Allan encostou-se ao balcão ao lado dela, os olhos brilhando com um misto de curiosidade e diversão.
— Engraçado, porque não era isso que você dizia quando conversávamos por vídeo. — provocou. — Toda vez que falávamos, você fazia questão de dizer que Nova York não era fácil, mas que estava tentada a ficar por lá.
Ashley suspirou, balançando a cabeça com um sorriso nostálgico.
— Bom, as coisas mudam, Allan.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Mudam mesmo? E o que mudou para você estar de volta?
Ashley desviou o olhar por um instante, mordendo o lábio inferior.
— Você sabe que a saúde da minha tia não anda nada bem… e piorou depois da última tempestade. — disse ela, suspirando. — Ela me mandou algumas fotos dos estragos nas lojas, mas, por mais que tenham dado uma noção, tenho certeza de que a situação é bem pior do que parece.
Allan assentiu lentamente, seu olhar prateado suavizando com compreensão.
— Sim, eu soube que a doença da Nora se agravou um pouco… e que ela precisou fechar os estabelecimentos que eram sua principal fonte de renda. — disse ele, apoiando os antebraços no balcão. — A tempestade causou um estrago e tanto.
Ashley soltou um suspiro, passando a mão pelos cabelos.
— Pois é. Estou me preparando psicologicamente para o que quer que venha pela frente.
Ela fez uma pausa quando Luck deslizou uma cerveja para ela sobre o balcão, surpreendendo Allan ao pedir também uma dose de tequila.
— Kyera disse que minha tia tem melhorado, mas ainda está fraca devido à medicação, que precisou ter a dose aumentada.
— Kyera tem se saído uma excelente enfermeira.
Ashley assentiu.
— Sim, e sou muito grata a ela… e também ao Alec, por tudo que fizeram enquanto estive fora. Mas sou eu quem deve cuidar da minha tia. Está na hora de reassumir essa responsabilidade.
Allan ergueu a garrafa de cerveja num pequeno brinde.
— Justo!
A conversa entre Ashley e Allan foi interrompida pelo som firme de botas contra o piso de madeira.
— Ora, ora… Se não é Ashley Keller. — A voz feminina carregava um tom de provocação e familiaridade. — Nossa mais nova encrenqueira está de volta, enfim.
Ashley virou-se e encontrou Dominic Stella encostada no balcão, os braços cruzados sobre o peito. O cabelo escuro, preso em um rabo de cavalo, destacava seus olhos afiados, e a estrela de delegada brilhava em sua camisa azul-escura.
— Dominic. — Ashley sorriu, inclinando a cabeça. — Quanto tempo!
A delegada sorriu de canto, pegando sua garrafa de cerveja no balcão.
— Vejo que alguém criou coragem. — comentou, fazendo um sinal para que Luck servisse uma dose de tequila. — Que tal um brinde?
— Claro! Por que não? — Ashley pegou o shot, brindando com Allan e Dominic antes de levar a bebida aos lábios.
— Então, o que a trouxe de volta à cidade? — perguntou Dominic, apoiando-se no balcão.
— A saúde da Nora, as lojas… e o irresistível ar do campo texano. — respondeu Allan, lançando um olhar divertido para Ashley.
Dominic fez uma careta.
— Ah, eu vi como ficaram as lojas depois daquele último temporal. Você vai ter um pouco de trabalho se quiser restaurá-las.
— Estou otimista quanto a isso. — disse Ashley, dando de ombros. — Guardei algum dinheiro. Acho que será o suficiente. Afinal, deve precisar apenas de uma pintura e alguns reparos.
— Acredito que sim. — concordou Allan. — Pelo que vi da fachada, os danos na parte interna não devem ser tão graves. Nada comparado ao que aconteceu no haras. Tivemos que trocar boa parte do telhado do estábulo e de alguns galpões.
— Espero que seja mais simples do que isso, porque, se os estragos forem maiores, vou precisar vender o casarão que herdei da minha avó. — disse Ashley, girando o copo entre os dedos antes de beber o restante da tequila. — Tenho planos para aquele lugar.
— Pretende morar lá? — perguntou Allan.
— Deus me livre! — Ashley fez uma careta. — Quero transformá-lo em uma pousada ou hotel.
Dominic ergueu a garrafa de cerveja e tocou a de Ashley num pequeno brinde.
— Bem, nesse caso, boa sorte na sua empreitada! — disse ela, piscando. — E, antes que eu me esqueça… bem-vinda de volta!
Eles ainda conversaram por um tempo até serem interrompidos por risadas altas. Ashley virou-se na direção do som e encontrou Alex no meio do salão, envolvido em uma brincadeira com um dos homens, chamando a atenção de todos ao redor.
— Por que ele sempre precisa ser o centro das atenções? — resmungou ela.
Alex, percebendo o grupo reunido junto ao balcão, lançou um sorriso presunçoso. Com um tapa nas costas do amigo, dirigiu-se até onde Ashley estava. Ele se aproximava com aquele ar travesso de quem adorava provocar, vestindo a mesma camisa negra com alguns botões abertos, calça jeans justa e botas.
— Ah, não… — murmurou Ashley, já prevendo a encrenca.
— Nos encontramos de novo, pequena! — disse Alex, parando à sua frente. — Pensei que já tivesse corrido para casa. Afinal, esse não é um horário para criancinhas estarem na rua.
Ashley bufou diante da provocação.
— Engraçado você dizer isso… — ela retrucou, com um sorriso zombeteiro. — Justamente quando eu estava aqui pensando na Barbie Malibu que estava com você lá fora. Será que ela sabe o caminho de casa ou precisou deixar pedacinhos do cérebro pelo caminho, tipo migalhas?
Dominic soltou uma gargalhada.
— Espera aí! De quem você está falando? — perguntou Allan, curioso.
— Da segunda loira mais sem noção que conheço nesta cidade: Melanie Carmichael. — respondeu Ashley, analisando Alex de cima a baixo. — Pensando bem, o cérebro minúsculo dela combina perfeitamente com a sua personalidade.
Alex riu e se inclinou ainda mais para perto dela.
— Cuidado, Keller… ou vou achar que está com ciúmes.
Ashley soltou uma risada irônica.
— Eu? Ciúmes de você com aquele projeto de androide biônico? Francamente, Stella… só nos seus sonhos.
Ela segurou o queixo de Alex entre os dedos e estalou a língua.
— Só tome cuidado para não cair da cama e acordar com a cabeça mais inchada do que já é.
No instante em que terminou a frase, percebeu o brilho divertido nos olhos prateados de Alex. Maldição. Ela já sabia exatamente o que estava passando pela mente dele.
— Nem se atreva a dizer o que está pensando! — avisou, empurrando o queixo dele para trás.
— Você nem sabe o que estou pensando.
— Conheço você bem o suficiente para saber que a resposta seria tão suja quanto aquilo que o gato enterra.
Allan e Dominic riram e brindaram com suas garrafas de cerveja.
— Alex, você não disse que estava de saco cheio da Mel? Que ela estava grudenta demais? — perguntou Allan.
— Pois é! Achei que você fosse terminar com ela. — acrescentou Dominic.
— E eu terminei! — disse Alex, dando de ombros. — Mas, antes disso, aproveitei bem os… digamos, atributos dela.
Ashley soltou uma risada sarcástica.
— Que cavalheiro exemplar você é, Alex. — arqueou a sobrancelha. — Realmente um príncipe encantado.
— Sempre fui. — Ele abriu um sorriso convencido. — O problema é que algumas pessoas não sabem a hora de desistir.
— Você é realmente repugnante, sabia? — retrucou Ashley, antes de tomar mais um gole de cerveja.
Alex inclinou a cabeça e, com um sorriso arrogante, apontou para o próprio corpo.
— Isso porque você ainda não se divertiu nesse playground, pequena.
Ashley estreitou os olhos, soltando um sorriso debochado.
— Prefiro engolir sabão com uma pedra de sal.
— Sério?
— Ah, sim. A morte parece uma companhia mais agradável.
Allan e Dominic caíram na risada, enquanto Alex ficava sem palavras por um instante. Ashley sabia que não duraria muito, ele sempre encontrava um jeito de retrucar. Para evitar prolongar aquela troca de farpas, chamou Luck e pediu mais uma dose de tequila.
— Se é a morte que você deseja, ela chegará a galope. — disse Alex, apontando para os shots vazios de tequila sobre o balcão. — Do jeito que está bebendo, não vai demorar para entrar em coma alcoólico.
Ashley olhou para os pequenos copos e soltou uma risada. Mal sabia ele que nem todos eram dela.
— Ah, Alex… Que ingenuidade achar que eu, depois de quase três anos trabalhando como garçonete em uma boate no centro de Manhattan, seria fraca para bebidas. — Ela deu de ombros, sem se abalar. — Principalmente quando recusar drinks oferecidos pelos clientes nunca foi uma opção.
Allan sorriu, arqueando as sobrancelhas.
— E como você conseguia se manter de pé até o fim da noite?
Ashley lançou um olhar enigmático e respondeu com um sorriso convencido:
— Tenho meus truques. — Ashley respondeu e Allan piscou como se soubesse do que ela falava.
Alex cruzou os braços, analisando-a com diversão.
— É mesmo? Então, por que não mostra? Fiquei curioso.
Ashley riu, balançando a cabeça.
— Não acho que seja uma boa ideia.
— Por quê?
— Porque, como dizem no show business, um mágico nunca revela seus truques.
Alex gargalhou.
— Sabe o que acho, Keller? Que não há truque algum. Você só está tentando nos convencer do óbvio, usando uma desculpa qualquer.
Ashley ergueu uma sobrancelha.
— E por que eu faria isso?
— E por que não faria? — Alex se levantou da banqueta, enfiou a mão no bolso e puxou a carteira. — Que tal fazermos o seguinte…? Aposto cem dólares que posso te vencer em um jogo de vira-vira. Você pode até escolher as regras, se quiser. O que me diz?
Ashley analisou a proposta por um instante antes de balançar a cabeça.
— Não acho que seja uma boa ideia.
— Vai fugir, Keller? — Alex provocou, um sorriso desafiador no rosto. — Não me diga que está com medo.
Diante do tom arrogante, Ashley estreitou os olhos e puxou outra nota de cem dólares, colocando-a sobre a de Alex com um estalo seco.
— Dobro a aposta.
— O que você está fazendo? Ficou louca? — Dominic exclamou, atônita. — Alex é bom nesse jogo. Não tem a mínima chance de você vencer.
Ashley sorriu, os olhos brilhando de determinação.
— Por isso mesmo que vou ganhar.
Allan, já prevendo o desastre, tentou intervir.
— Isso não é uma boa ideia, Alex. — disse, lançando um olhar cauteloso ao irmão.
Alex sorriu, presunçoso.
— Por que não? Você ouviu Dominic. Sou bom nesse jogo. — Ele lançou um olhar sarcástico para Ashley. — Além disso, a pequena tem seus truques.
Allan ergueu as mãos, como quem se rende, e se afastou. Alex, triunfante, fez um gesto teatral com as mãos.
— Muito bem, Keller… quais são as regras?
— Vinte doses de tequila. Quem terminar primeiro, sem desmaiar ou vomitar, vence.
Luck, que já começava a encher os copos de shot, olhou para Ashley com preocupação.
— Tem certeza disso, menina?
Ashley sorriu, sem hesitar.
— Não se preocupe, Luck. Vou ficar bem. — Então se voltou para Alex. — Se importa se eu intercalar com uma cerveja?
Alex soltou uma risada confiante.
— O funeral é seu, gatinha. — Ele deu de ombros, o tom carregado de arrogância.
A petulância dele não a incomodava; pelo contrário, era exatamente no excesso de confiança de Alex que ela apostava. Naquela noite, ele pagaria por todas às vezes que fez pouco dela. E Ashley se certificaria de que ele se lembrasse disso.
Dominic, animada, aproveitou a oportunidade para organizar apostas entre os clientes do bar, e logo o ambiente se encheu de expectativa.
— Prontos? — perguntou Dominic.
Ashley e Alex assentiram.
— Comecem!
Alex foi o primeiro a agir. Engoliu as doses com a facilidade de um veterano, enquanto a plateia vibrava, incentivando-o com gritos e aplausos. Ashley, por outro lado, bebia em um ritmo mais controlado, sem nunca desviar o olhar desafiador de Alex. Entre cada duas doses, levava a garrafa de cerveja aos lábios num gesto calculado, que começou a intrigar os observadores.
A competição avançava. Dose após dose, o álcool começava a cobrar seu preço. Na décima terceira rodada, Alex perdeu momentaneamente o equilíbrio, cambaleando visivelmente. Olhou para Ashley, que permanecia impassível, firme na banqueta, um sorriso frio nos lábios. O mundo girava ao seu redor, e uma pergunta se formou em sua mente: como diabos ela conseguia se manter tão estável?
Ashley ergueu o penúltimo copo, mantendo os olhos fixos em Alex. Quando engoliu o líquido de uma só vez, ouviu um baque seco. Ao virar-se, viu Alex desabar contra o balcão antes de cair no chão.
Calmamente, terminou sua última dose e desceu da banqueta com um salto ágil.
— Abram espaço! — pediu, abrindo caminho entre as pessoas. Ela se ajoelhou ao lado de Alex e deu leves tapas em seu rosto. — Alex, você está bem?
Ele abriu os olhos, confuso e grogue.
— O que… o que aconteceu? — balbuciou.
Uma marca avermelhada já se formava em sua testa, resultado do impacto contra o balcão.
— Você perdeu! — declarou Ashley, franzindo o nariz ao observar o machucado na testa dele. — Isso vai ficar feio amanhã.
— A culpa é sua, sua pequena trapaceira!
Alex tentou se levantar, mas suas pernas fraquejaram, e ele caiu de volta no chão. Allan se aproximou, tentando conter o riso.
— Avisei que você estava brincando com fogo.
— Eu não brinquei com nada! Foi ela quem trapaceou!
— Essa é a desculpa clássica dos perdedores. — ironizou Ashley, cruzando os braços. — Não foi você mesmo quem disse ser imbatível nesse jogo? Sempre há uma primeira vez para a derrota.
— Eu não perdi coisa nenhuma! — rebateu Alex, a voz arrastada, enquanto se apoiava no balcão para finalmente ficar de pé. — Você trapaceou! Não sei como, mas trapaceou! Ninguém bebe tanto e sai ileso!
A indignação dele era tão cômica que Ashley soltou uma gargalhada.
— Ah, claro. Só você tem esse talento especial. — debochou, arrancando risadas da plateia ao redor.
— Vou descobrir como você fez isso… e vou fazer você pagar! — rosnou Alex, ainda vacilante.
Ashley apenas sorriu, indiferente à ameaça.
— Vou adorar ver você tentar.
— Venha, idiota! Vou te levar para casa. — disse Allan, observando o estado deplorável do irmão. Ele o segurou de um lado e se virou para Dominic. — Me dá uma mão?
— Claro! Vou adorar tirar umas boas selfies. — respondeu ela, sarcástica, segurando Alex do outro lado. — Também vou aproveitar para uma pequena vingança.
Ashley arqueou as sobrancelhas, percebendo que Dominic também não era exatamente fã das provocações de Alex. Enquanto eles se despediam de Luck e seguiam para a saída, Allan lançou um sorriso zombeteiro para Ashley.
— Você é realmente muito esperta, Keller. — disse ele, piscando como se soubesse o segredo dela. — Tenha uma boa noite!
Ashley apenas sorriu, observando Allan e Dominic arrastarem Alex para fora do bar, rindo da situação.
— Bem, acho que essa é minha deixa! — disse ela, virando-se para Luck. — Essa noite já me rendeu mais do que eu esperava.
Ela ergueu as notas que ganhou com a aposta e as guardou no bolso.
— Te vejo amanhã, Luck!
— Boa noite, garota!
Já no estacionamento, a brisa quente do Texas soprou entre os cabelos loiros de Ashley. Ela desfez o lenço que os prendia, sentindo-se revigorada pela vitória. Ao entrar na Ranger de Kyera, lançou um último sorriso ao próprio reflexo no retrovisor.
A apreensão que sentira no início da noite havia desaparecido por completo.
— Que belo retorno. — murmurou, antes de dar partida no carro e seguir para casa.
Enquanto dirigia para o endereço onde morava com a tia, ironicamente, vizinha do apartamento de Alex, Ashley não conseguia conter o sorriso.
O jogo havia sido dela. A noite também.
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Atualizado até capítulo 40
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