Ana Júlia…
Sou Ana Júlia Dias, tenho 23 anos, brasileira, solteira e formada em farmácia. Resido no morro do Vidigal, no Rio de Janeiro.
Tenho 1,68 de altura, branca, olhos castanhos escuros, cabelo liso na altura da cintura preto, magra com curvas marcantes.
Sou uma pessoa doce, reservada e introvertida.
Para mim, a doçura está nos pequenos gestos e nas palavras gentis que ofereço aos outros. Gosto de criar um ambiente acolhedor ao meu redor, onde as pessoas se sintam à vontade.
Sou naturalmente reservada, prefiro observar do que ser o centro das atenções. Em situações sociais, muitas vezes me sinto mais confortável ouvindo e absorvendo as conversas ao meu redor do que falando sobre mim mesma. Isso não significa que eu não tenha muito a dizer, só que valorizo a profundidade das conexões em vez da quantidade.
A introversão é parte de quem sou. Recarrego minhas energias em momentos de solitude, seja lendo um bom livro, escrevendo ou apenas contemplando a natureza. Para mim, esses momentos são essenciais e me trazem paz interior.
Embora possa parecer distante à primeira vista, aqueles que realmente me conhecem, sabem que tenho um coração acolhedor e uma mente cheia de pensamentos e sentimentos profundos. Estou sempre disposta a oferecer apoio e carinho aos que me cercam, mesmo que eu prefira fazer isso de maneira discreta.
Fui criada pela minha mãe, éramos melhores amigas, conversávamos sobre tudo, até ela conhecer o Cléber. Minha mãe entrou de cabeça nesse relacionamento, sempre se doando, enquanto ele a traía com tudo o que é mulher. A relação deles sempre foi um ciclo doentio, de brigas e reconciliações que me enojam. São alguns dos traumas que carrego, após presenciar tudo o que presenciei.
Sempre notei os olhares estranhos dele sobre mim, mas ignorava, até que um dia ele entrou no meu quarto, enquanto eu me trocava para ir para a escola. Cléber, me olhou diferente, me jogou na cama e rasgou toda a minha roupa, beijando meu corpo, parecia um animal. Antes de colocar aquela rola murcha em mim, a minha mãe chegou e ele mentiu, dizendo que o seduzi. Mesmo ouvindo os meus gritos de socorro quando entrou, preferiu acreditar nele.
Aquela que deveria ser a minha amiga, confidente para todas as horas, me expulsou de casa. Se fazendo de vítima, meu padrasto disse que não tinha necessidade de me expulsar de casa, então ele a convenceu a me deixar ficar. Mesmo não tendo onde ficar, eu juntei todas as minhas coisas e saí de casa, sem ter para onde ir. Tatiane e tia Malú, por sua vez, me convidaram para morar com elas. Tia Malú disse que onde moram duas, moram três. Desde então, ela tem sido uma amiga, protetora e mãe.
Nunca mais falei com a minha progenitora, mas aquele asqueroso ainda fica me vigiando. Várias vezes o vi próximo de casa, mas tia Malú o ameaçou.
No asfalto, quando o vejo, sempre peço um táxi para voltar para casa, não correrei o risco dele chegar perto de mim.
Eu consegui uma bolsa de estudos e fiz faculdade de farmácia, consegui um estágio e quando me formei, a dona da farmácia me deu o emprego por me conhecer e saber que sou de confiança.
Agora quero fazer faculdade de biomedicina, estou sempre em busca de complementar meus conhecimentos.
Minha chefe pediu para eu abrir a farmácia hoje e ficar até 13h da tarde.
Raramente trabalho aos domingos.
Acordei bem cedo, fiz a minha higiene, me troquei, tomei o café da manhã e desci o morro.
No meio do caminho, o Terror passou por mim, com uma loira linda na garupa de sua moto. Meu coração acelerou e, ao mesmo tempo, se entristeceu. Às vezes, me revolto por gostar tanto desse idiota. Ele é lindo, e sou apaixonada por ele desde os meus quinze anos. Tenho muito medo de ter a mesma sina que a minha mãe, ser dependente desse amor e me submeter aos mesmos tipos de coisas que ela.
Sou muito reservada e odeio que os homens me olhem da mesma forma que o Cléber, por isso uso roupas largas, que escondem o meu corpo. O Terror nunca olharia para uma garota como eu, e nem eu me aproximaria dele. Sei me colocar no meu lugar…
Desço o morro e fico no ponto de ônibus, aguardando.
Estava sozinha, mexendo em meu celular, quando uma moto para na minha frente. Quando levanto o olhar, meu coração erra as batidas, minhas pernas falham e borboletas voam no meu estômago.
— Sobe aí que te levo! É perigoso ficar aqui sozinha a essas horas! — diz Terror.
Fico totalmente sem reação.
— Anda garota! — diz me entregando um capacete.
Capacete que nem sei de onde arrumou, porque quando passaram perto de mim, os dois estavam sem.
— Tenho medo… nunca andei de moto!
— Segura firme em mim, não vou te deixar cair e vou devagar! Está indo para o trabalho?
— Sim! — respondo colocando o capacete.
Quando ia passar o endereço, ele diz que sabe onde trabalho.
Me pergunto como ele sabe onde trabalho.
Ele me ajuda a subir na moto, morrendo de vergonha e com meu coração quase saindo pela boca, seguro em sua cintura.
Não sei se foi impressão, mas assim que o toquei, seu corpo pareceu estremecer.
Meu olhar vai até o retrovisor e ele está me olhando de uma maneira intensa.
— Pronto? — pergunta, após pigarrear e desvia o olhar.
— Sim!
Ele dá uma arrancada brusca com a moto e segurei ainda mais firme em sua cintura.
Seguimos o caminho todo em silêncio e me senti tão bem estando em sua presença, que meu coração se aqueceu.
Hora ou outra, nosso olhar se encontrava pelo retrovisor.
Quando chegamos ao meu local de trabalho, desci, entreguei o capacete e agradeci pela carona.
— Que horas vai embora?
— Saio às 13h, mas…
Ele apenas assentiu com a cabeça e foi embora, dando uma arrancada com o veículo.
Eu estava em tempo de pular de alegria, essa foi a primeira vez que conversamos. Na verdade, a primeira vez que nos aproximamos.
...Saí dessa Anaju!...
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Atualizado até capítulo 129
Comments
Josigg Gomes Galdino
Se sabe, é porque estar interessado,😍 fica de olho nela, e só não se aproxima , porque sabe que ela é diferente, e acha que ela não se envolveria com bandido,por ser descente
2025-03-13
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Josigg Gomes Galdino
Parece que ele vai voltar, para lhe dar, outra carona, mais um sinal de que ele está interessado nela, agora eles vão ficar mais próximos
2025-03-13
1
Josigg Gomes Galdino
O primeiro sinal,de que ele já percebeu que ela existe e quis ser gentil com ela, logo vão ser amigos próximos e depois, só love
2025-03-13
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