Tatiane…
Acordo, faço a minha higiene, me troco e desço para preparar o café da manhã. No entanto, Anaju e minha mãe já haviam preparado tudo.
— Bom dia!
Nos cumprimentamos com um beijo e um abraço.
— Como a senhora está, mamãe?
— Estou bem, minha filha! Não se preocupe comigo!
Tomei café rapidamente, terminei de me arrumar e segui com Ana Júlia para o asfalto.
O irmão de Greco passou por nós de moto e minha amiga ficou suspirando.
— Por que não chega nele de uma vez, amiga? — digo, a retirando de seus devaneios e fica séria.
— E... Eu não! Não saberia nem o que falar com esse homem lindo! Olha pra mim, amiga, o Terror nunca me olhará, do jeito que olho para ele!
— Então esqueci esse sujeito, porque se ele não enxerga a mulher linda que você é, não passa de um babaca, cego e imbecil!
— Ele está acostumado com essas marmitas por aqui, mas tenho certeza de que se um dia eu beijar aquela boca, ele nunca mais vai querer mulher nenhuma! — diz divertida e eu gargalho. — Brincadeira, amiga!
Passamos pelos meninos da barreira, cumprimentamos e seguimos para o centro.
Ana Júlia é formada em farmácia, graças a minha antiga chefe, ela conseguiu um emprego numa farmácia no centro da cidade e está juntando dinheiro para fazer faculdade de biomedicina.
Nos despedimos, ela vai para a farmácia e eu vou para a casa do meu novo chefe.
Espero que dê tudo certo, preciso muito desse emprego.
Tento despistar o vapor que me segue por todos os lados que vou a mando do Greco, pego o ônibus e sigo para o meu trabalho.
Entro na casa, usando as chaves que dona Márcia deixou comigo ontem.
Entro na cozinha e vejo na pia o copo do liquidificador e um copo de vidro.
… Ele já deve ter ido trabalhar!…
Vou até o quartinho de empregada que tem ao lado da área de serviço e sobre a cama tem um uniforme e ao lado uma folha com algumas instruções, dentre elas, o cardápio e algumas das coisas que o homem não come.
Coloco o uniforme, prendo meu cabelo num coque bem feito e sigo para o andar de cima com o balde, produtos de limpeza, vassoura e rodo.
Entro no quarto e não sei nem por onde começar, então começo a arrumar a cama.
Estava distraída, quando ouço um pigarreio atrás de mim, levo um susto e viro de frente para ele.
Não posso acreditar no que os meus olhos veem, é o policial do outro dia.
Quando me dou conta, ele está só de toalha, meu rosto cora e viro para o lado, pedindo desculpas.
— Está tudo bem… não tinha como saber!
Saio do quarto olhando por uma pequena abertura entre os meus dedos e fecho a porta.
Solto todo o ar que segurava em meus pulmões e sinto todo o sangue da minha cabeça se juntar na minha bochecha que queima de vergonha.
… Droga! Droga! Droga! Sou uma idiota, devia ter batido na porta, mas estava tudo tão quieto… como imaginaria!…
Desço quase que correndo e preparo o café, pois não quero mais problemas.
Enquanto passo o café, arrumo a mesa na sala de estar, com o que encontrei na geladeira.
Terminava de colocar tudo, quando ele chegou, todo lindo e cheiroso.
Não posso negar, esse homem é tão lindo, cheiroso e tem uma postura tão imponente que fiquei de pernas bambas.
— Senhor… eu queria me desculpar! Se soubesse que estaria…
— Está tudo bem, da próxima vez bata, para a sua própria segurança! — diz, se acomodando na cadeira.
Arregalei os olhos confusa.
… O que ele quis dizer, com isso?…
Balanço a cabeça, afastando meus pensamentos.
— Pare de me chamar de senhor! Senhor, está no céu, me chame de João Pedro!
Estranhei, pois sua mãe havia me dito que ele não gosta que ninguém o chame pelo nome.
— Sim, sen... João Pedro! — corrijo.
— E você?
— Eu o quê? — ingado.
— Seu nome!
… Aí que burra!…
— Tatiane, senhor! — respondo sem jeito.
Peço licença, me retiro e o deixo tomar seu café tranquilamente.
Ele tem uma boquinha tão linda, olhos penetrantes…
… Já chega, Tati, ele é o seu chefe, um policial… Se coloque no seu lugar!…
Guardava algumas coisas nos armários, quando ele entra na cozinha.
— Como deve ter visto, quase não tem mantimentos nos armários e na geladeira, vou deixar esse cartão aqui… — diz, colocando em cima da mesa, com um papel. — Tem algumas coisas que preciso, anotadas aqui e você vê o que mais precisa na casa e compre tudo o que estiver faltando!
— Ok!
— Eu não venho para o almoço hoje, compre uma quentinha para você! Pode usar o cartão!
Apenas assenti com a cabeça.
— Tenha um bom dia!
— Igualmente para o senhor! — digo e ele franzi a testa.
Ele vai embora e eu prossigo com o meu trabalho, mais tranquila.
Volto para o seu quarto, termino de arrumar a sua cama e não mentirei, eu cheirei aquele travesseiro e fiquei inebriada e minha pele se arrepiou toda.
Levei as suas malas para o closet e comecei a organizar suas camisas, calças, camisetas, sapatos, meias, gravata, cuecas…
A todo momento, aquela maldita porta, escrita “proibido abrir”, parecia me chamar.
Terminei de organizar as suas coisas, já era quase hora do almoço.
Desci e, enquanto preparava um macarrão para eu almoçar, limpava os armários.
Fiz um macarrão, alho e óleo. Assim que terminei de comer, voltei para o andar de cima. Lavei o banheiro do quarto do João Pedro, limpei toda a suíte e, quando terminei o andar de cima, fui para a área externa.
Guardei todas as coisas, fui até o quartinho, me troquei e fui até o supermercado, para não ficar tarde.
Comprei tudo o que estava precisando, pedi para entregarem e voltei para a sua casa.
As horas voaram, dará tempo só de guardar as coisas. Espero não perder o ônibus, pois, o outro passa bem tarde e tenho medo de ficar muito tempo sozinha no ponto de ônibus.
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Atualizado até capítulo 129
Comments
joana Almeida lima
Melhor que ele não te olhe mesmo garota, procura coisa melhor que esse povo tem vida curta e tu pode acabar indo junto.
2025-01-29
0
Rosângela Pereira
Será que o pai vendeu as filhas e depois se arrependeu mais não tinha como voltar atrás ficou tão amargurado que se entregou a bebida e ao suicídio pode ser né?
2025-01-17
1
Ana Maria Sá
vai lá Taty, abre essa porta pra vermos o que tem dentro 🤭🤭🤭
2025-02-25
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