Amor Contra Maré
Capítulo 1: Primeiros Olhares
Era uma manhã ensolarada quando Lucas decidiu caminhar pelo parque, buscando inspiração para suas pinturas. As árvores balançavam gentilmente ao vento, criando sombras dançantes no chão. O parque estava relativamente vazio, com apenas alguns corredores matinais e famílias passeando. Lucas, com seu caderno de esboços em mãos, sentou-se em um banco isolado, observando a tranquilidade ao seu redor.
Em um banco não muito longe, Rafael estava imerso em um livro de direito, revisando seus estudos para um caso importante. Com os olhos fixados nas páginas, ele parecia alheio ao mundo ao seu redor. Porém, um movimento sutil capturou sua atenção. Ele levantou os olhos e viu Lucas concentrado em um desenho, com uma expressão de pura serenidade. Rafael não conseguiu desviar o olhar; havia algo cativante na paixão de Lucas pelo que fazia.
Lucas, sentindo-se observado, levantou os olhos e encontrou o olhar de Rafael. Por um momento, o tempo pareceu parar. Houve um reconhecimento mútuo, uma faísca que não podia ser ignorada. Ambos sentiram algo inexplicável, como se suas almas tivessem se conectado em um nível profundo e inegável.
Rafael, normalmente confiante e articulado, se sentiu tímido. Respirou fundo e se levantou, caminhando em direção ao banco de Lucas. "Oi, eu não pude deixar de notar seu desenho. Você tem um talento incrível," disse Rafael, tentando soar casual.
Lucas, surpreso pela abordagem, sorriu timidamente. "Obrigado. Eu gosto de desenhar as coisas que me inspiram. E você, o que está lendo?"
"Ah, apenas um livro de direito," respondeu Rafael, sentindo-se um pouco bobo por suas preocupações parecerem tão mundanas em comparação à arte de Lucas. "Eu sou advogado."
A conversa fluiu naturalmente a partir daí, com ambos descobrindo mais um sobre o outro. Lucas falou sobre sua paixão pela arte e como ele sempre se sentiu diferente, buscando um lugar onde pudesse ser ele mesmo. Rafael compartilhou seus desafios no mundo jurídico e como ele constantemente luta para provar seu valor. A conexão entre eles se fortaleceu a cada palavra trocada, criando uma base para algo que ainda estava por vir.
Naquela noite, Lucas não conseguiu parar de pensar em Rafael. Ele se pegou esboçando o rosto dele repetidamente, capturando cada detalhe de memória. Rafael, por outro lado, não conseguiu se concentrar em seu livro. Ele estava distraído, perdido nos pensamentos sobre Lucas e na sensação estranha e maravilhosa que ele despertara nele.
No dia seguinte, Lucas acordou com a mente ainda envolta nas memórias da conversa com Rafael. O parque, antes um lugar de tranquilidade e reflexão, agora estava impregnado de uma nova emoção. Ele se pegou sorrindo enquanto tomava café da manhã, pensando na possibilidade de ver Rafael novamente.
Rafael, por sua vez, se sentiu rejuvenescido. As páginas do livro de direito que antes pareciam tão áridas agora tinham um novo sentido. Ele sabia que algo profundo havia mudado dentro dele, e não era apenas a excitação de um novo encontro. Era uma sensação de conexão genuína, algo que ele não sentia há muito tempo.
Naquela tarde, Lucas decidiu voltar ao parque, na esperança de encontrar Rafael novamente. Ele levou seu caderno de esboços, como sempre, mas seu coração estava cheio de expectativa. Assim que chegou, seu olhar imediatamente procurou o banco onde Rafael havia estado. Para sua alegria, lá estava ele, com um sorriso que parecia iluminar o dia.
"Oi, Rafael," Lucas disse timidamente, aproximando-se.
"Oi, Lucas. Que bom te ver de novo," respondeu Rafael, com os olhos brilhando. "Sente-se aqui. Estava pensando em você."
Os dois começaram a conversar como velhos amigos, compartilhando suas vidas, sonhos e medos. A conexão que sentiram no dia anterior só cresceu. Lucas falou sobre sua infância, crescendo em uma cidade pequena onde a arte sempre foi sua fuga. Ele contou sobre as dificuldades de ser um artista em um lugar onde poucos entendiam sua paixão.
Rafael, por outro lado, falou sobre sua jornada para se tornar advogado. Ele explicou como sempre se sentiu pressionado a provar seu valor em uma sociedade que raramente lhe deu crédito. Ele também compartilhou suas próprias inseguranças e o medo constante de não ser aceito.
Enquanto conversavam, ambos perceberam que, apesar das diferenças em suas vidas, havia uma profunda compreensão e empatia entre eles. Era como se, finalmente, tivessem encontrado alguém que realmente os entendia. A tarde passou rapidamente, e logo o sol começou a se pôr, colorindo o céu com tons de laranja e rosa.
"Eu adoraria continuar essa conversa," disse Lucas, com um brilho nos olhos. "O que você acha de jantarmos juntos amanhã?"
Rafael sorriu, sentindo seu coração bater mais rápido. "Adoraria. Vamos nos encontrar aqui no parque às sete?"
"Combinado," respondeu Lucas, sentindo-se mais feliz do que em muito tempo. Enquanto se despediam, ambos sabiam que aquele encontro era apenas o começo de algo muito especial.
Naquela noite, Lucas não conseguia parar de pensar em Rafael. Ele desenhou o parque, o céu ao entardecer, e o rosto de Rafael, tentando capturar a essência do que sentia. Rafael, por sua vez, olhava para o teto de seu quarto, imaginando como seria o jantar e a alegria de estar na companhia de Lucas novamente.
Enquanto os dias passavam, Lucas e Rafael continuaram a se encontrar no parque. Cada encontro reforçava a conexão entre eles, e a química era inegável. Eles se apoiavam, riam juntos, e começavam a construir uma base sólida de confiança e amor.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Laura Roberta
gostei do começo /Smile/
2025-01-02
1