Capítulo 19

Arthur

Acordei cedo com o som irritante do celular tocando na mesa ao lado da cama. Minha cabeça latejava, resultado das bebidas de ontem à noite. Peguei o aparelho com a intenção de silenciá-lo, mas, ao ver o nome de Camila, atendi de imediato.

– O que foi? – resmunguei, ainda com a voz rouca de sono.

– Senhor Villeneuve, apenas para lembrar que esta noite terá o jantar com os italianos para comemorar o acordo. Também revisei os documentos da manhã, estão todos no seu e-mail.

— Porque ligaram para você, invés de me ligar e avisar sobre o jantar? — Indaguei irritado.

— Eles não estavam conseguindo localizá-lo, então ligaram para cá.

– Ótimo. Alguma coisa urgente?

– Não, senhor.

Desliguei a chamada e deixei o celular de lado. Não via a hora de acabar esse jantar e voltar para casa. Esses compromissos em viagens sempre me exauriam, e a Itália, embora linda, não tinha o mesmo apelo quando estava focado em resolver problemas empresariais.

Me virei na cama e olhei para o lado. Lá estava ela, a mulher da noite anterior, deitada confortavelmente entre os lençóis. Seu corpo estava completamente nu, as pernas entrelaçadas na coberta, deixando pouco para a imaginação. As roupas dela estavam espalhadas pelo chão, misturadas com as garrafas de vinho vazias que havíamos consumido.

Levantei-me sem dizer nada e fui direto para o banheiro. A água quente escorria pelo meu corpo enquanto eu tentava afastar a dor de cabeça e preparar minha mente para o dia. Era apenas mais uma manhã como tantas outras.

Quando voltei ao quarto, já vestido com um jeans e uma camisa branca, ela estava acordada. Vestia uma das minhas camisas, que cobria o suficiente para parecer casualmente sexy.

– Bom dia – disse ela com um sorriso provocante. – Pensei em preparar um café para nós.

Cruzei os braços e a encarei por um momento. Essas mulheres sempre faziam isso, tentando estender a noite anterior para algo que nunca iria acontecer.

– Não precisa – respondi, a voz firme. – Não gosto dessas formalidades, então já que teve uma noite maravilhosa como tanto queria, pode ir agora.

O sorriso dela desapareceu instantaneamente, substituído por uma expressão de irritação mal disfarçada. Sem dizer mais nada, ela se levantou, pegou suas roupas do chão e começou a se vestir.

– Você é um idiota, sabia? – disparou enquanto abotoava o vestido.

Não respondi. Já estava acostumado com reações assim. No fundo, todas esperavam algo de mim que eu nunca prometi. Assim que terminou de se vestir, ela bateu a porta ao sair.

Me senti mal? Nem um pouco. Mulheres assim sabiam exatamente o que estavam fazendo quando vinham para minha cama. Elas queriam uma noite comigo, e eu oferecia isso sem ilusões ou promessas. Se elas esperavam algo mais, o problema era delas, não meu.

Depois que ela saiu, aproveitei para me concentrar no trabalho. Passei a manhã revisando relatórios e trocando e-mails com a equipe no escritório principal. Ainda havia muitos detalhes a ajustar antes de retornarmos para casa.

À tarde, decidi que precisava de uma pausa. O hotel tinha uma piscina impressionante, com vista para a cidade, e parecia o lugar perfeito para relaxar. Peguei uma toalha, troquei de roupa e desci para o deck.

A água era convidativa, mas antes de mergulhar, meus olhos captaram uma figura conhecida. Helô estava sentada em uma das espreguiçadeiras, com um livro nas mãos. Ela estava vestida com um maiô preto simples, que realçava suas curvas sem ser chamativo. Seus cabelos estavam presos em um coque alto, e o sol iluminava sua pele de forma que parecia quase radiante.

Por um momento, considerei falar com ela, mas mudei de ideia. Não havia necessidade. Helô era apenas minha assistente, alguém que eu respeitava pelo profissionalismo, mas que não fazia parte da minha vida pessoal.

Sem dizer nada, caminhei até a piscina e mergulhei. A água fresca ajudou a aliviar o peso do cansaço acumulado, e por um tempo consegui desligar minha mente de tudo.

Quando saí, Helô ainda estava lá, mas não parecia ter notado minha presença. Estava tão concentrada no livro que folheava que parecia alheia ao mundo ao redor. Peguei minha toalha, enxuguei-me rapidamente e voltei para o meu quarto.

O jantar seria o último grande compromisso desta viagem, e, embora não fosse algo que eu estivesse ansioso para enfrentar, sabia que era necessário. Essas ocasiões eram fundamentais para consolidar as relações com os investidores e reforçar a confiança em nossa parceria.

Após um banho rápido, vesti um terno escuro com uma gravata prata. O reflexo no espelho me mostrava a imagem que todos esperavam: um homem confiante, poderoso e completamente no controle.

Antes de sair, chequei o relógio. Ainda havia tempo suficiente para uma taça de vinho no bar. Peguei o celular e mandei uma mensagem rápida para uma equipe profissional de garçons que eu havia contratado, pedindo para garantir que tudo estivesse pronto na sala de jantar do restaurante reservado.

Enquanto descia pelo elevador, minha mente voltou brevemente a Helô. Algo nela parecia diferente hoje. Não era apenas a postura ou a forma como estava absorta no livro. Era quase como se ela estivesse tentando se manter afastada, como se quisesse evitar qualquer interação.

– Besteira – murmurei para mim mesmo. Helô era eficiente e profissional. Qualquer coisa além disso não era da minha conta.

Cheguei ao bar e pedi uma taça de vinho tinto enquanto esperava o horário do jantar. O ambiente estava movimentado, mas não lotado, e eu apreciei o momento de silêncio interno.

Uma mulher se aproximou e começou a conversar comigo, mas eu mal prestei atenção no que ela dizia. Minha mente já estava focada no que precisava ser feito naquela noite.

A noite passou devagar, mas, no fundo, eu sabia que era apenas o prelúdio para os compromissos que ainda estavam para acontecer. Com o jantar e a viagem de volta no horizonte, tudo o que eu queria era resolver os últimos detalhes e colocar esse capítulo atrás de mim.

Enquanto terminava minha taça de vinho, observei o relógio novamente. Estava quase na hora do jantar, e eu sabia que as próximas horas seriam cruciais para garantir o sucesso de todo o trabalho que fizemos na Itália.

E lá vinha ela novamente, descendo as escadas com aquela confiança que sempre tinha, ela me encontrou no balcão. Eu ofereci uma bebida, mas ele recusou dizendo que não bebia, que bebida alcoólica não fazia bem à saúde. Apenas mostrei um sorriso tranquilo e levei a taça até a boca e tomei o líquido em um gole só, avistando nossos convidados e sócios caminharem até nós. Helô e eu nos juntamos a eles ao redor da mesa, e fomos servidos pela a equipe de garçons, enquanto começamos a conversar.

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Comments

Rosana Silva Mariano

Rosana Silva Mariano

será que com pelo menos essas daí ele usa camisinha porque senão ele vai engravidar todo mundo né é uma por noite

2024-12-09

54

Andreia Debiagi

Andreia Debiagi

autora muda isso logo , tá chato

2025-03-31

0

Imaculada Nova Messias

Imaculada Nova Messias

só espero que a helo não seja obrigada a ver esta cena lastimável mesmo sabendo quem é o garanhão safado do Arthur é por ela gostar dele sozinha 😥 MELHOR helo ser poupada dessas cenas inconvenientes 😡😎

2025-02-14

1

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