Enquanto as luzes de Sevilha piscavam à distância, Hana continuou caminhando ao longo do rio Guadalquivir, perdida em seus pensamentos. A cidade, com sua energia vibrante e sua beleza atemporal, havia se tornado um lugar de inspiração e autodescoberta. Era como se cada esquina, cada rua, trouxesse consigo uma nova perspectiva, uma nova história esperando para ser contada.
A colaboração com Mateo se aprofundava, e o projeto da antologia começava a tomar forma. Cada poema que ele escrevia e cada ensaio que ela acrescentava se entrelaçavam, criando um tecido de palavras que, de alguma maneira, capturava as emoções universais de perda, esperança e amor. Hana sentia que, pela primeira vez, sua escrita estava transcendente, não apenas refletindo suas experiências pessoais, mas tocando em algo maior – algo que conectava todas as pessoas.
No entanto, apesar das alegrias de sua jornada, havia uma nostalgia crescente em seu coração. A distância de casa, de sua vida anterior, de Mia, de Joon, começava a pesar. Ela percebia que, embora tivesse encontrado uma nova versão de si mesma, também ansiava por compartilhar suas descobertas com aqueles que a apoiavam desde o início.
Na última noite antes de sua partida, Hana recebeu uma carta de Mia. Era um relato comovente da jovem escritora sobre como sua mentoria havia transformado sua vida. Mia finalmente sentia que tinha uma voz, que suas palavras eram importantes e que seus sonhos de se tornar uma escritora não eram mais apenas fantasias distantes, mas objetivos concretos. "Você me deu coragem", Mia escreveu, "e eu nunca vou esquecer isso."
Essas palavras encheram Hana de emoção. Ao dobrar a carta, ela soube que sua jornada em Sevilha estava completa. As lições que aprendera, as conexões que fizera, os projetos em andamento – tudo fazia sentido agora. Ela voltaria para casa não apenas com novas histórias, mas com uma renovada sensação de propósito e gratidão.
Na manhã de sua partida, Mateo a acompanhou até o aeroporto. Antes de se despedirem, ele entregou a Hana um pequeno caderno de capa de couro. "Para suas próximas histórias", ele disse com um sorriso. "Seja lá onde estiver, suas palavras sempre encontrarão um caminho."
Hana abraçou Mateo, sentindo o calor da amizade que haviam construído. "Obrigada por tudo", sussurrou, sabendo que aquelas palavras eram insuficientes para expressar a profundidade de sua gratidão.
Quando o avião decolou, Hana olhou pela janela, observando a cidade se afastar lentamente. Mas, em vez de tristeza, sentiu uma onda de esperança. Sevilha sempre estaria lá, assim como as pessoas que conhecera e as histórias que escrevera. E agora, enquanto voltava para casa, sabia que sua jornada estava longe de terminar. A cada passo, a cada novo começo, Hana continuaria a escrever seu caminho – um caminho cheio de ecos de esperança e a certeza de que, no fundo, sempre haveria mais histórias para contar.
Com um sorriso tranquilo, Hana pegou o caderno que Mateo lhe dera e, pela primeira vez desde que chegara a Sevilha, começou a escrever: " O fim é apenas o começo de uma nova jornada."
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Atualizado até capítulo 53
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