Entrega Ao Amor

Sophie Blackwood

A noite caía serena sobre Blackwood Hall, com o céu pintado de um azul profundo salpicado de estrelas. Ainda estava no jardim, ao lado de Collin, quando ele se levantou, oferecendo sua mão.

– Venha, Sophie. Há algo mais que gostaria de lhe mostrar – disse ele, seu tom grave e suave ao mesmo tempo, como se quisesse guardar aquele momento apenas para nós dois.

Peguei sua mão sem hesitar. A sensação era reconfortante, como se aquele gesto trivial fosse a promessa de algo maior. Enquanto caminhávamos, percebi que o silêncio ao nosso redor não era desconfortável; era cheio de expectativas.

Collin me conduziu para dentro da casa, mas não seguimos para a sala de estar ou para os quartos principais. Em vez disso, ele abriu uma porta que eu não tinha notado antes, revelando uma escadaria estreita que parecia levar a uma torre.

– Onde estamos indo? – perguntei, curiosa.

– É uma surpresa – respondeu ele, lançando-me um sorriso que fez meu coração acelerar.

Quando alcançamos o topo da escada, ele empurrou uma porta pesada e revelou um cômodo pequeno, mas acolhedor. Havia uma lareira acesa, uma poltrona ao lado de uma estante de livros abarrotada, e uma janela ampla que oferecia uma vista espetacular do jardim iluminado pela luz da lua.

– Este é meu refúgio – explicou ele, ajudando-me a entrar. – Um lugar onde venho pensar, longe de tudo e de todos.

– É lindo – murmurei, encantada com o ambiente íntimo e aconchegante.

Collin se aproximou da janela, ficando de costas para mim. Ele parecia hesitante, como se quisesse dizer algo, mas não soubesse por onde começar.

– Sophie – começou ele, finalmente, virando-se para me encarar. – Há algo que preciso lhe perguntar, mas não quero que sinta pressão.

A intensidade em seus olhos fez minha respiração falhar.

– O que é, Collin? – perguntei, tentando parecer calma.

Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós.

– Você confia em mim?

A pergunta era simples, mas carregada de significados. Pensei na forma como ele havia mudado minha vida desde que nos conhecemos, na gentileza e cuidado que ele demonstrava, mesmo sem precisar.

– Sim, confio – respondi, minha voz firme.

Collin se aproximou ainda mais, até que estávamos a poucos centímetros de distância.

– Quero que saiba que nada do que faço ou digo é para pressioná-la. Mas eu... não consigo mais esconder como me sinto.

Minha respiração ficou presa enquanto ele levantava a mão para tocar meu rosto. Seus dedos acariciaram minha pele com uma delicadeza que me fez fechar os olhos.

– Sophie, você significa tudo para mim.

As palavras eram um sussurro, mas carregavam uma intensidade que me fez sentir como se o mundo ao nosso redor tivesse parado.

Quando abri os olhos, encontrei os dele fixos nos meus. Não havia dúvidas ali, apenas uma sinceridade tão avassaladora que me deixou sem palavras.

Eu não sabia o que dizer. Sabia apenas o que sentia, e isso parecia suficiente.

– Collin – comecei, minha voz trêmula. – Você mudou tudo. Minha vida, minha perspectiva... meu coração.

Ele inclinou-se para mais perto, seus lábios pairando sobre os meus, dando-me a chance de recuar, se quisesse. Mas eu não queria.

Quando nossos lábios se encontraram, foi como se uma chama se acendesse. O beijo era diferente do primeiro, mais intenso, mais cheio de desejo e promessa.

Senti suas mãos em minha cintura, me puxando para mais perto, e minhas mãos encontraram seu rosto, tocando com delicadeza a cicatriz que ele sempre escondia. Collin hesitou por um momento, mas não recuou.

– Você é perfeito para mim – sussurrei, minhas palavras mal audíveis entre os beijos.

Quando nos afastamos, nossos olhares estavam cheios de perguntas e respostas não ditas.

– Sophie, quero que esta noite seja especial para você – disse ele, sua voz baixa, quase rouca. – Mas só se você estiver pronta.

Olhei para ele, vendo não apenas um homem apaixonado, mas alguém que me respeitava e me via como igual.

– Estou pronta – respondi, minha voz firme, embora meu coração estivesse acelerado.

Ele me pegou pela mão e me conduziu para fora do refúgio. Descemos as escadas e seguimos para o quarto que agora compartilhávamos.

A noite estava envolta em uma atmosfera mágica enquanto Collin acendia velas pelo quarto, criando um ambiente suave e íntimo. Ele se aproximou de mim novamente, suas mãos encontrando meu rosto enquanto nossos lábios se uniam mais uma vez.

O resto da noite foi um mosaico de sensações, de toques delicados e palavras sussurradas. Pela primeira vez, senti-me completamente vulnerável, mas segura ao mesmo tempo. Collin me mostrou que o amor não era algo a ser temido, mas sim celebrado.

Quando acordei na manhã seguinte, o sol estava entrando pelas janelas, iluminando o quarto com uma luz dourada. Collin estava ao meu lado, já acordado, me observando com um sorriso tranquilo.

– Bom dia, minha duquesa – disse ele, sua voz carregada de carinho.

– Bom dia – respondi, sorrindo.

Havia uma paz entre nós que não precisava de palavras. Collin se inclinou e depositou um beijo suave em minha testa antes de se levantar.

– Tenho algo para organizar hoje, mas prometo que será outra surpresa agradável – disse ele, piscando antes de sair do quarto.

Fiquei ali por mais alguns minutos, sentindo-me mais feliz do que jamais havia me sentido.

Enquanto eu me vestia, não fazia ideia do que Collin estava tramando, mas sabia que, fosse o que fosse, ele faria com o coração. Havia algo nele que me fazia sentir que tudo era possível, e eu sabia que, juntos, enfrentaríamos o que quer que viesse pela frente.

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