O tempo passou rápido desde que Safira teve alta,com Isabella cuidando de cada detalhe e Gabriel visitando a menina todos os dias no hospital, a recuperação foi mais tranquila do que ela esperava o vínculo entre pai e filha cresceu naturalmente, mesmo que ainda sem rótulos claros pois Safira ainda não sabe de nada mas hoje seria diferente: o dia de revelar a verdade havia chegado.
Isabella observava Safira brincar no tapete da sala, rodeada de brinquedos, com um misto de nervosismo e determinação. "Chegou a hora", pensou,ela sentou no sofá e chamou a filha, que prontamente veio até ela com um sorriso curioso.
—Filha, preciso conversar com você sobre algo muito importante.—começou Isabella, segurando as mãozinhas pequenas da menina.
Safira, com sua doçura e inteligência precoce, inclinou a cabeça, curiosa.
—O que foi, mamãe?
—Você sabe que o Gabriel, aquele moço que ficou com você no hospital e que gosta muito de você?— Isabella respirou fundo, sentindo o peso do momento.— bem a mamãe não queria mentir pra você e decidi contar que ele é seu pai meu amor.
Os olhinhos de Safira se arregalaram de surpresa, mas não de confusão ou medo. Após um momento de silêncio, ela perguntou com uma simplicidade desarmante:
—E por que ele não ficou comigo antes? Ou até mesmo me procurou?
As perguntas apertaram o coração de Isabella, que sentiu as lágrimas ameaçarem cair.
— Vamos fazer assim eu vou ligar para ele e pedir para ele vir aqui,assim, vocês podem conversar, e agente vai te explicar tudo tá bem?
Safira assentiu, e Isabella pegou o telefone, ligando para Gabriel,que do outro lado da linha, ele atendeu rapidamente, e ao ouvir o pedido de Isabella, respondeu com determinação:
—Estou indo agora.
Pouco tempo depois, Gabriel chegou,assim que entrou na sala, encontrou Safira esperando no sofá, com um misto de curiosidade e expectativa no rosto, Isabella estava ao lado, mas ficou de pé, dando espaço para que pai e filha tivessem um momento mais íntimo.
Safira olhou diretamente para ele, mostrando uma seriedade incomum para sua idade.
—Por que você fugiu de mim, papai? você não me queria?
A pergunta o pegou de surpresa, e Gabriel respirou fundo antes de se ajoelhar diante dela, ficando na mesma altura.
—Eu nunca quis fugir de você, minha pequena,eu nem sabia que você existia até agora,e como eu não iria querer uma filha tão linda e esperta como você.
Safira franziu a testa, confusa, e olhou para Isabella, que se aproximou.
—O erro foi meu, Safira,— disse Isabella com honestidade, ajoelhando-se ao lado de Gabriel. —agente teve uns problemas de adulto no passado e isso fez com que eu nunca contasse para ele que você existia, mas eu fiz isso pensando que era o melhor para nós duas,não foi para tirar seu pai de você e nem para fazer mal a ele.
Safira ficou em silêncio por um momento, absorvendo as palavras. Então, olhou novamente para Gabriel e perguntou:
—Você vai ficar com a gente agora?
Gabriel sorriu, sentindo o peso do momento e da responsabilidade.
—Eu quero muito ficar com vocês. Quero ser o pai que você merece, e isso começa hoje.
A menina abriu um sorriso que derreteu os corações de ambos e correu para os braços de Gabriel, que a abraçou com força, sentindo pela primeira vez o amor puro e incondicional de ser pai.
—Agora eu tenho uma família, igual aos meus amigos.—disse Safira, com o rosto escondido no ombro de Gabriel.
Isabella sentiu as lágrimas deslizarem pelo rosto, mas dessa vez eram lágrimas de alívio e felicidade. Talvez, finalmente, as coisas estivessem começando a se encaixar.
Safira, com sua pureza e inocência, não demorou a fazer a pergunta que estava em sua mente.
—Então, vocês vão morar juntos agora?— Ela olhou para os dois com os olhos grandes e curiosos, como se tudo aquilo fosse uma simples mudança, sem maiores complicações.
Isabella e Gabriel trocaram um olhar surpreso, mas ao mesmo tempo tocado. Ambos estavam pensando no que isso significava para o futuro deles.
Gabriel, com um sorriso suave e cheio de carinho, se abaixou novamente até ficar no nível de Safira.
—Bom, nós estamos começando a nos conhecer novamente não é, pequena?— Ele pausou, procurando as palavras certas. —E sim, eu quero fazer parte da sua vida, mas morar todos juntos vai ser algo que vamos decidir com o tempo, quando você e sua mamãe se sentirem confortáveis.
Isabella, com o coração apertado, assentiu.
—É, filha... A gente ainda precisa conversar sobre muitas coisas. Mas o mais importante é que estamos aqui, e vamos construir algo juntos, pouco a pouco.
Safira, com a sinceridade que só as crianças têm, pensou por um instante e sorriu.
—Tudo bem. Mas eu quero que a gente more junto algum dia, porque eu adoro o papai Gabriel.
O jeito direto de Safira fez Isabella sorrir, apesar da ansiedade que sentia. Ela sabia que a filha estava ansiosa por uma família completa, mas a realidade de construir esse caminho com Gabriel exigia mais paciência.
Gabriel, com um olhar doce, respondeu:
—Eu também quero estar com você, Safira. E vou fazer de tudo para que vocês duas fiquem bem.
A conversa seguiu tranquila, mas uma certeza ficou no ar: o futuro deles seria repleto de novas decisões e desafios, mas agora, com uma coisa em comum: o desejo de estarem juntos.
Gabriel se levantou, dizendo que precisava ir, mas antes que pudesse dar um passo, Safira, com a voz baixa e olhar quase suplicante, o interrompeu.
—Você não pode ficar mais um pouco? Eu estou gostando de ter minha mãe e meu pai juntos aqui... é bom.—Ela falava com uma sinceridade que tocava profundamente o coração de ambos. O pequeno desejo de uma criança, o desejo de ver sua família reunida, sem complicações, sem barreiras.
Gabriel parou, sentindo o peso daquelas palavras. Ele olhou para Isabella, que também estava quieta, com uma expressão de carinho e uma ponta de dor, como se fosse difícil ver a filha tão sincera sobre o que ela queria.
Ele se aproximou novamente de Safira, se agachando à sua frente.
—Eu sei, pequena. E também estou gostando de passar tempo com vocês.—Ele deu um sorriso suave, mas havia um toque de tristeza em sua voz. —Mas as coisas não são tão simples. Eu quero que o tempo de vocês duas seja o melhor possível, e com isso, temos que tomar as decisões certas. Eu não vou desaparecer, pode ter certeza disso. Mas vou dar o tempo que vocês precisam para se acostumar com tudo, para se sentirem bem.
Isabella, que até aquele momento estava em silêncio, sentou-se ao lado de Safira, passando a mão em seus cabelos.
—Eu sei, meu amor. Vai dar tudo certo, mas o importante agora é que estamos juntos, e estamos cuidando de você. E o Gabriel vai estar por perto, a gente vai encontrar a maneira certa de tudo se encaixar.
Safira, parecendo um pouco decepcionada, mas ainda assim entendendo o que estava sendo dito, assentiu com a cabeça.
—Tá bom... Mas eu queria tanto que vocês ficassem todos os dias.
Gabriel olhou para a pequena e sorriu.
—Eu também, Safira. Eu também.
Ele ficou ali por mais alguns segundos, olhando para elas, antes de finalmente se levantar.
—Mas vou dar o meu melhor para que, no futuro, possamos estar mais próximos. Por agora, vou embora, mas sempre vou voltar para ver vocês.
Isabella deu-lhe um sorriso tímido, mas agradecido, enquanto Safira parecia aceitar a decisão com um suspiro, mas com o coração cheio de esperança para o futuro.
Enquanto Gabriel saia, a sensação de que algo estava começando a se transformar na vida de todos ficou no ar. O futuro, com todos os desafios que ele traria, ainda parecia distante, mas o desejo de fazer dar certo era forte, especialmente quando se tratava de uma família que, mesmo com os seus altos e baixos, começava a se unir de novo.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Dione Cabral
Eu acredito no amor ❤️ e tudo vai dar certo!
2024-12-02
1
Andréa Debossan
tomara que td dê certo
2025-01-22
1
Cléia Maria da Silva d Azevedo
A autora não falou mais da mãe, do pai e da Elena quê acolheu ela na Espanha. Fica faltando alguma coisa. E que fim levou a Larissa?
2025-02-20
2