MALVINA - Minha filha, se deu bem em.- Disse em um tom humorado, apesar de parecer uma mulher séria, Malvina era dona de um senso de humor admirável e as vezes ela era meio intrometida.
CAROLINA - Vocês viram o negrão que acabou de sair daqui?- Disse apontando para a saída.
MALVINA - Você viu menina, imagina o instrumento dele?
CARLOS - Malvina.- Disse encomodando, as vezes a esposa dele não segurava a língua.
MALVINA - O que? Eu só estou elogiando os atributos do nosso genro.
CAROLINA - Aquele é o seu noivo amiga?- Perguntou olhando para Laís.
LAIS- Pelo que parece sim.
CAROLINA - Bonitão em, parece daquele tipo que te bagaça na cama.
CARLOS - Para de falar assim, o meu bebê não vai ficar com aquele mamute.
MALVINA - Porque não, veja pelo lado bom, a cadeira de rodas ela já tem.
LAIS- Mãe.
MALVINA - Está bem, eu vou parar de falar.
LAIS- Melhor mesmo, a senhora se empolgado as vezes.
CAROLINA - Qual o nome dele?
LAIS- Hugo.
CAROLINA - Eu tive a impressão que ele me é famíliar, parece alguém que eu conheço.
CARLOS - Deve ser por causa das diversas reportagens que tem sobre ele.- Disse com o celular na mão.- Ele já ganhou alguns prêmios e é bem reconhecido no meio da medicina e também tem uma clínica bem renomada.
CAROLINA- Então, além de lindo, gostoso, ainda é rico e famoso, se deu muito bem amiga.- Disse sorrindo para Laís.
MALVINA - Quem sabe vocês não podem dar certo querida, ele pareceu bem interessado em você.
CARLOS - Amanhã ele disse que virá busca-la filha.
CAROLINA - O que você vai vestir? Tem que estar linda, para conquistar o gato.
LAIS- Eu nem o conheço amiga, e outra, eu tenho certeza, que não sou o tipo dele.- Disse em um tom desanimado.
KAYKE - Você é muito bonita Laís.- Disse sem ao menos perceber, estava ficando cada vez mais difícil esconder os seus sentimentos pela mulher que tanto ama.
DIANA- Vamos para o quarto kayke.- Disse indo em direção às escadas.
CARLOS - Mais e a festa minha filha?
DIANA- Eu já perdi todo o Interresse nessa festa.- Disse seguindo para o andar de cima, sendo seguida pelo agora marido.
#COM DIANA E KAYKE#
Os dois subiram as escadas e seguiram em direção ao quarto da jovem, que agora passaria a ser deles dois.
Após o acidente de Laís, Diana viu a oportunidade de ferir ainda mais a filha perfeita de seus pais e começou a investir em Kayka, que também tinha um plano em mente.
DIANA- Você não me disse que o seu primo era horrível e estranho?- Perguntou assim que entraram no quarto.
KAYKE - Ele era, na adolescência, usava óculos fundo de garrafa e vivia com a cara nos livros, depois que se formou no colégio, ele foi estudar na Europa e não nos vimos desde então.
DIANA - E não te ocorreu, falar que fazem doze anos que vocês não se viam.
KAYKE - Você também não me disse que se você não se casasse com o meu primo, a sua irmã que teria que casar com ele.
DIANA - Que diferença isso faz?
KAYKE - Nenhuma, mais não acha que seria uma informação relevante para mim.
DIANA - Porque? Esta bravo porque a minha irmãzinha vai se casar com um homem mais bonito e atraente do que você.
KAYKE - E você, ficou com raiva pelo mesmo motivo?- Perguntou no mesmo tom de ironia que a esposa.
DIANA- Vamos deixar isso para lá, esse acordo não vai durar para sempre, principalmente com a minha irmã sendo uma aleijada, então vamos pensar em nós, eu decidi que quero administrar as suas ações da construtora.- Disse e kayke se deu conta de um pequeno detalhe.- Então segunda-feira, eu quero que me leve a construtora.
KAYKE - Sobre isso, eu tenho que te contar uma coisa.- Disse em um tom estranho para Diana, que sempre o viu ostentando o dinheiro da família e ela também sabia que a construtora ia bem.
DIANA - O que foi? Porque você está parecendo tão tenso?
KAYKE - Eu não tenho dinheiro.- Disse de uma vez.
DIANA - Como assim? E as ações da construtora?
KAYKE - Eu não tenho as ações, não tenho nada.
DIANA - Me explica isso direito, você me disse que tinha muito dinheiro, que você herdou ações do seu avô.
KAYKE - Sim, quando o meu avô morreu, ele dividiu a herança dele em quatro partes, mais a minha mãe e eu não tinhamos vocação para trabalhar, então vendemos as ações para o meu tio, que agora é o sócio majoritário da construtora e o meu primo que ainda tem a parte dele, mesmo tendo a própria clínica.
DIANA - E o dinheiro que você recebeu da venda das ações?- Perguntou irritada, percebendo que tinha dado "um tiro no pé."
KAYKE - Eu gastei, eu sempre gostei de vida boa, então, tudo o que eu queria comprar, eu comprei, até que o dinheiro acabou.
DIANA- E a sua mãe?
KAYKE - Seguiu o meu exemplo e acabou com todo o dinheiro dela, hoje ela trabalha em uma botique no shopping, já que o meu tio não achou justo dar nem mais um centavo a ela.
DIANA- Seu idiota.- Gritou com ele.- Você é um pobretão e ainda me convenceu a trocar o seu primo e me casar com você, que não tem nada.
KAYKE - Eu iria ter alguma coisa, se o meu primo, não se casasse e não cumprisse o acordo, o dinheiro vinha para mim, mais eu não sabia que a sua irmã já tinha aceitado se casar com ele.- Disse sentindo um aperto no peito, só de pensar que a mulher da sua vida, seria de outro.
DIANA- Então quer dizer que você não tem onde cair morto?
KAYKE - Infelizmente.
DIANA- E agora a minha irmã vai se casar com um milionário e será muito rica, enquanto eu acabei com você.- Disse e kayke concordou com a cabeça.
Diana pegou um vaso que estava ao lado de sua cama e o tacou na parede, sentindo raiva da sorte que a irmã estava tendo.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Maria Alves
O que a inveja, ambição, egoísmo faz com o ser humano .Construiu-se um muro feito só com areia, depois vem ao chão.
2025-01-13
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Ellen Rodrigues Farias
só eu que lembrei do filme " As Branquelas" por causa do negão e a cadeira de rodas?
2025-02-07
0
Pati 🎀
com uma irmã dessa, nem precisa de inimigo, misericórdia 😬
2025-02-16
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