Na manhã seguinte, Yoongi acordou com uma determinação renovada. Ele olhou para Sn, que ainda dormia tranquilamente na cama improvisada ao lado dele, abraçando seu ursinho de pelúcia. O mundo parecia calmo por um momento, mas ele sabia que as coisas estavam longe de serem simples. Lee Tae-hyun havia deixado para trás mais do que apenas uma filha – ele havia deixado um legado perigoso.
Yoongi se levantou silenciosamente, preparando um plano em sua mente. Ele precisava de respostas e, mais importante, precisava garantir a segurança de Sn. Quando ela finalmente acordou, esfregando os olhinhos e bocejando, ele a pegou no colo com cuidado.
"Sn, a gente vai a um lugar hoje, tá bom?" ele disse, tentando manter o tom leve.
"Aonde, Tio?" ela perguntou, curiosa, ainda segurando seu ursinho.
"Vamos ver alguns amigos do seu pai. Eles vão ajudar a gente," ele respondeu, forçando um sorriso tranquilizador.
Sn assentiu, confiante no tio. "Tá bom! Mas depois a gente pode brincar?"
"Claro, pequena. Depois a gente brinca," ele prometeu, enquanto a colocava no banco de trás do carro e ajustava o cinto de segurança.
O Encontro no Galpão
O carro parou na frente de um galpão discreto na periferia da cidade. Era um dos locais usados por Lee Tae-hyun para reuniões com sua equipe. Yoongi desceu primeiro, observando ao redor antes de pegar Sn.
"Sn, você vai ficar aqui nesta sala, tá bom? Não saia, por favor. Promete?" ele perguntou, colocando-a em um pequeno sofá com seus brinquedos.
"Eu prometo, Tio," respondeu ela, dando-lhe um beijo suave na bochecha antes de voltar sua atenção para os blocos de construção.
Yoongi respirou fundo e entrou no galpão. Lá dentro, havia uma dúzia de homens – o núcleo principal da equipe de Tae-hyun. Eles estavam sérios, suas expressões carregadas de preocupação.
"Senhor Yoongi," disse Kim Joon-ho, o homem de confiança de Tae-hyun. "Estamos prontos para ouvir suas ordens."
Yoongi se posicionou à frente deles, seu olhar firme. "Agora eu vou assumir tudo – a máfia, as empresas e os negócios de Lee Tae-hyun. Se alguém tiver problemas com isso, fale agora."
O silêncio dominou o espaço. Ninguém ousou contestar.
"Ótimo," continuou Yoongi. "Mas antes de avançarmos, eu preciso saber quem está comigo de verdade. Quero que cada um de vocês me prove sua lealdade. Eu não vou tolerar traições. Quem falhar ou me trair... pagará caro."
Ele pausou, deixando suas palavras ecoarem pelo galpão. Então, pediu que todos se apresentassem. Um a um, os homens falaram seus nomes e suas funções:
Kim Joon-ho – segurança e braço direito de Tae-hyun. Lee Sang-min – especialista em logística. Park Hyun-soo – estrategista. Choi Woo-jin – responsável por informações e inteligência. Kang Seok-jin – responsável pelo dinheiro e finanças. Jung Ji-hoon – executor. Yoon Tae-sung – contato com fornecedores. Seo Jin-woo – espião interno. Han Min-seok – analista de riscos. Lim Kyung-soo – transportador. Oh Ji-ho – recrutador.
Yoongi ouviu com atenção, memorizando os rostos e nomes. Quando todos terminaram, ele escolheu seus três homens de confiança.
"Kim Joon-ho, Park Hyun-soo e Choi Woo-jin. Vocês estarão comigo. Quero que investiguem quem matou Tae-hyun. Descubram tudo o que puderem. O resto de vocês, sigam suas funções e mantenham o foco."
Os escolhidos assentiram, cientes da responsabilidade que agora carregavam.
"Entendido, senhor," disseram em uníssono.
De Volta à Sala
Depois da reunião, Yoongi voltou para a sala onde havia deixado Sn. Assim que abriu a porta, foi recebido pelo sorriso brilhante dela, que estava sentada no sofá, segurando um bloco de construção.
"Tio Yoongi! Você demorou muito!" ela disse, correndo até ele e abraçando suas pernas.
Yoongi se abaixou e a pegou no colo, sentindo um breve alívio em meio ao caos. "Desculpa, pequena. Eu estava resolvendo umas coisas. Mas agora tô aqui."
"Podemos brincar agora?" ela perguntou, com os olhos brilhando de animação.
Yoongi riu levemente. "Tá bom. Vamos brincar um pouco. Mas só um pouco, porque o Tio tem mais coisas pra fazer."
Enquanto brincavam, Yoongi percebeu que, apesar das responsabilidades e dos perigos que agora enfrentava, Sn era a única coisa que o mantinha são. Ele sabia que cada decisão que tomava não era apenas por ele, mas por ela.
A segurança de Sn era sua prioridade, e ele estava disposto a fazer qualquer coisa – absolutamente qualquer coisa – para protegê-la. A guerra estava apenas começando.
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Atualizado até capítulo 100
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