Lia…
Essa semana voou, já faz quatro dias que estou aqui e não consegui invadir o sistema do FBI.
Hoje passei o dia na casa da minha tia Malu, passei o dia todinho com ela, foi muito divertido. A considero como uma mãe, amo estar com ela, conversar e ouvir as suas histórias.
Voltei para o hotel no final da tarde, preciso invadir esse sistema urgentemente.
Cheguei no hotel, fui para o meu quarto, tomei um banho e após o jantar, voltei a focar na minha missão.
Sento-me na cadeira determinada com os olhos e mentes focados na tela, sentada na mesa desordenada, cercada por papéis, canetas e uma xícara de café. Estou tensa, cheia de expectativa e ansiosa.
Respiro fundo, meus dedos dançam sobre o teclado com agilidade enquanto digito códigos complexos. Usando o sistema inteligente, que eu mesma desenvolvi, começo a trabalhar. As linhas de código se movem rapidamente na tela, como se estivessem vivas, enquanto observo ansiosamente o progresso da invasão.
Finalmente, após um momento que parece uma eternidade, a tela pisca e um sinal verde aparece:
“Acesso concedido.”
Confesso que fiquei surpresa e o meu coração disparou.
Um sorriso de satisfação surge em meu rosto, mas logo é substituído por uma expressão de seriedade. Navego pelas pastas digitais do FBI, meu coração acelerando a cada clique.
Conforme as informações começam a se desenrolar diante da minha pessoa, algo dentro de mim muda. O que inicialmente parecia ser uma vitória tecnológica, se transforma em uma realidade sombria. Leio sobre operações clandestinas, nomes de pessoas desaparecidas, dados alarmantes sobre redes de tráfico humano. Uma numeração fria e cruel. Cada linha revela histórias de vidas perdidas e destruídas.
Fico estática, paralisada pela gravidade da informação que estou descobrindo.
— Monstros cruéis! — resmungo de maxilar e punhos cerrados.
Meus olhos arregalam enquanto tento absorver cada detalhe. Algumas das vítimas, são meninas da minha idade, algumas que brinquei quando criança. Não é possível, várias vítimas são ex-moradoras do morro.
As palavras "tráfico humano", "exploração", "vítimas" ecoam na minha mente, como um pesadelo.
A tela reflete a minha expressão de horror e indignação, imagens fortíssimas.
Percebo que essa não é apenas uma missão, é uma luta pela justiça. O peso da responsabilidade caiu sobre os meus ombros naquele momento, enquanto me dou conta do que preciso fazer com essas informações.
Com um novo senso de urgência e determinação, levanto a cabeça e começo a planejar meus próximos passos, sabendo que o que descobri pode mudar tudo.
Lutarei para prender esses malditos, podem até não ter ligação com as minhas primas, mas ver garotas conhecidas da favela, mortas, outras sendo obrigadas a fazer o que não querem, me trouxe revolta e um senso ainda maior de fazer justiça.
O FBI deve ter entrado todo em alerta, pois, alguém tentava bloquear a minha invasão.
Então fiz uma cópia e passei para o pen drive.
Agora é questão de tempo, para virem atrás de mim.
Fecho o notebook, deito em minha cama e tento dormir, mas só me vem aquelas imagens horríveis na cabeça.
Quando amanheceu, me arrumei e segui para o morro.
Na barreira, já pergunto aos vapores do Greco, estou cheia de raiva. Eles dizem que ele está na boca, mas que não posso subir.
Reviro os olhos e subo indo direto para a boca, atrás daquele idiota.
… Não posso! Quem esses vapores pensam que são!…
Subo o morro pisando alto, carregando nas mãos algumas imagens que imprimi no caminho para cá.
Entro na boca surpreendendo a todos que ali estão, não olho em nada, apenas em Greco, que se coloca de pé espantado e com ódio.
— Pirou, Lia? Tu tá pensando o quê? Sabe que entrar na minha quebrada…
— Me poupe das suas ameaças!
Me aproximo e jogo as fotos sobre a sua mesa, nos olhávamos em confrontamento.
— Eu não, esperava algo, assim de você, Greco! — digo entre os dentes. — Juro que eu não esperava…
Seu olhar vai para as fotos, pega e as olha analisando uma por uma e seu olhar muda, escurece assim como um dia em tempestade.
Seu irmão, Terror, se posiciona ao lado dele e fica perplexo também.
— Que porr@ é essa? — pergunta ele entre os dentes.
— Essas são ex-moradoras da favela, algumas mortas, outras se prostituindo, vivendo uma vida desgraçada! Eu que te pergunto, que porr@ é essa, Greco! Você é o chefe da porr@ toda e se isso aconteceu, é porque está envolvido nisso! — desfiro um murro na mesa.
Ele me encara sério.
— Sou contra esse tipo de tráfico, sou contra estrupo… conhece muito bem as leis que eu… — diz, batendo no peito. — Criei, para proteger todos aqui! Essas meninas desapareceram do morro, tinha alguns vapores investigando, mas não encontraram nada, eu prometi aos familiares que as encontraria e quem fez isso, pagará caro! Muito caro!
— Eu não acredito em você!
— Tu acredita mesmo, que eu faria algo assim, após ter perdido a minha irmã dessa forma, Lia? Tu tá ligada, do que tá falando?
— Então prova, que não está envolvido nisso!
— Como?
— Me diz se o antigo dono do morro, estava envolvido com essa merda toda?
— Pode crê que tava e tenho provas!
Ele faz sinal para segui-lo, entramos num escritório cheio de papéis.
Ele pega uma pasta e joga em cima da mesa.
Fico horrorizada com tudo o que leio lá e isso me dá mais pistas sobre o que realmente aconteceu com a minha tia.
— Não posso acreditar que…
— É isso mesmo e aí também você pode ver o que fiz com esse crápula, quando o matei!
— E essa mulher? — pergunta, pegando uma foto.
— Essa enlouqueceu, está internada num manicômio, por isso não a matei! Era uma médica, marmita dele!
— Quero ir até lá! Essa mulher pode ter pistas de algo que estou investigando!
— Tu tá de sacanagem?
— Não é investigação da polícia, é algo pessoal, relacionado à tia Malu e talvez sobre o desaparecimento dessas garotas!
Ele então concorda e combinamos de ir amanhã ver essa asquerosa.
Saio da boca e algumas vizinhas da minha tia, me olham de cima a baixo.
— O que estão olhando, bando de velhas fofoqueiras? Vão cuidar da vida, de vocês, eu hein!
Vou para a casa da minha tia e ela já estava sabendo, que estive na boca.
Ela já chega puxando a minha orelha e me dando um sermão daqueles. A tia é a única que respeito, abaixo a cabeça e ouço o seu sermão.
… Aquelas velhas fofoqueiras, me pagam!…
Passo o dia por aqui mesmo, com a minha tia.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 129
Comments
Josigg Gomes Galdino
Como eu imaginava, Lia vai se unir ao Grego,(porque eu tenho certeza, que Grego não faz isso)para investigar e descobrir,quem é o monstro que está traficando,e sequestrando essas pessoas e crianças,com certeza as filhas da Malu, foram sequestradas e vendidas , e devem estar em outro país
2025-03-13
1
Josigg Gomes Galdino
Só pode ser a médica que fez o parto da Malu, para ter assinado um atestado de óbito,escrito que foi uma doença contagiosa, e no arquivo do hospital,ter só uma criança no histórico da Malu,deve ter mais alguém do hospital envolvido
2025-03-13
1
Josigg Gomes Galdino
Agora eles vão se unir para investigar, e vão ficar mais próximos, e com o tempo, vão se apaixonar, e com certeza alguém do hospital está envolvido, médico (a) ,ou enfermeira (o), essa história das bebês, terem morrido com uma doença contagiosa , era muito estranha, acho que o pai das bebês, podem ter descoberto algo e foi morto ou ameaçado e para proteger a sua esposa e filha, se mato*
2025-03-13
1