Alyssa cumprimentou Carmen e sentou-se, o garçom trouxe o cardápio e elas pediram os seus pratos.
— O que está acontecendo? — Carmen pergunta curiosa, pois, Alyssa ainda olhava para fora.
— Não vai me analisar, não aqui.
— Força do hábito, me desculpe, mais me conta, o que houve, estou te achando inquieta.
— Eu não sei.
— Pode me contar, não vou julgá-la!
— Eu nunca, eu juro, nunca desejei outro homem se não o Harry, faz pouco mais de seis meses que ele se foi e eu… — Alyssa faz uma pausa.
— Conheceu alguém?
— Quase isso, é só que… é como se eu visse o Harry nesse homem, entende, são pequenos detalhes, mas é como se ele estivesse lá de alguma forma.
— Alyssa…
— Eu sei que pode parecer loucura, sei que existem pessoas com gostos semelhantes, mas é diferente, eu não sei como explicar isso.
— Sei que continua de luto, mais não se apague em detalhes, não procure motivos para se prender a alguém ou algo, só por que é parecido com o que o Harry fazia pu gostava.
— Você tem razão. — Alyssa fala e a refeição delas são servidas
— Bom, vamos mudar de assunto, então, próximo sábado terá uma festa na casa de um conhecido, a irmã dele já é minha paciente há alguns anos, perguntei a ele se poderia levar uma amiga e ele concordou.
— Eu não sei, acho que não é uma boa ideia.
— Por favor, Alyssa, eu tenho condições não posso reclamar, mais não nasci rica e gente rica me deixam num tédio, eu só vou por que é aniversário da minha paciente, e ela pediu para o irmão me mandar o convite, vamos comigo por favor!
— Eu vou, mais quero saber por que não perguntou a ela se eu poderia ir, ela que é a aniversariante!
— Não falo sobre os meus pacientes, não é ético, só posso dizer que ela não tem celular, por isso o irmão dela me mandou o convite.
— Não vamos mais falar de trabalho, e eu vou com você, só me fale o que devo vestir.
— Começará às dezoito horas, use algo bonito e elegante.
— Ok.
Após a refeição, pedem sobremesa e conversam por mais algumas horas, Carmen leva Alyssa para casa e acaba ficando para o jantar, a dona Rejane vai até a casa da rival e a risada é garantida. Eles se divertem muito e todos acabam comendo juntos.
Carmen se despede e agradece pelo dia, Alyssa toma um banho e vai até a sua bolsa, ela procura pelo seu telefone celular mais não acha.
Ela começa a pensar aonde o deixou e lembra de coloca-ló no bolso da calça.
— Mãe, pode me emprestar o seu telefone celular.
— E onde está o seu?
— Não sei, vou ligar para saber se o deixei na empresa ou perdi em outro lugar.
Ela pega o aparelho, retorna para o seu quarto e liga para o número dela, chama por algum tempo e alguém atende.
— Oi.
— Oi, é você Alyssa? — Nolan pergunta mesmo sabendo que era ela.
— Então está com o senhor, o meu aparelho, acho que deixei cair do bolso da minha calça.
— É, eu só percebi quando cheguei em casa, ia te ligar mais não sabia como, fui até o restaurante quando consegui, mais você já tinha saído.
— Tudo bem, pelo menos eu não o perdi. Pode guardá-lo para mim, pego na segunda-feira.
— Posso ir deixá-lo na sua casa se quiser.
— Não, não, eu o pego na segunda-feira. Agora eu preciso ir.
— Tudo bem! Boa noite Alyssa.
— Boa noite senhor Nolan.
Alyssa se arrumou e foi com os pais vender os lanches no trailer da família, ela precisava ocupar a mente.
Nolan, por outro lado, aceitou o convite de Evan e saiu para uma boate, levou a sua noiva é claro, ele só foi mesmo para não ter que ficar mais um fim de semana em casa.
Ele pediu um whisky duplo e sentou-se, enquanto Erin bebia e dançava, Evan paquerava uma loira, ele era o típico mulherengo.
Nolan olhou para todas aquelas pessoas e não gostava mais daquilo, antes ele adoraria ficar, mas agora, tudo parecia diferente.
Ele bebeu um copo atrás do outro, aquilo não era do seu feitio, ele só precisava tirar a Alyssa da sua cabeça, e ainda assim ela insistia em permanecer, chegou a achar que tinha visto ela na boate, mais não era.
— Vai com calma cara! — Evan disse largando a loira e sentando ao lado do amigo.
— Leve a Erin para casa, eu preciso ir. — Nolan disse ligando para o motorista, que já estava de prontidão lá fora.
Ele chegou em casa e pegou o telefone de Alyssa, ligando para o número que havia ligado mais cedo.
— Alyssa, por que está me ligando filha? — Maria perguntou.
— Me dá aqui mãe, depois eu explico. — Ela disse atendendo e tomando distância do trailer. — Oi?
— Preciso vê-la, agora! — Nolan disse do outro lado da linha
— Está bêbado?
— Me diga onde você está, eu preciso vê-la, agora.
— Senhor, isso não é apropriado! Por favor, ligue para a sua noiva. — Alyssa fala e escuta Nolan vomitando do outro lado da linha. — Você está bem?
— Não. Por favor, venha até mim, preciso vê-la, por fa… — Nolan nem termina e acaba vomitando novamente.
— Tem alguém aí com você? — Alyssa pergunta.
— Não!
— Ligue para os seus pais, um amigo.
— Estou ligando para a única pessoa que quero aqui, por favor venha, vou te mandar o meu endereço por mensagem.
Antes que Alyssa pudesse responder ele desliga, Allyssa vê que ele já lhe enviou a mensagem, com vários erros ortográficos, ele parecia mesmo mal, ela pensa se vai ou não, e decidi ir.
Retornando para o trailer ela tira o avental.
— Mãe aqui está tudo sob controle, vou sair e logo chego em casa tá bom?
— Aonde vai essa hora?
— Depois eu explico. — Ela fala e dá um beijo na mãe e no pai, pega o primeiro táxi que vê.
Quando chega ao edifício, a recepcionista logo a libera, Nolan já havia ligado avisando que ela viria.
Ela sobe até o apartamento dele e a porta está semi aberta, ele já havia deixado tudo acessível caso ela aparecesse.
— Nolan? — Alyssa o chama e anda pelo grande apartamento.
— Aqui. — Ele fala e ela segue o som da voz.
— Ei! — Alyssa o ajuda a levantar. — Por que bebeu tanto?
— Acho que preciso de um banho. — Nolan falou se apoiando na pia.
Alyssa pegou o seu aparelho que estava no chão e o colocou no bolso.
— Você precisa tomar um banho gelado, vai melhorar depois disso, farei um café.
— Pode me ajudar? — Ele pede e Alyssa fica sem ação.
— Vou tirar os seus sapatos e a sua camisa, fique embaixo da água por um tempo e quando conseguir termine de se despir, OK?
— Ok!
Ela abre botão por botão da sua camisa, Nolan a observa, tirando a peça ela não deixa de notar a cicatriz, ela retira os sapatos, as suas meias e o leva para debaixo do chuveiro, Nolan observava calado cada movimento dela.
— Vou fazer um café bem forte, a água está fria o suficiente, logo você vai melhorar.
Alyssa o deixa no banheiro do seu quarto e procura a cozinha, ela coloca água para esquentar e procura o que precisa.
Ela finaliza e Nolan aparece usando apenas um roupão, os seus cabelos que sempre estão bem penteados, agora estão bagunçados o tornando sexy e relaxado.
— O café está pronto! — Ela fala.
— Obrigado. — Nolan agradece e Alyssa lhe entrega a xícara, eles se acomodam na sala e o silêncio se faz presente por algum tempo.
Colocando a xícara na mesa de centro, Nolan encara Alyssa.
— Está tudo bem? Já se sente melhor? — Alyssa pergunta preocupada.
— Não, eu não sei como te explicar isso, mais eu não paro de pensar em você.
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Atualizado até capítulo 54
Comments
Livia Pereira
já estou agitada, ansiosa pela descoberta da doação. Eu sou doadora de órgãos, eu e meus filhos e marido. Acho que sempre há esperança neh, o mundo precisa continuar
2025-02-28
2
Claudia Regina Klai
aí meu coração ❤️❤️❤️❤️❤️
2024-12-19
0
iranete teofilo
Hum pergunta a ele sobre aquela cicatriz menina. Aí, vocês vão entender muitas coisas anda logo. Há autora ajuda eles.
2024-12-16
2