Davi…
Sou Davi Rory, tenho 27 anos, formado em gestão de segurança privada, com cursos complementares como técnicas de defesa pessoal, noções de direito penal, controle de acesso e uso de armamento.
Tenho 1,90 de altura, olhos verdes claros, branco, cabelo liso escuro e corpo atlético definido.
Sou um homem de aparência robusta, com um porte atlético que reflete a minha força física e determinação. Tenho cabelos escuros, levemente desgrenhados, que caem sobre a testa de forma despojada, e uma barba bem aparada que destaca meu maxilar forte. Meus olhos são intensos na cor verde claro transmitindo uma mistura de bondade e uma ferocidade contida em meu coração.
Devido a minha profissão, a minha expressão é frequentemente séria, mas há um brilho de generosidade em meu olhar, especialmente quando estou interagindo com aqueles que amo. Sou uma pessoa que se preocupa profundamente com os outros e estou sempre disposto a ajudar quem precisa, mostrando a minha natureza bondosa, que mesmo com o passar dos anos não deixou de existir. Por trás desse exterior gentil, há uma chama de raiva e determinação que queimam em meu peito.
Carrega o peso do passado em meus ombros, a injustiça feita ao meu pai é uma ferida aberta que me motiva dia após dia. A minha busca por vingança não é apenas por mim, mas também por honrar a memória de meu pai e corrigir um erro que o mundo parece ter esquecido. Luto contra a injustiça e me recuso a deixar que a dor do passado defina meu futuro. Por minha culpa, meu pai foi preso e morto na prisão, por algo que não fez e quero justiça. Quem fez isso com ele será destruído por mim.
Cada passo que dou é impulsionado pela força de minhas convicções e pela necessidade de restaurar a honra da minha família. Apesar da sombra da vingança que paira sobre mim, ainda mantenho a minha generosidade e bondade como um guia moral, lutando para não me perder no caminho sombrio que escolhi.
Após todas as tribulações, devido a uma pessoa sem escrúpulos, consegui me reerguer e montar a minha própria agência de segurança particular. Trabalho com mais de 200 funcionários, cerca de 45% são mulheres, que desempenham o trabalho na parte do escritório e outras que trabalham como seguranças, não faço diferença, por desempenharem muito bem o seu trabalho e só tenho os melhores na minha agência, por esse motivo é a mais procurada em Miami.
Resido com a minha mãe, uma mulher bondosa e generosa.
Há alguns meses, o senhor Elias procurou os serviços da minha empresa. Ele ficou surpreso ao saber que sou o dono da agência e questionou os motivos de eu e minha família termos saído da fazenda sem dar nenhuma justificativa. Para não manchar a memória do meu pai, diante do homem que sempre confiou nele, menti dizendo que ficou doente e saímos atrás de tratamento.
Ele contratou os nossos serviços e designei os melhores homens para cuidar de sua filha Franciele e Gisele. Minha mãe sempre me faz refletir sobre uma importante passagem: “Amem os vossos inimigos. Façam o bem aos que vos odeiam. Orem pela felicidade dos que vos amaldiçoam." (Lc 6: 27-49).
Tenho tentado cumprir isso, mas a principal pessoa responsável por tudo isso, pagará.
O funcionário que cuida da segurança de Gisele, ficou doente e eu mesmo resolvi ir, pois todos estavam designados em suas respectivas funções. Não é porque sou o chefe que não coloco a mão na massa, comigo não tem essa.
Quando a vi descendo daquele carro, quase tive um infarto, esta ainda mais linda do que eu me lembrava. No entanto, mudou muito e está muito parecida com a sua mãe. Por mais que doesse, tentei ignorar suas ofensas, percebo que continua magoada. Quem sabe algum dia possamos conversar e ela possa entender tudo o que aconteceu.
Não imaginei que com o passar dos anos, ainda sentiria algo tão forte por ela.
Quando a vi naquele vestido de noiva, meu coração disparou, minha respiração falhou e senti uma emoção estranha invadindo o meu ser.
Tentei me manter afastado, mas com toda aquela confusão, tive que protegê-las.
Seu pai quer que fiquei como segurança dela e acabei aceitando por medo de que algo aconteça. Tem algo muito errado acontecendo por aqui e irei descobrir quem quer fazer mal a elas.
Fiquei muito preocupado, quando a vi tremendo com o prato de bolo em suas mãos. De repente, ela arremessou o prato com o bolo na parede e saiu com seus olhos avermelhados da cozinha.
— Essa garota está cada dia pior! — resmunga uma das cozinheiras.
— Shii, ela pode ouvir! — repreende a outra.
— Só estou falando a verdade! Não sei como esse noivo dela aguenta!
— Tenho pena de você Davi! Que terá que aguentar essa patricinha mimada e arrogante!
— Não fale assim dela! — repreendo e as duas se espantam.
A governanta entra na cozinha e chama a atenção delas.
Saio para o lado de fora, procurando por Gisele.
Estou em alerta, quando consto a minha protegida boiar imóvel na água. Meu coração dispara ao perceber que algo está errado, a preocupação em meu interior revela os sentimentos profundos que continuo nutrindo por ela.
Sem hesitar, eu saltei na piscina com um impulso que mistura desespero, medo e determinação em salvá-la. A água me envolvia instantaneamente, mas nadei com força, as minhas braçadas rápidas me levam até ela. Ao alcançá-la, a ergui com cuidado, mas com firmeza, e comecei a puxá-la para fora da água, meu coração acelera pela adrenalina e pelo medo.
Assim que consegui sair da piscina, a coloquei gentilmente no chão. Com as mãos trêmulas, dei início aos primeiros socorros. Inclino meu corpo para frente, pressionando levemente seu abdômen para forçar a saída da água que continua presa em seus pulmões.
— Vamos, Gisele! Não faça isso comigo! Vamos! — resmungo.
Ela tosse e gorgoleja, cuspindo um pouco de água em seguida, mas não reage como eu esperava.
O desespero toma conta de mim, enquanto observava seu rosto pálido e quase sem vida e mantinha os movimentos. Gritei por ajuda, a minha voz ecoa na área ao redor da piscina.
Alguns dos seguranças e funcionários da casa se aproximam e já ligam para a emergência.
Não parei os movimentos de compressão, meu coração errava as batidas e pedia internamente para que nada acontecesse.
O tempo parecia se arrastar, todos estão olhando com temor. Dona Gláucia está ajoelhada chorando, até que o som das sirenes da ambulância se aproxima. Quando os paramédicos chegam, eles avaliam rapidamente a situação e começam a trabalhar com eficiência.
Observava tudo angustiado enquanto eles a colocam na maca e a preparam para levá-la ao hospital. Mesmo em meio à confusão, não conseguia tirar os olhos dela, com uma mistura de alívio por estar recebendo ajuda e o medo do que pode acontecer me consome. Sei bem, que os sentimentos que tenho por ela vão além da proteção profissional, me preocupo profundamente com sua vida.
A ambulância parte em alta velocidade, levando-a para o hospital, com a companhia de Gláucia.
Corri até o quarto que Elias cedeu e troquei de roupa rapidamente, lutando contra a sensação de impotência e o desejo ardente de que ela acorde bem.
Após me trocar, segui para o hospital.
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Josigg Gomes Galdino
Será que o pai dele descobriu alguma coisa contra a Cassandra,ou a bruxa armou contra ele , só para afastar Davi da Gisele,a bruxa ameaçou o pai dele e ele não aceitou e foi vítima de injustiça da bruxa
2025-03-17
1
Helena
eles se amam.e essa arrogância toda dela é sofrimento.mas o Davi é a família foram muito prejudicados.e a culpa é da monstra cascobra. ela vai se ferrar muito.
2024-12-22
14
Roseane Nascimento
que homem bonito do caramba !
2025-02-26
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