Aurora, sentou-se no chão, e ficou observando as duas com ternura. Luna, que segurava um brinquedo colorido, o estendeu para Malú, que, ainda nos braços de Aurora, observava o gesto com um olhar curioso. Luna soltou um riso baixo e fez um som suave, fazendo Malú piscar e balançar a cabeça levemente, como se estivesse respondendo.
_Pelo visto as duas estão se entendendo, não é? Comentou Aurora com um sorriso, enquanto observava a interação entre elas. Era como se as duas meninas estivessem trocando informações em uma linguagem misteriosa, algo que Aurora, como adulta, não conseguia compreender. As pequenas risadas de Luna e os sons balbuciados por Malu formavam uma melodia doce que preenchia a sala.
Malu, por sua vez, esticou uma das mãozinhas em direção a Luna, como se quisesse tocar no brinquedo que ela segurava, mas logo voltou seu olhar para Aurora, como se buscasse a confirmação de que poderia pegar. Aurora, percebendo o olhar de Malú, sorriu para ela, encorajando-a a brincar também.
_ Pode pegar, princesa. Com um gesto tímido, Malú começou a explorar o brinquedo, mas seus olhos ainda se voltavam para Luna e Aurora. _Você quer brincar com a Luna, Malú? Perguntou Aurora vendo Luna sorrir, como se entendesse exatamente o que Malú desejava, colocando o brinquedo delicadamente nas mãos dela. O gesto simples, mas cheio de significado, fez com que Aurora sorrir novamente. Ela nunca havia visto a filha se conectar tão rapidamente com outra criança, e o fato de Malú estar se adaptando tão bem a essa interação a surpreendeu ainda mais, lembrando do que Ângela havia dito. Aurora soltou Malú que ficou em pé dando alguns passos ainda desengonçados por cauda da idade.
_ Tão lindas… Falou encantada vendo as duas brincarem juntas.
Enquanto as meninas continuavam a trocar gestos e sons, Aurora percebeu que havia algo de muito especial na forma como se comunicavam. Era um entendimento puro, uma comunicação sem barreiras que parecia ultrapassar as limitações da idade e das palavras.
E Malú, que normalmente seria tímida e evitaria contato com alguém que não conhecia, correu para Aurora se aninhando em seus braços, o mesmo feito por Luna.
Aurora, com o coração acelerado por essa cena, começou a se questionar sobre a origem dessa conexão tão natural entre a filha e Malú. Era como se as duas fossem velhas conhecidas, almas que, de algum modo, já se entendiam antes mesmo de se encontrarem. O sorriso de Luna, a maneira como ela oferecia os brinquedos a Malu, e o jeito como Malú correspondia aos gestos, tudo isso formava um quadro de harmonia que Aurora não conseguia explicar.
Ela fechou os olhos por um momento, apertando o abraço, sentindo o calor das meninas em seus braços, escutando o ruido gostoso dos seus sorrisos. Aurora observou as duas meninas. De alguma forma, aquele momento, aquelas trocas de olhares e risos, pareciam mais significativos do que qualquer palavra.
_ Ai ai ai, coração!
Aurora sorriu, acariciando os cabelos de Malu, enquanto Luna, sempre carinhosa, se aproximou da mãe dando um beijo na sua face. Era uma situação que acalmava qualquer coração.
Luna voltou a brincar sentada no chão, e olhou para Aurora, com o sorriso inocente que só as crianças têm.
_ Mamãe… Chamou Luna, e Malú, que continuou no colo de Aurora, olhou para ela. Aurora percebeu como os olhinhos de Malu se fixaram em Luna, quase como se estivesse tentando entender o que aquela palavra significava. _ Olha mamãe, a boneca.
_Ela é bonita, não é filha?
_ Sim… bunita...
Malu piscou novamente, e seus olhos se voltaram o para o rosto de Aurora. Ela parecia confusa, como se estivesse tentando processar o que havia acabado de ouvir. Aurora, sentindo o peso do olhar de Malú sobre ela, sorriu suavemente e acariciou os cabelos da menina.
Luna, voltou a se aproximar de Aurora, enquanto balançava um dos seus brinquedo na frente mãe.
_Mamãe! Mamãe! O som da voz de Luna dizendo aquela palavra chamava a atenção de Malú, mas a palavra em si parecia um mistério que ela não conseguia desvendar completamente.
Aurora, com o coração apertado, olhou para Malú e notou uma leve tristeza nos olhos da pequena. Aquele olhar silencioso parecia estar procurando por algo, como se Malú estivesse tentando entender porque Luna tinha uma "mamãe" e ela não. Aurora sentiu uma pontada de dor ao pensar no quanto Malú poderia ter sentindo falta de uma figura materna, algo que ela parecia estar reconhecendo naquele exato momento.
Malú, ainda nos braços de Aurora, encostou a cabeça no peito dela, buscando o conforto que só o calor de um abraço pode proporcionar. Aurora a segurou com mais firmeza, sentindo a responsabilidade e o peso emocional daquele gesto. Ela sabia que Malu, mesmo tão pequena, parecia perceber alguma diferenças em sua vida em relação a Luna
Aurora continuou a acariciar os cabelos de Malú, enquanto Luna, despreocupada, voltou a brincar com os brinquedos. Aquele momento de conexão entre as três, embora simples, carregava uma profundidade emocional que Aurora sentia vibrar em seu corpo. Ela sabia que, de alguma forma, precisaria preencher o vazio que existia na vida de Malu, mesmo que apenas temporariamente.
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Olá, meu atestado acabou hoje, e minha mão começou a melhorar, espero que dessa vez não tenha outro susto. Realmente foi apenas um furo entre os dedos, não esperava toda essa complicação. Se estiver bem na segunda, quero fazer uma atualização especial, chegando até o capitulo em que o Rodrigo e a Aurora vão se encontrar. Obrigada pela compreensão e todas as mensagens que me enviaram desejando melhoras.❤️🥰
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Atualizado até capítulo 77
Comments
Leydiane Cristina Aprinio Gonçaves
que lindas nasceram para ser irmãs uma foi abandonada pelo pai pelo progenitor c****** a outra foi abandonada pela mãe v**** piranha cretina mas encontrou em uma amizade tão linda entre elas duas nessa idade onde não se há maldade malícia nem ódio nem rancor muito menos o egoísmo dos adultos como é lindo ver que essas crianças estão se conectando como irmãs acredito que quando o Rodrigo e a Ângela souber que a Malu se adaptou bem a Aurora e a filha dela Luna eles vão ficar muito surpreendidos e vão querer contratar ela para trabalhar com eles cuidando da malu por tempo indeterminado aí a vida da Aurora irá se reconstruir ela irá voltar a estudar enfermagem e realizará o sonho dela de se tornar uma enfermeira formada e vai mostrar para todos aqueles que abandonaram ela quando ela descobriu a gravidez dá Luna que ela foi mãe foi mulher foi forte foi perseverante e lutou até o fim para realizar os sonhos dela e os sonhos da filha dela que ela não precisa dos pais não precisa de ninguém para ser feliz apenas dela mesma e da sua joia preciosa Luna amei esse capítulo estou de volta Drica samura para ler mais um livro seu top de linha parabéns
2025-02-07
1
Patrícia Barbosa Ferrari
Um lindo capitulo ❣️ cheio de emoções e muito Amor 💜❤️
2025-02-02
2
Silvanetemelo5 Melo
é muito triste uma criança ser abandonada pela própria mãe tadinha sente falta da mãe 😢😢
2025-01-20
2