Cap.10 - O cinema

Alice usava um vestido rosa tomara-que-caia, os cabelos loiros lisos com cachos grandes nas pontas. Ela tocava a nuca de tempos em tempos, passando as pontas dos dedos, distraidamente. Bebericava o vinho de vez em quando, olhando através do vidro a seu lado. Alexandre observava atentamente cada movimento. Sabia que tudo o que fazia, era para prender sua atenção e ele estava disposto a dar tudo o que ela desejasse. Não disfarçava quando ela o encarava de volta, queria sustentar seu olhar por mais tempo e às vezes conseguia. Em outras, ela sorria desviando o olhar. Alexandre sabia quando ela fingia estar sem jeito, mas achava charmoso.

— O que fará depois do almoço? – Perguntou ela, após beber um pouco.

— Você quer dizer “nós”, certo? Ou tem planos para hoje? – Respondeu ele.

— Nada que não possa ser adiado. Quais são os teus? – Desafiou Alice.

— Pensei em um passeio pelo shopping. Quem sabe um cinema?

— Não é má ideia. Devemos comprar os ingressos antes de ir? – Quis saber ela.

— Pode escolher o filme, eu providencio os ingressos. – Garantiu ele.

Alice escolheu propositalmente um filme que não interessava a maioria, havia apenas duas cadeiras preenchidas. Ficou satisfeita quando percebeu que todas as poltronas do fundo estavam vazias. Seu sorriso sapeca não escapou do olhar de Alexandre. Ele imaginava que ela estaria tramando algo e divertiu-se com isso.

Os dois saíram do restaurante caminhando lado a lado, o manobrista lhes trouxe o carro e Alexandre abriu a porta do passageiro, ela agradeceu acomodando-se. Ele deu uma gorjeta generosa ao manobrista discretamente. Ao entrar, sugeriu que ela escolhesse uma rádio para ouvirem no caminho. Ela ficou surpresa e fez questão de sintonizar uma rádio com músicas tranquilas, com apenas voz e violão. Ela sabia cantar algumas e o fez baixinho, distraidamente. Parecia tão à vontade perto dele.

— Você sabe muitas delas. Devia cantar mais alto, quase não ouço. – Disse sorrindo.

— Eu não sou tão folgada assim. Tudo tem limite e você não merece isso. – Ela riu.

— O que devo fazer para merecer te ouvir? – Perguntou ele, descontraído.

— Acha que isso é prioridade Vip? Não, não. Estou poupando teus ouvidos.

— Por que não me deixa decidir? – Provocou ele, divertindo-se com sua expressão.

— Acha mesmo que eu vou começar a cantar alto no teu carro? Não sou tão boa.

— Sério?! Para mim, parece muito boa, olhando daqui. – Ele a percorreu com o olhar.

Alice sentiu todo seu corpo arrepiar e estremecer ao ouvir tais palavras. Ela o olhou, arqueando uma sobrancelha, sorrindo incrédula. Ele deu uma piscadela, sorrindo e voltando sua atenção para o trânsito, pois o sinal tinha aberto.

Ele havia aberto a porta do carro para ela descer e até lhe ofereceu o braço para que segurasse. Caminharam tranquilamente pelo shopping, ele comprou bombons recheados para comerem enquanto observavam as vitrines. Conversaram sobre as marcas que admiravam e as que consideravam brega. Alice perguntava-se qual era a possibilidade de existir outro como ele, que discorria até sobre moda e tinha toda paciência de olhar vitrines enquanto esperava pelo filme. Os homens não estavam acostumados com isso e sabia disso por experiências anteriores.

Alexandre a conduziu para o último andar quando estava próximo do horário, lhe comprou mais alguns doces na bomboniere, imprimiu os ingressos já comprados e quis também garantir o refrigerante e pipoca, mas ela dizia estar de dieta. Ele sabia que este não devia ser o verdadeiro motivo, pois não teria pedido massa e vinho no restaurante. O pensamento do real motivo de Alice, agitou Alexandre intimamente.

Enquanto a maioria das pessoas se amontoavam pelas portas das salas, eles foram até um canto discreto onde havia uma porta exclusiva para clientes Vip. Ela viu Alexandre apertar a mão do rapaz que lhes deu boas-vindas e discretamente passou duas notas aparentemente de alto valor. Perguntou-se o motivo daquilo. As poltronas eram grandes, espaçosas e confortáveis, a maioria delas em duplas. Era possível incliná-las da maneira que desejassem. Novamente Alexandre ofereceu o braço para que ela tivesse segurança em subir as escadas com seus saltos. Ela se conteve para não suspirar bem ali, ao admirar seu cavalheirismo sem fim. Subiram juntos até a última fileira de poltronas. A deles estava localizada no meio e apenas duas pessoas entraram na sala do cinema, sentando-se nas primeiras fileiras.

A luz se apagou e os trailers começaram. Alexandre saboreava uma balinha de maçã verde refrescante e Alice beliscava um chocolate. Ficaram sussurrando sobre inclinarem ou não as poltronas. Ela tinha receio de fazer isso, uma vez que estava de vestido. Alexandre tirou a jaqueta e colocou sobre as pernas dela, subindo mais uma vez em seu conceito. Os dois subiram a cadeira de forma que os pés ficassem no nível do corpo. Se entreolharam, rindo baixo como se fossem adolescentes. Em determinado momento do filme, ela lhe ofereceu um pouco de chocolate e ele a fez colocá-lo em sua boca. Alice inclinou-se na direção dele e esticou o braço para o alcançar. Ele fixou os olhos nos dela, enquanto devorava o pedaço oferecido, sua língua limpando o chocolate derretido que ficara nos dedos dela. Alice mordiscou o próprio lábio inferior, sem se dar conta disso até ver o sorriso atrevido dele.

Alexandre sussurrou, inclinando-se para mais perto dela “Chocolate e maçã verde combina muito bem.” Alice ainda com expressão de surpresa, perguntou “Sério?”. Rapidamente ele disse baixinho com sua voz grave e rouca ““Deixa-me te mostrar”, aproximando suas bocas, a segurando firme pela nuca, entrelaçando os cabelos loiros dela entre os dedos. Se beijaram lentamente, com intensidade.

Alice sentia o corpo amolecer, o coração disparar e tudo que desejava era que o beijo não acabasse. Eles mordiscavam os lábios um do outro, Alice levou uma mão até a nuca de Alexandre e arranhava-o suavemente com as pontas das unhas.

Ele havia pousado a mão sobre a coxa dela, por cima da jaqueta em seu colo. O gosto adocicado-cítrico estava presente no beijo, tornando-o ainda mais viciante. Quando ele pausou por um momento, notou que ela ofegava. Olharam em volta e nenhum sinal de funcionários do cinema ou outros casais por perto. Ele disse a ela “Por que não tira os saltos enquanto está sentada?”, mas ela não entendeu o motivo. Ele se ofereceu para ajudá-la e saindo de sua poltrona, ajoelhou-se diante dela, sendo ocultado pelas poltronas da frente. Alice arregalou os olhos, surpresa. Mas olhando em volta, notou que de fato não havia ninguém além do casal das primeiras fileiras que estavam se beijando.

Alexandre tirava os sapatos dela, aproveitando para acariciar suas pernas com suas mãos quentes e fortes, a deixando arrepiada. Ele distribuiu beijos por suas panturrilhas, subindo até os joelhos e coxas, tirando a jaqueta do colo dela. Alice cada vez mais ofegante, mal notara que estava tão entregue que sequer tentava o impedir. Segundos depois, a calcinha de Alice estava no bolso da jaqueta dele, sua poltrona estava inclinada para trás, as pernas para baixo e abertas, sentindo a mão de Alexandre entre elas, os beijos úmidos dele em suas coxas, subindo mais e mais.

Ele a puxou firme e gentilmente pela cintura para que escorregasse um pouco pela poltrona, subiu o vestido o suficiente para ser possível provar o gosto dela com a própria língua, fazendo-a estremecer e gemer baixinho. Ele usava os dedos para a massagear e a penetrava com a língua o mais fundo possível, movimentando dentro, até finalmente fazê-la derreter em sua boca. Alexandre sugava cada gota e limpava a bagunça que fizera, com a língua quente que sempre arrancava gemidos e suspiros de Alice. Os lábios dele eram habilidosos e a enlouquecia. Demorou se dar conta de que estava gemendo no cinema e algum funcionário poderia expulsá-los.

Ela ainda estava ofegante quando ele recompôs o vestido dela e colocou a jaqueta sobre seu colo novamente, voltando a seu lugar. Ele sorria, vitorioso. Alice lhe ofereceu um pedaço de chocolate e ele o pegou com os dentes, deixando derreter na língua. Naquele momento, deu-se conta de que Alice era mais doce. Decidiu que iria prová-la novamente, muito em breve. Ela se inclinou em sua direção e ele voltou a beijá-la demoradamente. Os gemidos manhosos dela durante os beijos, eram baixos e agitavam Alexandre. Ele sabia que era arriscado demais ir além do que tinha feito com Alice, enquanto estivessem no cinema. Sabia que o funcionário não iria aparecer para incomodá-los, pois já havia cuidado disso. No entanto, Alexandre se conhecia bem e seu desejo por Alice não seria saciado por uma “rapidinha” ali.

Muito esperto, Alexandre ao ver que ela o provocava tocando em sua calça e sentindo com a sua mão habilidosa o volume que se formava ali, usara a desculpa de não estar protegido naquele momento para lhe dar o que gostaria. Ela culpou-se por não ter levado nenhuma em sua bolsa. Ainda assim, ele aproveitou o escuro do cinema para abaixar o vestido tomara-que-caia de Alice, abocanhando-lhe os bicos enquanto a mão os apertava. Ele queria levá-la para um de seus apartamentos, de preferência o mais próximo dali. Não tinha certeza se ela estava pronta para ele.

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Comments

Jacaré

Jacaré

Agr sim começou as partes boas, bem quente, e começou surpreendendo, pegando ela no cinema

2025-02-13

1

Suzana Rodrigues pires

Suzana Rodrigues pires

ou ele vai ficar com à bianca ou à amanda eu acho né

2024-12-23

1

Jaildes Damasceno

Jaildes Damasceno

No escurinho do cinema se faz coisas mais picantes que vê o filme hein? kkkk

2025-03-10

0

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