Grávida Dele

Grávida Dele

Personagens + Capítulo 01

Esta obra foi escrita e registrada no ano de 2025©. Todos os direitos autorais estão reservados à autora. É proibida a reprodução parcial ou total deste conteúdo sem a devida autorização. O uso indevido, cópia ou publicação não autorizada será considerado plágio e estará sujeito às sanções previstas na Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98).

Respeite o trabalho e a criatividade da autora.

Olá, leitores!

Gostaria de falar sobre algo muito importante: respeito e compreensão ao ler uma história de ficção.

Escrever um livro é um trabalho que exige tempo, dedicação e muito amor pelo que se está criando. Cada personagem, cada cena e cada reviravolta são construídos para contar uma história, e essa história não precisa agradar a todos — afinal, literatura é arte, e arte é subjetiva.

Meu livro retrata uma jornada de redenção, onde uma personagem que passou por momentos difíceis encontra sua força e decide seu próprio destino. É uma narrativa sobre erros, aprendizados, crescimento e superação. No entanto, vejo que algumas pessoas estão deixando comentários desnecessários, desrespeitosos e, muitas vezes, sem separar ficção da realidade.

Gostaria de lembrar que livros são histórias criadas para entreter, emocionar e provocar reflexões. Nem tudo o que acontece em um livro é um reflexo do que deve acontecer na vida real. O fato de um personagem cometer erros e, depois, ter sua chance de redenção faz parte do enredo e do desenvolvimento dele. Isso não significa que a autora está incentivando ou romantizando qualquer situação problemática — é apenas uma construção fictícia.

Se você não gosta de determinada história, tudo bem! O respeito deve sempre vir em primeiro lugar. Existe um vasto universo de livros esperando por você, e ninguém é obrigado a gostar de tudo. Mas, antes de deixar um comentário desnecessário, lembre-se de que há uma autora por trás dessas páginas, que dedicou seu tempo e criatividade para trazer essa história ao público.

A crítica construtiva é sempre bem-vinda, mas desrespeito e ofensas não. Vamos lembrar que o mundo da literatura é um espaço para a imaginação, e cada pessoa tem o direito de criar e consumir as histórias que mais lhe agradam.

Se você continua acompanhando o livro, mesmo discordando da trama, fico feliz que minha história tenha te envolvido a ponto de despertar emoções. Mas peço que respeitem não apenas a minha obra, mas também o espaço de quem está gostando e vivendo essa experiência literária de forma positiva.

Obrigada a todos que acompanham a história e valorizam o trabalho de um escritor. O respeito sempre deve prevalecer.

Estou apagando comentários e discurso de ódio. Então peço que antes de escrever um comentário, tenha muito cuidado no que vai escrever.

Obrigada, e tenha uma boa leitura.

...ARTHUR VILLENEUVE...

...HELÔ...

...🌼...

Helô,

Os aromas na cozinha da mansão Villeneuve eram sempre os mesmos: ervas frescas, assados no forno e um leve toque de café, mesmo que fosse tarde da noite. Era um reflexo do luxo silencioso que habitava naquele lugar, um mundo que eu jamais imaginaria fazer parte, nem mesmo como funcionária. Enquanto mexia o molho para o jantar, meus pensamentos vagavam, como sempre, entre o passado que me trouxe até ali e o futuro que me aguardava.

Meu nome é Helô, tenho 26 anos e trabalho como auxiliar de cozinha na mansão de Artur Villeneuve, um dos homens mais poderosos que conheço. Ele tem 34 anos, uma aparência impecável e a habilidade de intimidar qualquer pessoa apenas com um olhar. Embora eu raramente o veja – ele é do tipo que vive para o trabalho. A mansão, com seus corredores de mármore e janelas imensas, parece estar impregnada com o perfume caro que ele usa e com as vozes de seus pais, os verdadeiros donos do lugar.

Os Villeneuve são franceses de origem, mas vivem no Brasil há anos. O pai, Jean-Pierre, é um senhor elegante e de poucas palavras, enquanto a mãe, Catherine, é gentil e exigente na mesma medida. Eu sou uma das funcionárias mais novas da equipe, mas não sou a única que sente o peso de trabalhar para uma família tão rica e poderosa.

Minha rotina aqui é simples, mas exaustiva. Trabalho cerca de dez horas por dia, com uma folga semanal, e recebo R$ 2.500 por mês. É o suficiente para me manter no pequeno apartamento que aluguei há dois meses, após sair da casa dos meus pais. Sair de lá foi uma decisão difícil, mas necessária. Depois que Renato – o homem que amei por anos – me deixou no altar gritando aos quatro ventos que não podia casar comigo, porque é gay. Tudo naquela casa e naquela cidade, parecia lembrar da humilhação que vivi.

Foi ali, na cozinha da mansão, que encontrei uma espécie de refúgio. Não sou chef nem nada sofisticado, mas sempre gostei de cozinhar. Meu trabalho consiste em cortar, limpar e ajudar a equipe com o preparo das refeições, algo que faço com dedicação porque sei que, sem isso, minha vida seria ainda mais difícil.

– Helô, está sonhando de novo? – disse Miriam, uma das funcionárias mais antigas, enquanto passava por mim. Ela era uma mulher robusta e carinhosa, mas nunca deixava de me cutucar quando percebia que eu estava distraída.

– Não, só pensando na receita – menti, sorrindo sem graça.

– Pensando, sei. Você vive com a cabeça nas nuvens. Precisa relaxar um pouco.

Miriam não estava errada. Eu vivia com a cabeça cheia. Afinal, morar sozinha em um apartamento simples na periferia, pagar contas e me manter saudável emocionalmente não era tarefa fácil. Desde que aluguei o lugar, minha vida se tornou uma sequência de desafios. Meu salário mal cobria as despesas básicas, mas pelo menos me dava uma sensação de independência que eu nunca havia experimentado.

A casa dos Villeneuve, por outro lado, era o completo oposto do meu apartamento. Cada canto parecia saído de uma revista de arquitetura. Lustres de cristal pendiam do teto como joias brilhantes, e o chão polido refletia a luz do sol que entrava pelas janelas imensas. A cozinha era um espetáculo à parte, equipada com tudo o que você poderia imaginar, de fornos industriais a utensílios importados que eu nem sabia usar.

Apesar de toda essa grandiosidade, o que mais me intrigava era o próprio Artur. Ele não era como os outros milionários que eu já havia visto em revistas ou na televisão. Enquanto muitos ostentavam seus bens e viviam em festas, Artur parecia preferir o silêncio. Seu rosto sério e a postura rígida me davam a impressão de que ele carregava um fardo maior do que demonstrava.

A primeira vez que o vi, lembro-me de como fiquei impressionada. Ele entrou na cozinha de surpresa, algo que quase nunca fazia, e pediu um café. Eu estava cortando legumes e congelei ao perceber que ele estava atrás de mim. Sua voz era grave e cortante, mas educada. Agradeceu o café e saiu sem dizer mais nada, deixando um rastro do seu perfume amadeirado pelo ar.

De lá para cá, nossos encontros foram raros e sempre formais. Mas, de alguma forma, Artur tinha uma aura que me fazia pensar nele mais do que deveria. Talvez fosse o contraste entre sua frieza e o calor humano que eu sentia ao trabalhar na mansão. Ou talvez fosse apenas o fato de que, depois de Renato, eu precisava de algo – ou alguém – que me distraísse dos pensamentos sombrios que invadiam minha mente todas as noites.

– Helô, os Villeneuve vão jantar daqui a vinte minutos. Você terminou o molho? – perguntou a chef, uma mulher alta e severa chamada Dolores.

– Sim, já está pronto. Só falta ajustar o tempero – respondi, provando uma colherada antes de entregá-la.

– Ótimo. Cuide das entradas agora. Vamos, mexa-se!

Dolores era uma perfeccionista, e trabalhar com ela significava aguentar críticas constantes. Ainda assim, eu respeitava sua habilidade e tentava aprender com ela sempre que possível. Meu trabalho podia não ser glamoroso, mas, para mim, era mais do que apenas um emprego. Era minha chance de reconstruir a vida, de provar a mim mesma que podia seguir em frente sem depender de ninguém.

Enquanto preparava as entradas, lembrei-me da última vez que falei com minha mãe. Foi uma ligação curta, cheia de silêncios desconfortáveis. Ela ainda não aceitava o fato de que eu havia saído de casa e, menos ainda, que estava trabalhando em um lugar como aquele, ganhando tão pouco para pessoas que poderiam me pagar mais que 2.500, era isso que ela jogava na minha cara todas as vezes que me ligava.

– Você merece mais, Helô. Por que está aí? – ela disse, pela milésima vez.

– Porque preciso pagar minhas contas, mãe. E, honestamente, não estou reclamando. Gosto do que faço.

Claro, não contei a ela sobre as noites solitárias no meu apartamento, onde o silêncio era quebrado apenas pelo som dos vizinhos ou pela televisão ligada. Nem sobre os dias em que eu me sentia tão cansada que mal conseguia comer antes de dormir. Tudo isso fazia parte da nova vida que eu escolhi, e não queria que ninguém sentisse pena de mim.

De repente, fui tirada dos meus pensamentos por um som inesperado. Olhei para a porta e lá estava ele, Artur, de terno preto e expressão séria, como sempre.

– Dolores está? – ele perguntou, olhando ao redor.

– Está no escritório, senhor Villeneuve – respondi, tentando não parecer nervosa.

– Obrigado – disse ele, mas, antes de sair, seus olhos pousaram em mim por um segundo a mais do que o necessário.

Por que ele me olhou assim? Talvez fosse apenas coisa da minha cabeça, mas aquela troca de olhares deixou meu coração acelerado. Voltei ao trabalho, tentando ignorar a sensação estranha que percorria meu corpo.

Trabalhar na mansão dos Villeneuve era um desafio diário, mas, ao mesmo tempo, me dava a sensação de que eu estava exatamente onde deveria estar.

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Comments

Conce Mota

Conce Mota

Começando em 09/12/24 e lá vamos nós em mais uma aventura.🤗🤗🤗🌲🌲🥀🌹❤️❤️🥰

2024-12-09

24

João Wellington campos

João Wellington campos

começando a ler 27/03/2025 já odiando o personagem e achando o mesmo um babaca gostoso vamos ver como vai ser nossa relação bora lá

2025-03-27

0

Carmem Lùcia Pimenta

Carmem Lùcia Pimenta

coitada HELO, COMO RENATO PODE FAZER ISSO COM ELA,SABENDO QUE ELA O AMAVA E ELE ENGANANDO EM RELAÇÃO SUA OPÇÃO SEXUAL /Sob//Sob/

2025-02-19

3

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