CAP.14 - As confissões

Amanda tinha uma reserva no restaurante. Os dois foram conduzidos até uma pequena sala Vip no segundo andar, onde havia apenas uma mesa com duas cadeiras, grandes janelas com vista para a Torre Eiffel e do outro lado, um aparador com várias comidas parisienses. Alexandre estava encantado, tudo era elegante e muito belo, inclusive sua companhia. Amanda usava um vestido azul, que era longo, florido, sem mangas e tinha um decote que lhe valorizava os seios. Seus cabelos estavam parcialmente presos, ondulados com cachos grandes nas pontas. Ele a olhava pensando que era a mulher ruiva mais bela que já vira. Os saltos lhe davam mais altura, faltando pouco para igualar com ele. Era mais difícil evitar o olhar dela, quando estava tão mais próximo do seu. Alexandre decidiu não tentar mais evitá-la.

Eles beberam o melhor vinho, comeram até ficarem satisfeitos, provaram as melhores sobremesas e beberam um pouco mais, enquanto conversavam sobre assuntos aleatórios, finalmente se afastando de assuntos sobre trabalho. Amanda, sem perceber, desabafou sobre como acabou tornando-se a Senhora Roux. Falou de sua mãe e da falta que sentia dela, suas preocupações quanto à saúde de seu marido, da vida feliz que imaginava para si e quão diferente era do esperado. Não escondeu nada sobre sua solidão e o fato de não ter previsto que se casar com um homem muito mais velho que a considerava como filha, poderia ser complicado. Afinal, eles não tinham relações íntimas ou qualquer coisa do gênero, mas ela não poderia se envolver com outros homens, para não sujar a reputação da família Roux. Alexandre a ouvia com atenção, observando a tristeza em seus olhos. Ela olhava a Torre Eiffel através da janela, dando grandes goles no vinho branco. Era a segunda garrafa, a primeira havia sido de vinho tinto. Ela a via suspirar alto e dizia quão bom era estar a sós com alguém confiável. Disse que jamais ousara desabafar com sua assistente, pois não desejava contagiá-la com a dor de sua alma. No entanto, sabia que Alexandre era forte o suficiente para aquela função. Ela o queria a seu lado e não apenas como um diretor financeiro, mas como um confidente, a quem poderia chamar quando necessário, mesmo que não se tratasse de assuntos trabalhistas. Só então, ela ousou olhar diretamente em seus olhos, esperando uma resposta. Ele assentiu com a cabeça, retribuindo aquele brilho de esperança em Amanda. Ela sorriu, agradecendo quase sussurrando. Ele avisou que precisavam voltar ao hotel.

Quando Alexandre se levantou, notou que Amanda tentara fazer o mesmo, mas de tanto cambalear bêbada, se desequilibrou. Ele a segurou, mas caiu sentado em sua cadeira, com ela nos braços. Alexandre tirou uma mecha que cobria o rosto dela, notando-o levemente avermelhado. Ele riu baixinho, como se a achasse divertida. Esperava que a ressaca não acabasse com suas próximas reuniões, apesar de ter 12 horas até a seguinte. Amanda abriu os olhos, encarando-o com carinho. Ela fez menção de se levantar, ele a ajudava, até que subitamente ela o beijou e abraçou.

— Você está realmente muito bêbada. Precisarei te carregar. – Comentou ele.

— Pode me levar para onde quiser. – Disse Amanda, rindo exageradamente.

— Cuidado com o que diz, mocinha. – Brincou ele, enquanto tentava se levantar.

— Eu já tomei muitos cuidados, não quero mais. – Respondeu, fechando os olhos.

— Não se preocupe, estou aqui agora. – Sussurrou ele, ajeitando-a no colo ao se levantar.

Alexandre a carregou no colo, dando graças aos céus por alguém ter aberto a porta logo quando estavam diante dela. Ele agradeceu a hospitalidade, entregando meio desajeitado seu cartão para que cobrassem o valor do almoço, porém, o homem garantiu já terem acertado a conta. Alexandre imaginou que teria sido Melinda e só pediu que chamassem o motorista da limusine. Um dos funcionários assentiu, indo adiante dele. Alexandre tentou ser discreto, mas alguns clientes do restaurante o viram carregando Amanda, enquanto os braços dela cercavam seu pescoço. Os clientes vibraram com a cena, provavelmente imaginando que o casal estava em Lua de Mel. Ele torcia para que isso não fosse divulgado em nenhum lugar ou lhes causaria problemas. Apressou-se em sair dali, levando sua chefe até a limusine. O motorista ajudou a colocá-la dentro do carro e deitá-la na poltrona extensa. No caminho para o hotel, Alexandre se mantinha atento para que ela não caísse dali.

Ao chegar no hotel, ele novamente a pegou nos braços e pegando o elevador, a levou diretamente para a suíte. Com a ajuda de um funcionário, conseguiu abrir sua porta e deixá-la na cama. Também pediu um recipiente para deixar ao lado da cama, no caso de ela querer vomitar e não conseguir ir até o banheiro. Ele a cobriu e deixou um bilhete sobre o criado-mudo, dizendo “Se precisar de mim, sabe onde estou”.

Alexandre voltou para seu quarto, que era em frente ao dela. Tomou um banho e foi se deitar usando apenas uma cueca. Tentou não pensar nos lábios de Amanda encostando nos seus, naquela pele macia e quente, na imagem dela em seus braços, do jeito como ela havia se aberto a respeito de tudo que temia e sentia. No entanto, não conseguia se desvencilhar de todas as lembranças e sensações. O vinho o deixara mais relaxado, de forma que facilitou o sono chegar. Só havia passado umas três horas desde o almoço, não era noite, mas seu corpo pedia um descanso. Alexandre finalmente se permitiu dormir sem se preocupar com nada. Ele sabia que Amanda estava bem e em lugar seguro, Melinda provavelmente tinha saído para fazer compras em Paris e não havia nenhuma reunião marcada para as próximas horas. Também estava satisfeito com os relatórios de Gabriel, que parecia manter tudo em pleno funcionamento durante sua ausência.

O cansaço de Alexandre era tanto, que só notara ao acordar, sendo chamado por Amanda para jantar. Ela batia várias vezes em sua porta, preocupada por ele não a ter atendido quando ligou. Alexandre tentou dizer que a encontraria no restaurante do hotel em meia hora, pois ainda precisava se vestir. Amanda fez um silêncio longo, fazendo-o acreditar que havia saído, mas logo em seguida, ela voltou a bater.

Ele decidiu abrir uma fresta da porta, o bastante para ver se ela realmente estava bem. Mas tal atitude, desencadeou uma série de acontecimentos inesperados. Ela colocou a mão na porta, fazendo menção de entrar. Ele a deixou abrir, sem entender seu objetivo. Amanda adentrou o quarto, fechando a porta atrás de si. Ele pediu desculpas por estar de cueca, explicando que não esperava visitas. Amanda não dissera nada, mas continuava a aproximar-se dele. Alexandre parou de tagarelar e fixou os olhos nos dela, como se a quisesse entender melhor. Ela ficou na ponta dos pés, pousando as mãos em seu tórax nu, alcançando os lábios dele com os seus.

Os dois sabiam que aquilo não era correto, mas Amanda o prendera com os braços, lhe envolvendo o pescoço, jogando seu peso sobre ele, de forma a obrigar Alexandre a segurá-la pela cintura. Ela havia tomado banho recentemente, era possível sentir o cheiro de sabonete em sua pele, os cabelos ainda umedecidos. Sua roupa também era outra, pois estava com um vestido de alcinhas, nenhum sutiã por baixo – o que fazia seus seios ficarem marcados na blusa de seda. Amanda se pressionava contra o corpo de Alexandre, permitindo que sentisse seus mamilos enrijecidos sob o tecido. Ele sabia que não conseguiria afastá-la, pois seu próprio corpo não o obedecia. Amanda soltava gemidos manhosos entre beijos. Ele tentou pausar o beijo para perguntar o que estava acontecendo, mas ela parecia não querer trocar palavras. A língua dela procurava pela dele durante um beijo intenso.

Ele a pegou no colo, erguendo-a. Amanda prendera a cintura dele com as pernas, colando mais o corpo no dele. Alexandre segurou firmemente suas coxas, pois era inevitável não se sentir excitado com as investidas de Amanda. Sem mais demora, a levou para a cama, se deitando por cima, entre suas pernas que ainda o envolviam. Os beijos desciam pelo pescoço de Amanda, enquanto as mãos ágeis dele desciam as alcinhas do vestido, até que os seios estivessem à mostra. Ele os apertou com firmeza e gentileza, chupou cada mamilo e os mordiscou, puxando entre os lábios. Ela delirava, gemendo sem pudor. Alexandre levantou o vestido e puxou a calcinha dela para o lado, deslizando por seu corpo, abriu as pernas dela, beijou o lado de dentro das coxas, levando a língua até o lugar tão desejado, a fim de sentir seu gosto.

Após muitas chupadas, lambidas e gemidos, Amanda já não aguentava mais, ela dizia não querer esperar, pois precisava muito senti-lo dentro de si. Alexandre tentou a convencer de que seria mais prudente penetrá-la apenas com os dedos, pois ele não queria vê-la se arrepender depois. Amanda lhe garantiu estar sóbria e que o desejava urgentemente. Alexandre sabia no que aquilo poderia resultar. Se ele fizesse o que Amanda tanto lhe pedia, provavelmente poderia se descontrolar.

Para a sorte de Alexandre, o celular tocou e ele atendeu rapidamente. Era Melinda, estava preocupada por não ter encontrado a CEO em seu quarto ou mesmo ter conseguido falar com ela ao ligar. Perguntou se Alexandre sabia onde ela estava. Ele respondeu que sabia onde estava e que iria buscá-la. Informou que desceriam juntos para o jantar e Melinda poderia pedir seu prato francês favorito. Amanda o olhava com expressão de pura incredulidade. “É mais prudente assim”, disse ele.

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Comments

Jaildes Damasceno

Jaildes Damasceno

É seu carma Alexandre kk na hora H sempre aparece um empata f...a

2025-03-10

1

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