Tatiane…
Mesmo com todas as emoções de ontem, após o almoço, tivemos um restante de dia maravilhoso. Rimos muito relembrando o passado e minha mãe nos contou um pouco da sua história com o nosso pai. Às vezes, sonho em ter um amor assim, porém, do jeito que o mundo está, não é fácil isso acontecer.
Lia, ouvia tudo atentamente, com aquela cara de investigadora. Conheço muito bem a minha prima e não desistirá, enquanto não descobrir a verdade.
Confesso, que a possibilidade das minhas irmãs estarem vivas, me deixou inquieta e ansiosa.
Lia dormiu por aqui mesmo, no quarto com a minha mãe.
Confesso, que essa noite sonhei com aquele policial gato. O homem é muito lindo, tem um olhar sexy que me deixou de pernas bambas.
Acordei bem cedo, fiz a minha higiene pessoal, me troquei e desci para preparar o café da manhã.
Enquanto passava o café, fui colocando a mesa.
— Bom dia, priminha linda! — diz Lia, entrando na cozinha.
Me cumprimenta com um beijo e um abraço.
— Bom dia, meu amor! Dormiu bem?
— Não! Odeio dormir longe da minha cama…
Sorrio dela.
— Pra onde vai tão cedo? — pergunta sentando-se na mesa.
— Para uma entrevista de emprego!
— Sério? E é na sua área?
— Infelizmente não! Ninguém quer dar oportunidade para uma favelada!
— Aff, bando de preconceituosos do c@r@lho! Por que você, tia Malu e Anaju não vem morar comigo?
— Sabe que a minha mãe não quer sair daqui!
— O que prende a tia aqui? Não entendo…
— Viveu muitos anos aqui e se acostumou! Acho que esse é o motivo...
Tomamos café conversando, logo a minha mãe e Anaju se juntaram a nós.
Após o café, eu e Lia descemos o morro conversando sobre o caso das minhas irmãs. Ela prometeu que vai me manter informada sobre tudo.
Pegamos um táxi, me deixaram em frente a casa que o homem mora e prosseguiram para o hotel, que Lia está hospedada.
O bairro aqui é bem tranquilo, tem várias casas chiques.
Paro em frente a casa e toco o interfone…
— Pode entrar! — diz uma voz conhecida.
O portão se abre e entro.
Passo pelo lindo jardim e já tenho a visão da porta principal e um rosto conhecido saí de lá sorrindo.
— Como está, minha querida? — pergunta se aproximando e beija o meu rosto.
— Estou bem e a senhora?
— Muito bem! Passar esse tempo viajando me fez muito bem!
— Fez mesmo, está ainda mais linda!
— Sempre tão simpática! Venha, entre!
Entramos com ela contando sobre suas viagens.
Nos acomodamos no sofá…
— Vou voltar a morar no Rio, daqui a algumas semanas, mas quero que você trabalhe aqui com o meu filho! Tati, eu te adianto que meu filho não é um homem fácil, ele é perfeccionista e tem as suas manias de organização, além de ser grosseiro às vezes! Por te conhecer bem, sei que é a pessoa ideal para esse trabalho!
Ela me fala sobre o pagamento e ganharei bem mais que antes, com benefícios a mais.
— Pensei que ele estaria aqui para fazer a entrevista!
— Hoje foi o seu primeiro dia no departamento de polícia e, por isso não pôde estar aqui, por isso aproveitei estarmos próximos do Brasil e dei um pulinho aqui para resolver tudo! Sabe como são os homens né, não esquentam com nada!
Apenas sorrio, pois nunca tive convivência com nenhum homem para saber.
— Venha, vou te mostrar tudo por aqui, porque hoje a noite já volto para junto do meu marido!
Fomos para o andar de cima, as suas coisas continuam fora do lugar, mas mesmo assim, não tem nada bagunçado. Ela me explicou como seu filho gosta que arrume o closet, a sua cama e os seus pertences no banheiro. Nunca havia visto tantos perfumes, desodorantes, cremes e roupas na minha vida. Ele tem mais pertences do que sua mãe que é mulher e seu pai juntos.
A mulher me explicou que na casa tem câmeras espalhadas por todos os lados e para eu não me assustar, caso encontre alguma arma.
O closet dele é imenso, em uma das portas, sua mãe me disse para nunca abrir, ordens do seu filho.
Eu já comentei que sou curiosa? Pois, bem sou e muito. Ela não devia ter dito isso para uma curiosa. No entanto, tenho que conter a minha curiosidade, para não perder o meu emprego.
O quarto do tal João Pedro é o maior de todos, depois tem dois quartos de hóspedes, no andar debaixo, cozinha, sala, sala de estar, escritório, área de serviço e a casa da piscina.
Quando ela terminou de me explicar tudo, pediu para eu preparar o almoço hoje e amanhã começo o trabalho.
Na dispensa e geladeira, havia poucas coisas, então preparei um macarrão a carbonara, sei que é o preferido de dona Márcia.
Assim que terminei, coloquei a mesa, me despedi dela e fui embora.
Eu não gosto de ficar parada e não tenho corpo mole para nenhum tipo de serviço, sendo honesto encaro mesmo.
Pego o ônibus e volto para o morro de ônibus.
Assim que passei pela barreira, cumprimentei os vapores e uma moto parou ao meu lado.
— Sobe aí gatinha!
— Nem sobre tortura, Greco!
— Que isso, mano, mó desfeita com o chefe aqui!
Reviro os olhos e continuo andando.
— Para de ficar me esculachando, Tati! Sou gamado na tua, mas sempre te respeitei!
— Eu não vou subir na sua moto, porque não quero ficar falada como marmita de bandido!
— Você tem lugar de fiel na minha vida e geral aqui sabe disso!
— Te agradeço pela carona, mas vou sumir a pé, mesmo!
Ele acelera a moto e saí cantando pneu, todo irritado.
Greco é uma pessoa de bom coração, protege todos aqui no morro com garra e determinação, mas não faz o estilo de homem que quero para a minha vida. Ele é um homem lindo, todas as mulheres o querem, mas eu nunca senti nada por ele, nem mesmo atração.
Chego em casa, minha mãe e Anaju estão almoçando.
Deixo um beijo na testa delas e aproveito para almoçar também.
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Atualizado até capítulo 129
Comments
Josigg Gomes Galdino
Se Malú não quer sair do morro, como é que Tati quer ter um ótimo trabalho, como ela vai conseguir vencer e trabalhar,no que gosta,se está presa a mãe e a sua teimosia
2025-03-12
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Josigg Gomes Galdino
Vai trabalhar para JP, que é o mesmo policial que ela viu , passando no morro
2025-03-12
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Josigg Gomes Galdino
Com certeza vai querer ver o que tem atrás da porta 🚪
2025-03-12
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