Nando
Depois de uma noite ardente, Samantha e Nando estavam deitados, entrelaçados, enquanto o sol da manhã começava a iluminar o quarto. As cortinas balançavam suavemente com o vento, mas nada podia perturbar o silêncio cúmplice que preenchia o espaço.
— Não sei o que você fez comigo, Samantha — Nando disse, a voz rouca, deslizando os dedos pelos cabelos dela. — Mas é como se o mundo inteiro desaparecesse quando estou com você.
Ela sorriu, o coração acelerado. Nando tinha esse poder de torná-la vulnerável e forte ao mesmo tempo.
Não diga isso, Nando. Você sabe que sou eu quem está preso a você. Não importa o que aconteça, meu coração é seu.
Ele se inclinou e a beijou suavemente, mas havia algo em seus olhos que parecia refletir mais do que desejo. Havia medo. Medo de perder o que haviam construído.
— Eu quero que você saiba... — ele começou, hesitante. — Nunca vou deixar ninguém machucar você. Não importa o que eu tenha que fazer.
Samantha segurou o rosto dele com ambas as mãos, olhando-o nos olhos.
— Eu acredito em você, Nando. Mas preciso que acredite em mim também. Não há espaço para dúvidas entre nós.
Ele a puxou para mais perto, como se quisesse protege-la de tudo.
— Juro, Samantha. Seja o que for, eu nunca vou deixar que ninguém estrague o que estamos construindo
— Então somos invencíveis, não somos? — ela sussurrou, sorrindo.
E, naquela manhã, com as promessas sussurradas entre beijos, Samantha e Nando pareciam imbatíveis. Mas, no fundo, ambos sabiam que o mundo lá fora não seria tão generoso com eles. Afinal, em um amor tão intenso, as juras de lealdade são tão frágeis quanto as chamas que o alimentam.
A tranquilidade da manhã não durou muito. O telefone de Nando vibrou na mesa de cabeceira, o som quebrou o silêncio confortável. Ele esticou o braço, sem vontade de se afastar de Samantha, mas, ao olhar a tela, sua expressão endureceu.
— Quem é? — Samantha perguntou, percebendo a mudança em sua postura.
— Nada importante — ele respondeu, desviando os olhos. Levantou-se rapidamente, vestindo a calça jeans que estava jogada no chão.
Samantha sentou-se na cama, com o lençol enrolado no corpo, o olhar atento.
— Nada importante? Essa é a sua cara de "problema", Nando. Quem ligou?
Ele hesitou, evitando o olhar dela, enquanto passava a mão pelos cabelos bagunçados.
— Sabe que pode confiar em mim, eu faço parte desse mundo também, e eu posso ajudar-te com tudo — Disse Samantha preocupada
Foi o Doni. Parece que o Torres está mais perto do que imaginávamos. Ele mandou invadir o meuro
Nome "Torres" fez um arrepio percorrer o corpo de Samantha. Ela sabia que aquele homem era sinônimo de perigo, a sombra que pairava sobre o nosso mundo. O pai dela quer a cabeça dele em uma bandeja
— vou ajudar—te, o meu pai quer a cabeça dele, numa bandeja, ele já fez algumas coisas para o meu pai, e agora ele está a fugir, vamos trabalhar juntos — disse Samantha
— Não, Sam. — A voz de Nando era firme, quase autoritária. — Eu não vou envolver-te nisso
Samantha desceu da cama, aproximando-se dele.
— Você sabe que eu não fico de fora, certo? Se ele está atrás de você, está atrás de mim também.
Ela encarou-o, os olhos cheios de determinação.
— Tá bom. Mas você promete que vai ouvir o que eu disser e não vai agir por conta própria?
Samantha assentiu, mas por dentro sabia que nunca seria apenas uma espectadora.
Enquanto Nando saía para encontrar Doni, Samantha pegou o telefone e disse para sua mãe
— Mãe, preciso de um favor. Preciso descobrir tudo o que puder sobre Torres. Esse cara está perto demais, e eu não vou ficar sentada a esperar ele fazer o primeiro movimento.
Do outro lado da cidade, Torres recebia informações sobre Nando e Samantha. Um sorriso cruel surgia em seu rosto.
— Eles acham que podem escapar. Mas amor sempre foi a fraqueza de homens como Nando. Vamos ver até onde esse romance aguenta a pressão.
E assim, o jogo estava prestes a começar.
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Atualizado até capítulo 30
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