Carlos passou a noite vagando pelas ruas, com o coração e a mente consumidos pela vergonha e pela raiva que sentia desde que soube da gravidez de Isabela,em sua visão turva, ele via flashes das promessas que um dia sonhou para a filha, agora desmoronando diante dele tentando abafar as emoções, Carlos recorreu à bebida, parando em um bar local e pedindo uma dose atrás da outra.
Foi no terceiro copo que Gabriel entrou, tentando esquecer os próprios problemas ao avistar Carlos, ele hesitou, mas, impulsionado pela curiosidade e também pelo respeito que sempre tive pelo pai de Isabela, decidiu se aproximar.
— Senhor Carlos... está tudo bem? — perguntou Gabriel, notando a expressão cansada e os olhos vermelhos do homem.
Carlos olhou para ele com um misto de desdém e tristeza.
— Ah, Gabriel... bem que você podia ter me poupado essa humilhação,eu confiei minha filha a você.— murmurou, com as palavras pesadas pela bebida.
Gabriel franziu o cenho, confuso.
— O que quer dizer com isso?
Carlos soltou uma risada amarga, passando a mão pelo rosto.
— Você não faz ideia, não é? A Isabela... aquela garota que você diz amar... Ela está grávida — declarou ele, as palavras saindo como uma confissão amarga e reveladora.
Gabriel sentiu o choque atravessar seu corpo Grávida? O coração disparou, mas a dúvida rapidamente tomou conta de sua mente após tudo o que aconteceu, ele mal podia acreditar,e tinha em sua mente que o filho poderia não ser dele já que ela tinha o traído.
— Grávida? — perguntou, a voz fria. — E como sabe que esse filho é meu? A Isabela pode ter se envolvido com qualquer um,já que ela me traiu.
Carlos o encarou com raiva.
— Está insinuando que minha filha é... — Carlos parou, os olhos estreitos, mas antes que pudesse continuar, Gabriel se levantou, ignorando o peso da bebida e da revelação ele se afastou, ainda processando o que acabara de ouvir.
A raiva e a desconfiança borbulhavam dentro dele depois da briga e das acusações que fez, ele queria, precisava de uma confirmação sem pensar duas vezes, ele saiu em direção à casa de Isabela.
Chegando lá, Gabriel bateu na porta com força, sua mente girando com as possibilidades,após alguns instantes, Fernanda apareceu na entrada, surpresa e ao mesmo tempo cautelosa ao vê-lo.
— Gabriel? O que está fazendo aqui a essa hora? — ela perguntou, com uma expressão séria.
— Preciso falar com a Isabela — respondeu ele, tentando controlar a fúria em sua voz.
Fernanda suspirou, mas antes que pudesse responder, Isabela surgiu atrás dela, o rosto ainda marcado pelo cansaço e a dor das últimas horas ao ver Gabriel ali, um misto de emoção e receio a dominou.
— Gabriel... o que você está fazendo aqui? Acho que você já me humilhou o bastante — falou ela, a voz baixa e cansada.
Ele olhou diretamente para ela, a raiva nos olhos.
— Preciso saber... Você está grávida, Isabela? Esse filho tem alguma chance de ser meu? — perguntou, a voz dura.
Isabela hesitou, mas não via motivo para esconder a verdade.
— Sim, estou mas já que você me acusa de traição qual a importância dessa criança ser sua ou não? Saiba que é minha e mais ninguém .— disse ela, a voz firme, mas os olhos carregados de mágoa.
A revelação parecia tê-lo atingido como um soco,ele passou a mão pelo cabelo, tentando processar tudo.
— E como posso saber que esse filho é meu? Ou de qualquer outro? — ele cuspiu, a acusação escapando antes que pudesse controlar.
O rosto de Isabela empalideceu, e Fernanda imediatamente se colocou ao lado dela, pronta para defendê-la.
— Como ousa falar isso? Você conhece minha filha muito bem,ela jamais seria capaz de algo assim— interrompeu Fernanda, furiosa. — Você a acusou sem provas, terminou com ela, e agora questiona a honra dela? Saia daqui, Gabriel se não for para apoiar minha filha, você não é bem-vindo,saia meu neto não precisa de você.
Gabriel hesitou, seu orgulho e a dor o impedindo de ceder ele olhou uma última vez para Isabela, sentindo um peso no peito, antes de dar meia-volta e sair sem uma palavra, a confusão dominando seus pensamentos.
Enquanto Gabriel se afastava da casa, Isabela sentiu a dor aumentar dentro de si, mas Fernanda a abraçou, garantindo que, apesar de tudo, ela estaria ao lado da filha para enfrentar essa batalha a noite estava longe de trazer paz, mas, juntas, elas sabiam que conseguiriam superar o que viesse a seguir.
O restante daquela noite foi tenso e silencioso, Isabela tentou segurar a dor e a mágoa causadas pelo confronto com Gabriel, mas tudo parecia ser demais a pressão emocional, o cansaço, e a tristeza começaram a pesar em seu corpo sua cabeça girava, e o coração parecia carregar um peso insuportável.
Foi quando começou a sentir uma dor intensa no abdômen seu rosto empalideceu, e uma sensação de desespero tomou conta de seu corpo,tentou se levantar, mas suas pernas tremiam Fernanda percebeu de imediato a mudança na expressão da filha e correu até ela.
— Isabela, você está bem? — perguntou Fernanda, já aflita.
— Mãe... está doendo... acho que... — disse ela, mal conseguindo falar.
Fernanda não esperou mais um segundo segurou Isabela e rapidamente a ajudou a chegar ao carro, dirigindo com urgência para o hospital durante o trajeto, ela segurou a mão da filha com força, sussurrando palavras de encorajamento, embora por dentro estivesse igualmente aterrorizada.
No Hospital...
Após serem levadas para uma sala de exames, a médica fez algumas perguntas e rapidamente avaliou a situação de Isabela após longos minutos de espera, ela retornou com uma expressão séria.
— Dona Fernanda, foi por muito pouco... A pressão emocional e o estresse causaram um impacto significativo, quase resultando na perda do bebê felizmente, conseguimos estabilizá-la mas ela precisará de repouso e de evitar situações de estresse daqui em diante.
Fernanda respirou fundo, aliviada, mas ao mesmo tempo sentiu-se determinada ela sabia que, se as coisas continuassem como estavam, Isabela enfrentaria mais sofrimento seria impossível mantê-la a salvo das fofocas, das acusações de Gabriel e da pressão do próprio pai foi nesse momento que uma ideia tomou forma em sua mente,ela fez uma ligação.
Quando voltaram para casa, ainda sob a escuridão da madrugada, Fernanda olhou para Isabela com a determinação de uma mãe que faria tudo por sua filha.
— Isabela, pela manhã você vai embora irá para outra cidade, um lugar onde poderá viver em paz e cuidar desse bebê sem todos ao seu redor questionando, acusando e julgando — disse Fernanda, a voz firme e cheia de compaixão.
Isabela a olhou, surpresa.
— Mas, mãe... e o pai? Como vamos explicar isso para todos?
Fernanda segurou o rosto da filha, enxugando uma lágrima que descia por sua bochecha.
— A todos que perguntarem, direi que você perdeu o bebê,se Gabriel, seu pai ou qualquer outra pessoa vier perguntar, terão essa resposta,você já terminou o ensino médio e pode estudar em outro lugar esse será o nosso segredo, Isabela e você vai poder recomeçar, longe de tudo isso com seu filho,vamos manter contato eu prometo.
A decisão de Fernanda era dolorosa, mas ao mesmo tempo a única saída que via para proteger Isabela e o futuro neto, Isabela, com o coração ainda machucado, sentiu um alívio misturado com a tristeza de deixar tudo para trás ela sabia que a mãe estava certa, que precisava dessa distância para começar de novo, mas ainda assim, o peso da despedida era esmagador.
Na manhã seguinte, com uma pequena mala em mãos e o coração apertado, Isabela se despediu da mãe o plano era mantido em segredo; apenas Fernanda sabia para onde a filha estava indo, e ela prometeu nunca revelar o paradeiro de Isabela.
— Vou sentir sua falta, mãe... Obrigada por tudo — disse Isabela, segurando a mãe em um abraço apertado.
— Eu estarei sempre com você, minha filha lute por essa nova vida faça dela o que você merece e lembre-se: você nunca está sozinha,apesar de não perdermos nós falar todos os dias eu sempre vou está com vocês.— respondeu Fernanda, a voz embargada, mas cheia de força.
Isabela partiu, com o coração partido, mas com a esperança de um recomeço enquanto a mãe voltava para casa, se preparava para encarar as perguntas inevitáveis que viriam, mantendo em segredo o verdadeiro destino de Isabela e protegendo a vida que ela agora carregava.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Eloi Silva
agora sim Isabela teve atitude e com a força da mãe ela vai erguer a cabeça e vencer ter o bebê e estudar e dar orgulho pra mãe que ajudou ela
2025-04-04
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Cristina Santos
Isabela apesar de jovem é determinada e com o apoio de sua mãe vai conseguir ter seu bebê e fazer sua faculdade .
2025-03-30
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Claudia Regina Klai
meu coração está apertado
que mãe maravilhosa
fez o que estava ao seu alcance p proteger a filha do bebê
2025-04-04
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