Tatiane…
João Pedro fugiu daquela intensa troca de olhares que aconteceu entre nós.
E quando decido que tenho que ficar o mais longe possível dele, vem essa tempestade e me obriga a abraçá-lo com tanta força que pareço querer entrar nele.
Depois que me afastei, confesso que fiquei envergonhada, pois me dei conta de que havia quebrado o copo que estava nas minhas mãos. Tudo por esse medo bobo de raios e trovões.
Fomos até a sala e nos acomodamos no sofá.
— Depois desconte do meu salário o copo que quebrei…
— Claro que não, foi apenas um copo!
Abaixo a cabeça, olhando para a minha mão, sem graça.
— Está tudo bem, agora? — pergunta ele com a voz suave.
— Não… não muito — respondo, forçando um sorriso que não disfarçava o medo. — Odeio tempestades. Esses raios me deixam tão nervosa! Enquanto não terminar, não ficarei bem! Estou tão envergonhada!
Ele se levantou e caminhou até mim, sentou-se ao meu lado e pousou uma de suas mãos sobre as minhas.
— Olha, não precisa ter medo! Estou aqui com você, nada irá acontecer! — diz com sinceridade, com um olhar penetrante buscando me acalmar.
Olho para ele com um olhos grandes e expressivos, sentindo um misto de alívio e algo mais profundo que nos empurra um para o outro.
— Obrigada… é só que... parece que o céu está desabando! — digo, olhando pela janela e um relâmpago corta o céu, clareando toda a sala.
João Pedro riu suavemente, tentando quebrar a tensão.
— Prometo que não deixarei nada acontecer com você. E se precisar de um lugar seguro, pode ficar perto de mim!
Hesito por um momento antes de me aproximar dele, o calor do seu corpo me faz sentir mais protegida, não sei explicar.
— Você sempre diz isso para tranquilizar as mulheres? — pergunto baixinho.
— Não, é a primeira pessoa que faço isso! — dispara.
Sorrio discretamente, mas a intensidade do olhar dele me fez sentir algo mais profundo. É difícil ignorar a conexão entre nós nesse momento, é como se o mundo lá fora tivesse desaparecido e apenas nós dois estivéssemos aqui nessa sala.
— Me conta uma coisa… Onde gostaria de estar, se não estivesse aqui agora? — pergunta, na intenção de me fazer esquecer a chuva que caí lá fora.
Penso por um momento, enquanto outro trovão ressoa fortemente lá fora.
— Eu adoraria estar em um lugar ensolarado… talvez numa praia!
— Uma praia seria incrível! Faz tanto tempo que não vou a nenhuma, que nem sei mais como é! E depois, provavelmente acabaria na delegacia mesmo assim!
— Seu trabalho exige demais, não é?
— Sim, mesmo de folga, se precisarem, tenho que ir!
Solto um sorriso, imaginando-o na praia.
— O que foi?
— Você? Na praia? Acho que seria difícil te imaginar sem seu uniforme! Me acostumei a te ver nele…
Ele deixou escapar uma risada sincera e senti meu coração se aquecer com aquele momento.
— Mas todos precisam de descanso às vezes! — completa.
O som da tempestade parecia diminuir, enquanto compartilhávamos uma conversa tranquila.
— O que gostaria de fazer em vez de trabalhar, Tati? Se pudesse tirar umas boas férias, sem nenhuma preocupação!
— Bem… eu sempre sonhei em viajar pelo mundo… conhecer novas culturas! Mas talvez isso seja apenas um sonho distante!
Ele inclinou-se ligeiramente para frente, seus olhos fixaram-se nos meus.
— Deve acreditar nos seus sonhos, Tati! Tudo pode acontecer…
Sorrio timidamente, minhas inseguranças sendo momentaneamente dissipadas pela confiança que ele me transmitia naquele momento. Mas logo outro trovão soou alto e me encolhi novamente.
— Ai! Eu realmente odeio isso! — digo com uma pitada de desespero na voz.
Ele puxou-me rapidamente para mais perto dele, envolvendo-me em um abraço protetor. O cheiro do seu perfume misturado ao aroma do café que havia feito antes parecia criar uma bolha segura ao nosso redor.
— Respira fundo… estou aqui com você! — ele murmura em meu ouvido, me arrepiando toda.
— Obrigada por estar aqui comigo… você é realmente especial — sussurro quase sem querer.
… Fala sério, Tatiane! O que está dizendo?…
A tempestade continuava lá fora, mas dentro daquela sala aquecida pela luz suave da lâmpada e pelo calor do corpo dele junto ao meu, havia uma sensação de segurança surpreendente. Em meio ao barulho da chuva e dos trovões, estava começando a descobrir que o que está acontecendo aqui, pode me machucar e muito, se eu estiver me apaixonando por esse homem.
Ficamos conversando, os minutos foram passando e com eles a chuva também.
— Acho que agora posso ir embora… — digo, me afastando sem graça. — Mais uma vez, muito obrigada!
Nosso olhar se cruza profundamente, ele olha para os meus lábios, meu coração dispara e engulo em seco.
João Pedro, leva uma das mãos no meu rosto e acaricia.
Percebendo onde isso dará, rapidamente me coloco de pé.
— Com licença!
Vou até a cozinha e solto todo o ar que segurava em meus pulmões, enquanto seguro firme no balcão.
Ouço passos firmes, viro-me e a conexão entre nós é instantânea, nosso olhar se cruza com uma magnitude inexplicável.
Ele avança na minha direção, sem pensar duas vezes, se aproxima, me imprensado contra o balcão e une a sua boca na minha.
Quando nossos lábios se encontram, é como se o mundo ao redor desaparecesse, nossas bocas se movem lentamente.
Até que o beijo fica feroz, uma mistura perfeita de desejo, carinho e uma necessidade incontrolável. Pede passagem com a língua, assim que concedo, explora cada pedacinho da minha boca, degustando cada centímetro, como se fosse um doce.
As mãos dele deslizam pela minha cintura, enquanto me entrego completamente ao momento.
Com um movimento ágil, ele me levanta e me senta no balcão da cozinha. O toque frio do mármore contrasta com a temperatura que aumenta entre nós. O encaixe de nossas bocas é perfeito, nossas línguas dançam sincronizadas, nossos corações batem em ritmo alto e nossas peles se arrepiam.
O ar se fez necessário, se afasta e desce os beijos pelo meu pescoço, explorando cada centímetro da minha pele com sua boca quente. Arqueio o corpo para receber cada beijo, perdida em sensações que me fazem esquecer tudo ao redor e delirar, indo para outra dimensão.
… Porr@! Que beijo perfeito e gostoso que esse homem tem!…
Os sussurros de prazer escapam de meus lábios, enquanto ele continua sua jornada pela minha pele, e nesse instante, tudo é pura entrega. A química entre nós é inegável, e a cozinha se transforma em um refúgio acalorado.
Reviro os olhos, com todo o meu corpo queimando de desejo.
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Atualizado até capítulo 129
Comments
Josigg Gomes Galdino
Tatiane não pode se entregar pra ele, ela acredita no amor, e ele só quer curtir, transar sem compromisso, acho que alguém vai interromper, ou eles vão cair na real,e vão se afastar, ela vai embora,e vão ter o final de semana, para pensar no que fizeram
2025-03-13
1
Maria Medeiros
mais um soldado abatido vamos ver o que vai dar adoro ler estes livro cheio de emoção 💖💕
2024-12-10
5
Neusa Aparecida Leonço
kkkkkkkkk mais um soldado abatido, fogo 🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥 no parquinho
2024-11-26
2