João Pedro…
Tatiane é uma garota surpreendente, assim como a minha mãe comentou comigo.
Quando pensei que ela poderia se insinuar para mim, ela ficou toda corada e saiu com o rosto coberto com as mãos do meu quarto, para não me ver de toalha.
Sou muito objetivo, a garota me deixou inquieto, não sei explicar. Além de linda, tem um corpo exuberante e um olhar forte e intenso, que me faria mergulhar fácil neles.
Logo que terminei de me arrumar para o trabalho, da escada já sentia o cheiro do café envolvendo todo o ambiente.
Ela arrumava as coisas na mesa quando cheguei. Eu não gosto que me chamem pelo meu nome, só pelo apelido, mas queria ouvir meu nome em sua boquinha e foi como música para os meus ouvidos… até me arrepiei.
Fui para o trabalho, querendo ficar em casa.
Logo que chego, vou para a área de treinamento, onde já encontro alguns membros da minha equipe.
Começamos com um aquecimento, alongamentos e corridas leves. Lidero a equipe, incentivando-os a dar o melhor de si. A energia é contagiante, enquanto eles realizam uma série de exercícios físicos, como flexões e abdominais.
Após o aquecimento...
Todos estão reunidos em uma área designada para a reunião de formação matinal. Assumo a liderança da formação, revisando as ordens do dia. Falo sobre as missões programadas, os objetivos e os desafios esperados. A atmosfera é de seriedade, mas também de camaradagem, encorajo meus soldados a fazer perguntas e expressar preocupações.
Com as instruções dadas, a equipe se desloca para o campo de treinamento. Eles passam por simulações de combate em equipe, praticando manobras táticas e estratégias ataque/defesa. Observo atentamente cada movimento, corrigindo posturas e técnicas quando necessário.
Após o treinamento intenso, vou até o meu escritório da unidade. Sento em minha mesa cercado por documentos e planilhas. É hora de lidar com relatórios, revisar avaliações de desempenho dos soldados e preparar materiais para uma apresentação sobre as operações recentes que serão realizadas.
Hora ou outra, o olhar daquela garota vem na minha mente. Quando me dou conta, estou rindo da situação de mais cedo.
O horário do almoço chega rapidamente, ligo meu celular para verificar as câmeras da casa e ela não comprou a marmita para almoçar. Me senti contrariado e incomodado, por ela não pedir a comida.
Me juntei aos meus colegas no refeitório, risadas e histórias são compartilhadas enquanto recarregamos as nossas energias para a tarde que vem pela frente.
De volta ao trabalho, realizo reuniões individuais com alguns soldados para dar feedback sobre seu desempenho durante os treinos. Também escuto atentamente suas preocupações e ofereço conselhos práticos sobre como melhorar suas habilidades.
O dia continua com mais sessões de treinamento especializado, hoje é dia de simulação de resgate em situações adversas. Participo ativamente das atividades, demonstrando as técnicas que aprendi ao longo da minha caminhada.
Com o dia chegando ao fim, começo a planejar as atividades do dia seguinte. Organizo equipamentos que serão necessários para os treinos futuros e revisei as ordens recebidas dos meus superiores.
E finalmente, após um longo dia repleto de atividades físicas e administrativas, me despeço de todos e me dirijo para a minha casa.
Abro o portão, utilizando o controle, e vejo Tatiane, toda linda com sua roupa casual, saindo da minha casa.
Olho no relógio e são 18h40min.
— O que ainda faz aqui? — pergunto, assim que ela se aproxima do meu carro.
— Como sei que não gosta de bagunça, fiquei para guardar as compras do mercado e acabou ficando tarde!
— Entre, eu te levo!
— Não se preocupe, eu vou de ônibus!
— Ficou maluca, que vou te deixar sozinha a essas horas num ponto de ônibus? Entre de uma vez!
Ela nega com a cabeça, sem jeito.
— Moro numa favela, se me virem chegando com um policial, posso ter problemas e o senhor também!
— Não tenho medo desses meliantes, mas se vai te deixar mais segura, te deixo próxima do morro, aonde ninguém vai te ver comigo!
Ela pensa por breves segundos e acaba concordando.
Ela entra no carro e, com toda sua delicadeza, fecha a porta e coloca o cinto.
Mantinha seus olhos fixos do lado de fora da janela, enquanto apertava uma mão na outra. Eu não conseguia controlar e, hora ou outra, admirava a sua beleza.
— Faz tempo que mora no morro? — pergunto, quebrando o silêncio.
— Desde que eu era um bebê!
— Gosta de morar lá?
— Tirando às vezes que tem confronto com a polícia e vários inocentes morrem, eu gosto, mas preferia morar em outro lugar, mas a minha mãe não quer sair de lá!
— Por quê? — pergunto curioso.
— Não sei ao certo, mas acredito que se acostumou…
Ficamos em silêncio até chegarmos à barreira do morro, ela ficou desesperada.
— Não se preocupe, não podem nos ver, pule para o banco de trás e finja que é um Uber!
Ela faz o que mando, pelo retrovisor, vejo que está apreensiva.
— Você não fez nenhuma faculdade, Tatiane? — pergunto, para relaxar.
Estaciono o carro na esquina, antes de chegar próximo à barreira.
— Sim, administração!
— Por que não exerce? — pergunto olhando para trás, especificamente para aqueles belos olhos.
— Digamos que sua mãe foi a única que teve bom coração, para dar emprego a uma favelada! — lamenta, com tristeza.
Ela abre a porta do carro, agradece e segue para a barreira quase que correndo.
Dou ré no carro e, ao invés de voltar para casa, ligo para alguns colegas e para Lia. Precisava relaxar um pouco e esquecer esses sentimentos estranhos.
Ver a tristeza em seu olhar me fez querer deitá-la em meu colo e dar consolo. Tive vontade de cuidar dela, protegê-la.
Isso não é normal!
Chego no bar que combinei com meus colegas e, entre uma dose e outra, conversávamos. Logo Lia chegou, me convidou para dançar, mas não estava a fim.
Ela foi até o banheiro e eu fui atrás. Quando saía, empurrei de volta e tomei a sua boca num beijo violento.
Beijava a sua boca com desespero, buscava algo que ela não estava conseguindo me dar. Meu membro não deu sinal de vida, ela tirou ele das calças, massageou, mas nada.
Fiquei em pânico e Lia começou a dar risadas.
— Que foi p@rr@? Eu não brochei… tá ouvindo?
— Desculpa, mas não aguentei! — diz segurando o riso.
Insisto, tentando beijar seu pescoço, mas ela me empurra.
— Para, JP! Não vai rolar! Quer me dizer o que está acontecendo?
Me afasto dela, ajeito as minhas roupas e respiro fundo.
— Eu não sei o que está acontecendo comigo!
— Pra mim, isso tem cheiro de paixão no ar! Conheceu alguém? Vai lá, me diz, sou sua amiga…
— Esquece isso!
Saio do banheiro apressado, me despeço de todos e vou para casa.
Não faço ideia do que aconteceu e o motivo daquela garota não sair dos meus pensamentos!
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Atualizado até capítulo 129
Comments
Josigg Gomes Galdino
Amiga com benefícios.
Acho bom,que o amiguinho do JP, não quer levantar, já que tem homens, que ficam com outras mulheres, mesmo amando outra, (já li muito isso em outras histórias) fica com outras,só para (esquecer a amada)
2025-03-13
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Josigg Gomes Galdino
Ficou contrariado, que homem mimado, tenho certeza que ele vai tentar ficar com Lia de novo, só para esquecer a Tati,e não vai conseguir levantar, atitude de homens cafajestes,escrotos , idiotas, estúpidos, e sem noção
2025-03-13
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Josigg Gomes Galdino
Eu sabia que o JP ia tentar ficar com Lia de novo, para esquecer,o que está sentindo pela Tati,se fosse pelo menos, outra mulher, mais é a Lia, prima irmã da Tati, é tão nojento e bizarro
2025-03-13
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