Capítulo 9

Alyssa cumprimentou Carmen e sentou-se, o garçom trouxe o cardápio e elas pediram os seus pratos.

— O que está acontecendo? — Carmen pergunta curiosa, pois, Alyssa ainda olhava para fora.

— Não vai me analisar, não aqui. 

— Força do hábito, me desculpe, mais me conta, o que houve, estou te achando inquieta.

— Eu não sei.

— Pode me contar, não vou julgá-la!

— Eu nunca, eu juro, nunca desejei outro homem se não o Harry, faz pouco mais de seis meses que ele se foi e eu… — Alyssa faz uma pausa.

— Conheceu alguém? 

— Quase isso, é só que… é como se eu visse o Harry nesse homem, entende, são pequenos detalhes, mas é como se ele estivesse lá de alguma forma. 

— Alyssa…

— Eu sei que pode parecer loucura, sei que existem pessoas com gostos semelhantes, mas é diferente, eu não sei como explicar isso.

— Sei que continua de luto, mais não se apague em detalhes, não procure motivos para se prender a alguém ou algo, só por que é parecido com o que o Harry fazia pu gostava.

— Você tem razão. — Alyssa fala e a refeição delas são servidas 

— Bom, vamos mudar de assunto, então, próximo sábado terá uma festa na casa de um conhecido, a irmã dele já é minha paciente há alguns anos, perguntei a ele se poderia levar uma amiga e ele concordou.

— Eu não sei, acho que não é uma boa ideia.

— Por favor, Alyssa, eu tenho condições não posso reclamar, mais não nasci rica e gente rica me deixam num tédio, eu só vou por que é aniversário da minha paciente, e ela pediu para o irmão me mandar o convite, vamos comigo por favor! 

— Eu vou, mais quero saber por que não perguntou a ela se eu poderia ir, ela que é a aniversariante! 

— Não falo sobre os meus pacientes, não é ético, só posso dizer que ela não tem celular, por isso o irmão dela me mandou o convite.

— Não vamos mais falar de trabalho, e eu vou com você, só me fale o que devo vestir.

— Começará às dezoito horas, use algo bonito e elegante.

— Ok.

Após a refeição, pedem sobremesa e conversam por mais algumas horas, Carmen leva Alyssa para casa e acaba ficando para o jantar, a dona Rejane vai até a casa da rival e a risada é garantida. Eles se divertem muito e todos acabam comendo juntos.

Carmen se despede e agradece pelo dia, Alyssa toma um banho e vai até a sua bolsa, ela procura pelo seu telefone celular mais não acha.

Ela começa a pensar aonde o deixou e lembra de coloca-ló no bolso da calça.

— Mãe, pode me emprestar o seu telefone celular. 

— E onde está o seu? 

— Não sei, vou ligar para saber se o deixei na empresa ou perdi em outro lugar.

Ela pega o aparelho, retorna para o seu quarto e liga para o número dela, chama por algum tempo e alguém atende.

— Oi.

— Oi, é você Alyssa? — Nolan pergunta mesmo sabendo que era ela.

— Então está com o senhor, o meu aparelho, acho que deixei cair do bolso da minha calça.

— É, eu só percebi quando cheguei em casa, ia te ligar mais não sabia como, fui até o restaurante quando consegui, mais você já tinha saído.

— Tudo bem, pelo menos eu não o perdi. Pode guardá-lo para mim, pego na segunda-feira.

— Posso ir deixá-lo na sua casa se quiser.

— Não, não, eu o pego na segunda-feira. Agora eu preciso ir.

— Tudo bem! Boa noite Alyssa. 

— Boa noite senhor Nolan.

Alyssa se arrumou e foi com os pais vender os lanches no trailer da família, ela precisava ocupar a mente.

Nolan, por outro lado, aceitou o convite de Evan e saiu para uma boate, levou a sua noiva é claro, ele só foi mesmo para não ter que ficar mais um fim de semana em casa.

Ele pediu um whisky duplo e sentou-se, enquanto Erin bebia e dançava, Evan paquerava uma loira, ele era o típico mulherengo.

Nolan olhou para todas aquelas pessoas e não gostava mais daquilo, antes ele adoraria ficar, mas agora, tudo parecia diferente.

Ele bebeu um copo atrás do outro, aquilo não era do seu feitio, ele só precisava tirar a Alyssa da sua cabeça, e ainda assim ela insistia em permanecer, chegou a achar que tinha visto ela na boate, mais não era.

— Vai com calma cara! — Evan disse largando a loira e sentando ao lado do amigo.

— Leve a Erin para casa, eu preciso ir. — Nolan disse ligando para o motorista, que já estava de prontidão lá fora.

Ele chegou em casa e pegou o telefone de Alyssa, ligando para o número que havia ligado mais cedo.

— Alyssa, por que está me ligando filha? — Maria perguntou.

— Me dá aqui mãe, depois eu explico. — Ela disse atendendo e tomando distância do trailer. — Oi? 

— Preciso vê-la, agora! — Nolan disse do outro lado da linha

— Está bêbado? 

— Me diga onde você está, eu preciso vê-la, agora.

— Senhor, isso não é apropriado! Por favor, ligue para a sua noiva. — Alyssa fala e escuta Nolan vomitando do outro lado da linha. — Você está bem? 

— Não. Por favor, venha até mim, preciso vê-la, por fa… — Nolan nem termina e acaba vomitando novamente.

— Tem alguém aí com você? — Alyssa pergunta.

— Não!

— Ligue para os seus pais, um amigo.

— Estou ligando para a única pessoa que quero aqui, por favor venha, vou te mandar o meu endereço por mensagem.

Antes que Alyssa pudesse responder ele desliga, Allyssa vê que ele já lhe enviou a mensagem, com vários erros ortográficos, ele parecia mesmo mal, ela pensa se vai ou não, e decidi ir. 

Retornando para o trailer ela tira o avental.

— Mãe aqui está tudo sob controle, vou sair e logo chego em casa tá bom?

— Aonde vai essa hora? 

— Depois eu explico. — Ela fala e dá um beijo na mãe e no pai, pega o primeiro táxi que vê.

Quando chega ao edifício, a recepcionista logo a libera, Nolan já havia ligado avisando que ela viria. 

Ela sobe até o apartamento dele e a porta está semi aberta, ele já havia deixado tudo acessível caso ela aparecesse. 

— Nolan? — Alyssa o chama e anda pelo grande apartamento.

— Aqui. — Ele fala e ela segue o som da voz. 

— Ei! — Alyssa o ajuda a levantar. — Por que bebeu tanto? 

— Acho que preciso de um banho. — Nolan falou se apoiando na pia.

Alyssa pegou o seu aparelho que estava no chão e o colocou no bolso.

— Você precisa tomar um banho gelado, vai melhorar depois disso, farei um café. 

— Pode me ajudar? — Ele pede e Alyssa fica sem ação.

— Vou tirar os seus sapatos e a sua camisa, fique embaixo da água por um tempo e quando conseguir termine de se despir, OK? 

— Ok! 

Ela abre botão por botão da sua camisa, Nolan a observa, tirando a peça ela não deixa de notar a cicatriz, ela retira os sapatos, as suas meias e o leva para debaixo do chuveiro, Nolan observava calado cada movimento dela.

— Vou fazer um café bem forte, a água está fria o suficiente, logo você vai melhorar.

Alyssa o deixa no banheiro do seu quarto e procura a cozinha, ela coloca água para esquentar e procura o que precisa.

Ela finaliza e Nolan aparece usando apenas um roupão, os seus cabelos que sempre estão bem penteados, agora estão bagunçados o tornando sexy e relaxado.

— O café está pronto! — Ela fala.

— Obrigado. — Nolan agradece e Alyssa lhe entrega a xícara, eles se acomodam na sala e o silêncio se faz presente por algum tempo. 

Colocando a xícara na mesa de centro, Nolan encara Alyssa.

— Está tudo bem? Já se sente melhor? — Alyssa pergunta preocupada.

— Não, eu não sei como te explicar isso, mais eu não paro de pensar em você.

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Comments

Livia Pereira

Livia Pereira

já estou agitada, ansiosa pela descoberta da doação. Eu sou doadora de órgãos, eu e meus filhos e marido. Acho que sempre há esperança neh, o mundo precisa continuar

2025-02-28

2

Claudia Regina Klai

Claudia Regina Klai

aí meu coração ❤️❤️❤️❤️❤️

2024-12-19

0

iranete teofilo

iranete teofilo

Hum pergunta a ele sobre aquela cicatriz menina. Aí, vocês vão entender muitas coisas anda logo. Há autora ajuda eles.

2024-12-16

2

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