Capítulo 04

Arthur

Eu não deveria estar ali. A escolha do bar, pequena e discreta, destoava de tudo o que fazia parte do meu mundo. Leonardo, meu advogado e amigo de longa data, havia insistido que aquele era o lugar mais seguro para discutirmos um contrato importante e sensível. E, embora fosse difícil argumentar contra ele depois do episódio traumático no restaurante do centro – onde fomos rendidos por homens armados e só escapamos ilesos por pura sorte –, ainda era desconfortável estar em um ambiente tão fora do meu habitual.

Eu encostei no carro, observando a entrada do bar enquanto verificava o celular. Havia mensagens de Camila, minha assistente, sobre alterações no cronograma do dia seguinte. Nada que eu não pudesse resolver em poucos minutos. Apesar disso, minha mente não estava completamente focada. As negociações da fusão com a Technocorp estavam me desgastando mais do que eu esperava, e a perspectiva de erros ou atrasos me mantinha em alerta.

Foi então que percebi algo fora do comum.

Uma mulher saiu do bar com passos trôpegos, os ombros caídos e o olhar perdido. De início, não reconheci quem era – a iluminação era precária, e minha atenção estava dispersa. Mas, quando ela tropeçou levemente na calçada e avançou mais para a luz, percebi que era Helô, a funcionária da cozinha da mansão.

Era estranho vê-la fora do ambiente profissional, especialmente naquele estado. Helô sempre parecia serena, com um sorriso contido que raramente se expandia. Mas ali, naquela noite, ela parecia completamente diferente: desorientada, vulnerável e, ao mesmo tempo, carregando uma tristeza que eu não conseguia entender porquê.

Por um instante, fiquei parado, sem saber como reagir. Não fazia parte das minhas responsabilidades intervir na vida pessoal de meus funcionários. Ela não era mais do que uma figura distante na rotina da mansão, alguém que eu via ocasionalmente nos corredores ou enquanto solicitava algo. Mas, quando ela tropeçou novamente e quase caiu, não consegui ficar indiferente.

Avancei e a segurei antes que ela atingisse o chão. Meu braço instintivamente envolveu sua cintura, enquanto minha outra mão firmava seu ombro. Seu corpo estava quente, e, por um momento, ela pareceu surpresa ao perceber quem a segurava.

Ela tentou se afastar, mas o equilíbrio instável a fez cambalear novamente, forçando-me a segurá-la com mais firmeza. Sua respiração era pesada, e o cheiro do álcool em seu hálito era inconfundível. Perguntei a ela onde morava, tentando decidir o que fazer. Mas a resposta foi vaga, quase como se ela mesma não soubesse ou não conseguisse se lembrar.

Era óbvio que ela não poderia voltar para casa sozinha. Olhei ao redor, buscando uma solução rápida, mas o único pensamento que fazia sentido era levá-la para algum lugar seguro onde pudesse descansar. Decidi que um hotel próximo seria o mais prático e a carreguei até o carro.

Ela protestou, mas depois acabou cedendo. Helô suspirou aliviada, e descansou a cabeça contra meu ombro enquanto a colocava no banco do passageiro. Durante o trajeto, ela permaneceu em silêncio, mas havia algo na presença dela que preenchia todo o espaço ao meu redor.

Quando chegamos ao hotel, fiz o check-in rapidamente. A Recepcionista nos olhou com curiosidade, mas não fez perguntas. Assim que entrei no quarto, depositei Helô na cama com cuidado, tentando ao máximo não a acordar completamente. Minha intenção era simples: garantir que ela estivesse segura e amanhã cedo sair daqui, antes que a situação se complique.

Mas, quando me virei para ir embora, senti sua mão segurar meu braço. O toque dela foi leve, mas forte o suficiente que me fez parar. Ela estava acordada, e o olhar que me lançou era diferente de qualquer coisa que eu esperava. Não havia apenas confusão ou cansaço – havia algo mais profundo, algo que parecia um pedido silencioso para que eu não a deixasse sozinha.

Então, ela me puxou bruscamente pela gravata, seus movimentos hesitantes, mas determinados. Eu sabia que deveria recuar, que aquilo cruzava uma linha tênue que jamais deveria ser ultrapassada. Mas, quando ela tocou meus lábios, algo dentro de mim cedeu.

O beijo foi repentino e intenso. Não havia planejamento, controle ou lógica naquele momento, apenas um calor visceral que me envolveu por completo. Senti suas mãos subirem até meu colarinho, desfazendo a gravata com uma facilidade que me surpreendeu. Era impossível ignorar o desejo que emanava dela – não apenas físico, mas algo mais desesperado, como se precisasse daquele momento para escapar de algo que a consumia por dentro.

— Tem certeza que quer isso? Você não está em condições, Helô.

— Quero isso e muito mais, por favor, me faça sua.

Minhas mãos encontraram sua cintura, trazendo-a mais para perto, enquanto o calor daquele momento entre nós crescia.

Me livrei de minhas roupas, incluindo minha camisa branca social, que estava sem botões, pois Helô a abriu com tanta força que os botões voaram para longe. Assim que terminei de tirar minha roupa, também a ajudei a tirar as dela. Puxei-a sem aviso para a beira da cama e explorei sua böcëta completamente molhada com a língua. Seus gemidos eram controlados, como se ela não quisesse fazer barulho.

— Geme para mim, como se fosse uma putinha gostosa. Quero que gema alto, não se importe se os vizinhos ao lado escutarem — ordenei, enfiando dois dos meus dedos dentro dela, enquanto continuei a chupá-la com vontade.

Seus gemidos saíram agora mais altos, me fazendo ficar completamente mais excitado do que já estava. Helô era gostosa, seu gosto era totalmente diferente de muitas que já passaram por minha cama.

— Estou quase, senhor Villeneuve — choramingou, apertando os lençóis da cama.

— Shhh... não vai gozar agora, quero que faça isso quando eu foder você. É uma ordem do seu senhor — sussurrei, voltando para ela, cobrindo seu corpo com o meu, apoiando-me apenas em um dos meus cotovelos ao lado da cabeça dela.

Ela me olhou com aquele olhar de pura luxúria, enquanto eu me preparava para penetrá-la.

Meu päu deslizou facilmente para dentro dela. Senti seu corpo estremecer enquanto ela cravou suas unhas em meu ombro.

— Ah... — ela gemeu.

— Você é bem apertadinha pra cacete, está completamente molhada e quente como eu imaginei. — sussurrei, apertando levemente seu pescoço, fazendo-a levantar a cabeça e olhar para mim.

— Vou gozar. — mordiscou o lábio inferior.

— Então goze pra mim. — respondi, explorando sua boca com a língua, aumentando o ritmo das estocadas.

Helô atingiu o squirt, me levando junto. Seu corpo tremia embaixo de mim sem controle. Após ela estar mais calma, caí ao lado dela, nossas respirações totalmente desreguladas.

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Comments

Sandra Pereira

Sandra Pereira

QDELICIA DE HOT...ISSO POR QUE ELA ESTAVA BEBADA E ELE NA SECA...UUUUUIIIIIIIII/Tongue//Angry//Awkward//Drool//CoolGuy//Tongue//Angry//Awkward//CoolGuy/

2025-03-05

6

Claudia de Cassia Moreira

Claudia de Cassia Moreira

Ele errou feio ao trasar com uma pessoa embriagada. Depois vai reclamar, especialmente por não ter usado camisinha.

2025-02-20

2

Andreia Debiagi

Andreia Debiagi

foi muito rápido esse hot

2025-03-30

0

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